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terça-feira, 2 de agosto de 2016

A traição à igreja e o papel do sucessor de Pedro

O que o novo papado faz com os fiés é uma tragédia, e uma indução sistemática ao erro. O episódio icônico da escultura da "foice e martelo" mostra a dimensão da subserviência da cúpula eclesiástica ao poderes do mundo. A chefia do que deveria ser "mãe e guia" mostra-se cúmplice da ideologia mais genocida que já governou metade da raça humana - negar-se a condenar esse sistema e os que o apoiam é um crime, ainda mais para quem deveria se colocar como o principal inimigo do totalitarismo. A atitude faria Wojtyła chorar de vergonha - mas não foi a única. O que Bergoglio faz ao condenar a civilização ocidental e comparar os militantes do Estado Islâmico - o grupo mais anticristão deste século - aos próprios apóstolos só pode ser descrito como um ato de traição desavergonhada.
Imagem: CBN News

O feminismo internacional esconde os crimes do Islã. O movimento que sustenta o feminismo, o marxismo, efetivamente deu as bases ideológicas e até logísticas aos movimentos extremistas árabes que precederam o novíssimo salafismo "online". O Partido Democrata compra integralmente o discurso politicamente correto, de forma idêntica à da conduta dos movimentos social-democratas e fabianos europeus. Enxergar a mesmíssima atitude nos gestos de um papa é um sinal da decadência e da infiltração sem limites dos inimigos da fé na "casa varrida pelos ventos". Qualquer líder cristão, em uma época na qual seus irmãos são assassinados sistematicamente nos países do Oriente Médio, iria condenar o morticínio e mover até a última de suas forças para proteger a igreja perseguida, que mais do que nunca grita por ajuda e misericórdia. Ao invés disso, o que se vê é uma liderança cínica, cúmplice, que abastece com discórdia e ataques à própria igreja o processo de destruição dos últimos bastiões de liberdade religiosa - até mesmo para os eternos "coitadinhos" do poente. Dizer que os militantes salafistas são como os santos da igreja é cuspir na face do próprio Cristo, e demolir, a golpes de marreta, os fundamentos das únicas nações que dão até mesmo aos muçulmanos a perspectiva de uma vida próspera e livre. Como é possível que a cristandade tolere isto?

A guerra cultural contra o cristianismo não começou hoje - a Europa viveu séculos de perseguição anticristã, seja sob o chicote dos revolucionários iluministas com a "descristianização" que feriu "a primogênita da igreja" ou sob o punho de ferro do marxismo-leninismo. Os fiéis foram ensinados que a igreja é má, repressora, vilã, inimiga da raça humana. A propaganda jogou lama sob a virgem inocente, desrespeitou dois mil anos de civilização e luz, da força que ergueu a Europa e permitiu que até os mais humildes tivessem a chance de brilhar como doutores do corpo do Messias. A mãe que edificou escolas, universidades, hospitais e que foi o fundamento de todas as grandes obras de caridade da Civilização Ocidental foi esfaqueada. A fé que serviu de inspiração para a ordem dos hospitalários, para a Cruz Vermelha, para o Exército da Salvação e para uma infinidade de obras de caridade em todo o mundo foi mostrada como "preconceituosa", "assassina" e até - e pelos maiores genocidas da História - como "racista". O sistema de crenças que serviu de força intelectual para a luta contra a escravidão no Império Britânico, nos Estados Unidos e até nos países africanos e asiáticos foi mostrada como seu oposto, pelos mais cínicos e culpados dos acusadores. Cristo chorou, acusado e torturado, enquanto os mais perversos algozes foram agraciados com a bajulação do povo. A campanha de destruição da fé cristão gerou frutos - todo o esforço de Münzer, dos jacobinos e dos tchekistas não foi em vão. A desinformação da qual fala Ion Mihai Pacepa tem um filho predileto, e ele dorme tranquilamente na mais importante cidadela de uma civilização que não tardará a ser varrida do mapa por seus inimigos.

