terça-feira, 26 de dezembro de 2017

A desigualdade social não é a origem do crime

A desigualdade social não é a origem da violência. Não é a origem da corrupção. Não é a origem dos roubos, estupros e dos homicídios. Os homens que espalharam esse discurso imbecil pelo Brasil (e seus colegas que fizeram o mesmo nas outras nações) são vigaristas psicopatas ou semi-analfabetos incuráveis, incapazes de uma análise minimamente razoável da História e dos indicadores de criminalidade, nacionais ou internacionais. Não é nenhum exagero dizer que deveriam ser proibidos de falar tamanhas asneiras - seu discurso não é apenas imbecil, mas é um estímulo e justificativa para o crime, instrumentalizado ao menos desde o infame livro de Hobsbawm, "Bandidos", pelo movimento de massas mais assassino que o mundo já conheceu. E como podemos saber que a desigualdade social nada tem em comum com o crime?

Mais da metade das nações do mundo existe em condições de pobreza ou desigualdade infinitamente mais atrozes do que, digamos, o quadro brasileiro - os países árabes são apenas o caso mais óbvio. Só um indivíduo que desconhece a existência, por exemplo, da Arábia Saudita, poderia dizer que este país tem mais criminosos ou ladrões que o Brasil, ou que a monarquia árabe está menos aflita pelas desigualdades do que as terras tupiniquins. A Arábia Saudita é mais desigual, e seus pobres vivem em miséria infinitamente pior - quando não vivem na escravidão pura e simples, também aceita (de forma discreta) nos territórios de outros países do Oriente Próximo, como a Jordânia, Sudão, Egito, Líbia, Iêmen, nos EAU e companhia, como garante a lei corânica. Formalmente, a escravidão só foi abolida no país dos Sheikhs wahabbistas na segunda metade do século XX, mas ainda reina soberana nos domínios dos nobres e ricaços que, não satisfeitos em manter o sistema em casa, tentam exportá-lo através de movimentos salafistas como o ISIS. Com toda essa desigualdade e injustiça, o país ainda consegue ter índices de violência pública ridiculamente baixos. O mesmo ocorre em países como a Índia, China, Paquistão, Irã, Nepal, Turquia, Cazaquistão e muitos outros. O discurso jornalístico coloca a culpa da violência sobre nossa "desigualdade" - o que dizer de nossos vizinhos, tão desiguais quanto a "pátria educadora"? E o que se passa na Venezuela, "pátria socialista", que, em tese, é menos desigual, mas tem seus números de homicídios em crescimento astronômico, e já desponta como um dos países mais violentos do Ocidente?

A desigualdade social não é a causa da violência ou do crime - se o fosse, a monarquia wahabbista e a China estariam mergulhadas em latrocínio e, talvez, governadas por alguma versão asiática do PCC. A deformação moral é a causa do crime. A justificativa ideológica é a causa do crime. O Brasil - e, por razões similares, a Venezuela - afunda em homicídios porque a casta falante decidiu ser "compreensiva" para com os tratantes, decidiu recompensar os assassinos, que aqui são entendidos como "vítimas da sociedade". Em qualquer nação normal, um indivíduo como Fernandinho Beira-Mar seria condenado à prisão perpétua ou ao pelotão de fuzilamento - aliás, essa seria a sua condenação no Japão, que ainda reconhece a pena de morte como punição legítima.

Nossas "classes falantes" - imbecilizadas, preguiçosas, vigaristas, assassinas, auto-bajuladoras, lixo humano e exército de parasitas - convenceram a justiça e os legisladores de que os criminosos são os "coitados". A sociedade é que é atroz. Na lógica doentia das universidades brasileiras e do sistema penal em vigor, é possível existir tal coisa como "estuprador que estupra porque passa fome". Esse raciocínio, que justifica o criminoso, é a causa única da quantidade inacreditável de crimes que ocorrem no Brasil. 

