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segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Caso Queiroz - distorção óbvia

A opinião exposta neste site pode estar errada, mas acreditamos que Flávio Bolsonaro é inocente. Não é possível argumentar favoravelmente a alguma qualidade moral superior do político - podemos simplesmente constatar que as atividades que ele exerce condizem com suas movimentações (da mesma forma que as movimentações de Queiroz são proporcionais aos seus empregos). E quais são essas atividades (ou empregos, no caso do assessor)?

Flávio Bolsonaro é, além de político de carreira, proprietário de uma franquia de uma das maiores marcas de chocolates no Brasil há um bom tempo, em um dos bairros mais nobres do Rio de Janeiro (o metro quadrado mais caro do país). Se você vende um produto caro e procurado para um público rico, você faz... dinheiro. Além disso, o salário parlamentar no Brasil é gigantesco, e pode perfeitamente financiar essa atividade - bem como, por exemplo, compras e imóveis, uma das formas mais simples e difundidas de enriquecer, em todas as economias do planeta. Nenhuma novidade, podemos ver.

Queiroz é assessor parlamentar há uma década. É militar reformado - o que garante uma renda extra integral - e também, de acordo com ele, vendedor de carros reformados (se é verdade, a justiça poderá verificar). As duas fontes de renda já poderiam garantir um bom patrimônio, ao longo dos anos, e a venda de carros com certeza é uma atividade rentável, se feita por alguém que entende do assunto: qualquer pessoa que já andou pela zona oeste do Rio de Janeiro entende como essa atividade movimenta a economia de bairros como Campo Grande ou Santa Cruz. Sim, há pessoas que fazem muito, mas muito dinheiro com isso (eu mesmo sou beneficiário direto de renda proveniente de venda de carros). Não há novidades aqui também - se as alegações dos suspeitos forem verdade, é mais que plausível entender que toda a renda discutida no caso é perfeitamente limpa.

No caso específico dos familiares de Queiroz, de acordo com Flávio, as filhas do assessor seriam as responsáveis pelas mídias sociais do parlamentar. Se isso for verdade, nada há de errado aqui: gestores de redes sociais (por exemplo, de empresas de e-commerce) ganham um bom dinheiro. Profissionais do mesmo setor que trabalham com celebridades ganham ainda mais. Eu conheci, pessoalmente, o criador de uma das páginas de Jair Bolsonaro - hoje o rapaz é assessor de imprensa do mesmo (creio eu), e realmente trabalha em horário flexível, como é da natureza do ofício, que eu também já realizei, para a extinta "Liga Democrática Liberal". Poderiam perguntar: e elas estão fazendo seu trabalho corretamente? Eu acredito que não haja dúvidas sobre a qualidade dos gestores de mídias sociais da família Bolsonaro, que é, no mínimo, um caso de sucesso para qualquer estudante de Marketing. Eles redefiniram o conceito de "custo/benefício" em campanhas políticas. Eles literalmente humilharam toda a classe midiática brasileira, quase sem gastar um tostão no Facebook Ads ou similares. Não há pecados aqui.

Qual é a distorção? A forma de tratamento. Flávio Bolsonaro é apresentado como receptor de grandes somas - o raciocínio é: se ele recebeu esse "dinheirão", que nem é tanto assim, então roubou. Que se dane se ele vende uma das melhores marcas de chocolates de luxo em um bairro caríssimo da cidade, financiando a iniciativa com dinheiro recebido legalmente de seu trabalho desde sabe-se lá quando. Ou "se Queiroz recebeu um dinheirão, então roubou", seguindo a mesma linha da condenação sumária anterior. Não existe mais causa e efeito entre as atividades dos mesmos, apenas entre os crimes que já são presumidos para os dois. A razão? É porquê, para toda a Mídia, os Bolsonaros já são todos "criminosos", não é necessário dizer ou provar nada. 

Posso estar enganado - mas continuo tendo uma opinião positiva do parlamentar. Pelos fatos exibidos até agora, ele é inocente. Talvez não seja, mas não é esse discurso ridículo, enviesado e com recortes grotescos de fatos reconhecidos há anos que vai convencer a mim - ou à maioria do público - sobre a necessidade de punir o primeiro filho de Bolsonaro. Precisamos de mais fatos e menos retórica, menos ocultações maliciosas da realidade.

Mais sobre o tema - entrevista de Flávio Bolsonaro sobre as acusações divulgadas contra ele na grande imprensa:


segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

2018 - ano de grandes vitórias do Brasil

Em 2018 o Brasil impôs derrotas humilhantes ao Partido dos Trabalhadores. Foi o ano da prisão de Lula - uma grande vitória para qualquer cidadão que tenha um mínimo de apreço pelas leis. Foi mais um ano de atuação formidável da Operação Lava Jato, que efetivamente trouxe justiça contra a casta burocrática, acostumada com a impunidade completa na nova república. Foi, milagrosamente, o ano da eleição de Jair Bolsonaro, contra todas as previsões, contra toda a mídia e contra todo o establishment acadêmico. Foi o melhor ano desde o início da triste década de 1990, quando a população começou a perder novamente suas liberdades e voz para a hegemonia gramsciana - que já dá sinais claros da proximidade de seu fim.

Sem dúvida, 2018 foi um ano excelente - mas não houve ainda a derradeira vitória sobre o movimento revolucionário, que é muito forte para ser declarado morto. Olavo de Carvalho -  o único que entendeu a inevitabilidade da vitória de Bolsonaro - já avisou que o Brasil só irá se livrar verdadeiramente do Partido dos Trabalhadores (e de suas linhas auxiliares) com o renascimento de sua cultura. O Brasil precisa reconstruir suas letras - sua literatura, seus romancistas, seus poetas, seus artistas plásticos, em uma jornada que recupere os valores primordiais e busca da elevação espiritual e moral que tão bem caracterizam a grande Civilização do Ocidente. Ou seja, o Brasil precisa resgatar toda a riqueza civilizacional jogada "na lata de lixo da História" pelo modernismo, pelo socialismo e por todos os movimentos da estupidez quiliástica que hoje nos governam. Essa recuperação ainda está longe de acontecer - só nos restou o professor, o sobrevivente.

A vitória de Bolsonaro foi uma grande alegria, mas foi precoce. Sem a reconstrução da cultura brasileira e o sepultamento da podridão socialista e modernista é inevitável que as crias deformadas de Münzer retomem as rédeas do Estado e o controle tirânico sobre a sociedade. Devemos lembrar que os maiores veículos da grande mídia e o meio acadêmico ainda estão nas mãos dos bolcheviques. Só um novo movimento literário, com a força de centenas de "Mários Ferreiras" e "Olavos", pode assegurar a sobrevivência do Brasil contra um cenário internacional cada vez mais alinhado com as diretrizes de Soros. Esse movimento ainda não nasceu - temos apenas as sementes do novo Brasil. Ou os brasileiros começam a estudar de verdade, começam a resgatar suas inteligências, ou colapso será inevitável. Se o movimento conservador (ou melhor, se o movimento criado por Olavo para reeducar a nação) falhar, nem um milhão de "Operações Lava Jato" poderão consertar a devastação que os leninistas irão promover no país.

Que 2019 seja um ano de mais vitórias para o país, que o governo de Bolsonaro seja guiado por Deus. Que o Criador conduza a nação para a glória, a riqueza e o saber, e que o trabalho de Olavo de Carvalho gere frutos que iluminem a humanidade por séculos. Peçamos a Deus a força para nossa própria reconstrução, nossa própria reeducação. Que Ele tenha misericórdia dos brasileiros de verdade, e que traga toda a violência da justiça contra os burocratas e criminosos que destruíram o país por tanto tempo.

Mais sobre o tema  - Em entrevista à rádio Jovem Pan, Olavo de Carvalho comenta situação política e cultural do Brasil:

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

A eleição de Bolsonaro - a bastilha da Revolução Brasileira

Contra toda a grande imprensa, contra a elite acadêmica, contra a casta burocrática, contra a bíutiful pípou da MPB e das novelas globais, Bolsonaro venceu, com apoio popular avassalador, impressionante, inquestionável. Bolsonaro foi a humilhação completa da elite política brasileira, foi a derrota mais amarga que os senhores do Brasil poderiam ter. Foi a catástrofe do socialismo brasileiro, encarnado no Partido dos Trabalhadores, que agora corre um risco grande da extinção completa e da prisão de cada um de seus grandes líderes. Bolsonaro foi o fim de uma época, e o despertar do Brasil.

É evidente que a elite burocrática, como Olavo de Carvalho define, jamais permitirá uma tomada "suave" do poder. Será necessária luta incessante, especialmente nas universidades, que nada mais são do que células avançadas de operação da intelligentsia de cada um dos partidos e movimentos marxistas - não existe pesquisa, em sentido científico, apenas pesquisa em sentido de elaboração de estratagemas políticos leninistas mais sofisticados e canalhas. A casta universitária também precisa ser removida de sua posição, e não sabemos como Bolsonaro fará esta tarefa absolutamente necessária. A batalha pelo Executivo e pelo Legislativo acabou - resta vencer a guerra cultural, e extingüir de uma vez por todas a revolução cultural que destruiu boa parte dos cérebros do país.

É óbvio que não podemos falar na vitória de Bolsonaro sem falar das infinitas e terrivelmente covardes investidas sofridas por Olavo de Carvalho, que foi o último bastião de razão no país, ao lado de décadas. Graças a Olavo, temos um vestígio de literatura e estratégia política. Temos Filosofia - observação e análise da realidade. Temos, em Olavo, literatura, e formação de novos escritores. Graças a ele, há esperança, e sem o espaço aberto por ele, não haveria qualquer apoio a Bolsonaro. O fenômeno de massa foi precedido por incontáveis batalhas das idéias, e essas lutas devem ser seguidas por muitas mais, antes do renascimento definitivo do Brasil.

A Grande Revolução Brasileira continua - ainda não temos um novo Machado de Assis, um novo Pedro II, um novo Villa-Lobos, mas pode-se argumentar que já temos um novo, e, talvez, melhor, Mário Ferreira dos Santos. Apenas este basta para iniciar o processo de reconstrução do país. Bolsonaro é o início - que Deus nos guie, e que o Brasil possa ser uma nova, cristã e grandiosa América. Que Bolsonaro possa ter as bênçãos que teve Washington, e que Olavo seja tão bem-aventurado como os Founding Fathers, para nossa nova terra prometida. Deus abençoe o Brasil, Deus abençoe a Revolução Brasileira.

Mais sobre o tema - Olavo de Carvalho fala sobre a Revolução Brasileira:


sábado, 30 de junho de 2018

O único erro de Jair Bolsonaro

Jair Bolsonaro tem alguma chance de vencer as eleições, pelo massivo apoio popular que conquistou ao longo dos anos, através de uma carreira absolutamente limpa dos tão conhecidos crimes da administração pública nacional. O militar apoia medidas econômicas sensatas, defende a aproximação do Brasil com parceiros comerciais produtivos - entre eles, Israel e os Estados Unidos - e é um corajoso propagandista das liberdades individuais, assim como da devolução do direito à legítima defesa aos cidadãos comuns do país. Os outros candidatos querem seguranças para si - Bolsonaro quer que os brasileiros comuns tenham novamente o seu direito à segurança e à proteção de suas vidas e famílias. Os demais, e seus partidos, querem apenas a proteção da vida dos assassinos e traficantes. Qual é o erro de Bolsonaro?

