quarta-feira, 26 de julho de 2017

Sobre a decisão de Trump pela restrição de perfil de recrutas no exército dos EUA

Ao longo do Século XX, as forças armadas de praticamente todos os países do mundo se mantiveram exatamente como nos últimos sete mil anos de civilização. Não há "politicamente correto" na cultura do quartel, e qualquer pessoa que tenha passado ao menos cinco minutos ao lado de amigos militares sabe disto. A vida marcial significa sofrimento, violência física constante, humilhações de superiores que transcendem os limites da racionalidade humana, e uma boa dose de abuso psicológico - os relatos de um amigo de infância, e o testemunho de familiares que o ajudaramem momentos difíceis, reforçam essa impressão. Estamos falando de murros no rosto de rapazes de 19, 20, 21 anos, que, em alguns casos, vêm de famílias absolutamente normais e estáveis. É um choque gigantesco, e a ele se soma a necessidade da negação pessoal, física e imediata de qualquer conforto ou segurança - pensem em oficiais de forças de segurança de uma cidade como o Rio de Janeiro. A vida militar é sacrifício do próprio corpo. Seus princípios são incompatíveis com os de qualquer pessoa que valorize tanto sua própria condição física que esteja disposta a pagar centenas de reais (ou dólares) para uma "customização", ao gosto de suas preferências subjetivas. Não há lugar para preferências no quartel.

O apego (que justifica investimentos astronômicos em cirurgias cosméticas) também sugere um tipo de insatisfação que indica instabilidade. Um homem ou uma mulher que esteja prestes a disparar um fuzil contra uma figura hostil, no campo de batalha, sob explosões de granadas e ferido por estilhaços, não pode estar sujeito a instabilidades de qualquer ordem. A vida militar deve ser fundamentada na disciplina, na ordem - apenas essa orientação permite o fiel respeito às ordens de superiores, que podem, eventualmente, significar a morte do próprio militar. Essa é a verdade desagradável sobre a vida heróica das pessoas que nos defendem (chamadas injustamente de "opressoras" pela militância politicamente correta). Não há escolhas - há apenas a obediência e a disciplina feroz. Essa é a natureza de todas as forças armadas do mundo (ou todas as não-ocidentais modernas). A própria mentalidade burguesa das "escolhas", "preferências", "gostos" e "opiniões" é contrária à mentalidade marcial: não é sem razão que os integrantes dos exércitos de todos os países se referem de maneira pejorativa aos civis, desde sempre. No Brasil, "eles", os civis, são os PIs, os "Pés Inchados", os inúteis, preguiçosos, gordos e descartáveis, que não entendem o valor de "nós", que nos colocados diante de fogo de armas de guerra, pela vida de nossos compatriotas.

O politicamente correto, como toda ideologia, é uma distorção doentia da realidade, que tenta conformá-la aos preconceitos de um sistema de ideias que promete um "mundo perfetio", desde que os seus preceitos "X" ou "Y" sejam seguidos. A ideologia discutida pretende que há uma "igualdade absoluta" entre todo e qualquer comportamento, o que, por definição, obriga o ideólogo a negar qualquer especificidade de qualquer estilo de vida, ou negar a natureza particular de uma carreira - seria um absurdo, para a beautiful people, afirmar que a vida militar exige características específicas de seus integrantes. Seria mais absurdo ainda afirmar que um militar... precisaria seguir um estilo de vida militar. O quartel não é um paraíso: infelizmente, a realidade não é boa o bastante para os óculos cor-de-rosa dos ideólogos. Ainda que seja odiado pela mainstream media e pelos militantes das esquerdas de todos os continentes, Trump está correto. As maiores forças armadas do mundo, na Ásia e - as que ainda são normais - na Europa dão prova deste fato.

Mais sobre o tema - comentário publicado pelo veículo de comunicação The Blaze sobre a "desmasculinização" dos rapazes pelo movimento feminista, em instituições de ensino e veículos de comunicação:


Sobre "ideologia de gênero" e o politicamente correto - comentário do padre Paulo Ricardo a respeito das origens da política sex-lib instituída por Barack Obama nas forças armadas dos Estados Unidos:

segunda-feira, 24 de julho de 2017

A grande mídia fracassou - sua derrota tem o nome de Jair Bolsonaro

Que existe uma distância de milênios entre as concepções dos profissionais do jornalismo mainstream nacionais e as visões fundamentais sobre sociedade, civilização e decência humana da maior parte dos cidadãos do Brasil, não há dúvidas. A maior parte dos profissionais das grandes empresas de Comunicação apoia entusiasticamente a ideologia marxista, assim como os regimes por ela estabelecidos, ainda que façam referência ao "período romântico" da revolução cubana ou ao "Lênin bom, Stalin mau" da revolução soviética. Os jornalistas brasileiros são adoradores da ideologia de gênero, da militância esquizofrênica do sex-lib, em qualquer uma de suas variações, e são sonhadores das qualidades "revolucionárias" de assassinos e traficantes de drogas - os brasileiros normais (e aqui fazemos referência à vasta maioria da população, que tem o mais sincero nojo pela classe midiática) gostam da normalidade humana nas relações conjugais, detestam militâncias de todos os tipos e gostariam de ver todos os criminosos apodrecendo em prisões. Lenin seria impossível no Brasil, porque a população nutre uma desconfiança absolutamente natural por figuras de poder do Estado. No país, não haveria uma adoração patológica de um "Trótsky-São Jorge" (kak v náshei lyubímoi Rossíi), porque cada brasileiro sabe que o burocrata, ainda que reclame da burocracia, torna-se tão lento e incompetente quanto o mais nocivo parasita da mais inútil das repartições públicas - é como o Estado tupiniquim funciona. O brasileiro desconfia dos "barnabés", concursados ou eleitos, e desconfia das promessas douradas das ideologias - o jornalista, moldado nas nossas fábricas de estupidez públicas, também conhecidas como universidades estatais, acredita piamente em qualquer asneira. Essa diferença impede o profissional de mídia de entender o que se passa, e o torna incapaz de prever sequer os próximos dias da vida política das grandes massas. Essa distância entre a casta jornalística convencional e a população explica a precisão cirúrgia de Olavo de Carvalho, e permite entender o espanto dos colegas de profissão com o sucesso de Bolsonaro.

Bolsonaro deu uma surra na imprensa, que já andava muito doente, diante do público. A população tem nojo da classe - na realidade, tem nojo de todo um conjunto de indivíduos absolutamente inúteis e improdutivos para a nação, que inclui os nossos "jornalistas" (de fato, não merecem o nome), nossos escritores mais badalados e nossos dramaturgos, inapazes de criar qualquer coisa ligeiramente menos mal-cheirosa que nossos sistemas de saneamento básico. A população passou a desprezar a mídia. Bolsonaro apenas vive no tempo certo. As opiniões do capitão de artilharia não passam do bom-senso da vasta maioria dos compatriotas. Por exemplo, entender que crianças não devem ser expostas, digamos, antes dos dez anos de idade, a vídeo-manuais sobre relações "sex-lib", é uma opinião absolutamente normal, para qualquer ser humano comum - menos, é claro, para as aberrações que saem dos nossos cursos de Jornalismo. A defesa de leis mais rigorosas, em um país que registra mais de 60.000 homicídios por ano, também deveria ser considerada, no mínimo, salutar - os mesmos "jornalistas" são incapazes de perceber a relação de causa e efeito entre a atenuação das penas, ao longo da década de 90, e a piora dos indicadores da violência, que é observada até hoje. Sobre o tema da legítima defesa, o militar também tem opiniões absolutamente convencionais, que, de fato, se aproximam da realidade jurídica de países que conseguiram manter seus indicadores de violência urbana muito mais controlados do que os brasileiros (entre eles, é possível citar Canadá, Hungria, Suíça ou mesmo países vizinhos, como o Chile e o Paraguai, com leis que favorecem a legítima defesa e menos homocídios por ano). As opiniões dos profissionais da grande imprensa estão erradas, e sua visão não condiz com a realidade da vasta maioria da população.

O distanciamento entre a "casta" e o povo tem diversos resultados - um deles é a crescente confiança da população nas forças armadas e o entendimento (também em expansão) que sugere que os jornais brasileiros, redes de televisão e grandes sites de notícias não são confiáveis. A explosão de veículos de comunicação liberais, autores conservadores e o fenômeno Olavo de Carvalho são retrato deste aspecto. No campo eleitoral, a consequência foi a gigantesca onda de aprovação a Jair Bolsonaro, recebido em aeroportos, eventos ou manifestações como nenhum político na História brasileira. Em manifestações das quais representantes do PSDB foram expulsos e nas quais Lula e Dilma receberam as ofensas mais bárbaras (e, honestamente, cômicas, para personalidades que vêem a si mesmas como reencarnações de Getúlio), Bolsonaro foi, literalmente, carregado pelas massas. Este fato não foi apenas uma derrota para os veículos de comunicação e para os cursos de jornalismo, com pretenções a faculdades de engenharia social gramsciana - foi uma humilhação para cada militante, companheiro de viagem e personalidade do complexo midiático-partidário da esquerda. Bolsonaro representa o momento em que a população joga a estratégia gramsciana e a casta televisiva "na lata de lixo da História".

