quinta-feira, 15 de junho de 2017

"O Jardim das Aflições" é mais do que a esquerda pode entender

Ler Olavo de Carvalho é como folhear uma enciclopédia - a vastidão dos conhecimentos do filósofo pode oferecer um desafio significativo até mesmo para pessoas interessadas por temas como política ou filosofia. No Brasil, onde as referências são escassas e escolhidas conforme os estreitos (e pobres) padrões da esquerda acadêmica, o ato é ainda mais difícil - há pouco tempo, as livrarias nacionais conheceram nomes como Eric Voegelin e Viktor Frankl. Outros, como Szondi, nem sequer aparecem  em notas de rodapé. Para entender a obra do escritor brasileiro, é preciso estudar, e estudar muito. O estupor observado nas críticas sobre o filme de Josias Teófilo dá testemunho da distância colossal entre as proporções do conhecimento de Olavo e as dos miseráveis cérebros adestrados em nossos cursos de humanidades. Os militantes de esquerda não entendem as mutações que ocorrem em suas próprias fileiras, nos centros de poder que produzem sua ideologia, no país e muito menos são capazes de entender os atos e palavras do escritor que está mudando dramaticamente a topografia intelectual do Brasil.

A guerra cultural tomou velocidade, está provocando mutações enormes na imprensa (especificamente, nos veículos alternativos), em veículos de comunicação de massa, no mercado editorial e mesmo na academia. Há uma década, não havia conservadorismo no Brasil. Hoje, este é o movimento político e cultural que ameaça severamente a hegemonia marxista. Há dezenas de livros conservadores em circulação - e fazendo sucesso - enquanto a esquerda apodrece e empobrece. Curiosamente, alguns dos mais importantes livros socialistas estão sendo publicados por conservadores (e por eles estão sendo lidos), para seguir a orientação ancestral de Sun Tzu: "se você conhece a si mesmo e conhece o inimigo, não precisa temer o resultado de cem batalhas". Este esforço começou com o gigantesco trabalho de Olavo, que continua através da editora Vide, e de outras que divulgam novos e antigos nomes do conservadorismo internacional. A esquerda moderna odeia o conhecimento - como Voegelin mostrou muito bem, o gnosticismo tende ao anti-intelectualismo. Sendo fiel ao princípio, os marxistas brasileiros não se dão ao trabalho de ler, nem os próprios autores socialistas - é evidente que o movimento fará de tudo para se manter distante dos textos de seus adversários. A escolha pela ignorância está matando a esquerda, e explica a reação obtusa (até mesmo cômica) diante do filme "O Jardim das Aflições".

Quando Olavo faz menção ao totalitarismo estrutural do pensamento marxista brasileiro, os militantes demonstram escândalo. Gramsci foi o Stalin dos livros, o Vozhd do espírito. A resposta ao filme de Josias Teófilo prova que o pofessor tem razão: foi "o livro que não devia existir". Se os gramscistas tivessem o poder que tanto desejam, podemos ter certeza de que a obra não existiria. O controle do discurso, das publicações e das telas é o sonho dourado do movimento - é aquilo que Lenin conseguiu, mas que os socialistas brasileiros são fracos demais para fazer. A conduta, todavia, mostra o quanto a corja está distante da realidade (mesmo do que seria a conduta normal de um censor), e o quanto são incapazes de compreender um filme que poderia até mesmo ser visto como favorável à visão de ao menos uma das correntes da esquerda - para ser mais específico, ao anarquismo de, digamos, um Mário Ferreira dos Santos, admirado por Olavo de Carvalho e odiado pelos marxistas. A esquerda não entende que nem toda a obra que não faz adulação incansável a suas lendas deve ser proibida - não entende que um filme pode falar sobre Filosofia sem vestir a camisa de força da luta de classes, ou pode tecer uma crítica ao Estado moderno sem necessariamente usar os chavões dos "quadros". Os militantes perderam a capacidade de entender um filme brasileiro que - pasmem - não é uma pornochanchada global na qual metade do tempo é dedicada a cenas de sexo, e a outra metade ao que há de mais ridículo e sem gosto nas piadas que a dramaturgia pode criar. Olavo não fala sobre os "temas proibidos", não fala sobre "safe spaces" e companhia. Fala sobre o centro de sua Filosofia - a contrução - e aperfeiçoamento -  da personalidade humana. Os militantes do fascismo moderno mostraram, em suas linhas da Folha e nos outros "grandes veículos", que já transcenderam a inépcia na escrita, e alcançaram o ápice da incapacidade sensorial. A paralaxe cognitiva já se tornou remoção cirúrgica de olhos, ouvidos e - por que não? - cérebro.