Enquanto a sociedade brasileira não se defender da doença dos intelectuais "à Hobsbawm", o problema vai continuar a existir. É necessário limpar o legislativo de indivíduos que pensem dentro dos chavões do marxismo cultural e do culto aos "criminosos/proto-revolucionários". A mesma "revolução sanitária" deve ser feta no Judiciário. Os animais responsáveis por essa abordagem no sistema legal e punitivo do Brasil são o maior mal do qual padece o Brasil de hoje - e este é um desastre quase tão grande quanto o projeto de poder do Foro de São Paulo, que, em grande medida, endossa integralmente a tese dos/justiceiros sociais do crime. O que torna o Brasil mais violento do que a maioria dos países subdesenvolvidos não é a desigualdade social - é a abundância de cadeias e surras para os degenerados, assassinos e estupradores em nossas nações vizinhas, e a falta desses tão queridos dispositivos de disciplina em massa em nosso território. A China pode ensinar alguma coisa positiva ao Brasil - o tratamento mais do que justo aos ladrões, e com direito à cobrança do custo da bala, enviado, talvez, por nossos correiros, à família do bandidinho.

Mais sobre o tema - Olavo de Carvalho discute estatísticas do crime no Brasil:

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Universidade e parasitas universitários

O conceito clássico de universidade sugeria conferir aos alunos instrução sobre uma universalidade de temas, sobre inúmeros campos de conhecimento, que poderiam variar de aspectos práticos/profissionais às dimensões criativas ou artísticas, bem como à instrução moral, espiritual, do conhecimento das regras básicas da realidade, da vida e da civilização. A formação tradicional pelo trivium e quadrivium garantiria ao estudante o domínio do idioma, a capacidade de expressão e convencimento, o raciocínio lógico e mesmo o conhecimento de teoria musical e o domínio da geometria. É notório o impacto positivo desses campos do saber na vida pessoal ou profissional de qualquer estudante - o aprimoramento é certo para um advogado, por exemplo, para um executivo ou mesmo para um engenheiro envolvido em gerenciamento de projetos. A formação tinha por objetivo garantir o saber e aperfeiçoar o caráter da pessoa. A mudança de padrão observada na "universidade-profissionalizante" foi, desde sua concepção, uma perda catastrófica.

A "universidade-autorização profissional" perdeu qualquer compromisso com a elevação do estudante - e essa não seria a única perda sofrida na História do ensino superior. A preocupação "com o mercado de trabalho" transformou as universidades em uma espécie de SENAC - o estudante se dedica aos estudos porque o diploma é a porta de entrada para os cargos X ou Y. É evidente que essa abordagem criaria a necessidade da universidade para todos - não existe mais o amor sincero ao conhecimento, apenas o amor às possibilidades de ganho financeiro. Foi uma prostituição do caráter e da sabedoria à qual o pensamento brasileiro, por exemplo, não sobreviveu. Não existe mais uma alta cultura, ou uma classe de intelectuais - e não no sentido dado ao termo por Paul Johnson. Existe apenas o que Russell Kirk chamava de "proletariado intelectual". Esta casta é apenas um conjunto de jovens imbecilizados, filisteus até a medula, que tem como única meta de vida obter tais e quais títulos para disputar um carguinho bem pago.

A morte do ensino superior não foi rápida, e não teve sua agonia final garantida pela mutação anterior. No Brasil, tudo que é horrendo pode ficar um pouco pior. Se, na maior parte do mundo, o proletariado universitário ainda convive com um ou outro legítimo representante do gênero animal dotado do cérebro mais eficaz, no Brasil, temos apenas os shudra mais vulgares em coabitação com os "comissários", os queridinhos imbecilizados da burocracia estatal. Com a mudança na orientação estratégica da esquerda que nasceu após 1964, a única prioridade da militância foi transformar as instituições de ensino em trincheiras da revolução cultural. O Brasil viveu com o processo de "proletarização" da universidade e com a "marcha pelas instituições" ao mesmo tempo. Sem uma tradição de estudos independentes difundida entre a "classe pensante", o mal que, no mundo, se tornou uma caricatura mal-feita, no Brasil, terminou como uma piada demoníaca. O Brasil não só tem uma intelectualidade que estimula e cultua o crime (e os criminosos): tem profissionais incompetentes e gasta orçamentos astronômicos com professores que tem como único propósito de vida a difusão industrial de uma religião falsa, fracassada e assassina - o marxismo. Havia dúvidas possíveis sobre esse resultado?