O Brasil possui uma casta burocrática parasitária e infinitamente vaidosa - também possui um público acadêmico e midiático igualmente vaidoso, igualmente parasitário (lembremos: até agora, as universidades brasileiras não tiveram a capacidade de produzir um Nobel sequer) e mosntruosamente apegado às aparências, em especial, à afetação de bom-mocismo. Ser absolutamente franco significa que você dirá coisas desagradáveis quando necessário, e que você irá mandar adversários "à merda" ou sugerir que calem suas preciosas bocas quando igualmente necessário. É isso o que Bolsonaro faz. Mais uma vez - qual é o erro de Bolsonaro?

Todos os países normais sabem reconhecer grandes líderes políticos. Todos os países normais reconhecem que líderes, mesmo que sejam brutais, são capazes de conquistas memoráveis e de vitórias inquestionáveis. Falar a verdade, ainda que de maneira impiedosa, é uma virtude - essa é a atitude dos americanos para com a imagem de Patton e a atitude dos russos diante de Lenin, que ofendia seus inimigos em público ou nas páginas do Pravda (às vezes de forma justa, muitas vezes de forma injusta). Ser sincero de verdade ofende, e nenhuma dose de lubrificante politicamente correto ou beletrista irá mudar este fato. Os países normais reconhecem a verdade nos grandes líderes - ainda que suas palavras ofendam - mas o Brasil não é um país normal. É um país de veadinhos acadêmicos e de parasitas travestidos de jornalistas, e de uma classe empresarial que pensa que esse modo de vida é uma espécie "civilização gentil". É um país que vive a ditadura totalitária do "o que será que o vizinho irá pensar".

O erro de Bolsonaro, caro leitor, não é mandar seus inimigos (que são os inimigos do Brasil de verdade, que não é o Brasil da mídia, nem das grandes cidades e tampouco do fedor da bíutiful pípou carioca) à merda. Não é chamar seus inimigos de lixo, de escória e de degenerados - que é o que esses indivíduos e seus partidos realmente são. É ter nascido no Brasil, país que despreza a honestidade, a virilidade e todas as demais virtudes militares, aquelas que constroem nações - algo que o Brasil não é, ainda. O erro de Bolsonaro é ter nascido no Brasil, país que despreza o valor e ama a aparência de valor, que cultua o rótulo de sofisticação que envolve a boa e velha merda de mentalidade brasileira. Esse é, afinal, o território do qual falava Lima Barreto.

Mais sobre o tema - Olavo de Carvalho fala sobre Jair Bolsonaro:

sábado, 9 de junho de 2018

Bolsonaro, a ditadura burocrática e a Revolução Brasileira

Até 2018, a grande mídia debochava da hipótese de uma vitória eleitoral de Bolsonaro para a presidência. Hoje, essa vitória é algo próximo de uma certeza - caso haja eleições abertas e auditáveis. A casta burocrática não pode permitir (e não permitirá) que isso aconteça, e é precisamente por isso que os vermes do alto escalão do Judiciário fizeram questão de acabar com a legislação que impunha o voto impresso - o único que poderia ser verificado, caso houvesse suspeita de fraude. O fim do voto impresso não é apenas "mais um golpe": é o estabelecimento de uma efetiva ditadura da burocracia contra o povo.

Este argumento não é novo, nem é do autor que aqui escreve. O conceito foi desenvolvido inicialmente por Olavo de Carvalho, durante as eleições presidenciais de 2014. Sem voto aberto, não há democracia possível. Sem possibilidade de auditoria do processo eleitoral, de verificação do pleito e de contagem efetiva, existe apenas um ritual cosmético para celebração do poder burocrático - eleições "para inglês ver". E a casta burocrática faz isso precisamente porque não pode permitir a ascensão de um indivíduo "de fora do esquema" - se o fizesse, seria um suicídio. 

De 2017 até hoje, fica cada vez mais evidente o esforço do estamento pela garantia completa do poder da elite política histórica do Brasil. Ações empreendidas pelo STF (e explicitadas por indivíduos como Gilmar Mendes) indicam que a burocracia já não tolera ataques aos seus. O grupo vai libertar todos os seus "companheiros" presos, sempre que for necessário. Antes, nas eleições de 2014, a mesmíssima casta deixou claro que "não será possível fazer uma auditoria do processo eleitoral" - as máquinas existem precisamente para que isso nunca aconteça: o poder burocrático deve ser completo e inquestionável. Um indivíduo de fora dos esquemas de corrupção não pode ter chance, para essa tão querida massa de vermes. Os amigos, por outro lado, terão direito a tudo, como sempre. Não é possível julgá-los, levá-los à cadeia, e muito menos é possível substituí-los por seres humanos normais. O Brasil vive a ditadura dos parasitas. É necessário criar um vermífugo.

O país deu mostras de uma rebelião discreta, que pode ter (se essa for a vontade de Deus) resultados impressionantes. Nas recentes manifestações de caminhoneiros, pessoas comuns pediram repetidas vezes a "intervenção militar". Houve apoio em massa aos grevistas, houve protestos com faixas pedindo o retorno do governo de autoridade (aliás, da única que, de fato, é respeitada pela população). O Brasil entendeu que os governantes atuais - e os demais ocupantes dos altos cargos do Estado - são sanguessugas, degenerados, escória, e existe clamor audível por mudanças importantes. Pela primeira vez, existe uma possibilidade tangível de mudança revolucionária no país, e não no sentido gnóstico do termo - existe ao menos uma fagulha de uma revolução no sentido norte-americano, de um povo contra um governo tirânico, em nome do modo de vida tradicional e da Civilização Ocidental.

A cada dia o apoio a Bolsonaro fica mais evidente. A população chama os militares às armas contra o parasitismo dos burocratas. O povo chega ao limite do apoio a uma greve que efetivamente paralisou o país por uma semana, desde que essa paralisação seja capaz de desmontar o estamento governante. Algo definitivamente mudou no país, e a História pode reservar grandes surpresas para a maior nação da América Latina, até o final de 2018. Resta saber se haverá força o bastante no povo para levar suas demandas às últimas consequência - o Brasil não tem nada a perder. Essas demandas devem ser defendidas ainda que as eleições sejam fraudadas, ainda que os vermes cheguem ao ponto de retirar seu principal adversário da disputa formal. A situação não pede formalidades - pede ação revolucionária, rápida e eficaz, se o momento da crise final chegar. Um novo governo militar - ou similar - seria muito mais do que 1964. Seria um remédio, tão necessário, para uma pátria destruída por indivíduos que não são governantes - são, para todos os efeitos, uma doença.

Mais sobre o tema - Olavo de Carvalho sobre a fraude eleitoral no Brasil:

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

A desigualdade social não é a origem do crime

A desigualdade social não é a origem da violência. Não é a origem da corrupção. Não é a origem dos roubos, estupros e dos homicídios. Os homens que espalharam esse discurso imbecil pelo Brasil (e seus colegas que fizeram o mesmo nas outras nações) são vigaristas psicopatas ou semi-analfabetos incuráveis, incapazes de uma análise minimamente razoável da História e dos indicadores de criminalidade, nacionais ou internacionais. Não é nenhum exagero dizer que deveriam ser proibidos de falar tamanhas asneiras - seu discurso não é apenas imbecil, mas é um estímulo e justificativa para o crime, instrumentalizado ao menos desde o infame livro de Hobsbawm, "Bandidos", pelo movimento de massas mais assassino que o mundo já conheceu. E como podemos saber que a desigualdade social nada tem em comum com o crime?

Mais da metade das nações do mundo existe em condições de pobreza ou desigualdade infinitamente mais atrozes do que, digamos, o quadro brasileiro - os países árabes são apenas o caso mais óbvio. Só um indivíduo que desconhece a existência, por exemplo, da Arábia Saudita, poderia dizer que este país tem mais criminosos ou ladrões que o Brasil, ou que a monarquia árabe está menos aflita pelas desigualdades do que as terras tupiniquins. A Arábia Saudita é mais desigual, e seus pobres vivem em miséria infinitamente pior - quando não vivem na escravidão pura e simples, também aceita (de forma discreta) nos territórios de outros países do Oriente Próximo, como a Jordânia, Sudão, Egito, Líbia, Iêmen, nos EAU e companhia, como garante a lei corânica. Formalmente, a escravidão só foi abolida no país dos Sheikhs wahabbistas na segunda metade do século XX, mas ainda reina soberana nos domínios dos nobres e ricaços que, não satisfeitos em manter o sistema em casa, tentam exportá-lo através de movimentos salafistas como o ISIS. Com toda essa desigualdade e injustiça, o país ainda consegue ter índices de violência pública ridiculamente baixos. O mesmo ocorre em países como a Índia, China, Paquistão, Irã, Nepal, Turquia, Cazaquistão e muitos outros. O discurso jornalístico coloca a culpa da violência sobre nossa "desigualdade" - o que dizer de nossos vizinhos, tão desiguais quanto a "pátria educadora"? E o que se passa na Venezuela, "pátria socialista", que, em tese, é menos desigual, mas tem seus números de homicídios em crescimento astronômico, e já desponta como um dos países mais violentos do Ocidente?

A desigualdade social não é a causa da violência ou do crime - se o fosse, a monarquia wahabbista e a China estariam mergulhadas em latrocínio e, talvez, governadas por alguma versão asiática do PCC. A deformação moral é a causa do crime. A justificativa ideológica é a causa do crime. O Brasil - e, por razões similares, a Venezuela - afunda em homicídios porque a casta falante decidiu ser "compreensiva" para com os tratantes, decidiu recompensar os assassinos, que aqui são entendidos como "vítimas da sociedade". Em qualquer nação normal, um indivíduo como Fernandinho Beira-Mar seria condenado à prisão perpétua ou ao pelotão de fuzilamento - aliás, essa seria a sua condenação no Japão, que ainda reconhece a pena de morte como punição legítima.

Nossas "classes falantes" - imbecilizadas, preguiçosas, vigaristas, assassinas, auto-bajuladoras, lixo humano e exército de parasitas - convenceram a justiça e os legisladores de que os criminosos são os "coitados". A sociedade é que é atroz. Na lógica doentia das universidades brasileiras e do sistema penal em vigor, é possível existir tal coisa como "estuprador que estupra porque passa fome". Esse raciocínio, que justifica o criminoso, é a causa única da quantidade inacreditável de crimes que ocorrem no Brasil. 