Para entender Olavo de Carvalho, é preciso entender, em primeiro lugar, as referências do autor. Criticar o filósofo sem conhecer Eric Voegelin é estupidez. É evidente que este é apenas um dos que influenciaram o pensamento do escritor, mas é um começo - ao menos para alguma discussão a respeito do movimento revolucionário, da paralaxe cognitiva (incluindo a distorção no entendimento a escatologia e do tempo, característica distintiva do marxismo). Nomes da Psicologia e grandes romancistas também entram nas leituras obrigatórias - a maioria dos militantes não é capaz de entender os dilemas colocados por Dostoiévski, ou de perceber que há algo na existência humana para além da camada 4. Para iniciar qualquer diálogo com um mínimo de compreensão, o gnóstico vai precisar de muito conhecimento. Com certeza, se o coitado não entender do que se trata, o filme tomará a aparência de "um filme sobre Olavo".

A formação da personalidade, o entendimento da realidade e o trabalho de desenvolvimento intelectual, como via para uma existência melhor, são elementos centrais da Filosofia de Olavo de Carvalho. A crítica do totalitarismo e do gnosticismo moderno são apenas partes (pequenas, até) dos estudos do autor. A melhoria de cada aspecto, de cada nível da alma do indivíduo é o trabalho que realmente importa - o conhecimento é apenas o caminho para "a unidade da obra". O livro "O Jardim das Aflições" é uma leitura difícil, enciclopédica. O filme de Josias Teófilo não poderia ser diferente - não é uma sinfonia para qualquer idiota - em especial, não é para os animais criados nos currais que convencionamos chamar de universidades, no Brasil. É um filme para pessoas que, de fato, querem aprimorar suas personalidades, através de um melhor entendimento da realidade. Seguramente, é o melhor filme brasileiro, em décadas.

Mais sobre o tema - entrevista sobre O Jardim das Aflições, de Josias Teófilo:

domingo, 14 de maio de 2017

Lula provocou Moro - e tem poder para isso

O depoimento do ex-presidente para as investigações da operação Lava Jato gerou revolta entre integrantes da direita, e indignação entre os militantes de esquerda. Os últimos pensam que foi um ultraje horrível, inaceitável e parte de uma campanha de perseguição coordenada pela "mídia e pelo Poder Judiciário". A direita entende as palavras de Lula como ameaças - e tem razão para isso. Deveria ter sido um depoimento, mas foi uma sugestão do que ocorrerá caso o Partido dos Trabalhadores volte ao poder. O erro do "caminho democrático" não será cometido mais uma vez pelos marxistas brasileiros. O culto à "revolução bolivariana" na Venezuela é prova de que mesmo os partícipes do PSOL flertam com um tipo de regime mais próximo da boa e velha tradição leninista. O depoimento foi pervertido, politizado e transformado em aviso, muito claro para todos os agentes públicos que ousem se opor ao projeto de poder totalitário.

Como bem explicou Łobaczewski, todo movimento revolucionário, centralizado e militarizado, como a vasta maioria dos partidos marxistas, tem um potencial enorme para a atração de psicopatas, que invariavelmente terminam em posições de poder. A obssessão por controle tem papel fundamental no processo, e é a engrenagem principal da "patologia social" que se cristaliza com a criação dos sistemas socialistas, sejam eles de caráter internacionalista ou nacionalista. É evidente que um de nossos ex-goevernantes tem talento formidável para o alpinismo social - mesmo com uso de acidentes de trabalho falsos ou colaboração com regimes autoritários de direita, como o que governou o país após 64. Cada psicopata possui esse tipo de habilidade, que pode ser mais ou menos pronunciada. Naturalmente, dentro da estrutura do movimento marxista, o indivíduo com o transtorno de personalidade adquire muito poder. O psiquiatra polonês explica que o líder exerce a função de "inspiração", para outros psicopatas, e "temor religioso" para a massa histérica, da qual a maioria da militância é composta. A máquina totalitária confere influência e capacidade de perpetuação quase sem fim. O resultado, como se vê claramente na sociedade brasileira, é a persistência do culto à personalidade, que tem potencial não-desprezível de levar a mesma (já muito bem conhecida) organização criminosa ao controle do Estado. Uma vez que os socialistas estejam no poder, o país deverá esperar uma conduta bem pior do comando.