Se o conhecimento não é o objetivo, até mesmo as técnicas se perdem - a vida prática se torna mais e mais impossível, esquecida nas brumas das gerações que foram competentes. Sem o domínio do idioma, não é possível entender sequer um manual (mesmo que na linguagem mais simplória). Sem a lógica, não é possível entender coisa alguma - e até os imbecis profissionais das fileiras do socialismo poderiam fazer bom uso desse recurso, como alguns dos "grandes" socialistas do passado fizeram. A universidade se tornou um circo, um canil para adestramento de idiotas. A única coisa que estão aprendendo é a ideologia - e não qualquer ideologia, mas aquela que cultua o crime, a violência revolucionária e o colapso moral e econômico. Não há instituição de ensino que possa sobreviver a isso. Sem uma casta independente dedicada ao saber, nem sequer a recuperação dessas organizações é possível.

Personalidades como Mário Ferreira dos Santos mostram que a única esperança está além dos cadáveres das universidades. O Brasil precisa aprender a ter um amor sincero, independente e feroz pelo conhecimento, ou está condenado a morrer pela burrice. O proverbial ódio ao saber, pecado mais amado do país, pode ter um preço inimaginável. Corrigir esse erro deve ser o objetivo mais urgente de um movimento conservador.

Mais sobre o tema - Olavo de Carvalho comenta a "vida intelectual" no ambiente acadêmico do Brasil:

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

O Supremo é apenas mais uma arma da casta burocrática

No Brasil não há tal coisa como "a classe dominante", no sentido marxista do termo. Há apenas grupos que se apossam do Estado, de tempos em tempos, e favorecem seus próprios movimentos políticos ou empresários de estimação. Essa configuração característica da sociedade impede que seja possível falar em "classes": seguindo a definição do autor (que tem apenas a terminologia como algo útil, dado que suas teorias são baseadas na fraude descarada de estatísticas, especificamente, as dos famosos Blue Books do governo britânico), "classe" é o grupo que possui o direito, de facto e de jure ao meio de produção. Nas suas considerações sobre o modo de produção asiático, Marx deixa claro que a casta, por sua vez, se apodera apenas de facto dos recursos produtivos. Trotsky, por exemplo, definia a elite soviética como uma casta - conforme o raciocínio do autor que o fundamentou, Liev Davidovich estava absolutamente correto. O Brasil, pela mesma lógica, tem apenas uma casta dominante - a casta burocrática. Como toda boa casta burocrática, ela não poderia deixar de assegurar seu controle sobre as mais importantes fatias do Judiciário, e é isto que ocorre atualmente.

A casta burocrática brasileira é complexa, mas alguns pontos ficam claros: a elite política e sindical é parasitária, intimamente ligada a grupos mafiosos que se apoderam de redes de serviços públicos ou de grandes companhias que são alimentadas por recursos estatais, por meio de licitações. Existe, efetivamente, uma relação simbiótica entre essas diversas "máfias" e a elite político-sindical: os partidos escolhem representantes dos grupos criminosos para cargos comissionados, e os mesmos bandidos que se infiltram na administração pública fazem uso dos recursos governamentais para reabastecer o aparato eleitoral, sindical e partidário. Nunca haverá uma redução sistemática nos salários dos cargos comissionados ou dos parlamentares por essa razão simples. Verdade seja dita: o parlamentar brasileiro é, como regra, um parasita - raríssimas exceções podem ser mencionadas. É natural que o STF, composto por indivíduos nomeados pelo cargo máximo do Executivo, também acabe infiltrado por "figuras marcadas" do sistema partidário-sindical e das máfias. É por esta razão que vemos ministros do Supremo libertando "amigos" ligados, por exemplo, à máfia dos transportes públicos do Rio de Janeiro. É assim que a casta burocrática opera, e faz questão de preservar a preciosa liberdade de seus ratos de estimação.

Como o Brasil poderá se livrar da casta, é um grande mistério, que provavelmente não tem solução. É a pergunta impossível, o enigma insondável que atormentará a vida das gerações futuras, condenadas a sofrer nas mãos dos vermes mais detestáveis que o continente americano já viu. Talvez um regime de rigidez e violência implacável seja capaz de limpar o país dessa corrupção - hipótese com um custo humanitário alto demais para ser pago. O mais provável é que o Brasil seja forçado a lidar com isso para sempre. É difícil pensar em que medida poderia acabar com essa articulação perfeita da ineficiência Estatal e da vilania de almas em claro estado de decomposição. Prender alguns dos partícipes desse sistema, ainda que seja uma medida paliativa, é ao menos uma compensação simbólica para o povo espoliado - na realidade, parasitado, por mais tempo do que seria saudável para qualquer nação.