É evidente que a grande imprensa e os demais representantes da "casta" não vão aceitar sua derrota de maneira tão fácil, e vão insistir na campanha de difamação, a qualquer custo, contra o oficial do Exército. A esquerda jamais aceitaria um presidente conservador, militar, pró-Israel, pró-Estados Unidos e favorável às bases mais elementares da Civilização Ocidental - e jamais aceitaria uma derrota tão humilhante, inegável e permanente. Os partidos e personalidades mais destacadas no movimento marxista usarão todas as ferramentas que cultivaram, desde a década de 60, para destruir completamente a imagem de Jair Bolsonaro - talvez, tentem a destruição física do militar, como já foi sugerido por mais de uma voz nas fileiras do marxismo. Ainda que Bolsonaro seja tirado de cena, os fatos que ocorreram até o presente momento dão testemunho da fragilidade, da incompetência da esquerda e da possibilidade concreta que o conservadorismo tem de retomar o país. A militância totalitária governou a nação e conseguiu manter a revolução cultural por algumas décadas, através da preguiça de seus súditos - talvez os brasileiros tenham aprendido a lição, e tenham o propósito correto de reconstruir, para fugir do destino sombrio dos venezuelanos e cubanos

Mais sobre o tema - conversa entre Olavo de Carvalho e Eduardo Bolsonaro:

quinta-feira, 15 de junho de 2017

"O Jardim das Aflições" é mais do que a esquerda pode entender

Ler Olavo de Carvalho é como folhear uma enciclopédia - a vastidão dos conhecimentos do filósofo pode oferecer um desafio significativo até mesmo para pessoas interessadas por temas como política ou filosofia. No Brasil, onde as referências são escassas e escolhidas conforme os estreitos (e pobres) padrões da esquerda acadêmica, o ato é ainda mais difícil - há pouco tempo, as livrarias nacionais conheceram nomes como Eric Voegelin e Viktor Frankl. Outros, como Szondi, nem sequer aparecem  em notas de rodapé. Para entender a obra do escritor brasileiro, é preciso estudar, e estudar muito. O estupor observado nas críticas sobre o filme de Josias Teófilo dá testemunho da distância colossal entre as proporções do conhecimento de Olavo e as dos miseráveis cérebros adestrados em nossos cursos de humanidades. Os militantes de esquerda não entendem as mutações que ocorrem em suas próprias fileiras, nos centros de poder que produzem sua ideologia, no país e muito menos são capazes de entender os atos e palavras do escritor que está mudando dramaticamente a topografia intelectual do Brasil.

A guerra cultural tomou velocidade, está provocando mutações enormes na imprensa (especificamente, nos veículos alternativos), em veículos de comunicação de massa, no mercado editorial e mesmo na academia. Há uma década, não havia conservadorismo no Brasil. Hoje, este é o movimento político e cultural que ameaça severamente a hegemonia marxista. Há dezenas de livros conservadores em circulação - e fazendo sucesso - enquanto a esquerda apodrece e empobrece. Curiosamente, alguns dos mais importantes livros socialistas estão sendo publicados por conservadores (e por eles estão sendo lidos), para seguir a orientação ancestral de Sun Tzu: "se você conhece a si mesmo e conhece o inimigo, não precisa temer o resultado de cem batalhas". Este esforço começou com o gigantesco trabalho de Olavo, que continua através da editora Vide, e de outras que divulgam novos e antigos nomes do conservadorismo internacional. A esquerda moderna odeia o conhecimento - como Voegelin mostrou muito bem, o gnosticismo tende ao anti-intelectualismo. Sendo fiel ao princípio, os marxistas brasileiros não se dão ao trabalho de ler, nem os próprios autores socialistas - é evidente que o movimento fará de tudo para se manter distante dos textos de seus adversários. A escolha pela ignorância está matando a esquerda, e explica a reação obtusa (até mesmo cômica) diante do filme "O Jardim das Aflições".

