domingo, 26 de março de 2017

O burguês bolchevique e por que o socialismo nasce morto

O socialismo é impossível porque não há sociedade sem hierarquia, não há sociedades sem "favorecidos e desfavorecidos". Milênios de insurreições populares, revoluções das mais diversas cores e palavreado colorido de "líderes iluminados", seguido de ações não tão coloridas, dão testemunho da impossibilidade de um mundo sem "mestres e servos". Há, evidentemente, servos que querem se tornar mestres, ou mestres não tão ricos, que querem apenas se tornar ainda mais "magistrais". Esse é o resumo da História do socilalismo, e isso explica porque tantos burgueses conferem apoio entusiástico ao movimento revolucionário - em caso de dúvidas, consulte a biografia do senhor George Soros.

A rússia soviética não foi construída por "camponeses, operários e soldados". O RKKA (Raboche-Krestiánskaya Krásnaya Ármiya) não foi comandado pelos trabalhadores, e "nikogdá býl". O estado revolucionário por excelência foi construído pela elite financeira e intelectual russa - Lenin não nasceu em casebre, mas em uma linhagem de nobres e - literalmente - banqueiros. A gana da liderança revolucionária não é "acabar com as elites" - é ser ela mesma a nova elite, a construir o "Novo Mundo" e o "Novo Homem", seja ele soviético, nacional-socialista, francês ou tupiniquim. Ao lado de Lenin estavam Dzerszhínsky, da casta nobre da Polônia - da Szlachta. Ele, um aristocrata, tornou-se o chefe da organização socialista mais temida do mundo, que seria conhecida como o NKVD (e, posteriormente, o KGB). Trótsky, por sua vez, era filho de um latifundiário ucraniano - Liev Davidovich nunca trabalhou em um chão de fábrica por um dia sequer, em toda a sua vida. Os irmãos Sverdlóv, outros fiéis escudeiros da causa, eram de família rica, com investimentos no setor financeiro nos EUA - e com o dinheiro de Wall Street, fizeram o outubro vermelho, como testemunha Vladimir Zhirinovisky. Volkogonov acrescenta que os governos e banqueiros alemães também investiram no levante - para comprar os insurgentes, tirar a Rússia da guerra e ganhar, para acrescentar insulto à injúria, parte do território ocidental do Império. A elite do "estado dos trabalhadores" nunca trabalhou, apenas sentia inveja dos antigos senhores, e acreditava que seria capaz de "mandar melhor" - segundo o testemunho da ciência histórica, o fracasso foi um dos maiores já vistos, com um custo de dezenas de milhões de vidas inocentes, que, por ironia do destino, eram de trabalhadores.

Karl Marx uma vez disse que a História se repete, e Soros é a réplica dos homens que fizeram o levante de Petrogrado. Como até Lênin tinha mais de um banqueiro, o senhor húngaro tem companheiros na dinastia americana - aquela, composta por magnatas do petróleo, que em meados de março perdeu um filho bilionário que atendia pelo nome de David - e nas famílias europeias ligadas aos clubes globalistas (entre elas, naturalmente, a do "escudo vermelho"). Esses são os "Ulyanov", "Sverdlóv" e "Dzerzhinsky" do nosso tempo. O único termo que dá conta de descrever o fenômeno é "metacapitalismo": os revolucionários são burgueses que querem o monopólio do poder militar, do poder industrial e do controle sobre cada mínimo aspecto da vida humana, através da expansão infinita da influência do Estado. São os monopolistas por excelência, são a epítome da ganância e da libido dominandi. Qualquer crença nesses homens é certeza de desastre: não é posível criar, como diz a internacional, um "mundo sem senhores" levando ao trono os mais brutais, cínicos e mentirosos dos poderosos. Se ainda há dúvidas a respeito do futuro em uma vida sob o comando dos movimentos patrocinados por estes cavalheiros, basta mostrar que, na visão do mais famoso dos metacapitalistas, a China é o Estado que deve "dar as cartas" no "Novo Mundo". Como se não fosse o suficiente, o mesmo confessou, em entrevista à CBS, ter sido um colaborador do regime nazista, e ter considerado o ano da invasão alemã "o ano mais feliz" de sua vida.