É necessário denunciar, dia e noite, o que se faz contra os fiéis, nesse tempo em que a igreja geme sob a mira dos fuzis islamistas. A cristandade encontrou um inimigo que quer, talvez com mais eficácia e brutalidade do que todos os anteriores, a extinção de cada um dos que reconhecem o Filho de Deus. Mais do que nunca, é hora de "vender os mantos e comprar espadas", e isso requer força de vontade para renovar as hostes da casa e curar a Mãe, que deve voltar a ser o mais confiável dos guias. No passado, líderes similares foram depostos e, após atos de traição muito menos escandalosos e virulentos, colocados em seus devidos lugares. Os cristãos devem perder o medo de dizer a verdade - o próprio Cristo não hesitou em chamar os seguidores menos perspicazes de burros. Amor pela verdade é amar o Espírito Santo - a vontade de Deus é mais importante do que a covardia, o medo de "mau-olhado" ou do que o impulso para afagar a vaidade de quem não é digno sequer de uma cusparada. Tiranos merecem ofensas, complôs e o desrespeito público. Traidores, quando já idosos e notoriamente pusilânimes e bajuladores, merecem apenas a aposentadoria - e, quem sabe, caso a revolta seja grande, uma bela e vergonhosa fila do INSS. Já passou da hora de os cristãos começarem a chamar "inimigos" pelo termo adequado, e de colocarem novamente ordem na casa.

Mais uma vez, a fraqueza e indisciplina moral é o calcanhar de aquiles da Civilização Ocidental. Rimbaud - assim como o grande professor - diria: "par délicatesse, j'ai perdu ma vie". Essa é a tragédia que segue a gentileza e polidez forçadas. Deus não quer bajulação - amar mais à vaidade é virar as costas a Ele. É preciso enfrentar o inimigo, mesmo que seja por amor ao próximo. Manter a casa de Deus digna do louvor do Nome é dever incondicional dos fiéis, e a situação exige a mais meticulosa das organizações. Tratar o inimigo de forma proporcional é parte do amor ao próximo: se o adversário não quer estar próximo do Pai, deve-se dar a ele exatamente isso. A recusa em enxergar a realidade, a traição à realidade é um crime contra o Espírito Santo, é colocar-se - como faz o inimigo - contra Ele. Ele, o Pai, o Criador, é a verdade, e ele diz à humanidade, através de cada acontecimento, qual é a conduta mais apropriada. A igreja, mais uma vez, exige que os cristãos tomem, de fato, as atitudes apropriadas, e, em um momento de tamanha dificuldade e perseguição, a hesitação pode ser a sentença de morte do mundo livre. A escolha não é mais, "apenas", entre seguir a Verdade e deixar-se enganar pelos erros - é entre opressão e destruição completas e a chance de viver em liberdade. O momento exige, apenas, que cada fiel observe o que se faz contra o Corpo de Cristo e comece a se perguntar quando é a hora de agir, por misericórdia, para salvar os cristãos da lâmina jihadista. A vaidade de um demente, desesperado por ser visto como uma espécie de Bono Vox de batina, nunca custou tão caro a tantas pessoas - que deveriam, no mínimo, contar com algum esforço dos países cristãos, que parecem ignorar um genocídio tão bárbaro quanto os inúmeros que parecem "mais dignos de pena" pelos veículos de comunicação de massa. Os que se dizem perseguidos no Ocidente não fazem ideia do que é sofrimento - quem grita por socorro, quem a Verdade mostra, a cada dia, no calvário, são os que estão no Corpo de Cristo, e para os quais o traidor virou as costas. A nova liderança só conhece esforço para seu Marketing - os que têm fome, os que estão nas cadeias, os que estão sem vestimentas e que estão sendo crucificados, como foi o Filho, podem esperar. E eles são - pasmem - estrangeiros,  assim como os ditos "refugiados", que já começaram a derramar sangue cristão em solo europeu.