Enquanto a sociedade brasileira não se defender da doença dos intelectuais "à Hobsbawm", o problema vai continuar a existir. É necessário limpar o legislativo de indivíduos que pensem dentro dos chavões do marxismo cultural e do culto aos "criminosos/proto-revolucionários". A mesma "revolução sanitária" deve ser feta no Judiciário. Os animais responsáveis por essa abordagem no sistema legal e punitivo do Brasil são o maior mal do qual padece o Brasil de hoje - e este é um desastre quase tão grande quanto o projeto de poder do Foro de São Paulo, que, em grande medida, endossa integralmente a tese dos/justiceiros sociais do crime. O que torna o Brasil mais violento do que a maioria dos países subdesenvolvidos não é a desigualdade social - é a abundância de cadeias e surras para os degenerados, assassinos e estupradores em nossas nações vizinhas, e a falta desses tão queridos dispositivos de disciplina em massa em nosso território. A China pode ensinar alguma coisa positiva ao Brasil - o tratamento mais do que justo aos ladrões, e com direito à cobrança do custo da bala, enviado, talvez, por nossos correiros, à família do bandidinho.

Mais sobre o tema - Olavo de Carvalho discute estatísticas do crime no Brasil:

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Universidade e parasitas universitários

O conceito clássico de universidade sugeria conferir aos alunos instrução sobre uma universalidade de temas, sobre inúmeros campos de conhecimento, que poderiam variar de aspectos práticos/profissionais às dimensões criativas ou artísticas, bem como à instrução moral, espiritual, do conhecimento das regras básicas da realidade, da vida e da civilização. A formação tradicional pelo trivium e quadrivium garantiria ao estudante o domínio do idioma, a capacidade de expressão e convencimento, o raciocínio lógico e mesmo o conhecimento de teoria musical e o domínio da geometria. É notório o impacto positivo desses campos do saber na vida pessoal ou profissional de qualquer estudante - o aprimoramento é certo para um advogado, por exemplo, para um executivo ou mesmo para um engenheiro envolvido em gerenciamento de projetos. A formação tinha por objetivo garantir o saber e aperfeiçoar o caráter da pessoa. A mudança de padrão observada na "universidade-profissionalizante" foi, desde sua concepção, uma perda catastrófica.

A "universidade-autorização profissional" perdeu qualquer compromisso com a elevação do estudante - e essa não seria a única perda sofrida na História do ensino superior. A preocupação "com o mercado de trabalho" transformou as universidades em uma espécie de SENAC - o estudante se dedica aos estudos porque o diploma é a porta de entrada para os cargos X ou Y. É evidente que essa abordagem criaria a necessidade da universidade para todos - não existe mais o amor sincero ao conhecimento, apenas o amor às possibilidades de ganho financeiro. Foi uma prostituição do caráter e da sabedoria à qual o pensamento brasileiro, por exemplo, não sobreviveu. Não existe mais uma alta cultura, ou uma classe de intelectuais - e não no sentido dado ao termo por Paul Johnson. Existe apenas o que Russell Kirk chamava de "proletariado intelectual". Esta casta é apenas um conjunto de jovens imbecilizados, filisteus até a medula, que tem como única meta de vida obter tais e quais títulos para disputar um carguinho bem pago.

A morte do ensino superior não foi rápida, e não teve sua agonia final garantida pela mutação anterior. No Brasil, tudo que é horrendo pode ficar um pouco pior. Se, na maior parte do mundo, o proletariado universitário ainda convive com um ou outro legítimo representante do gênero animal dotado do cérebro mais eficaz, no Brasil, temos apenas os shudra mais vulgares em coabitação com os "comissários", os queridinhos imbecilizados da burocracia estatal. Com a mudança na orientação estratégica da esquerda que nasceu após 1964, a única prioridade da militância foi transformar as instituições de ensino em trincheiras da revolução cultural. O Brasil viveu com o processo de "proletarização" da universidade e com a "marcha pelas instituições" ao mesmo tempo. Sem uma tradição de estudos independentes difundida entre a "classe pensante", o mal que, no mundo, se tornou uma caricatura mal-feita, no Brasil, terminou como uma piada demoníaca. O Brasil não só tem uma intelectualidade que estimula e cultua o crime (e os criminosos): tem profissionais incompetentes e gasta orçamentos astronômicos com professores que tem como único propósito de vida a difusão industrial de uma religião falsa, fracassada e assassina - o marxismo. Havia dúvidas possíveis sobre esse resultado?

Se o conhecimento não é o objetivo, até mesmo as técnicas se perdem - a vida prática se torna mais e mais impossível, esquecida nas brumas das gerações que foram competentes. Sem o domínio do idioma, não é possível entender sequer um manual (mesmo que na linguagem mais simplória). Sem a lógica, não é possível entender coisa alguma - e até os imbecis profissionais das fileiras do socialismo poderiam fazer bom uso desse recurso, como alguns dos "grandes" socialistas do passado fizeram. A universidade se tornou um circo, um canil para adestramento de idiotas. A única coisa que estão aprendendo é a ideologia - e não qualquer ideologia, mas aquela que cultua o crime, a violência revolucionária e o colapso moral e econômico. Não há instituição de ensino que possa sobreviver a isso. Sem uma casta independente dedicada ao saber, nem sequer a recuperação dessas organizações é possível.

Personalidades como Mário Ferreira dos Santos mostram que a única esperança está além dos cadáveres das universidades. O Brasil precisa aprender a ter um amor sincero, independente e feroz pelo conhecimento, ou está condenado a morrer pela burrice. O proverbial ódio ao saber, pecado mais amado do país, pode ter um preço inimaginável. Corrigir esse erro deve ser o objetivo mais urgente de um movimento conservador.

Mais sobre o tema - Olavo de Carvalho comenta a "vida intelectual" no ambiente acadêmico do Brasil:

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

O Supremo é apenas mais uma arma da casta burocrática

No Brasil não há tal coisa como "a classe dominante", no sentido marxista do termo. Há apenas grupos que se apossam do Estado, de tempos em tempos, e favorecem seus próprios movimentos políticos ou empresários de estimação. Essa configuração característica da sociedade impede que seja possível falar em "classes": seguindo a definição do autor (que tem apenas a terminologia como algo útil, dado que suas teorias são baseadas na fraude descarada de estatísticas, especificamente, as dos famosos Blue Books do governo britânico), "classe" é o grupo que possui o direito, de facto e de jure ao meio de produção. Nas suas considerações sobre o modo de produção asiático, Marx deixa claro que a casta, por sua vez, se apodera apenas de facto dos recursos produtivos. Trotsky, por exemplo, definia a elite soviética como uma casta - conforme o raciocínio do autor que o fundamentou, Liev Davidovich estava absolutamente correto. O Brasil, pela mesma lógica, tem apenas uma casta dominante - a casta burocrática. Como toda boa casta burocrática, ela não poderia deixar de assegurar seu controle sobre as mais importantes fatias do Judiciário, e é isto que ocorre atualmente.

A casta burocrática brasileira é complexa, mas alguns pontos ficam claros: a elite política e sindical é parasitária, intimamente ligada a grupos mafiosos que se apoderam de redes de serviços públicos ou de grandes companhias que são alimentadas por recursos estatais, por meio de licitações. Existe, efetivamente, uma relação simbiótica entre essas diversas "máfias" e a elite político-sindical: os partidos escolhem representantes dos grupos criminosos para cargos comissionados, e os mesmos bandidos que se infiltram na administração pública fazem uso dos recursos governamentais para reabastecer o aparato eleitoral, sindical e partidário. Nunca haverá uma redução sistemática nos salários dos cargos comissionados ou dos parlamentares por essa razão simples. Verdade seja dita: o parlamentar brasileiro é, como regra, um parasita - raríssimas exceções podem ser mencionadas. É natural que o STF, composto por indivíduos nomeados pelo cargo máximo do Executivo, também acabe infiltrado por "figuras marcadas" do sistema partidário-sindical e das máfias. É por esta razão que vemos ministros do Supremo libertando "amigos" ligados, por exemplo, à máfia dos transportes públicos do Rio de Janeiro. É assim que a casta burocrática opera, e faz questão de preservar a preciosa liberdade de seus ratos de estimação.

Como o Brasil poderá se livrar da casta, é um grande mistério, que provavelmente não tem solução. É a pergunta impossível, o enigma insondável que atormentará a vida das gerações futuras, condenadas a sofrer nas mãos dos vermes mais detestáveis que o continente americano já viu. Talvez um regime de rigidez e violência implacável seja capaz de limpar o país dessa corrupção - hipótese com um custo humanitário alto demais para ser pago. O mais provável é que o Brasil seja forçado a lidar com isso para sempre. É difícil pensar em que medida poderia acabar com essa articulação perfeita da ineficiência Estatal e da vilania de almas em claro estado de decomposição. Prender alguns dos partícipes desse sistema, ainda que seja uma medida paliativa, é ao menos uma compensação simbólica para o povo espoliado - na realidade, parasitado, por mais tempo do que seria saudável para qualquer nação.

Mais sobre o tema - Felipe Moura Brasil comenta citação de ministro do STF:

domingo, 26 de novembro de 2017

Bolsonaro é o melhor candidato - para liberais e conservadores

Apesar de todas as discussões dentro dos movimentos de direita brasileiros, é fato inquestionável que o único político brasileiro a defender consistentemente posições antagônicas à esquerda ao longo de décadas é Jair Bolsonaro. A esquerda conhece unidade de objetivos, a direita não -  todavia, apesar da inconsistência dos meios liberais e conservadores, Bolsonaro (conservador tradicional desde sempre, convertido ao liberalismo econômico graças a Adolfo Sachsida, colaborador do Instituto Liberal) sempre manteve uma postura belicosa em relação aos diversos agrupamentos de esquerda. Não há um único brasileiro que tenha arriscado tanto de sua carreira e reputação na luta contra o "socialismo bolivariano" quanto o capitão de artilharia - salvo, talvez, Olavo de Carvalho, que denunciou o Foro de São Paulo décadas antes que piadas como o MBL - e muitos dos seus integrantes - sequer sonhassem com a existência. A postura bélica não é o mais importante: Bolsonaro também fala a língua que vence eleições no Brasil.

Como todo bom país latino-americano, o Brasil vive de caudilhos. Assim foi com Lula, Collor, Jânio, Vargas e mesmo Brizola - o eleitorado brasileiro vota em quem fala grosso. A imagem do "homem forte" é a única coisa que pode salvar uma campanha presidencial, e é por isto que parte da esquerda já aposta em Ciro como alternativa a Lula. Ciro Gomes fala como homem, parte para a confrontação verbal e mesmo física, se necessário - possui a virtude marcial chamada de "coragem física", como descrita por Clausewitz (fato descrito também por Olavo de Carvalho). Essa virtude dá ao concorrente a preferência do público, que ainda sonha com "salvadores da pátria". É assim que opera a mentalidade brasileira, quer nossos compatriotas gostem ou não. Na direita, infelizmente, só há "mocinhas indefesas", só há caricaturas de homem, figuras de gelatina que irão se desfazer diante do primeiro sopro da esquerda. Este é o caso, por exemplo, do infeliz apresentador de televisão que pensou em concorrer às eleições de 2018 - já desistiu, evidentemente, por perceber que nem sua própria mulher o considera o necesário "homem forte" da Presidência. Bolsonaro pode desempenhar muito bem o papel de líder político e "máquina de demolição" da qual o movimento de direita, seja liberal ou conservador, precisa para a completa aniquilação da esquerda organizada no Brasil dentro do Estado. Só um líder que realmente se pareça com um homem pode vencer as eleições, e só uma personalidade de ferro, incapaz de ceder um milímetro sequer no seu anticomunismo militante, tem alguma chance de jogar o aparato esquerdista, que está dentro do Estado, na lata de lixo da História. É evidente que a melhor escolha para a direita (e, atualmente, a mais celebrada e desejada pela população) é Bolsonaro, e os liberais, ao menos os que foram emasculados pela revolução cultural, podem espernear o quanto quiserem diante desse fato.