O socialismo é o culto ao fracasso e o grito enfurecido dos incompetentes que se imaginam com inteligência e poder o bastante para controlar cada aspecto da vida dos vizinhos. É a sentença de morte da inteligência, porque nega um dado básico da realidade: a limmitação humana. Não importa o quanto a pessoa diga a si mesma que "é Deus" - no fim do dia, todos os projetos terão fim, todos os sonhos morrerão e toda a riqueza irá se desfazer em pó. Apenas as coisas que os revolucionários mais odeiam continuarão a existir, e elas são precisamente as que a militância histérica afirma "não haver". Até que o dia derradeiro chegue, os "iluminados" continuarão a pregar o advento da "sociedade do futuro" e o paraíso na terra. Traídos por sua ganância, serão jogados sob as botas e sangrarão gemendo debaixo do punho de ferro de burgueses ainda mais cruéis e homicidas que os do dia anterior - e os novos burgueses chamarão a si mesmos de "Partido".

Mais sobre o tema - Paul Joseph Watson denuncia financiamento do mais conhecido metacapitalista a militantes de extrema-esquerda nos Estados Unidos:

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

O feminismo é autoflagelação feminina

A piada de Gavin McInnes sobre a ideologia não poderia ser mais precisa - "feminismo é coisa de macho". A ideologia conseguiu, Deus sabe como, unir autodepreciação feminina com apoio incondicional à forma mais brutal de machismo - o bom e velho islã político, que marcha orgulhosamente nas "slut walks" ao lado da multidão histérica. Como é possível que as militantes não veja a tragédia de sua fórmula política?

O feminismo (e a ideologia do sex-lib) soviético morreu no Gulag e nas instituições psiquiátricas, com Radek, o membro do CKVKP enviado por Stalin para o assassinato por espancamento. Não há misericórdia para os militantes feministas ou do sex-lib na "democracia proletária". Por grande ironia do destino, a única sociedade que tolera os movimentos é a ocidental, cristã. A mesma que lutou pelo sufrágio feminino, no final do Século XIX e início do Século XX. Inevitavelmente, quando se estuda os principais regimes e movimentos defendidos pelos partidos que se identificam como o "feminismo" (como o PSOL brasileiro e o Partido Democrata, dos EUA), é possível encontrar o Fatah e o Hamas. O partido de Freixo queima bandeiras de Israel - Estado que protege os direitos das mulheres e dos gays - e marcha ao lado dos filhotes de Arafat, que estão executando homossexuais e espancando mulheres, à moda wahabbista.

Como a escritora Phyllys Schlafly destaca, a militância do sufrágio universal, muito antes das "third wave feminists", foi composta de mulheres cristãs e coservadoras. Os movimentos que lutaram pelo fim dos estupros coletivos nas colônias britânicas também foram das igrejas - os jogos de violência sexual como "taharrush gamea", do egito, e seus equivalentes hindus, foram condenados há mais de um século, precisamente pelos "conservadores fascistas". Os primeiros defensores dos direitos das mulheres foram cristãos, conservadores. E é contra os verdadeiros defensores das mulheres que as feministas avançam. Por ironia da História, o homem que acabou com a escravidão nos Estados Unidos foi um cristão, conservador e republicano - Abraham Lincoln - que lutava contra o partido da "virtue signaling", contra o Partido Democrata, que hoje de finge de defensor incondicional das minorias. Só quem não conhece o "currículo" da esquerda é que acredita na propaganda "politicamente correta".

McInnes entendeu o recado: as feministas odeiam as mulheres. Odeiam as mulheres ocidentais, apoiando a expansão salafista clara e gritante nas comunidades de "refugiados" no Ocidente. Odeiam as mulheres egípcias, palestinas, indianas, e atacam impiedosamente a única civilização que protege as mulheres da barbárie e da violência sexual. A cultura ocidental leva estupradores à cadeia - a oriental celebra a violação, literalmente, como se fosse jogo.

Feminismo é estupidez, sob medida para meninas histéricas de classe média que não entendem absolutamente nada sobre seu "movimento", sobre o mundo ou sobre a realidade. O feminismo é apenas mais uma face da hodierna "cultura do suicídio". Mais do que isso: o feminismo é um golpe muito bem aplicado, por líderes (que são homens, como o sr. Soros) mal-intencionados. O feminismo foi utilizado pelos principais movimentos totalitários da História para enganar, arregegimentar, usar e destruir a liberdade feminina, sob o discurso das "melhores intenções" progressistas. Hoje, o feminismo tira o mínimo de garantias que as mulheres poderiam ter, e chega ao ponto de trazer, aos milhões, para o Ocidente, pessoas que não irão hesitar em espancar até a morte as mulheres que porventura resistam a usar o véu, símbolo máximo da maior opressão patriarcal que já existiu.  Como diz o ator, "feminismo é coisa de macho".