Em vídeo - Olavo de Carvalho fala a respeito da conduta de Bergoglio:


terça-feira, 15 de julho de 2014

Sobre o Hamas e o PSOL

O PSOL - "Partido Socialismo e Liberdade" - é um dos mais curiosos frutos do pensamento esquerdista. Um leitor desatento poderia ser convencido de que a agremiação verdadeiramente se preocupa com os direitos dos gays - ou de qualquer minoria ou grupo perseguido que seja, como supostamente o são as mulheres -, se esse leitor  não se desse a um mínimo de esforço para conhecer o que a legenda realmente defende. Como todo bom partido marxista moderno, o PSOL é oficialmente apologista do leninismo. Mal sabem os eleitores da beautiful people universitária que Vladimir Lenin defendia o extermínio de minorias étnicas e o aprisionamento de crianças, como extensivamente discutido pelo general-coronel do exército vermelho Dmitri Volkogonov. A militância não sabe o que o partido é, ou o que querem dizer suas palavras de ordem, como sugere o texto publicado na página oficial da organização, "Em Defesa do Leninismo". O texto, aliás, também defende outra das vacas sagradas dos psolistas, o senhor Leon Trotsky, líder militar da revolução de outubro que solicitou ao partido bolchevique a criação dos campos de concentração para conter a onda de "inimigos do povo", "encontrados" durante o primeiro Grande Terror soviético - e não há que se falar em "stalinismo": Dzerzhinski foi da prole de Ilich, não de Vissarionovich; foi o criador da estrutura de poder que apenas seria reutilizada pelo ditador georgiano. O mesmo PSOL que louva os idealizadores do Gulag, do Terror e da repressão étnica levada a cabo pela polícia política socialista, defende o Hamas - e pelas melhores razões. O PSOL, no cerne das convicções de cada militante, está disposto às mesmas coisas que o Hamas em nome do poder, a ser usurpado para a causa da "justiça social" - naturalmente, sob a mão de ferro do partido (ou, no caso do Hamas, da teocracia islâmica, que tem sua própria versão do discurso "em nome dos pobres").
Imagem: http://goo.gl/tQ0ztb

O Hamas é uma organização antissemita por excelência - até em seu estatuto, a organização faz defesa do genocídio contra o povo judeu. Esta não é a opinião de um autor conservador: esta é uma diretriz registrada em documento oficial da organização. Conforme os próprios integrantes da "resistência palestina", seu objetivo é "matar os judeus", "combater os judeus", "matá-los mesmo que se escondam atrás de rochas e árvores". O Hezbollah, outra organização para a "libertação" palestina, é bem mais explícito, e não tem medo de divulgar fotos de seus militantes fazendo a saudação nazista. Quando o PSOL brasileiro queima a bandeira israelense - para ser mais específico, quando o candidato Babá, apoiado por Marcelo Freixo, faz esta afronta ao símbolo de um povo perseguido em todo o mundo há milênios - em praça pública, proclamando apoio incondicional aos integrantes de movimentos como o Hamas, está apenas "voltando às origens". O ídolo Lenin jogou mulheres, crianças e idosos nos campos de concentração: os alunos do maior líder marxista do século XX podem apenas seguir o exemplo, e vão bater palmas para quem pede o extermínio do povo judaico. O partido brasileiro possui um vínculo ideológico imortal com as organizações muçulmanas, que é precisamente o que torna os movimentos revolucionários de todos os países essencialmente iguais: esses grupos têm por objetivo alcançar o "fim das desigualdades", ou o "fim da opressão imperialista" através do assassinato de indivíduos que entendem como "inimigos", os quais podem definidos por sua classe, raça, religião ou afiliação política. Essa crença em um "futuro perfeito", com uma organização social ideal, deve, para cada um dos integrantes do partido revolucionário ser trazida à realidade por meio de um "julgamento", que irá acabar com as malignas formas de vida responsáveis por impedir o nascimento do novo Éden. Essa maneira de compreender a realidade é a essência do pensamento revolucionário: é o núcleo da ideia marxista - contra a "burguesia" ou contra o "Völkerabfälle" -, da ideia nacional-socialista - contra as chamadas "raças inferiores" - e do islam político - contra os "kefr", sejam eles judeus ou cristãos.