Quando Olavo faz menção ao totalitarismo estrutural do pensamento marxista brasileiro, os militantes demonstram escândalo. Gramsci foi o Stalin dos livros, o Vozhd do espírito. A resposta ao filme de Josias Teófilo prova que o pofessor tem razão: foi "o livro que não devia existir". Se os gramscistas tivessem o poder que tanto desejam, podemos ter certeza de que a obra não existiria. O controle do discurso, das publicações e das telas é o sonho dourado do movimento - é aquilo que Lenin conseguiu, mas que os socialistas brasileiros são fracos demais para fazer. A conduta, todavia, mostra o quanto a corja está distante da realidade (mesmo do que seria a conduta normal de um censor), e o quanto são incapazes de compreender um filme que poderia até mesmo ser visto como favorável à visão de ao menos uma das correntes da esquerda - para ser mais específico, ao anarquismo de, digamos, um Mário Ferreira dos Santos, admirado por Olavo de Carvalho e odiado pelos marxistas. A esquerda não entende que nem toda a obra que não faz adulação incansável a suas lendas deve ser proibida - não entende que um filme pode falar sobre Filosofia sem vestir a camisa de força da luta de classes, ou pode tecer uma crítica ao Estado moderno sem necessariamente usar os chavões dos "quadros". Os militantes perderam a capacidade de entender um filme brasileiro que - pasmem - não é uma pornochanchada global na qual metade do tempo é dedicada a cenas de sexo, e a outra metade ao que há de mais ridículo e sem gosto nas piadas que a dramaturgia pode criar. Olavo não fala sobre os "temas proibidos", não fala sobre "safe spaces" e companhia. Fala sobre o centro de sua Filosofia - a contrução - e aperfeiçoamento -  da personalidade humana. Os militantes do fascismo moderno mostraram, em suas linhas da Folha e nos outros "grandes veículos", que já transcenderam a inépcia na escrita, e alcançaram o ápice da incapacidade sensorial. A paralaxe cognitiva já se tornou remoção cirúrgica de olhos, ouvidos e - por que não? - cérebro.

Para entender Olavo de Carvalho, é preciso entender, em primeiro lugar, as referências do autor. Criticar o filósofo sem conhecer Eric Voegelin é estupidez. É evidente que este é apenas um dos que influenciaram o pensamento do escritor, mas é um começo - ao menos para alguma discussão a respeito do movimento revolucionário, da paralaxe cognitiva (incluindo a distorção no entendimento a escatologia e do tempo, característica distintiva do marxismo). Nomes da Psicologia e grandes romancistas também entram nas leituras obrigatórias - a maioria dos militantes não é capaz de entender os dilemas colocados por Dostoiévski, ou de perceber que há algo na existência humana para além da camada 4. Para iniciar qualquer diálogo com um mínimo de compreensão, o gnóstico vai precisar de muito conhecimento. Com certeza, se o coitado não entender do que se trata, o filme tomará a aparência de "um filme sobre Olavo".

A formação da personalidade, o entendimento da realidade e o trabalho de desenvolvimento intelectual, como via para uma existência melhor, são elementos centrais da Filosofia de Olavo de Carvalho. A crítica do totalitarismo e do gnosticismo moderno são apenas partes (pequenas, até) dos estudos do autor. A melhoria de cada aspecto, de cada nível da alma do indivíduo é o trabalho que realmente importa - o conhecimento é apenas o caminho para "a unidade da obra". O livro "O Jardim das Aflições" é uma leitura difícil, enciclopédica. O filme de Josias Teófilo não poderia ser diferente - não é uma sinfonia para qualquer idiota - em especial, não é para os animais criados nos currais que convencionamos chamar de universidades, no Brasil. É um filme para pessoas que, de fato, querem aprimorar suas personalidades, através de um melhor entendimento da realidade. Seguramente, é o melhor filme brasileiro, em décadas.

Mais sobre o tema - entrevista sobre O Jardim das Aflições, de Josias Teófilo:

domingo, 14 de maio de 2017

Lula provocou Moro - e tem poder para isso

O depoimento do ex-presidente para as investigações da operação Lava Jato gerou revolta entre integrantes da direita, e indignação entre os militantes de esquerda. Os últimos pensam que foi um ultraje horrível, inaceitável e parte de uma campanha de perseguição coordenada pela "mídia e pelo Poder Judiciário". A direita entende as palavras de Lula como ameaças - e tem razão para isso. Deveria ter sido um depoimento, mas foi uma sugestão do que ocorrerá caso o Partido dos Trabalhadores volte ao poder. O erro do "caminho democrático" não será cometido mais uma vez pelos marxistas brasileiros. O culto à "revolução bolivariana" na Venezuela é prova de que mesmo os partícipes do PSOL flertam com um tipo de regime mais próximo da boa e velha tradição leninista. O depoimento foi pervertido, politizado e transformado em aviso, muito claro para todos os agentes públicos que ousem se opor ao projeto de poder totalitário.