Confira na íntegra a sátira feita por Gavin McInnes:

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

A obsessão da mídia por Donald Trump e a infinita hipocrisia esquerdista

Donald Trump começou seu governo fazendo exatamente o que disse que iria fazer. A esquerda, naturalmente, não o perdoou por tamanho pecado. O único erro dos analistas filo-marxistas é conferir todo o crédito das medidas novas a Trump - o republicano fez a proibição à imigração oriunda de sete países de maioria islâmica com base em uma lista criada por, imaginem só, Barack Obama. Com um agravante - a proibição em si tem um precedente em decisão idêntica tomada por Obama em 2011, com base na mesma justificativa: impedir a entrada de pessoas com possíveis ligações com organizações extremistas. Como sempre, a esquerda vive da máxima leninista: "acuse-os do que você é, xingue-os do que você faz".

Donald Trump pode ter muitos defeitos, mas não é um incompetente no aspecto de suas capacidades administrativas. Todas as decisões que tomou, na primeira semana, beneficiarão o público americano, de forma independente da origem ou religião do eleitor. Sua decisão sobre a imigração originária de áreas geográficas com conflitos sectários religiosos não é "anti-islâmica" - é simplesmente sensata, e tem um precedente que deveria ser o bastante para "calar a boca" de qualquer jornalista com a formação "tradicional", muito bem conhecida do público brasileiro. Suas medidas referentes às importações são respostas óbvias e obrigatórias para a competição desigual com uma indústria estrangeira gigantesca e desumana, que faz uso amplo e notório do trabalho escravo. O protecionismo, normalmente defendido pela esquerda, tornou-se sintoma de "xenofobia", aos olhos de nulidades intelectuais como o senhor Caio Blinder - que tem um nome muito adequado ao papel que desempenha, como bem expôs o professor. As barreiras alfandegárias seriam desejáveis (e contra a mesma potência industrial) até no Brasil, que vê sua indústria perecer diante da competição contra os produtos fabricados com suor e sangue nos campos do Lao Gai. Como é possível que a esquerda produza tanto cinismo e hipocrisia? Através da boa e velha ideologia que justificou o mar de mentiras que sempre foi o "movimento principal" e todos os seus subsidiários.

Até mesmo o feminismo decidiu gritar em desespero diante de Trump. Isso mesmo - os supostos "defensores das mulheres" ficam escandalizados com a possibilidade de um líder ocidental tentar proteger as mulheres de movimentos totalitários que tem, entre seus principais objetivos, a instalação de um sistema da mais completa violência e repressão contra as mulheres. O feminismo, de ideia que propunha a "libertação feminina", tornou-se o maior defensor da opressão e da selvageria contra as mulheres. Tornou-se porta-voz do mais descarado, desumano, covarde e cínico dos sistemas ideológicos machistas - e o único que continua a propagar "doçuras" como o apedrejamento por adultério e até mesmo (no caso egípcio) o estupro com proteção legal ao criminoso. Não é de causar espanto que na "marcha das mulheres contra Trump" tenha estado presente uma senhora que faz apologia aberta da mutilação genital feminina e de grupos jihadistas. No início do século XXI, a esquerda já conseguiu chegar tão baixo na escala da normalidade humana - resta esperar para descobrir até onde a militância mais assassina do mundo poderá ir na defesa do indefensável.

Mais sobre o tema - Paul Joseph Watson discute as novas políticas de imigração adotadas por Donald Trump:

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Calheiros e a metamorfose do público

O Brasil mudou. Isto não tem absolutamente nada a ver com a demagogia petista, não diz respeito às afirmações presunçosas dos últimos governantes. É apenas a consequência do processo de "despertar nacional" pelo qual o Brasil passa - as pessoas perderam o medo de expressar uma opinião, perderam o medo de afirmar suas crenças - que, invariavelmente, contradizem os dogmas da casta governante e da grande mídia - e pederam qualquer possível respeito que poderiam dedicar à burocracia. Os fatos mostraram que o Estado tupiniquim é um fracasso e uma calamidade - a lei agora é chamar os parasitas de parasitas, e todos os vermes passaram a se contorcer em desespero.