Ainda que o movimento marxista brasileiro e o movimento islamista - no sentido correto do termo - possuam um "núcleo" idêntico, há diferenças importantíssimas em seu discurso "para fora", assim como em outros aspectos que fundamentam as duas ideologias - aqui, mais uma vez, em um sentido preciso do termo, especificamente, o criado por Voegelin. O PSOL, como bom partido revolucionário, interpreta o papel de defensor dos homossexuais, ao mesmo tempo em que aplaude, em seus veículos de comunicação oficiais, regimes responsáveis pela perseguição e assassinato desse grupo de pessoas. Os islamistas defendem a execução dos "sex-libers". O PSOL apenas defende as minorias - todas elas, enquanto for politicamente favorável ao movimento socialista: o objetivo derradeiro é a tomada do poder, mesmo que pela insurreição (como Lenin, aliás, sugeria que fosse feito). Se a minoria em questão passa a ser identificada como "inimiga" (como agora o partido vê os judeus), então o aparato é incitado à agitação racista, e está disposto a deitar-se mesmo com o fascismo islâmico. Os maometanos da escola de Muhammad Kutb, por sua vez, são diferentes em discurso e fundamento por uma razão genética, que é exatamente sua força, e o que os torna os vencedores finais sobre todas as outras correntes de pensamento revolucionário. O alicerce "civilizacional" dessa vertente das ideologias (ainda conforme Voegelin) é a revelação corânica.

Enquanto a vasta maioria das ideologias teve morte rápida, o islamismo é imortal - ou quase. A revolução francesa durou poucas décadas, e nada sobrou de Robespierre. O movimento apagou-se, e ninguém se importa com Rousseau a ponto de fazê-lo profeta da religião de Estado, como fizeram os líderes responsáveis pela primeira Grande Revolução bem-sucedida. Lenin deixou uma mixórdia confusa de criaturas que variam do Juche ao Socialismo Africano Somali e Etíope. Nenhuma versão reelaborada de seu pensamento durou mais de um século: todas, sem excessão, renderam-se em maior ou menor grau à economia de mercado (até a Coreia do Norte tem suas ZEEs). Todas fracassaram miseravelmente em criar um legado para além do desastre social e da fome, que é facilmente identificada a única constante dos Estados marxistas. O nacional-socialismo hitlerista durou pouco mais de uma década, e a miséria humana criada por ele (mesmo contra os alemães, diga-se de passagem) não têm comparação com quaisquer catástrofes ocorridas antes na história humana, salvo a fome ucraniana - não por coincidência, os únicos genocídios de escala e rapidez próximas às do legado germânico são o Holodomor e a Grande Fome chinesa, de Mao Zedong. O bolivarianismo latino-americano é uma piada mesmo para os padrões do fracasso das demais ideologias - nasceu morto, deformado, aleijado e inspirado em um ditador cínico e racista que odiava a América Latina, o próprio Bolívar. Seu resultado é o colapso das economias regionais e o ódio popular sem fim contra as lideranças, que são débeis em demasia para repetir as conquistas de seus ícones do início do século XX. O islam político nunca teve um fracasso tão miserável quanto seus "irmãos", porque sua base é a própria civilização islâmica. O islamismo não promete um paraíso terrestre inalcançável, nunca visto por olhos humanos - o islamismo sugere apenas o que (nas cabeças dos clérigos islâmicos) existiu sob Muhammad. Todas as "sociedades vindouras" das outras ideologias são artificiais. O porvir do Hamas, para infelicidade da raça humana, é muito tangível, próximo, real.

O islam político nunca falou na "sociedade liberal e democrática" da Revolução Francesa. Nunca ofereceu "Liberdade, Igualdade e Fraternidade" em troca de alguns milhares de "inimigos do povo" decapitados. Jamais sugeriu o paraíso de justiça, liberdade e abundância para todos da economia comunista vindoura, que naturalmente exige alguns milhões de burgueses e "inimigos de classe" enviados para as covas coletivas. Nem sequer cogitou algum "socialismo étnico" a ser criado sobre as cinzas dos "Untermenschen". O islam de Kutb, do Hamas e do Hezbollah quer a sociedade em que Muhammad viveu: quer pura e simplesmente o domínio completo de sua religião, expansionista, implacável, com a única certeza de oferecer o fio da cimitarra para as cabeças de quem se recusa a submeter-se. O islam político vê o inferno como paraíso, e é exatamente por isso que ele tem mais força: sua promessa é mais fácil de cumprir. Essa ideologia enxerga a própria civilização islâmica como o futuro, e seu apelo é óbvio, para quem segue a fé. É por essa razão que, no fim, o Hamas engolirá o PSOL.