É inegável que a esquerda possui grande capacidade de autocrítica. Isto é até mesmo parte do dia-a-dia de partidos de grande sucesso, como o chinês, que adota o "ritual" desde antes da tomada do poder. O processo também envolve a reengenharia de estratégias de tomada de poder - foi o que os militantes brasileiros fizeram durante o regime militar, e o que levou o marxismo tupiniquim ao caminho gramsciano para o socialismo. As lideranças perceberam que a luta armada fracassou: restou assumir o caminho da revolução cultural para a hegemonia política. Todo o processo levou poucos anos - foi realizada uma mudança completa de rumo, adotada fielmente e seguida à risca até os dias de hoje, anos depois do colapso da União Soviética e da mais bem-sucedida vertente do socialismo internacional. A esquerda fará, sem a menor sombra de dúvida, uma nova mudança - e esta deverá levar o movimento para o caminho das armas.

Durante o processo que levou à queda do governo petista, as lideranças começaram a expressar a nova orientação, sem medo. As palavras de ordem sobre "guerra civil" começaram a fazer eco. O MST se agitou, Lula adotou uma face completamente distinta da habitual - o lado "castrista" do movimento começou a se mostrar, sem medo. O grande problema que o Brasil enfrente é a continuidade da influência do ex-presidente sobre grande parte da população: pode haver uma nova eleição favorável ao partido. Se isso ocorrer, como foi deixado bem claro no depoimento, a imprensa e os opositores, dentro e fora do Estado, enfrentarão o lado leninista do petismo. O movimento não utilizou a violência, antes do impeachment, porque pensava não ser necessária para a manutenção do poder. A derrota forneceu aos militantes uma lição amarga, que não será esquecida - o "exército" do qual o ex-governante falava finalmente vai ter a chance de educar a população brasileira comum a respeito da boa e velha "democracia proletária". A simpatia da esquerda brasileira para com o sistema venezuelano não é aleatória: é um sintoma de que o mesmo tipo de doença social está em incubação no Brasil - e houver apenas mais uma chance, o caminho convencional do partido revolucionário será trilhado, para que  nunca seja derrubado novamente. A eleição de um candidato verdadeiramente conservador não é mais uma mera questão de "escolha": é a única alternativa para a população, caso não queira ser submetida ao modelo de governo mais brutal, parasitário, destrutivo e assassino que a raça humana já viu. As ameaças feitas no depoimento são de credibilidade inquestionável - talvez as únicas palavras que poderiam ser ditas com sinceridade pelo réu. O sangue e as lágrimas dos venezuelanos dão testemunho de o quanto as palavras sombrias do "barba" têm fundamento.

Mais sobre o tema - Joice Hasselmann comenta o depoimento do ex-presidente à operação Lava Jato:

sábado, 8 de abril de 2017

Não há jornalismo na grande imprensa

Ler jornais ou assistir a reportagens na televisão passsou a ser algo inútil - salvo como distração, para os que têm mau gosto. Ainda é possível encontrar opiniões nos sites da "grande imprensa", e mesmo assim são raras as que possuem alguma relevância ou substância - em grande parte, o vácuo intelectual se deve à formação medíocre dos jornalistas modernos. Para leituras partidárias, os portais definitivamente oferecem mais riqueza - especialmente para a audiência de esquerda, que encontra seu eco confortável em sites parentes do "Vermelho.org". O mesmo vale para a direita. Para encontrar jornalismo - jornalismo de verdade, notícias, informações com fontes citadas e com algum fundamento, vindo de uma formação respeitável do escritor, para a verdadeira compreensão da realidade - resta apenas a internet. Sites como o WND oferecem jornalismo investigativo, sem medo de "dar nome aos bois", com a exposição clara dos fatos e fontes -  em outras palavras, oferecem o que sempre se convencionou chamar de "jornalismo", ao contrário do mar de estupidez e imundície que é passado aos novos redatores nas universidades do nosso tempo. A distorção promovida pela grande imprensa é medonha, estranha, incrível e chega a tornar o leitor um pouco menos perspicaz, a cada notícia. Não há informação ou um mínimo de esforço de exposição e compreensão da realidade na grande imprensa internacional, e muito menos há algo remotamente parecido com isso nos grandes veículos brasileiros, que são os produtos da digestão mal-feita do sub-jornalismo global. O jornalismo, nos escritórios da grande imprensa, está morto e apodrecido.

O jornalismo norte-americano se emburreceu, recrudesceu, adotou a "novilíngua" da horda de asnos dos cursos de humanidades. Não há descrição de fatos, mas deformação consciente (ou inconsciente, já automatizada pela padronização infinita e pela força colossal da peer pressure) em prol das bandeiras X ou Y. Tentar ler notícias - esperando encontrar a descrição remotamente próxima dos ocorridos - nos veículos de comunicação "respeitados" dos Estados Unidos é tornar-se um pouco mais burro. Essas plataformas já não estão no campo das obras da Comunicação Social: são fenômenos de teratologia política - até mesmo, cada vez mais, sexual. São aberrações, e devem ser estudadas como tais. O jornal americano mais cultuado pelos colunistas do mainstream brasileiro sobrevive graças a aluguel de parte de suas instalações - é ótimo que seja assim. O veículo abriu mão de qualquer imparcialidade - tornou-se parte da assessoria de imprensa do Partido Democrata. Outros veículos pop á fazem celebração aberta da pedofilia - como, de forma magistral, Paul Joseph Watson revela. Em nome do "politicamente correto", crimes brutais e uma conduta maligna por natureza são dados retratados como "doenças", e seus "portadores" como "heróis" que resistem bravamente à vontade de agredir crianças, da forma mais covarde imaginável. Essa infâmia é o que o mainstream chama de jornalismo. É a morte da informação, a morte da profissão jornalística, a morte de qualquer compromisso com a verdade e o sintoma claro da morte da inteligência dos criminosos que formaram esses profissionais - não há que se falar na morte da inteligência dos mesmos, que muito provavelmente nunca a tiveram.

A descrição de casos de terrorismo não foge à regra, nunca. A grande imprensa tem uma incapacidade patética de dizer o nome de uma determinada religião. Não se pode escrever "Estado Islâmico" - o nome é "ISIS", Quem sabe, é "ISIL" - ao menos para Obama, defensor ainda mais asinino do indefensável. Não importa que todos os dados da História provem a necessidade de "dar nome aos bois", não importa que grandes teólogos provem por A mais B que o conjunto da obra dos militantes seja cópia fiel dos atos do fundador do credo - a castração da inteligência foi mais violenta, e defiitivamente matou a fertilidade dos cérebros dos jornalistas da grande mídia. É mais uma "parede de rochas, impenetrável", conforme a descrição dada por Olavo de Carvalho. No caso do atentado à boate, na Flórida, os profissionais de imprensa se recusaram a culpar o extremismo salafista - nunca, jamais cometeriam tal "crimideia". A culpa, é óbvio, foi da NRA - na França, onde não há NRAs ou o que o valha, a culpa pode ter sido dos católicos, dos protestantes ou dos hare-krishnas. Essas são as proporções da distorção, da deformação, da vilania, da negação sistemática e canalha dos fatos - de um crime contra a inteligência, em escala global. A parte da humanidade que ainda não se curvou à patocracia - conforme Łobaczewski - deverá, um dia, julgar e condenar os animais que tentaram subverter a tal ponto a capacidade normal de ver e compreender a realidade. Sim, nomes da grande mídia que se rendem à ditadura linguística merecem o título de "animais", e, para a sobrevivência da civilização, é melhor que as pessoas comuns passem a tratá-los da forma que merecem. É melhor que as pessoas comuns os coloquem para trabalhar em ofícios mais adequados, como puxar carroças ou servir de montaria - alguns fariam questão da última ideia, felizes e realizados.