Renan Calheiros sempre se imaginou acima das críticas. Sempre se colocou "acima da tempestade", tal como uma figura olímpica, intocável, inatingível, senhor supremo do mundo brasileiro, coronel santificado dessas terras amaldiçoadas. O "dono do pedaço", um dos caras que se imaginavam "acima da lei". Passou tranquilamente por dezenas de escândalos de mais de um governo, sobreviveu à inúmeros noticiários negativos, soltou bocejos de tédio diante de críticos mordazes detendores dos megafones. O político não imaginava - como a maior parte da casta governamental - que a mídia brasileira não tem nada a ver com o povo. Que a classe jornalística é tão alienígena para o compatriota médio quanto kvass e Marusya. Agora, o senhor senador vai cair do cavalo - porque não é laçador, e muito menos cossaco. Vai, infelizmente, quebrar alguns ossos na fúria dos protestos populares. Renan Calheiros é a reencarnação de Dilma.

Em 2016, nossos compatriotas perceberam que podem derrubar um governo. Perceberam que podem colocar medo na burocracia. Perceberam que podem dar força jamais imaginada a integrantes das polícias e do Judiciário - ou aos integrantes do Judiciário que valem seus salários. O fenômeno é único na memória da política tupiniquim, e pegou a todos de surpresa - derrubou Dilma, está quase levando Lula à cadeia e agora está sedento pela destruição da carreira de Renan. Nomes que jamais se imaginaram a um passo da guilhotina já estão com o pescoço na trilha da lâmina. Lula - "o" Lula - está na mira da Lava Jato, e pode, verdadeiramente, perder o enorme poder que conseguiu através de uma das maiores militâncias políticas da América Latina. Pode perder tudo por uma singela acusação - de ter recebido dois imóveis em esquema de favorecimento ilícito. É inegável que a pressão popular foi decisiva para o caminhar dos acontecimentos, e o destino de Renan Calheiros é mais um sintoma da formidável mudança de mentalidade da população brasileira. O povo, como diria Olavo de Carvalho, finalmente tomou parte na História do Brasil. É o fim da casta burocrática e dos oligopólios estridentes ao seu redor, ao menos como tal configuração existia até ontem. O novo "homem médio brasileiro" está muito irritado, e quer sangue de políticos.

A casta política irá, sem dúvida, tentar resistir à mudança. Ninguém gosta de perder dinheiro - poder, status são tesouros intocáveis. Ainda que cada um dos atuais "inimigos públicos" consiga se livrar de acusações, é impossível negar satisfação de ver o país reagir. A nova atitude é a ofensa última contra a decadência da república, contra a pose pernóstica dos celerados que concentram toda a força tirânica que tantas vezes se voltou contra os mais fracos. O filósofo, aquele que talvez seja um dos maiores responsáveis pelo movimento das mentes saudáveis, explicou muito bem qual deve ser o tratamento dispensado à burocracia: o desrespeito sistemático, a ofensa como arma política. A queda da elite política está acontecendo nos tribunais e nas ruas - o Judiciário que é justo o faz através da cadeia, as ruas fazem através dos tomates e xingamentos. Afinal, foram os últimos, em alto e bom som, que derrubaram o governo responsável pela morte da economia nacional. Para a "revolução sanitária" na política, sabemos para onde devemos mandar nossos governantes.

Mais sobre o tema - Olavo de Carvalho discute as iniciativas de desobediência civil:

Trump é a morte da esquerda

O marxismo fracassou miseravelmente no último século - 1989 pontuou o colapso do império soviético com os slogans satíricos "trabalhadores do mundo, me perdoem", fazendo toda a justiça ao legado magnífico das esquerdas. Os sonhos milenaristas da sociedade sem classes morreram nas covas coletivas da Europa Oriental. O novíssimo sonho, o do multiculturalismo, nasceu velho, e já foi esfaqueado pelas vozes incansáveis das ruas, que pedem "Brexit", "Trump" e não têm medo de afirmar que o projeto sueco é um fracasso - nenhum esquerdista gosta de saber que a nação escandinava é a capital mundial dos estupros, graças aos gentis e humanistas "refugiados". A esquerda sofreu morte cerebral - o corpo, todavia, permanece vivo graças à generosidade dos bolsos de figuras como George Soros. Não há escritor bolchevista que possa competir com Scruton, não há autor brasileiro que possa competir com a nova geração, de Rodrigo Gurgel e companhia. Tudo o que "o movimento" fez terminou em catástrofe, e a vitória esmagadora dos movimentos de massa conservadores mostra que o único lugar para as esquerdas é a arqueologia do gnosticismo revolucionário.