O PSOL, assim como todos os demais partidos marxistas das Américas, é como um sopro, fadado a se dissipar, como fizeram seus irmãos durante as últimas décadas. Nunca houve, nem haverá, civilização fundada pelo marxismo. A religião voltou com força à China, assim como ao Leste Europeu, e as economias planificadas desfizeram-se como castelos de cartas. O PSOL morrerá como seus antecessores, mas de forma mais trágica - e irônica. Seus protegidos herdarão o mundo, e não terão qualquer misericórdia para aqueles que os socialistas dizem representar, ou mesmos para os próprios socialistas. Em mais de um milênio de expansão ininterrupta, o Islam varreu inúmeras culturas da existência, e não teve qualquer gesto de benevolência para o ateísmo. Os mesmos socialistas que pedem o fim de Israel pelas mãos da "resistência" muçulmana verão suas últimas horas diante de um tribunal da Shariah. Não há "oposição" ou propaganda anti-clerical sob a lei corânica - há apenas a submissão, a Shahada ou a morte.

domingo, 23 de setembro de 2012

Nossa Sharia marxista

A Sharia é a famosa lei implantada em países de regime islamista que impõe a mutilação do clitóris, para as mulheres, a proibição da livre-expressão da fé, para cristãos e judeus, o apedrejamento em praça pública, para os adúlteros, e outras delícias democráticas similares. Essencialmente, é a cristalização do Islã político em forma de legislação. Nós temos a nossa Sharia, no Brasil. É o novo projeto de código penal.

A lei torna realidade todos os sonhos e fantasias mais desejados pelos comunistas tupiniquins, desde sempre. Libera o aborto até o nono mês da gravidez, libera incondicionalmente o uso de QUALQUER droga e pune crimes como destruir ninhos de pombos ou chutar um cachorro na rua de maneira mais severa que um homicídio. É praticamente a utopia socialista.

Se não bastasse a pérola do chute no cachorro, o código não considera crime o terrorismo quando praticado como "conduta individual ou coletiva de pessoas movidas por propósitos sociais ou reivindicatórios, desde que os objetivos e meios sejam compatíveis e adequados à sua finalidade". Por exemplo, se um comunista decidir que é justo assassinar a sua mãe, caro leitor, ou seu vizinho, em nome do proletariado oprimido, tudo bem. Afinal de contas, a morte de uma pessoa provavelmente se ajusta adequadamente às necessidades das "lutas" dos oprimidos, no bom e velho jargão petista.

O que a Sharia islamista e o nosso projeto de flagelo têm em comum é a motivação em um ideal abstrato, para alcançar uma sociedade idealizada. Ao menos nisso pode-se dizer que o objetivo dos muçulmanos é um pouco mais nobre: eles buscam engrandecer (ainda que de forma brutal) a humanidade através da sujeição a valores morais superiores. E, de fato, os muçulmanos têm grandes valores. Não podemos esquecer que a caridade é um dos pilares da fé de Maomé - como é da fé cristã. Enquanto o judeu nascido há 2.000 anos declarou que, para se unir a Deus na outra vida, era preciso se desfazer ou doar todos os bens materiais, o profeta árabe obrigou seus discípulos a realizar doações todos os dias, de maneira similar, alguns séculos depois.

Mas qual "futuro idealizado" o código guarda para o Brasil? Ora, para descobrir quais são os valores morais que norteiam esta peça miserável de lei é preciso sondar os esgotos do pensamento marxista que "ilumina", faz décadas, nossas decisões políticas e mesmo nossa vida cultural. E o próprio texto do código se revela cheio da Eco-canalhice e relativismo homicida típicos da esquerda herdeira dos pensadores da escola de Frankfurt. Como propunha Herbert Marcuse, a revolução aqui será feita pelas prostitutas e pelos traficantes de drogas - nada contra as prostitutas, mas os traficantes de drogas recebem penas bem menos severas, neste tormento em discussão.