Mais sobre o tema - Gavin McInnes, colunista do canal Rebel Media, fala sobre a grande imprensa internacional:

domingo, 2 de abril de 2017

A resposta à censura é a subversão

As principais redes sociais começaram a censurar abertamente conteúdos conservadores. Como Paul Joseph Watson bem explicou, "não é possível ser a contra-cultura e a cultura hegemônica ao mesmo tempo". Uma vez aplicada a estratégia gramsciana pelos quadro socialistas, todo o campo da crítica restou exclusivamente aos conservadores, liberais, tradicionalistas e afins - o fenômeno demonstrado pela obra de Olavo de Carvalho, pelos textos libertários e até por movimentos mais exóticos (como o "NR" e o eurasianismo) é a consequência da tomada completa das principais plataformas pelo "politicamente correto". O problema prático para os conservadores é: como continuar a publicar conteúdos em um ambiente que remove textos ou vídeos do ar, que retira páginas de direita e que qualifica todo e qualquer posicionamento associado à direita clássica como "racista" ou "extremista"? Pior: para o criador de conteúdos de direita, como sobreviver privado de recursos de publicidade que, ao menos no maior site de vídeos da internet, serão reservados à militância "PC"? A estratégia é agir com cautela, e usar novos sites.

Nem todos os textos de direita serão censurados, e trabalhar com cuidado permite escapar dos "social justice warriors" (em geral, pessoas burras demais para a compreensão de qualquer texto que fuja do jargão democrata ou, no caso brasileiro, "psolês"). "PCs" não lêem Bernanos, Mário Ferreira dos Santos, Hossein Nasr, Voegelin ou Frankl. Alunos do COF são colocados, no primeiro dia de aula - ao menos em teoria, os mais dedicados - para estudar verba latinae. A burrice é a maior fraqueza da esquerda - o truque é atacar onde dói mais. Como diria Sun Tzu, "a água corre do pico para a base da montanha", ou, em português claro, se seu inimigo for um imbecil completo, vença-o com inteligência. Mesmo no Youtube há margem de manobra. No Facebook, há centenas de oportunidades, em páginas com temas não ligados diretamente à política. Considerando meios que transcendem as redes tradicionais, há iniciativas brilhantes como o "The Real Talk" - o caminho da criação de novas plataformas com certeza é o mais promissor.

É verdade que o maior canal de vídeos qualifica até vídeos sobre cultura pop - como o último de Paul Joseph Watson - como "retritos para menores". O mesmo se dá para canais que atacam o politcamente correto, em outros temas. O mesmo se dá com o Facebook, através de suspensões temporárias de contas e redução da relevância - como aconteceu com Indiana Ariete. No Real Talk, isso não é uma possibilidade. Chegou a hora de uma migração em massa, ou da criação de uma nova (ou uma série de novas) redes sociais. Esperar uma mudança de conduta dos maiores veículos é suicídio cultural. A guerra de posições exige uma nova "ocupação de espaços", e de uma nascente rede social contra outras, já decadentes. Aproveitar o descrédito das maiores organizações, sujas com a divulgação de dados de usuários e com a colaboração com regimes autoritários, deve ser parte vital de uma "guerra cultural" conservadora.

O conservadorismo nasceu  subversivo. O cristianismo se espalhou em todas as nações do mundo secretamente, contra a vontade dos maiores tiranos que o mundo já viu. Solzhenítsin publicou contra a vontade do partido mais assassino que já dominou um povo na História. O conservadorismo é, com toda a razão para o colunista do InfoWars, a "nova contra-cultura", e as armas da revolução conservadora devem ser as armas da subversão. Com inteligência e alguma discrição, vai ser possível sepultar o cadáver putrefato do "PC" sem grande reação da esquerda, que é estúpida demais para ver o que se passa e castrada, fraca e degenerada demais para uma ação defensiva.