A tarefa mais urgente para toda a direita, nesse momento, é assugurar para si uma vitória na eleição de 2018, sob o risco de uma nova ascensão de Lula e a posterior e inevitável implantação de um novo regime petista, dessa vez inspirado diretamente na ditadura venezuelana, como já deixam bem claro os debates dentro dos partidos de esquerda (incluindo o Partido dos Trabalhadores). A esquerda já fala em ressucitar o culto "àquele que não deve ser nomeado" (Stalin). O stalinismo, antes denunciado pelo PT e aliados como uma "corrupção" do ideal revolucionário, agora já voltou ao foco dos congressos dos partidos como "a alternativa que tantas vitórias deu" à URSS. A defesa do modelo venezuelano já está clara no discurso, até mesmo no oficial, das agremiações, e as palavras de ordem de hoje incluem em destaque o controle social dos veículos de comunicação. Para quem não entendeu o recado, é a boa e velha censura. Se a direita permitir que essas pessoas retornem ao poder, é certo que o novo regime de esquerda não permitirá mais um fiasco como a remoção de Rousseff, humilhação que ensinou ao marxismo brasileiro que a "democracia burguesa" é uma arma falha para a implantação da "república popular". Perder as eleições de 2018 será o suicídio da direita.

Considerando o comportamento já demonstrado pelo eleitor brasileiro em outras eleições, seu desejo por leis mais severas (sua preocupação constante com a segurança e seu desejo por uma justiça implacável contra os criminosos) e a clara preferência popular por Bolsonaro, fica claro que ele é o único "homem forte" que a direita possui, e é o único que foi preparado em tempo para a disputa eleitoral. Se a direita escolher outro nome, estará "entregando aos partidos revolucionários a corda com a qual será enforcada", para usar a expressão do velho Lênin. Vamos torcer para que o grupo dos direitas que foram castrados não sinta inveja do militar que manteve sua hombridade, ao longo de décadas de luta anticomunista, e seja capaz de um voto que garantirá uma das maiores vitórias que os defensores do livre-mercado e da Civilização Ocidental podem ter, e que ecoará na História do país como o colapso do projeto totalitário bolivariano.

Mais sobre o tema - Bolsonaro em entrevista para a Band sobre sua possível candidatura à Presidência da República:

domingo, 17 de setembro de 2017

O que esperar da esquerda nos próximos meses?

O socialismo brasileiro recebeu golpes importantes em 2016: o sucesso de "O Jardim das Aflições" foi o sintoma mais claro do fracasso da estratégia gramsciana, que é enfrentada com grande eficácia pelo movimento inaugurado pelo autor de "O Mínimo". Lula está prestes a enfrentar uma condenação a alguns anos de cadeia - pode ser que o líder escape da justiça, mas não conseguiu escapar da completa demolição de sua imagem, ao longo dos processos. Já foi dito que Bolsonaro é uma figura equivalente a Lula, no campo conservador - o que constutui grande injustiça, uma vez que o capitão de artilharia possui muito mais instrução que o vigarista bolivariano. Os ataques às principais figuras da política de esquerda e a perda gradual e sistemática dos espaços na cultura, ainda que ocorram de forma discreta, deixam cicatrizes cada vez mais destacadas na carapaça dos marxistas - a televisão já tem ao menos um nome conservador, e a ideologia da maior rede é enfrentada não apenas por direitistas, mas por boa parte da população. Até integrantes da classe jornalística já começam a revolta contra seus capatazes bolqueviques, coisa que seria impossível em um país que chama "Chacras" e companhia de correspondentes. A esquerda está em estratégia de defesa, e suas decisões em 2018 irão seguir este caminho.

Na cultura, haverá defesa incansável da casta artística. Eles, naturalmente, se vêem como "a cultura nacional", em grande medida como os bolchevistas, ainda que podres de ricos, se vêem como "o proletariado". Se "a cultura nacional" disser que pedofilia é arte, então, naturalmente, é melhor que os súditos aceitem o absurdo, em silêncio servil. Todo ataque contra a casta será qualificado como "fascismo", "fobia", "autoritarismo" e demonstrações do "ódio" da "extrema-direita". As bandeiras, como sempre, serão as mesmas da esquerda norte-americana - lembrem-se que nossa esquerda nunca teve um gênio, um prêmio nobel como Márquez, e muito menos é capaz de pensamento criativo. É provável que o discurso da "pedofilofobia" comece a aparecer, como ficou claro a partir das declarações oficiais do banco responsável pelo show de horrores, no Rio Grande do Sul. No campo da cultura, nada haverá de novo - a mudança que podemos esperar é na política tradicional.

A esquerda já começou a perceber o que a população espera de um líder. Bolsonaro mostrou que tipo de atitude o brasileiro quer, e é natural que os marxistas-leninistas produzissem alguém para confrontar a real ameaça oferecida pelo movimento conservador. Em poucas palavras, a conversa mole do PSOL não vende nada, em nenhum lugar do pais. Os brasileiros, como todos os latino-americanos, buscam um caudilho, infelizmente. Um líder que não tenha medo de atacar seus adversários, de destruí-los em debates e de chamá-los pelos nomes corretos, no bom e velho dialeto marinheiro. Bolsonaro conquistou o que talvez já seja a maior adesão popular espontânea a um candidato, na História do país. O movimento esquerdista não está cego para este fato. Lula vai mudar seu discurso - este vai ser um elemento da estratégia das esquerdas. O outro será Ciro Gomes. Este cidadão fala português - não o sub-discurso castrado de figuras como Freixo. O político carioca não conseguiria se eleger a síndico de prédio, simplesmente porque demonstra, dia após dia, fraqueza, pusilanimidade, vaidade e completo distanciamento do brasileiro de verdade. Nenhum trabalhador votaria em um almofadinha que arrota autoridade "em nome do proletariado". Essa propaganda não vence. Bolsonaro é uma pessoa real, não é uma cria do Marketing. Bolsonaro fala o idioma compreendido por qualquer compatriota, do Amapá ao Paraná - Ciro e Lula são capazes de fazer a mesma coisa.

Como a esquerda perdeu batalhas importantes da guerra cultural, é possível que os próximos passos seam a censura pura e simples - o bolchevismo ainda tem muito espaço no Estado, e seus militantes não hesitarão em usar qualquer ferramenta para silenciar o movimento conservador, que está em investida. As humilhações sucessivas com certeza não ficarão sem alguma tentativa de vingança, e os aparelhados na administração de Minas Gerais já sugeriram que deverão reinaugurar a exposição de apologia do crime em uma instituição pública. Nenhuma voz conservadora será tolerada, pelo movimento, nos meios de comunicação, e alguns processos poderão ser usados para tentar compensar a sangria causada por personalidades como Gentili. Na política, há o rumor de uma possível aliança entre Ciro e Lula. Ciro Gomes, conforme parte da militância do PDT no Rio de Janeiro, deverá se lançar como vice-presidente de Lula, em tentativa de compensar o apoio formidável conferido pela população a Jair Bolsonaro. O conservador, bem como cada um de seus familiares, deverá ser atacado com violência pelos socialistas. Eles sabem que essa batalha é uma das mais importantes, até a corrida eleitoral de 2018. A esquerda está em claro processo de decomposição - mas não irá aceitar ir para a sepultura sem causar mais algum estrago.

Mais sobre o tema - Eduardo Bolsonaro entrevista Olavo de Carvalho:

sábado, 16 de setembro de 2017

A exposição do colapso moral e a inversão revolucionária

A exposição patrocinada por um famoso banco no sul do Brasil causou resposta visceral da maior parte da população, com bons motivos para tal. Podemos falar em apologia do crime por parte do autor e colaboradores, podemos falar em incompetência técnica (que caracteriza a vasta maioria dos artistas apoiados pela Mainstream Media), podemos falar em degeneração civilizacional e Yuri Bezmenov, mas vale a pena fazer um comentário sobre a inversão revolucionária e o famoso "duplo padrão", a bilinguis maledictus tão discutida pelo professor. Não há exemplo mais preciso do que o que ocorreu ali, e o que se passou no início do ano nos círculos de pedófilos que nos acostumamos a chamar de "artistas progressistas". Eles estão muito acostumados a dizer o que deve ser visto como arte pela vasta maioria da população, e não suportam qualquer possibilidade de escolha feita pelos "mortais". O resultado é cômico.

A "classe artística" - os "progressistas", naturalmente - recebeu um murro na boca do estômago, e muito merecido, pelo filme sobre o filósofo Olavo de Carvalho, nos primeiros meses de 2017. Josias Teófilo merece mais do que qualquer dos nossos olimpianos o título de cineasta - tudo o que temos em matéria de diretores e dramaturgos no nossa principal rede de comunicação é lixo perto dele. A obra não foi apenas a guilhotina dos parasitas das artes - foi um sucesso formidável, estrondoso, um escândalo de fracasso do mainstream, que ficou nu, diante de toda a população. Cada súdito viu a flacidez, a deformação, a aberração dos artistas do rei - não resta dúvida de que são escória, não merecem os empregos "artísticos" que têm. O filme, para o desespero da casta, foi premiado, celebrado, lotou salas e mais salas, em todo o país. Foi o colapso da crença que a esquerda ainda tinha sobre seu poder hegemônico sobre a cultura e mesmo sobre setores da academia. A população perdeu o medo de defender sua civilização contra os tipos descritos por Bezmenov e Pacepa. É óbvio que tudo isso não aconteceu sem algum tipo de resistência por parte da classe: eles tentaram o boicote. Tentaram a difamação. Tentaram a censura aberta, o fechamento de um festival. Apesar de tudo, eles fracassaram miseravelmente.