A cultura Judaico-Cristã, que preza o valor da vida humana acima de tudo, é jogada no lixo, como os Frankfurtianos já pregavam ser necessário. Agora, enquanto o assassinato pode render menos de quatro anos de cana, os maus tratos contra animais levam no mínimo quatro. Bebês de nove meses podem ser "abortados" - eufemismo cretino e genocida para "assassinados" -, sem qualquer punição. Mais uma vez, é a realização do sonho marxista. Karl Marx bem nos havia avisado em seus poemas: "quero jogar a humanidade em um abismo escuro, do qual ela nunca sairá". De fato, cá estamos, no Brasil.

Por que o Ocidente (ainda) é melhor que o Islamismo

O Ocidente sempre foi melhor que o Islamismo. De maneira geral, o Ocidente sempre foi melhor que o Oriente, no sentido da contraposição entre as alternativas "comunista" ou "islamista" e o Oeste capitalista. Mas, especificamente a inferioridade material e mesmo moral (quando se compara a qualidade de vida dos dois mundos) do lado "islamista" é gritante, quando não violenta.

Não me entendam mal. Islamismo e Islã são coisas completamente diferentes. O Islã é a religião abraâmica que foi fundada por Maomé, na idade das trevas. É uma corrente religiosa e filosófica de tradição milenar, belíssima e de grande sabedoria. Este ponto de vista espiritual também é infinitamente superior ao Islamismo.

O Islamismo (ou Islã político) foi fundado no início do século XX, pelos idealizadores da irmandade muçulmana - intelectuais e militares egípcios. Esses "revolucionários profissionais" pretendiam trazer ao mundo uma força política que seria capaz de "islamizar" toda a humanidade por meio de revoluções e do terrorismo. Tão logo estes movimentos se mostraram uma força política, receberam apoio militar e organizacional da União Soviética - que pretendia utilizar qualquer movimento semi-nacionalista do terceiro mundo como alavanca para derrubar o capitalismo.

Hasan al-Banna - o fundador da irmandade muçulmana - foi amplamente influenciado pelas concepções européias de nacionalismo, e em parte, pelo marxismo. Posteriormente, líderes árabes como Muammar Kaddafi, Saddam Hussein e Yasser Arafat fundiram as concepções do socialismo stalinista e do islamismo de al-Banna para dar vida ao "socialismo árabe" - o sistema político esquerdopata que até pouco tempo governou a Líbia, o Iraque e ainda governa a Síria.

Não sem razão, a estratégia comunista é muito semelhante à dos islamistas. Os atentados dos esquerdistas do grupo "fração do exército vermelho" (conhecido como Baader-Meinhof), do partido comunista (e terrorista) italiano do caríssimo Cesare Battisti e das quadrilhas "guevaristas" que assassinaram ao menos duzentas pessoas (com participação da nossa excelentíssima presidANTA Dilma Rousseff) no Brasil em muito se assemelham aos atentados perpetrados pelos terroristas islâmicos.

Os islamistas chegaram a receber treinamento direto da KGB, durante quase toda a segunda metade do século XX. O partido comunista da União Soviética declarou que organizações terroristas (supostamente "humanitárias") como a OLP representavam a "vanguarda" do povo árabe, rigorosamente da mesma forma que os leninistas, marxistas e companhia ainda se nomeiam, no que diz respeito a seus respectivos povos, mundo afora. A inteligência soviética não se contentava em oferecer treinamento militar e capital aos assassinos: chegava mesmo a escolher a dedo os novos recrutas, inclusive nomear os "chefes" de cada grupo. Dessa maneira, por exemplo, a inteligência soviética nomeou Arafat líder dos terroristas responsáveis por jogar os palestinos contra seus irmãos judeus.

A influência do comunismo soviético sobre a organização partidária - de modelo bolchevique: com um partido militarizado, hierarquizado, composto por revolucionários profissionais -, sobre as estratégias políticas, militares e mesmo estéticas dos terroristas islãmicos foi tanta que chegou ao paroxismo de impulso ridículo com os bigodes de Saddam Hussein (um entusiasta e financiador dos ataques com homens-bomba perpetrados pelos islamistas palestinos), claramente inspirados nos do "líder fraternal dos povos". Suas estátuas, por outro lado, foram cópias da moda brega fundada por Lênin, que consumiu milhões de rublos do sofrido povo russo e até hoje polui o horizonte de cidades como Kaliningrado. O regime iraniano - que continua contando com apoio russo, por meio da organização fundada pelo neo-stalinista Vladimir Putin nomeada "União Eurasiana" - ainda imita debilmente os velhos desfiles militares comunistas, com direito a fotos em tamanho gigante dos queridíssimos líderes, em espetáculos bizarros que podem ser assistidos, não sem asco, do mundo inteiro.