Em vídeo - Paul Joseph Watson fala a respeito da censura a conteúdos conservadores nos principais sites e redes sociais. Vídeo disponibilizado com legendas em português pelo canal Nando Moura:

domingo, 26 de março de 2017

O burguês bolchevique e por que o socialismo nasce morto

O socialismo é impossível porque não há sociedade sem hierarquia, não há sociedades sem "favorecidos e desfavorecidos". Milênios de insurreições populares, revoluções das mais diversas cores e palavreado colorido de "líderes iluminados", seguido de ações não tão coloridas, dão testemunho da impossibilidade de um mundo sem "mestres e servos". Há, evidentemente, servos que querem se tornar mestres, ou mestres não tão ricos, que querem apenas se tornar ainda mais "magistrais". Esse é o resumo da História do socilalismo, e isso explica porque tantos burgueses conferem apoio entusiástico ao movimento revolucionário - em caso de dúvidas, consulte a biografia do senhor George Soros.

A rússia soviética não foi construída por "camponeses, operários e soldados". O RKKA (Raboche-Krestiánskaya Krásnaya Ármiya) não foi comandado pelos trabalhadores, e "nikogdá býl". O estado revolucionário por excelência foi construído pela elite financeira e intelectual russa - Lenin não nasceu em casebre, mas em uma linhagem de nobres e - literalmente - banqueiros. A gana da liderança revolucionária não é "acabar com as elites" - é ser ela mesma a nova elite, a construir o "Novo Mundo" e o "Novo Homem", seja ele soviético, nacional-socialista, francês ou tupiniquim. Ao lado de Lenin estavam Dzerszhínsky, da casta nobre da Polônia - da Szlachta. Ele, um aristocrata, tornou-se o chefe da organização socialista mais temida do mundo, que seria conhecida como o NKVD (e, posteriormente, o KGB). Trótsky, por sua vez, era filho de um latifundiário ucraniano - Liev Davidovich nunca trabalhou em um chão de fábrica por um dia sequer, em toda a sua vida. Os irmãos Sverdlóv, outros fiéis escudeiros da causa, eram de família rica, com investimentos no setor financeiro nos EUA - e com o dinheiro de Wall Street, fizeram o outubro vermelho, como testemunha Vladimir Zhirinovisky. Volkogonov acrescenta que os governos e banqueiros alemães também investiram no levante - para comprar os insurgentes, tirar a Rússia da guerra e ganhar, para acrescentar insulto à injúria, parte do território ocidental do Império. A elite do "estado dos trabalhadores" nunca trabalhou, apenas sentia inveja dos antigos senhores, e acreditava que seria capaz de "mandar melhor" - segundo o testemunho da ciência histórica, o fracasso foi um dos maiores já vistos, com um custo de dezenas de milhões de vidas inocentes, que, por ironia do destino, eram de trabalhadores.

Karl Marx uma vez disse que a História se repete, e Soros é a réplica dos homens que fizeram o levante de Petrogrado. Como até Lênin tinha mais de um banqueiro, o senhor húngaro tem companheiros na dinastia americana - aquela, composta por magnatas do petróleo, que em meados de março perdeu um filho bilionário que atendia pelo nome de David - e nas famílias europeias ligadas aos clubes globalistas (entre elas, naturalmente, a do "escudo vermelho"). Esses são os "Ulyanov", "Sverdlóv" e "Dzerzhinsky" do nosso tempo. O único termo que dá conta de descrever o fenômeno é "metacapitalismo": os revolucionários são burgueses que querem o monopólio do poder militar, do poder industrial e do controle sobre cada mínimo aspecto da vida humana, através da expansão infinita da influência do Estado. São os monopolistas por excelência, são a epítome da ganância e da libido dominandi. Qualquer crença nesses homens é certeza de desastre: não é posível criar, como diz a internacional, um "mundo sem senhores" levando ao trono os mais brutais, cínicos e mentirosos dos poderosos. Se ainda há dúvidas a respeito do futuro em uma vida sob o comando dos movimentos patrocinados por estes cavalheiros, basta mostrar que, na visão do mais famoso dos metacapitalistas, a China é o Estado que deve "dar as cartas" no "Novo Mundo". Como se não fosse o suficiente, o mesmo confessou, em entrevista à CBS, ter sido um colaborador do regime nazista, e ter considerado o ano da invasão alemã "o ano mais feliz" de sua vida.