Meses depois, ocorre o caso da exposição do banco. A mesma esquerda que afirmou que o filme sobre Olavo de Carvalho "não deveria existir", que boicotou festivais, que proibiu a entrada do filme, que expulsou o diretor de seu país, chorou em desespero com o boicote espontâneo feito pela população. Por que isso ocorreu? Porque a classe vê a si mesma como a "gatekeeper" da cultura. Só nossa querida casta de parasitas tem (em sua opinião) o direito de classificar a arte conforme a qualidade, seja ela qual for, em seu entendimento. Quem são esses súditos que se levantam contra os ilustres "artistas"? Contra os queridos "atores" das nossas tão amadas novelas? Quem são esses hunos e tártaros que saqueiam nossos dominios hereditários? É natural que, em choque, os imbecis que se presumiam entendedores da realidade nacional se viram em desespero, ao perceberem a existência de uma coisa chamada de "povo", que, no Brasil, ainda gostaria de viver sob sua boa e velha Civilização Ocidental, sem a pedofilia, sem a apologia do crime e da deformidade, como qualquer nação saudável. É claro que a casta vê tudo isso com horror e desespero, como uma "agressão". Que pena, que tristeza.

A inversão revolucionária é o clássico entendimento do partido revolucionário como "o povo", de burgueses e nobres presunçosos como "o proletariado" (lembrem-se de Dzerzhinsky). É a estratégia soviética de classificar seus próprios atos fascistas como "gestos revolucionários", e o sistema norte-americano como o "fascismo". É o discurso de Himmler, que chorava de pena de si mesmo ao cometer o genocídio contra os judeus, que "o forçavam" a cometer os crimes mais demoníacos da História. Essa mentalidade doentia, do tirano que vê a si mesmo como "oprimido", é o retrato da casta, que tentou submeter uma nação inteira, mas, em impotência, explode em acusações de "censura" contra o país, que a sustentou ao longo de décadas. O fim da exposição de apologia à pedofilia foi justo, e é só o começo da substituição dos nossos queridos sanguessugas pela boa e velha civilização.

A casta midiática está morta, e é dever do movimento conservador terminar de sepultar o cadáver fétido. A capacidade de criação dos nossos queridos vermes acabou, e esse foi o resultado da revolução cultural gramsiana. O autor italiano pregava, literalmente, a destruição da qualidade dos sistemais educacionais como uma das ferramentas de conquista e manutenção do poder - o que ele não percebeu é que criaria uma intelligentsia incompetente, incapaz e facilmente substituível. Em qualquer regime de esquerda bem-sucedido, do nacional-socialismo ao socialismo soviético clássico, a inversão revolucionária é um fenômeno assustador. Hoje, a nação vê apenas um espetáculo de comédia - é o sintoma do fim de uma era. Que o Brasil jogue os desgraçados na lata de lixo da História (para homenagear Khruschev), e coloque, como substitutos, almas muito melhores, como Teófilo, Gurgel e companhia. O país se cansou da rede - quer, hoje, apenas as ideias que inspiraram Rodrigues. O futuro pode ser brilhante para a nação - mas, com certeza, não será dos melhores para os parasitas.

Mais sobre o tema - reportagem do canal Terça Livre sobre a exposição acusada de apologia do crime:

domingo, 27 de agosto de 2017

O Brasil desiste de si mesmo, e essa é a vitória da casta burocrática

A antiga piada sobre a "criança que sonha em ser aposentada, quando crescer", é uma das descrições mais justas do povo e da mentalidade brasileira. As origens do problema, como aponta o professor Olavo de Carvalho, são complexas: pode haver relação entre o histórico de dominação dos lusitanos por uma sucessão de impérios - fenômeno similar é observado na Romênia. A mentalidade brasileira é caracterizada pela preguiça patológica, pelo ódio ao conhecimento e ao esforço intelectual, pela busca constante por símbolos externos de autoridade e pela busca do conforto físico, na forma da realização da menor quantidade possível de trabalho em seu ofício, seja ele qual for. É uma mistura da famosa "preguiça invencível" com o bucrocratismo português: o sonho do brasileiro médio é ser o burocrata bonachão, que não produz absolutamente nada, e pode se esconder confortavelmente nas saias da família, nos finais de semana, esperando a vida passar sem se impor a necessidade de qualquer conquista ou sucesso (porque já os entende como objetivos impossíveis). A História foi tão brutal com os brasileiros ao ponto de justificar essa efetiva castração espiritual? Provavelmente não.

Os habitantes originais da península ibérica foram povos pré-indo-europeus, aparentados com os bascos. Sua língua não se parece com nada que existe na Europa Ocidental. A maior parte da população foi suplantada com a primeira migração em massa das nações proto-iranianas (que deram origem às diversas nações indo-europeias de hoje), e os sucessores imediatos dos pré-indo-europeus foram os celtas. A conquista celta foi sucedida pela conquista romana, também de linhagem indo-europeia (ou "proto-iraniana"). Depois da invasão romana, a Ibéria foi ocupada por germanos, principalmente os suevos e os visigodos, e, finalmente, pelo califado islâmico, até a reconquista, feita com ajuda do exército francês, em parceria com o que sobrou da nobreza visigótica, com os galegos e com os demais domínios que permaneceram sobre senhores feudais cristãos. É,  efetivamente, uma história de invasões, que poderia dar conta de explicar o caráter passivo dos lusitanos e de seus povos-irmãos (especificamente, os brasileiros). Mas isto está muito longe de refletir as dimensões do problema histórico - muito pequeno, se colocado em comparação com a situações de povos menos afortunados. Os ucranianos, por exemplo, passaram coisa muito pior, e tem muito mais força de vontade que os brasileiros.

Quem já conheceu um ucraniano, deve ter percebido que essa nacionalidade tende a inovar e correr atrás de auto-aprimoramento e trabalhos mais promissores. O ucraniano sempre está à procura de uma oportunidade melhor em outro país, ou mesmo de uma chance de melhorar sua rende, através de alguma forma de ação econômica em sua própria comunidade. É ditado popular que "todo ucraniano tem algum business", o que é bem surpreendente, ao se considerar que este povo foi submetido a 70 anos de regime soviético. Parece que a nação não gostou muito do pacote de sucessos do "paraíso proletário". Todavia, a energia deste grupo étnico não se limita à ação econômica: como em outros países da Europa Oriental, é possível observar uma tendência ao auto-aprimoramento físico, mesmo através de exrcícios físicos extremamente difíceis, e a paixão por lutas (como o boxe, também muito popular na Polônia). Afinal, estamos nos referindo à "Kazatskoho Rodu", à "Nação dos Cossacos", os guerreiros mais valentes e ferozes da estepe eurasiática. Mas os ucranianos não foram submetido à infinitos períodos de dominação estrangeira? É certo que sim. O território ucraniano foi, originalmente, cita-sármata. Foi invadido ou saqueado por hunos e búlgaros (ambos de origem remota túrquica), colonizado por eslavos, conquistado por mongóis durante um século, re-invadido por tártaros, submetido à Rzecz-Pospolita polonesa, conquistado por Moscou e mantido no império russo por séculos e, finalmente, ao primeiro sinal de independência após a primeira guerra mundial, submetido à dominação leninista por setenta anos. Muitas dessas conquistas foram realizadas sob violência indescritível, como o período dos khanatos, notórios pela destruição "até a última pedra" das cidades de seus súditos, ou como a monarquia russa, que já empregava a violência como ferramenta para manutenção de seu poder, através de polícias secretas. No regime soviético, a repressão contra os ucranianos chegou às proporções de crimes contra a humanidade, como no genocídio pela fome conhecido como Holodomor, no qual sete milhões de ucranianos foram assassinados pelo poder comunista. Ainda assim, os ucranianos são um povo decidido, forte a produtivo, que anseia pelo crescimento e pelo sucesso. O que explica a estupidez brasileira? Que justificativa é boa o bastante para tamanho desperdício de vida humana?

O histórico de "sofrimentos" dos povos ibéricos não é o bastante para justificar a forma do "modo de pensar" brasileiro. Nenhum grande genocídio devastou as casas lusitanas. Não houve autocracia nem boiardos, não houve NKVD, KGB, Stasi ou Gestapo. Nem sequer existiu uma única ilhota do arquipélago GULag por aqui, ou em Portugal. Talvez a explicação seja muito mais prosaica: o Brasil nem sempre foi assim. Os brasileiros "aprenderam" a moda de desistir, e faz pouco tempo. Como bem argumenta Olavo de Carvalho, o país já teve grandes escritores, historiadores, cientistas e mesmo um dos maiores filósofos da História, o grande Mário Ferreira dos Santos, gênio que não possui par nas Américas. A moda da "vida fácil" deve ter surgido no Século XX. Os imigrantes trouxeram a ética do trabalho, mas alguns entraram na "competição por cargos públicos" - se permitiram corromper. No interior, até hoje, os brasileiros tendem a ser mais esforçados e a nutrir mais sonhos e objetivos. É possível que "a moda" tenha surgido nas grandes cidades - o que condiz com as explicações do professor sobre a "casta burocrática".

A "casta burocrática" brasileira sempre teve tamanho, mas se tornou uma verdadeira doença na segunda metade do Século XX. Até então, o país conhecia empreendedores e histórias de sucesso. Com a expansão do Estado e das redes de proteção estatal, a conduta doentia da "classe" governamental se espalhou por grupos, dentro do país, que tinham uma linha de ação completamente diferente. Talvez a expansão do Estado e dos "programas sociais" estejam diretamente ligados à ascensão da "cultura do concurso". Toda burocracia governamental do planeta sabe que precisa dos "programas sociais" para se nutrir, porque precisa de cargos. Mais cargos só serão justificados com mais departamentos, qu precisam ser preenchidos com mais parasitas profissionais. Esse sistema só se justifica quando uma mentalidade de desistência completa se espalha pela sociedade - e essa estrutura casa perfeitamente bem com a imagem que nossos queridos funcionários públicos e imbecis sindicalizados tentam vender de empreendedores, inventores, capitalistas e outros indivíduos que possuem, digamos melhores "habilidades de camada 6" (uso o termo para fazer justiça ao professor, que inspira essa ideia). Uma análise "de castas" ou "de classes" pode ser incrivelmente odiosa - a estupidez do marxismo ecoa pela História - mas, ironicamente, serve como uma luva para compreender o discurso dos nossos vagabundos profissionais. Entrar em qualquer instituição Estatal é entender porque os indivíduos de sucesso são retratados como demônios em pessoa: a estrutura econômica que mantém a casta burocrática só pode ser mantida em um mundo de coitadinhos inúteis. Se improdutivo é o que há de mais eficaz para o estilo de vida da nossa geração da infância do "quero ser aposentado, quando crescer".

Para qualquer pessoa que venha de outro país, pode ser muito difícil aceitar a conduta dos brasileiros, ou mesmo entendê-la. O que é completamente justificável: como pode uma nação inteira (ou ao menos parte importante das populações de suas maiores cidades) ter o propósito de "se tornar nada"? É uma situação trágica, que não faz justiça aos grandes homens que viveram neste país, e deixaram um legado de grandeza moral e intelectual, como Pedro II. A nação de Mário Ferreira dos Santos não pode se contentar com um "Leandro Espiritual", ou com um Emir Sader - esse mesmo, o intelectual da UERJ que escrece Getúlio com "lh". Até que o Brasil saia do lixo em que se jogou, os parasitas continuarão vencendo.