Como bem explicou Łobaczewski, todo movimento revolucionário, centralizado e militarizado, como a vasta maioria dos partidos marxistas, tem um potencial enorme para a atração de psicopatas, que invariavelmente terminam em posições de poder. A obssessão por controle tem papel fundamental no processo, e é a engrenagem principal da "patologia social" que se cristaliza com a criação dos sistemas socialistas, sejam eles de caráter internacionalista ou nacionalista. É evidente que um de nossos ex-goevernantes tem talento formidável para o alpinismo social - mesmo com uso de acidentes de trabalho falsos ou colaboração com regimes autoritários de direita, como o que governou o país após 64. Cada psicopata possui esse tipo de habilidade, que pode ser mais ou menos pronunciada. Naturalmente, dentro da estrutura do movimento marxista, o indivíduo com o transtorno de personalidade adquire muito poder. O psiquiatra polonês explica que o líder exerce a função de "inspiração", para outros psicopatas, e "temor religioso" para a massa histérica, da qual a maioria da militância é composta. A máquina totalitária confere influência e capacidade de perpetuação quase sem fim. O resultado, como se vê claramente na sociedade brasileira, é a persistência do culto à personalidade, que tem potencial não-desprezível de levar a mesma (já muito bem conhecida) organização criminosa ao controle do Estado. Uma vez que os socialistas estejam no poder, o país deverá esperar uma conduta bem pior do comando.

É inegável que a esquerda possui grande capacidade de autocrítica. Isto é até mesmo parte do dia-a-dia de partidos de grande sucesso, como o chinês, que adota o "ritual" desde antes da tomada do poder. O processo também envolve a reengenharia de estratégias de tomada de poder - foi o que os militantes brasileiros fizeram durante o regime militar, e o que levou o marxismo tupiniquim ao caminho gramsciano para o socialismo. As lideranças perceberam que a luta armada fracassou: restou assumir o caminho da revolução cultural para a hegemonia política. Todo o processo levou poucos anos - foi realizada uma mudança completa de rumo, adotada fielmente e seguida à risca até os dias de hoje, anos depois do colapso da União Soviética e da mais bem-sucedida vertente do socialismo internacional. A esquerda fará, sem a menor sombra de dúvida, uma nova mudança - e esta deverá levar o movimento para o caminho das armas.

Durante o processo que levou à queda do governo petista, as lideranças começaram a expressar a nova orientação, sem medo. As palavras de ordem sobre "guerra civil" começaram a fazer eco. O MST se agitou, Lula adotou uma face completamente distinta da habitual - o lado "castrista" do movimento começou a se mostrar, sem medo. O grande problema que o Brasil enfrente é a continuidade da influência do ex-presidente sobre grande parte da população: pode haver uma nova eleição favorável ao partido. Se isso ocorrer, como foi deixado bem claro no depoimento, a imprensa e os opositores, dentro e fora do Estado, enfrentarão o lado leninista do petismo. O movimento não utilizou a violência, antes do impeachment, porque pensava não ser necessária para a manutenção do poder. A derrota forneceu aos militantes uma lição amarga, que não será esquecida - o "exército" do qual o ex-governante falava finalmente vai ter a chance de educar a população brasileira comum a respeito da boa e velha "democracia proletária". A simpatia da esquerda brasileira para com o sistema venezuelano não é aleatória: é um sintoma de que o mesmo tipo de doença social está em incubação no Brasil - e houver apenas mais uma chance, o caminho convencional do partido revolucionário será trilhado, para que  nunca seja derrubado novamente. A eleição de um candidato verdadeiramente conservador não é mais uma mera questão de "escolha": é a única alternativa para a população, caso não queira ser submetida ao modelo de governo mais brutal, parasitário, destrutivo e assassino que a raça humana já viu. As ameaças feitas no depoimento são de credibilidade inquestionável - talvez as únicas palavras que poderiam ser ditas com sinceridade pelo réu. O sangue e as lágrimas dos venezuelanos dão testemunho de o quanto as palavras sombrias do "barba" têm fundamento.

Mais sobre o tema - Joice Hasselmann comenta o depoimento do ex-presidente à operação Lava Jato:

sábado, 8 de abril de 2017

Não há jornalismo na grande imprensa

Ler jornais ou assistir a reportagens na televisão passsou a ser algo inútil - salvo como distração, para os que têm mau gosto. Ainda é possível encontrar opiniões nos sites da "grande imprensa", e mesmo assim são raras as que possuem alguma relevância ou substância - em grande parte, o vácuo intelectual se deve à formação medíocre dos jornalistas modernos. Para leituras partidárias, os portais definitivamente oferecem mais riqueza - especialmente para a audiência de esquerda, que encontra seu eco confortável em sites parentes do "Vermelho.org". O mesmo vale para a direita. Para encontrar jornalismo - jornalismo de verdade, notícias, informações com fontes citadas e com algum fundamento, vindo de uma formação respeitável do escritor, para a verdadeira compreensão da realidade - resta apenas a internet. Sites como o WND oferecem jornalismo investigativo, sem medo de "dar nome aos bois", com a exposição clara dos fatos e fontes -  em outras palavras, oferecem o que sempre se convencionou chamar de "jornalismo", ao contrário do mar de estupidez e imundície que é passado aos novos redatores nas universidades do nosso tempo. A distorção promovida pela grande imprensa é medonha, estranha, incrível e chega a tornar o leitor um pouco menos perspicaz, a cada notícia. Não há informação ou um mínimo de esforço de exposição e compreensão da realidade na grande imprensa internacional, e muito menos há algo remotamente parecido com isso nos grandes veículos brasileiros, que são os produtos da digestão mal-feita do sub-jornalismo global. O jornalismo, nos escritórios da grande imprensa, está morto e apodrecido.

O jornalismo norte-americano se emburreceu, recrudesceu, adotou a "novilíngua" da horda de asnos dos cursos de humanidades. Não há descrição de fatos, mas deformação consciente (ou inconsciente, já automatizada pela padronização infinita e pela força colossal da peer pressure) em prol das bandeiras X ou Y. Tentar ler notícias - esperando encontrar a descrição remotamente próxima dos ocorridos - nos veículos de comunicação "respeitados" dos Estados Unidos é tornar-se um pouco mais burro. Essas plataformas já não estão no campo das obras da Comunicação Social: são fenômenos de teratologia política - até mesmo, cada vez mais, sexual. São aberrações, e devem ser estudadas como tais. O jornal americano mais cultuado pelos colunistas do mainstream brasileiro sobrevive graças a aluguel de parte de suas instalações - é ótimo que seja assim. O veículo abriu mão de qualquer imparcialidade - tornou-se parte da assessoria de imprensa do Partido Democrata. Outros veículos pop á fazem celebração aberta da pedofilia - como, de forma magistral, Paul Joseph Watson revela. Em nome do "politicamente correto", crimes brutais e uma conduta maligna por natureza são dados retratados como "doenças", e seus "portadores" como "heróis" que resistem bravamente à vontade de agredir crianças, da forma mais covarde imaginável. Essa infâmia é o que o mainstream chama de jornalismo. É a morte da informação, a morte da profissão jornalística, a morte de qualquer compromisso com a verdade e o sintoma claro da morte da inteligência dos criminosos que formaram esses profissionais - não há que se falar na morte da inteligência dos mesmos, que muito provavelmente nunca a tiveram.

A descrição de casos de terrorismo não foge à regra, nunca. A grande imprensa tem uma incapacidade patética de dizer o nome de uma determinada religião. Não se pode escrever "Estado Islâmico" - o nome é "ISIS", Quem sabe, é "ISIL" - ao menos para Obama, defensor ainda mais asinino do indefensável. Não importa que todos os dados da História provem a necessidade de "dar nome aos bois", não importa que grandes teólogos provem por A mais B que o conjunto da obra dos militantes seja cópia fiel dos atos do fundador do credo - a castração da inteligência foi mais violenta, e defiitivamente matou a fertilidade dos cérebros dos jornalistas da grande mídia. É mais uma "parede de rochas, impenetrável", conforme a descrição dada por Olavo de Carvalho. No caso do atentado à boate, na Flórida, os profissionais de imprensa se recusaram a culpar o extremismo salafista - nunca, jamais cometeriam tal "crimideia". A culpa, é óbvio, foi da NRA - na França, onde não há NRAs ou o que o valha, a culpa pode ter sido dos católicos, dos protestantes ou dos hare-krishnas. Essas são as proporções da distorção, da deformação, da vilania, da negação sistemática e canalha dos fatos - de um crime contra a inteligência, em escala global. A parte da humanidade que ainda não se curvou à patocracia - conforme Łobaczewski - deverá, um dia, julgar e condenar os animais que tentaram subverter a tal ponto a capacidade normal de ver e compreender a realidade. Sim, nomes da grande mídia que se rendem à ditadura linguística merecem o título de "animais", e, para a sobrevivência da civilização, é melhor que as pessoas comuns passem a tratá-los da forma que merecem. É melhor que as pessoas comuns os coloquem para trabalhar em ofícios mais adequados, como puxar carroças ou servir de montaria - alguns fariam questão da última ideia, felizes e realizados.