O socialismo é o culto ao fracasso e o grito enfurecido dos incompetentes que se imaginam com inteligência e poder o bastante para controlar cada aspecto da vida dos vizinhos. É a sentença de morte da inteligência, porque nega um dado básico da realidade: a limmitação humana. Não importa o quanto a pessoa diga a si mesma que "é Deus" - no fim do dia, todos os projetos terão fim, todos os sonhos morrerão e toda a riqueza irá se desfazer em pó. Apenas as coisas que os revolucionários mais odeiam continuarão a existir, e elas são precisamente as que a militância histérica afirma "não haver". Até que o dia derradeiro chegue, os "iluminados" continuarão a pregar o advento da "sociedade do futuro" e o paraíso na terra. Traídos por sua ganância, serão jogados sob as botas e sangrarão gemendo debaixo do punho de ferro de burgueses ainda mais cruéis e homicidas que os do dia anterior - e os novos burgueses chamarão a si mesmos de "Partido".

Mais sobre o tema - Paul Joseph Watson denuncia financiamento do mais conhecido metacapitalista a militantes de extrema-esquerda nos Estados Unidos:

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

O feminismo é autoflagelação feminina

A piada de Gavin McInnes sobre a ideologia não poderia ser mais precisa - "feminismo é coisa de macho". A ideologia conseguiu, Deus sabe como, unir autodepreciação feminina com apoio incondicional à forma mais brutal de machismo - o bom e velho islã político, que marcha orgulhosamente nas "slut walks" ao lado da multidão histérica. Como é possível que as militantes não veja a tragédia de sua fórmula política?

O feminismo (e a ideologia do sex-lib) soviético morreu no Gulag e nas instituições psiquiátricas, com Radek, o membro do CKVKP enviado por Stalin para o assassinato por espancamento. Não há misericórdia para os militantes feministas ou do sex-lib na "democracia proletária". Por grande ironia do destino, a única sociedade que tolera os movimentos é a ocidental, cristã. A mesma que lutou pelo sufrágio feminino, no final do Século XIX e início do Século XX. Inevitavelmente, quando se estuda os principais regimes e movimentos defendidos pelos partidos que se identificam como o "feminismo" (como o PSOL brasileiro e o Partido Democrata, dos EUA), é possível encontrar o Fatah e o Hamas. O partido de Freixo queima bandeiras de Israel - Estado que protege os direitos das mulheres e dos gays - e marcha ao lado dos filhotes de Arafat, que estão executando homossexuais e espancando mulheres, à moda wahabbista.

Como a escritora Phyllys Schlafly destaca, a militância do sufrágio universal, muito antes das "third wave feminists", foi composta de mulheres cristãs e coservadoras. Os movimentos que lutaram pelo fim dos estupros coletivos nas colônias britânicas também foram das igrejas - os jogos de violência sexual como "taharrush gamea", do egito, e seus equivalentes hindus, foram condenados há mais de um século, precisamente pelos "conservadores fascistas". Os primeiros defensores dos direitos das mulheres foram cristãos, conservadores. E é contra os verdadeiros defensores das mulheres que as feministas avançam. Por ironia da História, o homem que acabou com a escravidão nos Estados Unidos foi um cristão, conservador e republicano - Abraham Lincoln - que lutava contra o partido da "virtue signaling", contra o Partido Democrata, que hoje de finge de defensor incondicional das minorias. Só quem não conhece o "currículo" da esquerda é que acredita na propaganda "politicamente correta".

McInnes entendeu o recado: as feministas odeiam as mulheres. Odeiam as mulheres ocidentais, apoiando a expansão salafista clara e gritante nas comunidades de "refugiados" no Ocidente. Odeiam as mulheres egípcias, palestinas, indianas, e atacam impiedosamente a única civilização que protege as mulheres da barbárie e da violência sexual. A cultura ocidental leva estupradores à cadeia - a oriental celebra a violação, literalmente, como se fosse jogo.