Deixando de lado a discussão sobre o terrorismo, as estratégias partidárias e o financiamento dos maiores genocidas da história - que mataram de fome, intencionalmente, em tempos de paz, ao menos seis milhões de pessoas em um só país (ler "A Corte do Czar Vermelho", de Simon Sebag-Montefiore) -, o islamismo também é uma desgraça pelo que oferece a seus súditos. Não é preciso ser um gênio para perceber que a vida no Irã é uma desgraça. O país ainda convive com leis como o apedrejamento de mulheres adúlteras - abolido por Cristo, no mundo Judaico-Cristão, faz dois mil anos -, humilhações e mesmo extermínio físico de membros de religiões minoritárias (como a fé Bahá-í, o Cristianismo e o Judaísmo), leis de censura à imprensa dignas da Coréia do Norte e políticas militaristas que colocam o mundo, a cada quinze dias, na beira de um holocausto nuclear.

O Islamismo é, pura e simplesmente, uma praga de gênero similar ao comunismo (porém, um pouco menos assassino) que expulsa centenas de milhares de vítimas para o Ocidente, todos os anos. A ignorância faz com que muitos "idiotas úteis", deste lado do "muro", acreditem que esses caras são bem-intencionados. Por não tão incrível que pareça, a diáspora das tiranias do Islã-Fascista traz até alguns dos malditos militantes terroristas para o nosso convívio - em frequência muito maior do que o esperado.

Os muçulmanos honestos, tolerantes e trabalhadores são muitíssimo bem-vindos por aqui. O Profeta da fé deles foi um grande líder, conquistador e mesmo poeta. Exemplos de pensadores, cientistas e escritores muçulmanos são inumeráveis - Omar Khayyam, do delicado Rubayiat, fala de belas mulheres e longas noites, Ibn Fadlan nos conta de aventuras nas terras da Rússia e além, mesmo o esquerdista de origem muçulmana Tariq Ali nos tem uma ou outra coisa interessante a dizer. Deste tipo de gente o Ocidente verdadeiramente precisa (talvez do Tariq Ali, famoso por defender com garras e dentes o assassino Slobodan Milosevic, nem tanto).

Agora, parece justo aceitar que hordas de vagabundos barbados que vêm de países estrangeiros obtenham empregos fáceis e venham a ofender civilizações inteiras - mais ainda, ofender as próprias civilizações-anfitriãs? Gente que vive para jogar lama na cultura que os acolheu e deu oportunidade de fugir da desgraça de seus países natais deve ser tratada de que maneira? Se o Ocidente Judaico-Cristão é tão ruim, porque fugir para ele? Se o capitalismo europeu ou americano é tão "desgraçado" quanto dizem, por que o escolher, e não a Rússia da FSB?

Não contentes em criticar a economia de mercado, os vagabundos (como todos os bons esquerdistas) criticam nossa liberdade de expressão. Platão dizia que, se você é capaz de escolher entre uma nação e outra e assim o faz, deve-se adotar ou ao menos aceitar os costumes da nação anfitriã. Os cretinos vivem, dia e noite, para jogar lixo nas principais religiões ocidentais - o cristianismo e o judaísmo (belíssimas imagens da tolerância islamista aqui e aqui). Os cretinos propõem e pressionam governos para a adoção da Sharia - a lei islâmica que obriga a mutilação do clitóris feminino - em países ocidentais, como se as desgraças deles fossem os hábitos mais naturais e humanos do mundo.

A maioria dos habitantes do hemisfério ocidental ficaria eternamente grata caso os defensores do Islã político permanecessem nas utopias maometanas do Afeganistão, Arábia Saudita e Irã. Esta parte do mundo passa muito bem sem o Alcorão.

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