Mais sobre o tema - Olavo de Carvalho discute a mentalidade dominante no Brasil, com base na teoria das camadas da personalidade:

segunda-feira, 24 de julho de 2017

A grande mídia fracassou - sua derrota tem o nome de Jair Bolsonaro

Que existe uma distância de milênios entre as concepções dos profissionais do jornalismo mainstream nacionais e as visões fundamentais sobre sociedade, civilização e decência humana da maior parte dos cidadãos do Brasil, não há dúvidas. A maior parte dos profissionais das grandes empresas de Comunicação apoia entusiasticamente a ideologia marxista, assim como os regimes por ela estabelecidos, ainda que façam referência ao "período romântico" da revolução cubana ou ao "Lênin bom, Stalin mau" da revolução soviética. Os jornalistas brasileiros são adoradores da ideologia de gênero, da militância esquizofrênica do sex-lib, em qualquer uma de suas variações, e são sonhadores das qualidades "revolucionárias" de assassinos e traficantes de drogas - os brasileiros normais (e aqui fazemos referência à vasta maioria da população, que tem o mais sincero nojo pela classe midiática) gostam da normalidade humana nas relações conjugais, detestam militâncias de todos os tipos e gostariam de ver todos os criminosos apodrecendo em prisões. Lenin seria impossível no Brasil, porque a população nutre uma desconfiança absolutamente natural por figuras de poder do Estado. No país, não haveria uma adoração patológica de um "Trótsky-São Jorge" (kak v náshei lyubímoi Rossíi), porque cada brasileiro sabe que o burocrata, ainda que reclame da burocracia, torna-se tão lento e incompetente quanto o mais nocivo parasita da mais inútil das repartições públicas - é como o Estado tupiniquim funciona. O brasileiro desconfia dos "barnabés", concursados ou eleitos, e desconfia das promessas douradas das ideologias - o jornalista, moldado nas nossas fábricas de estupidez públicas, também conhecidas como universidades estatais, acredita piamente em qualquer asneira. Essa diferença impede o profissional de mídia de entender o que se passa, e o torna incapaz de prever sequer os próximos dias da vida política das grandes massas. Essa distância entre a casta jornalística convencional e a população explica a precisão cirúrgia de Olavo de Carvalho, e permite entender o espanto dos colegas de profissão com o sucesso de Bolsonaro.

Bolsonaro deu uma surra na imprensa, que já andava muito doente, diante do público. A população tem nojo da classe - na realidade, tem nojo de todo um conjunto de indivíduos absolutamente inúteis e improdutivos para a nação, que inclui os nossos "jornalistas" (de fato, não merecem o nome), nossos escritores mais badalados e nossos dramaturgos, inapazes de criar qualquer coisa ligeiramente menos mal-cheirosa que nossos sistemas de saneamento básico. A população passou a desprezar a mídia. Bolsonaro apenas vive no tempo certo. As opiniões do capitão de artilharia não passam do bom-senso da vasta maioria dos compatriotas. Por exemplo, entender que crianças não devem ser expostas, digamos, antes dos dez anos de idade, a vídeo-manuais sobre relações "sex-lib", é uma opinião absolutamente normal, para qualquer ser humano comum - menos, é claro, para as aberrações que saem dos nossos cursos de Jornalismo. A defesa de leis mais rigorosas, em um país que registra mais de 60.000 homicídios por ano, também deveria ser considerada, no mínimo, salutar - os mesmos "jornalistas" são incapazes de perceber a relação de causa e efeito entre a atenuação das penas, ao longo da década de 90, e a piora dos indicadores da violência, que é observada até hoje. Sobre o tema da legítima defesa, o militar também tem opiniões absolutamente convencionais, que, de fato, se aproximam da realidade jurídica de países que conseguiram manter seus indicadores de violência urbana muito mais controlados do que os brasileiros (entre eles, é possível citar Canadá, Hungria, Suíça ou mesmo países vizinhos, como o Chile e o Paraguai, com leis que favorecem a legítima defesa e menos homocídios por ano). As opiniões dos profissionais da grande imprensa estão erradas, e sua visão não condiz com a realidade da vasta maioria da população.

O distanciamento entre a "casta" e o povo tem diversos resultados - um deles é a crescente confiança da população nas forças armadas e o entendimento (também em expansão) que sugere que os jornais brasileiros, redes de televisão e grandes sites de notícias não são confiáveis. A explosão de veículos de comunicação liberais, autores conservadores e o fenômeno Olavo de Carvalho são retrato deste aspecto. No campo eleitoral, a consequência foi a gigantesca onda de aprovação a Jair Bolsonaro, recebido em aeroportos, eventos ou manifestações como nenhum político na História brasileira. Em manifestações das quais representantes do PSDB foram expulsos e nas quais Lula e Dilma receberam as ofensas mais bárbaras (e, honestamente, cômicas, para personalidades que vêem a si mesmas como reencarnações de Getúlio), Bolsonaro foi, literalmente, carregado pelas massas. Este fato não foi apenas uma derrota para os veículos de comunicação e para os cursos de jornalismo, com pretenções a faculdades de engenharia social gramsciana - foi uma humilhação para cada militante, companheiro de viagem e personalidade do complexo midiático-partidário da esquerda. Bolsonaro representa o momento em que a população joga a estratégia gramsciana e a casta televisiva "na lata de lixo da História".

É evidente que a grande imprensa e os demais representantes da "casta" não vão aceitar sua derrota de maneira tão fácil, e vão insistir na campanha de difamação, a qualquer custo, contra o oficial do Exército. A esquerda jamais aceitaria um presidente conservador, militar, pró-Israel, pró-Estados Unidos e favorável às bases mais elementares da Civilização Ocidental - e jamais aceitaria uma derrota tão humilhante, inegável e permanente. Os partidos e personalidades mais destacadas no movimento marxista usarão todas as ferramentas que cultivaram, desde a década de 60, para destruir completamente a imagem de Jair Bolsonaro - talvez, tentem a destruição física do militar, como já foi sugerido por mais de uma voz nas fileiras do marxismo. Ainda que Bolsonaro seja tirado de cena, os fatos que ocorreram até o presente momento dão testemunho da fragilidade, da incompetência da esquerda e da possibilidade concreta que o conservadorismo tem de retomar o país. A militância totalitária governou a nação e conseguiu manter a revolução cultural por algumas décadas, através da preguiça de seus súditos - talvez os brasileiros tenham aprendido a lição, e tenham o propósito correto de reconstruir, para fugir do destino sombrio dos venezuelanos e cubanos

Mais sobre o tema - conversa entre Olavo de Carvalho e Eduardo Bolsonaro:

quinta-feira, 15 de junho de 2017

"O Jardim das Aflições" é mais do que a esquerda pode entender

Ler Olavo de Carvalho é como folhear uma enciclopédia - a vastidão dos conhecimentos do filósofo pode oferecer um desafio significativo até mesmo para pessoas interessadas por temas como política ou filosofia. No Brasil, onde as referências são escassas e escolhidas conforme os estreitos (e pobres) padrões da esquerda acadêmica, o ato é ainda mais difícil - há pouco tempo, as livrarias nacionais conheceram nomes como Eric Voegelin e Viktor Frankl. Outros, como Szondi, nem sequer aparecem  em notas de rodapé. Para entender a obra do escritor brasileiro, é preciso estudar, e estudar muito. O estupor observado nas críticas sobre o filme de Josias Teófilo dá testemunho da distância colossal entre as proporções do conhecimento de Olavo e as dos miseráveis cérebros adestrados em nossos cursos de humanidades. Os militantes de esquerda não entendem as mutações que ocorrem em suas próprias fileiras, nos centros de poder que produzem sua ideologia, no país e muito menos são capazes de entender os atos e palavras do escritor que está mudando dramaticamente a topografia intelectual do Brasil.

A guerra cultural tomou velocidade, está provocando mutações enormes na imprensa (especificamente, nos veículos alternativos), em veículos de comunicação de massa, no mercado editorial e mesmo na academia. Há uma década, não havia conservadorismo no Brasil. Hoje, este é o movimento político e cultural que ameaça severamente a hegemonia marxista. Há dezenas de livros conservadores em circulação - e fazendo sucesso - enquanto a esquerda apodrece e empobrece. Curiosamente, alguns dos mais importantes livros socialistas estão sendo publicados por conservadores (e por eles estão sendo lidos), para seguir a orientação ancestral de Sun Tzu: "se você conhece a si mesmo e conhece o inimigo, não precisa temer o resultado de cem batalhas". Este esforço começou com o gigantesco trabalho de Olavo, que continua através da editora Vide, e de outras que divulgam novos e antigos nomes do conservadorismo internacional. A esquerda moderna odeia o conhecimento - como Voegelin mostrou muito bem, o gnosticismo tende ao anti-intelectualismo. Sendo fiel ao princípio, os marxistas brasileiros não se dão ao trabalho de ler, nem os próprios autores socialistas - é evidente que o movimento fará de tudo para se manter distante dos textos de seus adversários. A escolha pela ignorância está matando a esquerda, e explica a reação obtusa (até mesmo cômica) diante do filme "O Jardim das Aflições".

Quando Olavo faz menção ao totalitarismo estrutural do pensamento marxista brasileiro, os militantes demonstram escândalo. Gramsci foi o Stalin dos livros, o Vozhd do espírito. A resposta ao filme de Josias Teófilo prova que o pofessor tem razão: foi "o livro que não devia existir". Se os gramscistas tivessem o poder que tanto desejam, podemos ter certeza de que a obra não existiria. O controle do discurso, das publicações e das telas é o sonho dourado do movimento - é aquilo que Lenin conseguiu, mas que os socialistas brasileiros são fracos demais para fazer. A conduta, todavia, mostra o quanto a corja está distante da realidade (mesmo do que seria a conduta normal de um censor), e o quanto são incapazes de compreender um filme que poderia até mesmo ser visto como favorável à visão de ao menos uma das correntes da esquerda - para ser mais específico, ao anarquismo de, digamos, um Mário Ferreira dos Santos, admirado por Olavo de Carvalho e odiado pelos marxistas. A esquerda não entende que nem toda a obra que não faz adulação incansável a suas lendas deve ser proibida - não entende que um filme pode falar sobre Filosofia sem vestir a camisa de força da luta de classes, ou pode tecer uma crítica ao Estado moderno sem necessariamente usar os chavões dos "quadros". Os militantes perderam a capacidade de entender um filme brasileiro que - pasmem - não é uma pornochanchada global na qual metade do tempo é dedicada a cenas de sexo, e a outra metade ao que há de mais ridículo e sem gosto nas piadas que a dramaturgia pode criar. Olavo não fala sobre os "temas proibidos", não fala sobre "safe spaces" e companhia. Fala sobre o centro de sua Filosofia - a contrução - e aperfeiçoamento -  da personalidade humana. Os militantes do fascismo moderno mostraram, em suas linhas da Folha e nos outros "grandes veículos", que já transcenderam a inépcia na escrita, e alcançaram o ápice da incapacidade sensorial. A paralaxe cognitiva já se tornou remoção cirúrgica de olhos, ouvidos e - por que não? - cérebro.