A Alemanha tentou insistentemente convencer o público de que há igualdade entre as culturas. "Não há melhor ou pior". As vítimas dos estupros em massa pensam diferente - Colônia é uma cicatriz eterna, e foi um dos momentos que ajudaram a despertar a consciência para a gravidade da situação européia. Os eventos ocorridos no final de 2015 foram simbólicos - a mídia polonesa foi quem melhor retratou o que se passava. Na Dinamarca, na Áustria e na França aconteceram fatos similares. A opinião pública voltou-se contra a líder da maior economia do bloco, que agora é vista como uma das figuras mais odiadas na política do continente. A demagogia barata do igualitarismo forçado não funciona - é óbvio que algumas culturas são piores, é óbvio que o Ocidente não considera ataques em massa contra mulheres que se recusam a usar o véu algo normal. A Europa não aceita o hijab, as kefr não dobram seus joelhos para salafistas - o movimento "politicamente correto" não percebeu que já não fala em nome de qualquer grupo, além da própria elite governamental. Na Suécia, vitrine suprema das políticas da insanidade, um dos mais famosos críticos do "politicamente correto" é, precisamente, um imigrante - e que nasceu em um país de maioria religiosa maometana. O que se vê no noticiário sobre a violência sexual na Europa é a tragédia da queda de toda uma geração de pensadores e de partidos políticos, tão distantes da realidade que se tornaram um risco para as pessoas saudáveis (e para os próprios esquerdistas, pode-se argumentar). O Brexit - a aprovação de um "basta" à doença mental politicamente correta - é uma cusparada na cara da elite Eurocrata e um sintoma importante da vontade popular, que vai terminar o serviço da destruição do projeto filo-socialista.

Nos Estados Unidos, a situação é quase ridícula. Apesar do imenso esforço dos grandes veículos de comunicação, Donald Trump venceu. Foi a vitória de um conservador, um empresário, uma figura (ironicamente) construída pela mídia - como o próprio Ronald Reagan. Trump é um homem que despreza toda e qualquer tentativa de "pacificação" com as esquerdas, é alguém que não tem medo de chamar o establishment do que ele é - uma aglomeração de lideranças corruptas, prontas para vender a soberania dos Estados Unidos à imundície de homens como os que escrevem as cartilhas políticas das grandes ONGs internacionais. É alguém que enfrentou a elite do Partido Republicano, humilhou a elite do Partido Democrata e desafia constantemente a ONU, pretensa "mediadora" da política mundial e agremiação de burocratas megalomaníacos. Após a devastação causada por anos de rendição incondicional dos Estados Unidos à indústria chinesa, Trump é a grande esperança dos trabalhadores americanos, traídos por seus representantes, jogados na miséria até mesmo pela esquerda, que tenta, diariamente, se fingir de voz dos humildes. Trump foi um banho de água fria, foi o desmoronamento do discurso irracional do politicamente correto e um soco épico no rosto dos grandes homens da mídia, que se imaginam capazes de refazer o mundo à sua imagem e semelhança - isto é, acreditam que são capazes de transformar uma nação de maioria cristã em uma massa de cocainômanos obcecados pela destruição da Civilização Ocidental, fascinados pelo aborto e que imaginam ter o direito a todo e qualquer luxo que forem capazes de expressar em palavras de ordem mal-articuladas. As falhas nas pesquisas de opinião são a cereja do bolo - a vigarice, a mentira descarada fracassaram vergonhosamente, para alegria da humanidade. O conservador venceu, contra todo o dinheiro da elite hollywoodiana, contra todos os (quase) incalculáveis recursos do globalismo e contra a deficiente baboseira demagógica do "politicamente correto".