Mais sobre o tema - Felipe Moura Brasil comenta citação de ministro do STF:

domingo, 26 de novembro de 2017

Bolsonaro é o melhor candidato - para liberais e conservadores

Apesar de todas as discussões dentro dos movimentos de direita brasileiros, é fato inquestionável que o único político brasileiro a defender consistentemente posições antagônicas à esquerda ao longo de décadas é Jair Bolsonaro. A esquerda conhece unidade de objetivos, a direita não -  todavia, apesar da inconsistência dos meios liberais e conservadores, Bolsonaro (conservador tradicional desde sempre, convertido ao liberalismo econômico graças a Adolfo Sachsida, colaborador do Instituto Liberal) sempre manteve uma postura belicosa em relação aos diversos agrupamentos de esquerda. Não há um único brasileiro que tenha arriscado tanto de sua carreira e reputação na luta contra o "socialismo bolivariano" quanto o capitão de artilharia - salvo, talvez, Olavo de Carvalho, que denunciou o Foro de São Paulo décadas antes que piadas como o MBL - e muitos dos seus integrantes - sequer sonhassem com a existência. A postura bélica não é o mais importante: Bolsonaro também fala a língua que vence eleições no Brasil.

Como todo bom país latino-americano, o Brasil vive de caudilhos. Assim foi com Lula, Collor, Jânio, Vargas e mesmo Brizola - o eleitorado brasileiro vota em quem fala grosso. A imagem do "homem forte" é a única coisa que pode salvar uma campanha presidencial, e é por isto que parte da esquerda já aposta em Ciro como alternativa a Lula. Ciro Gomes fala como homem, parte para a confrontação verbal e mesmo física, se necessário - possui a virtude marcial chamada de "coragem física", como descrita por Clausewitz (fato descrito também por Olavo de Carvalho). Essa virtude dá ao concorrente a preferência do público, que ainda sonha com "salvadores da pátria". É assim que opera a mentalidade brasileira, quer nossos compatriotas gostem ou não. Na direita, infelizmente, só há "mocinhas indefesas", só há caricaturas de homem, figuras de gelatina que irão se desfazer diante do primeiro sopro da esquerda. Este é o caso, por exemplo, do infeliz apresentador de televisão que pensou em concorrer às eleições de 2018 - já desistiu, evidentemente, por perceber que nem sua própria mulher o considera o necesário "homem forte" da Presidência. Bolsonaro pode desempenhar muito bem o papel de líder político e "máquina de demolição" da qual o movimento de direita, seja liberal ou conservador, precisa para a completa aniquilação da esquerda organizada no Brasil dentro do Estado. Só um líder que realmente se pareça com um homem pode vencer as eleições, e só uma personalidade de ferro, incapaz de ceder um milímetro sequer no seu anticomunismo militante, tem alguma chance de jogar o aparato esquerdista, que está dentro do Estado, na lata de lixo da História. É evidente que a melhor escolha para a direita (e, atualmente, a mais celebrada e desejada pela população) é Bolsonaro, e os liberais, ao menos os que foram emasculados pela revolução cultural, podem espernear o quanto quiserem diante desse fato.

A tarefa mais urgente para toda a direita, nesse momento, é assugurar para si uma vitória na eleição de 2018, sob o risco de uma nova ascensão de Lula e a posterior e inevitável implantação de um novo regime petista, dessa vez inspirado diretamente na ditadura venezuelana, como já deixam bem claro os debates dentro dos partidos de esquerda (incluindo o Partido dos Trabalhadores). A esquerda já fala em ressucitar o culto "àquele que não deve ser nomeado" (Stalin). O stalinismo, antes denunciado pelo PT e aliados como uma "corrupção" do ideal revolucionário, agora já voltou ao foco dos congressos dos partidos como "a alternativa que tantas vitórias deu" à URSS. A defesa do modelo venezuelano já está clara no discurso, até mesmo no oficial, das agremiações, e as palavras de ordem de hoje incluem em destaque o controle social dos veículos de comunicação. Para quem não entendeu o recado, é a boa e velha censura. Se a direita permitir que essas pessoas retornem ao poder, é certo que o novo regime de esquerda não permitirá mais um fiasco como a remoção de Rousseff, humilhação que ensinou ao marxismo brasileiro que a "democracia burguesa" é uma arma falha para a implantação da "república popular". Perder as eleições de 2018 será o suicídio da direita.