Para entender Olavo de Carvalho, é preciso entender, em primeiro lugar, as referências do autor. Criticar o filósofo sem conhecer Eric Voegelin é estupidez. É evidente que este é apenas um dos que influenciaram o pensamento do escritor, mas é um começo - ao menos para alguma discussão a respeito do movimento revolucionário, da paralaxe cognitiva (incluindo a distorção no entendimento a escatologia e do tempo, característica distintiva do marxismo). Nomes da Psicologia e grandes romancistas também entram nas leituras obrigatórias - a maioria dos militantes não é capaz de entender os dilemas colocados por Dostoiévski, ou de perceber que há algo na existência humana para além da camada 4. Para iniciar qualquer diálogo com um mínimo de compreensão, o gnóstico vai precisar de muito conhecimento. Com certeza, se o coitado não entender do que se trata, o filme tomará a aparência de "um filme sobre Olavo".

A formação da personalidade, o entendimento da realidade e o trabalho de desenvolvimento intelectual, como via para uma existência melhor, são elementos centrais da Filosofia de Olavo de Carvalho. A crítica do totalitarismo e do gnosticismo moderno são apenas partes (pequenas, até) dos estudos do autor. A melhoria de cada aspecto, de cada nível da alma do indivíduo é o trabalho que realmente importa - o conhecimento é apenas o caminho para "a unidade da obra". O livro "O Jardim das Aflições" é uma leitura difícil, enciclopédica. O filme de Josias Teófilo não poderia ser diferente - não é uma sinfonia para qualquer idiota - em especial, não é para os animais criados nos currais que convencionamos chamar de universidades, no Brasil. É um filme para pessoas que, de fato, querem aprimorar suas personalidades, através de um melhor entendimento da realidade. Seguramente, é o melhor filme brasileiro, em décadas.

Mais sobre o tema - entrevista sobre O Jardim das Aflições, de Josias Teófilo:

domingo, 14 de maio de 2017

Lula provocou Moro - e tem poder para isso

O depoimento do ex-presidente para as investigações da operação Lava Jato gerou revolta entre integrantes da direita, e indignação entre os militantes de esquerda. Os últimos pensam que foi um ultraje horrível, inaceitável e parte de uma campanha de perseguição coordenada pela "mídia e pelo Poder Judiciário". A direita entende as palavras de Lula como ameaças - e tem razão para isso. Deveria ter sido um depoimento, mas foi uma sugestão do que ocorrerá caso o Partido dos Trabalhadores volte ao poder. O erro do "caminho democrático" não será cometido mais uma vez pelos marxistas brasileiros. O culto à "revolução bolivariana" na Venezuela é prova de que mesmo os partícipes do PSOL flertam com um tipo de regime mais próximo da boa e velha tradição leninista. O depoimento foi pervertido, politizado e transformado em aviso, muito claro para todos os agentes públicos que ousem se opor ao projeto de poder totalitário.

Como bem explicou Łobaczewski, todo movimento revolucionário, centralizado e militarizado, como a vasta maioria dos partidos marxistas, tem um potencial enorme para a atração de psicopatas, que invariavelmente terminam em posições de poder. A obssessão por controle tem papel fundamental no processo, e é a engrenagem principal da "patologia social" que se cristaliza com a criação dos sistemas socialistas, sejam eles de caráter internacionalista ou nacionalista. É evidente que um de nossos ex-goevernantes tem talento formidável para o alpinismo social - mesmo com uso de acidentes de trabalho falsos ou colaboração com regimes autoritários de direita, como o que governou o país após 64. Cada psicopata possui esse tipo de habilidade, que pode ser mais ou menos pronunciada. Naturalmente, dentro da estrutura do movimento marxista, o indivíduo com o transtorno de personalidade adquire muito poder. O psiquiatra polonês explica que o líder exerce a função de "inspiração", para outros psicopatas, e "temor religioso" para a massa histérica, da qual a maioria da militância é composta. A máquina totalitária confere influência e capacidade de perpetuação quase sem fim. O resultado, como se vê claramente na sociedade brasileira, é a persistência do culto à personalidade, que tem potencial não-desprezível de levar a mesma (já muito bem conhecida) organização criminosa ao controle do Estado. Uma vez que os socialistas estejam no poder, o país deverá esperar uma conduta bem pior do comando.

É inegável que a esquerda possui grande capacidade de autocrítica. Isto é até mesmo parte do dia-a-dia de partidos de grande sucesso, como o chinês, que adota o "ritual" desde antes da tomada do poder. O processo também envolve a reengenharia de estratégias de tomada de poder - foi o que os militantes brasileiros fizeram durante o regime militar, e o que levou o marxismo tupiniquim ao caminho gramsciano para o socialismo. As lideranças perceberam que a luta armada fracassou: restou assumir o caminho da revolução cultural para a hegemonia política. Todo o processo levou poucos anos - foi realizada uma mudança completa de rumo, adotada fielmente e seguida à risca até os dias de hoje, anos depois do colapso da União Soviética e da mais bem-sucedida vertente do socialismo internacional. A esquerda fará, sem a menor sombra de dúvida, uma nova mudança - e esta deverá levar o movimento para o caminho das armas.

Durante o processo que levou à queda do governo petista, as lideranças começaram a expressar a nova orientação, sem medo. As palavras de ordem sobre "guerra civil" começaram a fazer eco. O MST se agitou, Lula adotou uma face completamente distinta da habitual - o lado "castrista" do movimento começou a se mostrar, sem medo. O grande problema que o Brasil enfrente é a continuidade da influência do ex-presidente sobre grande parte da população: pode haver uma nova eleição favorável ao partido. Se isso ocorrer, como foi deixado bem claro no depoimento, a imprensa e os opositores, dentro e fora do Estado, enfrentarão o lado leninista do petismo. O movimento não utilizou a violência, antes do impeachment, porque pensava não ser necessária para a manutenção do poder. A derrota forneceu aos militantes uma lição amarga, que não será esquecida - o "exército" do qual o ex-governante falava finalmente vai ter a chance de educar a população brasileira comum a respeito da boa e velha "democracia proletária". A simpatia da esquerda brasileira para com o sistema venezuelano não é aleatória: é um sintoma de que o mesmo tipo de doença social está em incubação no Brasil - e houver apenas mais uma chance, o caminho convencional do partido revolucionário será trilhado, para que  nunca seja derrubado novamente. A eleição de um candidato verdadeiramente conservador não é mais uma mera questão de "escolha": é a única alternativa para a população, caso não queira ser submetida ao modelo de governo mais brutal, parasitário, destrutivo e assassino que a raça humana já viu. As ameaças feitas no depoimento são de credibilidade inquestionável - talvez as únicas palavras que poderiam ser ditas com sinceridade pelo réu. O sangue e as lágrimas dos venezuelanos dão testemunho de o quanto as palavras sombrias do "barba" têm fundamento.

Mais sobre o tema - Joice Hasselmann comenta o depoimento do ex-presidente à operação Lava Jato:

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Calheiros e a metamorfose do público

O Brasil mudou. Isto não tem absolutamente nada a ver com a demagogia petista, não diz respeito às afirmações presunçosas dos últimos governantes. É apenas a consequência do processo de "despertar nacional" pelo qual o Brasil passa - as pessoas perderam o medo de expressar uma opinião, perderam o medo de afirmar suas crenças - que, invariavelmente, contradizem os dogmas da casta governante e da grande mídia - e pederam qualquer possível respeito que poderiam dedicar à burocracia. Os fatos mostraram que o Estado tupiniquim é um fracasso e uma calamidade - a lei agora é chamar os parasitas de parasitas, e todos os vermes passaram a se contorcer em desespero.

Renan Calheiros sempre se imaginou acima das críticas. Sempre se colocou "acima da tempestade", tal como uma figura olímpica, intocável, inatingível, senhor supremo do mundo brasileiro, coronel santificado dessas terras amaldiçoadas. O "dono do pedaço", um dos caras que se imaginavam "acima da lei". Passou tranquilamente por dezenas de escândalos de mais de um governo, sobreviveu à inúmeros noticiários negativos, soltou bocejos de tédio diante de críticos mordazes detendores dos megafones. O político não imaginava - como a maior parte da casta governamental - que a mídia brasileira não tem nada a ver com o povo. Que a classe jornalística é tão alienígena para o compatriota médio quanto kvass e Marusya. Agora, o senhor senador vai cair do cavalo - porque não é laçador, e muito menos cossaco. Vai, infelizmente, quebrar alguns ossos na fúria dos protestos populares. Renan Calheiros é a reencarnação de Dilma.

Em 2016, nossos compatriotas perceberam que podem derrubar um governo. Perceberam que podem colocar medo na burocracia. Perceberam que podem dar força jamais imaginada a integrantes das polícias e do Judiciário - ou aos integrantes do Judiciário que valem seus salários. O fenômeno é único na memória da política tupiniquim, e pegou a todos de surpresa - derrubou Dilma, está quase levando Lula à cadeia e agora está sedento pela destruição da carreira de Renan. Nomes que jamais se imaginaram a um passo da guilhotina já estão com o pescoço na trilha da lâmina. Lula - "o" Lula - está na mira da Lava Jato, e pode, verdadeiramente, perder o enorme poder que conseguiu através de uma das maiores militâncias políticas da América Latina. Pode perder tudo por uma singela acusação - de ter recebido dois imóveis em esquema de favorecimento ilícito. É inegável que a pressão popular foi decisiva para o caminhar dos acontecimentos, e o destino de Renan Calheiros é mais um sintoma da formidável mudança de mentalidade da população brasileira. O povo, como diria Olavo de Carvalho, finalmente tomou parte na História do Brasil. É o fim da casta burocrática e dos oligopólios estridentes ao seu redor, ao menos como tal configuração existia até ontem. O novo "homem médio brasileiro" está muito irritado, e quer sangue de políticos.

A casta política irá, sem dúvida, tentar resistir à mudança. Ninguém gosta de perder dinheiro - poder, status são tesouros intocáveis. Ainda que cada um dos atuais "inimigos públicos" consiga se livrar de acusações, é impossível negar satisfação de ver o país reagir. A nova atitude é a ofensa última contra a decadência da república, contra a pose pernóstica dos celerados que concentram toda a força tirânica que tantas vezes se voltou contra os mais fracos. O filósofo, aquele que talvez seja um dos maiores responsáveis pelo movimento das mentes saudáveis, explicou muito bem qual deve ser o tratamento dispensado à burocracia: o desrespeito sistemático, a ofensa como arma política. A queda da elite política está acontecendo nos tribunais e nas ruas - o Judiciário que é justo o faz através da cadeia, as ruas fazem através dos tomates e xingamentos. Afinal, foram os últimos, em alto e bom som, que derrubaram o governo responsável pela morte da economia nacional. Para a "revolução sanitária" na política, sabemos para onde devemos mandar nossos governantes.