Mais sobre o tema - Gavin McInnes, colunista do canal Rebel Media, fala sobre a grande imprensa internacional:

domingo, 2 de abril de 2017

A resposta à censura é a subversão

As principais redes sociais começaram a censurar abertamente conteúdos conservadores. Como Paul Joseph Watson bem explicou, "não é possível ser a contra-cultura e a cultura hegemônica ao mesmo tempo". Uma vez aplicada a estratégia gramsciana pelos quadro socialistas, todo o campo da crítica restou exclusivamente aos conservadores, liberais, tradicionalistas e afins - o fenômeno demonstrado pela obra de Olavo de Carvalho, pelos textos libertários e até por movimentos mais exóticos (como o "NR" e o eurasianismo) é a consequência da tomada completa das principais plataformas pelo "politicamente correto". O problema prático para os conservadores é: como continuar a publicar conteúdos em um ambiente que remove textos ou vídeos do ar, que retira páginas de direita e que qualifica todo e qualquer posicionamento associado à direita clássica como "racista" ou "extremista"? Pior: para o criador de conteúdos de direita, como sobreviver privado de recursos de publicidade que, ao menos no maior site de vídeos da internet, serão reservados à militância "PC"? A estratégia é agir com cautela, e usar novos sites.

Nem todos os textos de direita serão censurados, e trabalhar com cuidado permite escapar dos "social justice warriors" (em geral, pessoas burras demais para a compreensão de qualquer texto que fuja do jargão democrata ou, no caso brasileiro, "psolês"). "PCs" não lêem Bernanos, Mário Ferreira dos Santos, Hossein Nasr, Voegelin ou Frankl. Alunos do COF são colocados, no primeiro dia de aula - ao menos em teoria, os mais dedicados - para estudar verba latinae. A burrice é a maior fraqueza da esquerda - o truque é atacar onde dói mais. Como diria Sun Tzu, "a água corre do pico para a base da montanha", ou, em português claro, se seu inimigo for um imbecil completo, vença-o com inteligência. Mesmo no Youtube há margem de manobra. No Facebook, há centenas de oportunidades, em páginas com temas não ligados diretamente à política. Considerando meios que transcendem as redes tradicionais, há iniciativas brilhantes como o "The Real Talk" - o caminho da criação de novas plataformas com certeza é o mais promissor.

É verdade que o maior canal de vídeos qualifica até vídeos sobre cultura pop - como o último de Paul Joseph Watson - como "retritos para menores". O mesmo se dá para canais que atacam o politcamente correto, em outros temas. O mesmo se dá com o Facebook, através de suspensões temporárias de contas e redução da relevância - como aconteceu com Indiana Ariete. No Real Talk, isso não é uma possibilidade. Chegou a hora de uma migração em massa, ou da criação de uma nova (ou uma série de novas) redes sociais. Esperar uma mudança de conduta dos maiores veículos é suicídio cultural. A guerra de posições exige uma nova "ocupação de espaços", e de uma nascente rede social contra outras, já decadentes. Aproveitar o descrédito das maiores organizações, sujas com a divulgação de dados de usuários e com a colaboração com regimes autoritários, deve ser parte vital de uma "guerra cultural" conservadora.

O conservadorismo nasceu  subversivo. O cristianismo se espalhou em todas as nações do mundo secretamente, contra a vontade dos maiores tiranos que o mundo já viu. Solzhenítsin publicou contra a vontade do partido mais assassino que já dominou um povo na História. O conservadorismo é, com toda a razão para o colunista do InfoWars, a "nova contra-cultura", e as armas da revolução conservadora devem ser as armas da subversão. Com inteligência e alguma discrição, vai ser possível sepultar o cadáver putrefato do "PC" sem grande reação da esquerda, que é estúpida demais para ver o que se passa e castrada, fraca e degenerada demais para uma ação defensiva.

Em vídeo - Paul Joseph Watson fala a respeito da censura a conteúdos conservadores nos principais sites e redes sociais. Vídeo disponibilizado com legendas em português pelo canal Nando Moura:

domingo, 26 de março de 2017

O burguês bolchevique e por que o socialismo nasce morto

O socialismo é impossível porque não há sociedade sem hierarquia, não há sociedades sem "favorecidos e desfavorecidos". Milênios de insurreições populares, revoluções das mais diversas cores e palavreado colorido de "líderes iluminados", seguido de ações não tão coloridas, dão testemunho da impossibilidade de um mundo sem "mestres e servos". Há, evidentemente, servos que querem se tornar mestres, ou mestres não tão ricos, que querem apenas se tornar ainda mais "magistrais". Esse é o resumo da História do socilalismo, e isso explica porque tantos burgueses conferem apoio entusiástico ao movimento revolucionário - em caso de dúvidas, consulte a biografia do senhor George Soros.