Cada uma das vitórias conservadoras é um prego no caixão do esquerdismo. O "Brexit" foi um golpe severo - Trump foi um soco que arrancou boa quantidade de dentes, foi uma humilhação. A opinião pública, que há alguns tenderia à polarização forte, entre países diferentes, caminha, de forma sugestiva, no mesmo sentido: a vasta maioria das pessoas desenvolve o mais sincero desprezo pelo "politicamente correto". Na América Latina, a mesma coisa acontece - nem os cubanos continuam a cultivar tanto medo de chamar o falecido "comandante" de ladrão, ditador e assassino. Os argentinos se livraram de um melanoma chamado Kirchner, os venezuelanos vão às ruas pedindo a derrubada de um líder sem qualquer perspectiva de controlar minimamente a crise que destrói o país. Até mesmo no leste da Europa, que foi, um dia, o bastião do marxismo, a ira contra o "bom-mocismo" ferve. Este é o fim da esquerda - e é uma questão de tempo até que os "patrocinadores" da causa tirem dos adorados movimentos os últimos recursos.

Mais sobre o tema - imigrante critica os resultados das políticas de multiculturalismo na Suécia:

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

A grande mídia e Fidel Castro

A classe jornalística se recusa a chamar Castro por seu nome – seria uma dor terrível confessar que o ídolo máximo não passa de um homicida, um ladrão, um criminoso muito mais nojento que um vigarista comum. A hesitação dos âncoras chega a ser cômica – “grande legado”, “grande homem”, “um dos homens mais importantes do século XX”. Castro foi todas essas coisas – deixou um “grande legado”, como a peste bubônica deixou, foi um “grande homem”, como Calígula. Foi (por que não?) importante: tanto quanto o Krakatoa ou como a Grande Fome irlandesa. O amor e a hesitação dos queridos periodistas vem das escolas de Comunicação, onde aprendem, conflituosamente, a idolatrar, a cada dia, assassinos em massa, e a papagaiar sobre a universalidade e necessidade incontestável do império dos direitos humanos – desde que, evidentemente, esses direitos se apliquem tão somente aos mais brilhantes filhos do movimento revolucionário. Os “inimigos de classe”, naturalmente, podem mofar na UMAP. Não fazer as chamadas e os comentários do dia sobre tão gentil figura com alguma confusão interior secreta é impossível.

Os companheiros fazem as caras e bocas mais divertidas imagináveis – as palavras saem aos tropeços. Alguns demonstram vontade de dizer os pontos e as vírgulas, mas a vontade é tão passageira e fraca como  caráter do exemplar mediano da categoria. Quando um entrevistado decide colocar os pingos nos “is”, aí a expressão é de terror sincero – escândalo, blasfêmia. Quem ousaria denunciar um “humanista”? Quem atacaria de forma tão vil, baixa e caluniosa “o melhor dos filhos da América Latina”? Só um fascista, evidentemente. O problema está nas situações onde é um “companheiro” quem entrega o jogo, um ex-guerrilheiro, um militante do partido – o horror cósmico da situação explica o ódio mortal de uma das castas de comunistas pelos trotskistas (abominações entre as abominações).

Quando um cubano decide pontuar, aí mesmo é que nosso prezado companheiro entra em desespero, em choro e ranger de dentes – interno, o que é natural, o bom jornalista é tão cínico e teatral quanto o mais sanguinolento dos psicopatas. O cubano que fala mais do que deve precisa ser excluído, calado, “desaparecido”. É uma “não pessoa”. É um inimigo de classe – por que diabos não ficou para enfrentar a justiça histórica sob a justiça implacável do partido da vanguarda do proletariado? Com o inimigo de classe, não há diálogo possível – “se o inimigo resistir, ele deve ser exterminado”, dizia o camarada Lênin. O dissidente deve ser removido da existência e sua voz nunca mais deve ser ouvida pelos grandes meios de comunicação – Carlos Moore desapareceu, e Pandura talvez venha a segui-lo, a depender de sua capacidade de “autocrítica”.

Se alguém tem dúvida a respeito do caráter patológico da ideologia dominante nos cursos de ciências humanas – e na temível tendência observada principalmente entre jornalistas, advogados e membros da alta administração de grandes empresas – é por razões que fogem à compreensão humana. A dupla medida é óbvia. O desvio moral é aberrante e faz estardalhaço. O medo – ideológico, oportunista ou simplesmente cretino – da expressão correta, ou das expressões corretas, é mais claro que o Sol. “Assassino”, “Ditador” são termos que jamais serão pronunciados. Dizê-los é um esforço além da mediocridade excepcional dos companheiros, e é um ato que destrói toda uma forma de educar escritores e formadores de opinião – é a destruição, justa e necessária, do modelo deformado do que se convencionou chamar de “jornalista”, no Brasil.