Mais sobre o tema - Olavo de Carvalho discute as iniciativas de desobediência civil:

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

A grande mídia e Fidel Castro

A classe jornalística se recusa a chamar Castro por seu nome – seria uma dor terrível confessar que o ídolo máximo não passa de um homicida, um ladrão, um criminoso muito mais nojento que um vigarista comum. A hesitação dos âncoras chega a ser cômica – “grande legado”, “grande homem”, “um dos homens mais importantes do século XX”. Castro foi todas essas coisas – deixou um “grande legado”, como a peste bubônica deixou, foi um “grande homem”, como Calígula. Foi (por que não?) importante: tanto quanto o Krakatoa ou como a Grande Fome irlandesa. O amor e a hesitação dos queridos periodistas vem das escolas de Comunicação, onde aprendem, conflituosamente, a idolatrar, a cada dia, assassinos em massa, e a papagaiar sobre a universalidade e necessidade incontestável do império dos direitos humanos – desde que, evidentemente, esses direitos se apliquem tão somente aos mais brilhantes filhos do movimento revolucionário. Os “inimigos de classe”, naturalmente, podem mofar na UMAP. Não fazer as chamadas e os comentários do dia sobre tão gentil figura com alguma confusão interior secreta é impossível.

Os companheiros fazem as caras e bocas mais divertidas imagináveis – as palavras saem aos tropeços. Alguns demonstram vontade de dizer os pontos e as vírgulas, mas a vontade é tão passageira e fraca como  caráter do exemplar mediano da categoria. Quando um entrevistado decide colocar os pingos nos “is”, aí a expressão é de terror sincero – escândalo, blasfêmia. Quem ousaria denunciar um “humanista”? Quem atacaria de forma tão vil, baixa e caluniosa “o melhor dos filhos da América Latina”? Só um fascista, evidentemente. O problema está nas situações onde é um “companheiro” quem entrega o jogo, um ex-guerrilheiro, um militante do partido – o horror cósmico da situação explica o ódio mortal de uma das castas de comunistas pelos trotskistas (abominações entre as abominações).

Quando um cubano decide pontuar, aí mesmo é que nosso prezado companheiro entra em desespero, em choro e ranger de dentes – interno, o que é natural, o bom jornalista é tão cínico e teatral quanto o mais sanguinolento dos psicopatas. O cubano que fala mais do que deve precisa ser excluído, calado, “desaparecido”. É uma “não pessoa”. É um inimigo de classe – por que diabos não ficou para enfrentar a justiça histórica sob a justiça implacável do partido da vanguarda do proletariado? Com o inimigo de classe, não há diálogo possível – “se o inimigo resistir, ele deve ser exterminado”, dizia o camarada Lênin. O dissidente deve ser removido da existência e sua voz nunca mais deve ser ouvida pelos grandes meios de comunicação – Carlos Moore desapareceu, e Pandura talvez venha a segui-lo, a depender de sua capacidade de “autocrítica”.

Se alguém tem dúvida a respeito do caráter patológico da ideologia dominante nos cursos de ciências humanas – e na temível tendência observada principalmente entre jornalistas, advogados e membros da alta administração de grandes empresas – é por razões que fogem à compreensão humana. A dupla medida é óbvia. O desvio moral é aberrante e faz estardalhaço. O medo – ideológico, oportunista ou simplesmente cretino – da expressão correta, ou das expressões corretas, é mais claro que o Sol. “Assassino”, “Ditador” são termos que jamais serão pronunciados. Dizê-los é um esforço além da mediocridade excepcional dos companheiros, e é um ato que destrói toda uma forma de educar escritores e formadores de opinião – é a destruição, justa e necessária, do modelo deformado do que se convencionou chamar de “jornalista”, no Brasil.

Mais sobre o tema - Carlos Moore discute o racismo e a perseguição étnica praticada pelo regime comunista cubano:

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Freixo e os estudantes

A derrota de Marcelo Freixo é apenas um reflexo gritante do modo de pensar e dos valores apreciados pela vasta maioria da população brasileira. É importante enfatizar que o pedido dos cariocas foi pela "derrota de Freixo", e não pela "vitória de X, Y ou Z". Em poucas eleições na História houve número tão grande de votos em branco, nulo ou de abstenções - o voto, em 30 de outubro de 2016, foi anticomunista. O Brasil é conservador, e tomou consciência de si, levantou-se do torpor diante das hordas histéricas da revolução cultural.

Nas universidades, todavia, o quadro é muito diferente. Freixo venceu em cada uma das instituições de "ensino" cariocas. O leitor bem sabe que nada se aprende nas faculdades - para ser justo, nos cursos de ciências humanas. O que se repete ad infinitum é a propaganda marxista, a bajulação incansável aos "gandes líderes", o puxa-saquismo canino aos maiores tiranos e genocidas que o mundo já viu. Freixo, naturalmente, conseguiu o voto. Marxista leal, admirador sincero de Che, o racista favorito do bom-mocismo, o cidadão que reside no bairro mais caro da capital fluminense é o ídolo pronto para os exércitos de imbecis drogadictos que infestam cada uma das universidades. O voto do pretenso "ensino superior" foi dele - especificamente, o dos estudantes de Ciências Sociais, Filosofia, Psicologia e associadas. Para variar, a casta superior, encantada pela música da estupidez ideológica, mostrou preferências bem distintas da maior parte do proletariado, que, para os discípulos da Escola de Frankfurt, agora é traidor da causa revolucionária.

Como ocorreu o processo de conversão das escolas de Ciências Humanas em centros de divulgação, "ao psitacismo", do dogma marxista, é amplamente divulgado pela direita. A Americana percebe o mesmo fenômeno nos gritos desesperados de hatespeech, nos espaços seguros (para o conforto da estupidificação ideológica), nos trigger warnings. A brasileira, graças ao maior filósofo que o país já viu, não apenas está acordada para o que se passa como foi capaz de erguer um dos maiores movimentos de massa da América Latina. O país saiu do coma, mas a "guerra de posições" gramsciana assegurou trincheiras devidamente fortificadas, que deverão ser desturídas, em tempo, para que exista qualquer possibilidade aceitável de futuro para a nação. Os vermes do totalitarismo voltarão aos esgotos (ou melhor, aos safe spaces) acadêmicos, às faculdades da "vanguarda da revolução". E é lá que está a grande batalha das próximas décadas.

Toda a doença mental dos jovens de cabelos azuis, estupidificados, emburrecidos pela exposição constante ao que há de mais baixo e vil - vendido como o tesouro cultural da humanidade - tem origem nas "trincheiras" de Gramsci. Freixo continuará a ser o vencedor, e, porque não, o verdadeiro Conducător  do Brasil que está mergulhado na desmoralização da qual fala Bezmenov. A deformação cultural continuará, e precisa ser enfrentada lá, em sua raiz: é apenas essa luta que importa, agora. Os primeiros golpes de marreta já foram sentidos pelos exércitos inaptos: o marxismo tremeu, nos últimos anos. "O marxismo é o martelo com o qual se destrói o inimigo de classe", dizia Mao Zedong. O conservadorismo deve ser o martelo com o qual se destrói cada pormenor da estratégia de "ocupação de espaços", através da denúncia do que ocorre e de uma nova investida, similar e na condição de força em sentido contrário.

A derrota de Freixo foi o voto ideológico - a direita acordou, e com ela, a maior parte do Brasil. O próprio Brasil, porque não, uma vez que o marxismo (e o marxista) é internacionalista. O movimento revolucionário é uma ideologia parasitária, que foi diretamente enfrentada pelo eleitor do Rio de Janeiro - não importa quem estivesse concorrendo, o resultado seria o mesmo. A reconstrução nacional deve continuar, e no campo que mais importa: a cultura. No momento em que a esquerda corre para seu "quartel general", usurpado dos verdadeiros educadores, é hora de voltar as armas para a direção certa.

Mais sobre o tema - os resultados da guerra de posição, conforme Olavo de Carvalho:

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

O impeachment de Dilma é a salvação do PT

Não há processo de impeachment que possa ser considerado vitorioso quando toda a casta política, e sua ideologia, permanecem intocadas. Não houve "eleição democrática" com a contagem secreta dos votos. Olavo de Carvalho, grande mentor do movimento oposicionista que colocou Dilma Rousseff de oelhos. afirmou todas essas coisas, mais de uma vez. Os "MBL"s e companhia não deram ouvidos, e Dilma perdeu a presidência ser ter seus direitos políticos amputados, como bem denunciam os jornalistas Paulo Eduardo Martins e Joice Hasselmann. O "acordão" feito entre o PMDB e o PT é um desastre esperando para acontecer, e a salvação do Foro de São Paulo.

Durante todo o processo as principais lideranças conservadoras falaram sobre a ingenuidade que sustenta o impeachment de Dilma. Não é apenas a petista que deve ser destituída - é a nova república. O petismo é apenas uma das manifestações da mais perfeita estratégia de "guerra de posições" já realizada neste hemisfério, e sem confrontar este problema diretamente, é impossível obter uma vitória completa sobre o totalitarismo "bolivariano". O Partido dos Trabalhadores caiu agora, vergonhosamente, mas só para se erguer rapidamente ou para ser substituído por uma infinitude de clones perfeitos, como o PSOL, o PC do B e mesmo a "Rede", que sonha em transformar Marina em uma espécie de "novo Lula". Toda movimentação dentro do sistema político vigente, caso vitoriosa para a causa patriótica, será apenas "ouro de tolos".

A única estratégia viável é a dstruição completa, por meio da guerra cultural, da estrutura ideológica que sustenta o "monstrinho" autoritário lulista. Sem as universidades, sem a mídia, sem cada um dos jornais, cada um dos "sapos barbudos" está fadado a morrer de fome no esquecimento e no ostracismo que merece. Lula, sem maquiagem, mídia e Chico Buarque, não passaria do que ele é: um porco troglodita, um imbecil que ataca verbalmente até mesmo as mulheres de seu próprio partido, e que faz piadas sobre estupro coletivo contra uma de suas maiores defensoras. O PT não é nada sem Gramsci, mas o MBL e todo o rascunho de oposição conservadora ainda acredita piamente na "integridade do sistema" - a oposição não entendeu que a máquina é montada para que os jogadores inexperientes percam sempre, e as risadas e abraços entre o velho comunista Aécio Neves, Dilma e Lewandowski são a prova disso.

Dilma foi retirada de forma higiênica do cargo, porque nem mesmo o Partido dos Trabalhadores aguentava seu perfume - as alas radicais, dizem as más-línguas, querem a cabeça da búlgara. A senhora incompetente saiu de cena como a vítima, a coitadinha, e o PT posa de defensor da democracia e da causa justa. O acordão, agora, pretende colocar Dilma devidamente longe de Sérgio Moro, em cargo com foro privilegiado. Não poderia ser melhor para o marxismo tupiniquim - enquanto isso, os jovens masoquistas do MBL soltam fogos, enquanto são usados como preservativos por Hélio Bicudo, um dos fundadores do PT.

Mais sobre o tema - Olavo de Carvalho fala a respeito da utilização do impeachment para salvar o Foro de são Paulo:

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