Feminismo é estupidez, sob medida para meninas histéricas de classe média que não entendem absolutamente nada sobre seu "movimento", sobre o mundo ou sobre a realidade. O feminismo é apenas mais uma face da hodierna "cultura do suicídio". Mais do que isso: o feminismo é um golpe muito bem aplicado, por líderes (que são homens, como o sr. Soros) mal-intencionados. O feminismo foi utilizado pelos principais movimentos totalitários da História para enganar, arregegimentar, usar e destruir a liberdade feminina, sob o discurso das "melhores intenções" progressistas. Hoje, o feminismo tira o mínimo de garantias que as mulheres poderiam ter, e chega ao ponto de trazer, aos milhões, para o Ocidente, pessoas que não irão hesitar em espancar até a morte as mulheres que porventura resistam a usar o véu, símbolo máximo da maior opressão patriarcal que já existiu.  Como diz o ator, "feminismo é coisa de macho".

Confira na íntegra a sátira feita por Gavin McInnes:

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

A obsessão da mídia por Donald Trump e a infinita hipocrisia esquerdista

Donald Trump começou seu governo fazendo exatamente o que disse que iria fazer. A esquerda, naturalmente, não o perdoou por tamanho pecado. O único erro dos analistas filo-marxistas é conferir todo o crédito das medidas novas a Trump - o republicano fez a proibição à imigração oriunda de sete países de maioria islâmica com base em uma lista criada por, imaginem só, Barack Obama. Com um agravante - a proibição em si tem um precedente em decisão idêntica tomada por Obama em 2011, com base na mesma justificativa: impedir a entrada de pessoas com possíveis ligações com organizações extremistas. Como sempre, a esquerda vive da máxima leninista: "acuse-os do que você é, xingue-os do que você faz".

Donald Trump pode ter muitos defeitos, mas não é um incompetente no aspecto de suas capacidades administrativas. Todas as decisões que tomou, na primeira semana, beneficiarão o público americano, de forma independente da origem ou religião do eleitor. Sua decisão sobre a imigração originária de áreas geográficas com conflitos sectários religiosos não é "anti-islâmica" - é simplesmente sensata, e tem um precedente que deveria ser o bastante para "calar a boca" de qualquer jornalista com a formação "tradicional", muito bem conhecida do público brasileiro. Suas medidas referentes às importações são respostas óbvias e obrigatórias para a competição desigual com uma indústria estrangeira gigantesca e desumana, que faz uso amplo e notório do trabalho escravo. O protecionismo, normalmente defendido pela esquerda, tornou-se sintoma de "xenofobia", aos olhos de nulidades intelectuais como o senhor Caio Blinder - que tem um nome muito adequado ao papel que desempenha, como bem expôs o professor. As barreiras alfandegárias seriam desejáveis (e contra a mesma potência industrial) até no Brasil, que vê sua indústria perecer diante da competição contra os produtos fabricados com suor e sangue nos campos do Lao Gai. Como é possível que a esquerda produza tanto cinismo e hipocrisia? Através da boa e velha ideologia que justificou o mar de mentiras que sempre foi o "movimento principal" e todos os seus subsidiários.

Até mesmo o feminismo decidiu gritar em desespero diante de Trump. Isso mesmo - os supostos "defensores das mulheres" ficam escandalizados com a possibilidade de um líder ocidental tentar proteger as mulheres de movimentos totalitários que tem, entre seus principais objetivos, a instalação de um sistema da mais completa violência e repressão contra as mulheres. O feminismo, de ideia que propunha a "libertação feminina", tornou-se o maior defensor da opressão e da selvageria contra as mulheres. Tornou-se porta-voz do mais descarado, desumano, covarde e cínico dos sistemas ideológicos machistas - e o único que continua a propagar "doçuras" como o apedrejamento por adultério e até mesmo (no caso egípcio) o estupro com proteção legal ao criminoso. Não é de causar espanto que na "marcha das mulheres contra Trump" tenha estado presente uma senhora que faz apologia aberta da mutilação genital feminina e de grupos jihadistas. No início do século XXI, a esquerda já conseguiu chegar tão baixo na escala da normalidade humana - resta esperar para descobrir até onde a militância mais assassina do mundo poderá ir na defesa do indefensável.

Mais sobre o tema - Paul Joseph Watson discute as novas políticas de imigração adotadas por Donald Trump:

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