A rússia soviética não foi construída por "camponeses, operários e soldados". O RKKA (Raboche-Krestiánskaya Krásnaya Ármiya) não foi comandado pelos trabalhadores, e "nikogdá býl". O estado revolucionário por excelência foi construído pela elite financeira e intelectual russa - Lenin não nasceu em casebre, mas em uma linhagem de nobres e - literalmente - banqueiros. A gana da liderança revolucionária não é "acabar com as elites" - é ser ela mesma a nova elite, a construir o "Novo Mundo" e o "Novo Homem", seja ele soviético, nacional-socialista, francês ou tupiniquim. Ao lado de Lenin estavam Dzerszhínsky, da casta nobre da Polônia - da Szlachta. Ele, um aristocrata, tornou-se o chefe da organização socialista mais temida do mundo, que seria conhecida como o NKVD (e, posteriormente, o KGB). Trótsky, por sua vez, era filho de um latifundiário ucraniano - Liev Davidovich nunca trabalhou em um chão de fábrica por um dia sequer, em toda a sua vida. Os irmãos Sverdlóv, outros fiéis escudeiros da causa, eram de família rica, com investimentos no setor financeiro nos EUA - e com o dinheiro de Wall Street, fizeram o outubro vermelho, como testemunha Vladimir Zhirinovisky. Volkogonov acrescenta que os governos e banqueiros alemães também investiram no levante - para comprar os insurgentes, tirar a Rússia da guerra e ganhar, para acrescentar insulto à injúria, parte do território ocidental do Império. A elite do "estado dos trabalhadores" nunca trabalhou, apenas sentia inveja dos antigos senhores, e acreditava que seria capaz de "mandar melhor" - segundo o testemunho da ciência histórica, o fracasso foi um dos maiores já vistos, com um custo de dezenas de milhões de vidas inocentes, que, por ironia do destino, eram de trabalhadores.

Karl Marx uma vez disse que a História se repete, e Soros é a réplica dos homens que fizeram o levante de Petrogrado. Como até Lênin tinha mais de um banqueiro, o senhor húngaro tem companheiros na dinastia americana - aquela, composta por magnatas do petróleo, que em meados de março perdeu um filho bilionário que atendia pelo nome de David - e nas famílias europeias ligadas aos clubes globalistas (entre elas, naturalmente, a do "escudo vermelho"). Esses são os "Ulyanov", "Sverdlóv" e "Dzerzhinsky" do nosso tempo. O único termo que dá conta de descrever o fenômeno é "metacapitalismo": os revolucionários são burgueses que querem o monopólio do poder militar, do poder industrial e do controle sobre cada mínimo aspecto da vida humana, através da expansão infinita da influência do Estado. São os monopolistas por excelência, são a epítome da ganância e da libido dominandi. Qualquer crença nesses homens é certeza de desastre: não é posível criar, como diz a internacional, um "mundo sem senhores" levando ao trono os mais brutais, cínicos e mentirosos dos poderosos. Se ainda há dúvidas a respeito do futuro em uma vida sob o comando dos movimentos patrocinados por estes cavalheiros, basta mostrar que, na visão do mais famoso dos metacapitalistas, a China é o Estado que deve "dar as cartas" no "Novo Mundo". Como se não fosse o suficiente, o mesmo confessou, em entrevista à CBS, ter sido um colaborador do regime nazista, e ter considerado o ano da invasão alemã "o ano mais feliz" de sua vida.

O socialismo é o culto ao fracasso e o grito enfurecido dos incompetentes que se imaginam com inteligência e poder o bastante para controlar cada aspecto da vida dos vizinhos. É a sentença de morte da inteligência, porque nega um dado básico da realidade: a limmitação humana. Não importa o quanto a pessoa diga a si mesma que "é Deus" - no fim do dia, todos os projetos terão fim, todos os sonhos morrerão e toda a riqueza irá se desfazer em pó. Apenas as coisas que os revolucionários mais odeiam continuarão a existir, e elas são precisamente as que a militância histérica afirma "não haver". Até que o dia derradeiro chegue, os "iluminados" continuarão a pregar o advento da "sociedade do futuro" e o paraíso na terra. Traídos por sua ganância, serão jogados sob as botas e sangrarão gemendo debaixo do punho de ferro de burgueses ainda mais cruéis e homicidas que os do dia anterior - e os novos burgueses chamarão a si mesmos de "Partido".

Mais sobre o tema - Paul Joseph Watson denuncia financiamento do mais conhecido metacapitalista a militantes de extrema-esquerda nos Estados Unidos:

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