Mais sobre o tema - Carlos Moore discute o racismo e a perseguição étnica praticada pelo regime comunista cubano:

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Freixo e os estudantes

A derrota de Marcelo Freixo é apenas um reflexo gritante do modo de pensar e dos valores apreciados pela vasta maioria da população brasileira. É importante enfatizar que o pedido dos cariocas foi pela "derrota de Freixo", e não pela "vitória de X, Y ou Z". Em poucas eleições na História houve número tão grande de votos em branco, nulo ou de abstenções - o voto, em 30 de outubro de 2016, foi anticomunista. O Brasil é conservador, e tomou consciência de si, levantou-se do torpor diante das hordas histéricas da revolução cultural.

Nas universidades, todavia, o quadro é muito diferente. Freixo venceu em cada uma das instituições de "ensino" cariocas. O leitor bem sabe que nada se aprende nas faculdades - para ser justo, nos cursos de ciências humanas. O que se repete ad infinitum é a propaganda marxista, a bajulação incansável aos "gandes líderes", o puxa-saquismo canino aos maiores tiranos e genocidas que o mundo já viu. Freixo, naturalmente, conseguiu o voto. Marxista leal, admirador sincero de Che, o racista favorito do bom-mocismo, o cidadão que reside no bairro mais caro da capital fluminense é o ídolo pronto para os exércitos de imbecis drogadictos que infestam cada uma das universidades. O voto do pretenso "ensino superior" foi dele - especificamente, o dos estudantes de Ciências Sociais, Filosofia, Psicologia e associadas. Para variar, a casta superior, encantada pela música da estupidez ideológica, mostrou preferências bem distintas da maior parte do proletariado, que, para os discípulos da Escola de Frankfurt, agora é traidor da causa revolucionária.

Como ocorreu o processo de conversão das escolas de Ciências Humanas em centros de divulgação, "ao psitacismo", do dogma marxista, é amplamente divulgado pela direita. A Americana percebe o mesmo fenômeno nos gritos desesperados de hatespeech, nos espaços seguros (para o conforto da estupidificação ideológica), nos trigger warnings. A brasileira, graças ao maior filósofo que o país já viu, não apenas está acordada para o que se passa como foi capaz de erguer um dos maiores movimentos de massa da América Latina. O país saiu do coma, mas a "guerra de posições" gramsciana assegurou trincheiras devidamente fortificadas, que deverão ser desturídas, em tempo, para que exista qualquer possibilidade aceitável de futuro para a nação. Os vermes do totalitarismo voltarão aos esgotos (ou melhor, aos safe spaces) acadêmicos, às faculdades da "vanguarda da revolução". E é lá que está a grande batalha das próximas décadas.

Toda a doença mental dos jovens de cabelos azuis, estupidificados, emburrecidos pela exposição constante ao que há de mais baixo e vil - vendido como o tesouro cultural da humanidade - tem origem nas "trincheiras" de Gramsci. Freixo continuará a ser o vencedor, e, porque não, o verdadeiro Conducător  do Brasil que está mergulhado na desmoralização da qual fala Bezmenov. A deformação cultural continuará, e precisa ser enfrentada lá, em sua raiz: é apenas essa luta que importa, agora. Os primeiros golpes de marreta já foram sentidos pelos exércitos inaptos: o marxismo tremeu, nos últimos anos. "O marxismo é o martelo com o qual se destrói o inimigo de classe", dizia Mao Zedong. O conservadorismo deve ser o martelo com o qual se destrói cada pormenor da estratégia de "ocupação de espaços", através da denúncia do que ocorre e de uma nova investida, similar e na condição de força em sentido contrário.

A derrota de Freixo foi o voto ideológico - a direita acordou, e com ela, a maior parte do Brasil. O próprio Brasil, porque não, uma vez que o marxismo (e o marxista) é internacionalista. O movimento revolucionário é uma ideologia parasitária, que foi diretamente enfrentada pelo eleitor do Rio de Janeiro - não importa quem estivesse concorrendo, o resultado seria o mesmo. A reconstrução nacional deve continuar, e no campo que mais importa: a cultura. No momento em que a esquerda corre para seu "quartel general", usurpado dos verdadeiros educadores, é hora de voltar as armas para a direção certa.

Mais sobre o tema - os resultados da guerra de posição, conforme Olavo de Carvalho:

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