Considerando o comportamento já demonstrado pelo eleitor brasileiro em outras eleições, seu desejo por leis mais severas (sua preocupação constante com a segurança e seu desejo por uma justiça implacável contra os criminosos) e a clara preferência popular por Bolsonaro, fica claro que ele é o único "homem forte" que a direita possui, e é o único que foi preparado em tempo para a disputa eleitoral. Se a direita escolher outro nome, estará "entregando aos partidos revolucionários a corda com a qual será enforcada", para usar a expressão do velho Lênin. Vamos torcer para que o grupo dos direitas que foram castrados não sinta inveja do militar que manteve sua hombridade, ao longo de décadas de luta anticomunista, e seja capaz de um voto que garantirá uma das maiores vitórias que os defensores do livre-mercado e da Civilização Ocidental podem ter, e que ecoará na História do país como o colapso do projeto totalitário bolivariano.

Mais sobre o tema - Bolsonaro em entrevista para a Band sobre sua possível candidatura à Presidência da República:

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

A dialética da casta televisiva

Os escândalos de Hollywood e os casos identificados da casta midiática brasileira ilustram que mesmo a "elite iluminada" se permite, eventualmente, contaminar por seu próprio veneno. É possível cultivar o poder familiar e, em casos pontuais, se corromper até a medula - exemplo estranho e emblemático é o cantor de MPB que, aos 40, abusou de uma moça de 13, que hoje é sua esposa. A síntese de condições tão incompatíveis é o moralismo de uma pós-modernidade fundamentalista - é proibido proibir em absoluto - condensado praticamente em um "Vaticano dos globais", que conseguem, ao mesmo tempo, cultivar famílias sólidas e influentes, enquanto estão a pregar a demolição de todas as estruturas normais para o resto da sociedade. O moralismo dessa síntese é cristalizado nos "dogmas" ideológicos, linguísticos e estéticos - o feminismo e os "de gênero" mostram muito bem esse aspecto. Esta síntese maldita, a "língua dupla do demônio", também foi vista nas correntes antigas do marxismo, como na ideologia soviética, que conjugou em um mesmo período histórico o moralismo quase monástico do socialismo real (e mesmo da relação do próprio Stalin com seus associados e descendentes) com a depravação completa de Beria, Yezhov e companhia, conhecidos por abusos sexuais contra homens e mulheres. A casta que dita a ideologia submete os militantes imbecilizados, faz uso do estímulo contraditório, e consegue colocar a si mesma como "além de qualquer crítica", como "perfeita", no momento em que ela mesma afunda na imundície. Assim atuam nossos queridos midiáticos brasileiros. 

A língua dupla da beautiful people impressiona: em um dia, há propaganda aberta da dissolução da normalidade. Mulheres são induzidas, pela casta televisiva, a chamar a si mesmas de "prostitutas" ou títulos piores. Uma semana após a propaganda da demolição, os próprios autores da divulgação ideológica se fecham em uma carapaça familar tradicional intocável, até mesmo se mudando para "a terra do imperialismo", como se não houvesse nada de imoral em submeter seus compatriotas a injeções de deformação civilizacional, ao mesmo tempo em que a pureza quase Quaker do lar dos olímpicos é mantida sem um arranhão sequer. A única pessoa que entendeu o que se passa é o filósofo da Virgínia: eles querem restaurar a situação romana. A síntese é a mutação completa da sociedade em uma massa de animais, de indivíduos movidos pelos instintos mais baixos e sem qualquer possibilidade de proteção pela família - portanto, sem chances de atuar em qualquer mudança política ou de manter ação histórica - sob a orientação "iluminada" de famílias de "patrícios" rigorosamente patriarcais, com um ou outro indivíduo capaz de crimes e atrocidades contra a raça humana que fariam Calígula corar. Os novos donos do mundo são capazes disso. Weinstein, grande financiador da esquerda, milionário hollywoodiano, foi pego em dezenas de estupros. O ápice da elite internacional, Bill, o queridinho da família mais amada pelo Partido Democrata, conforme Paul Joseph Watson, deve explicações sobre envolvimento com um magnata acusado de possuir uma ilha dedicada à prática do tráfico de pessoas e à pedofilia - chamada "Orgy Island" ("Ilha das Orgias").

A direita fica atordoada diante dos contrastes insolúveis nas condutas dos senhores do mundo moderno, mas não deveria. O movimento revolucionário produziu o "nacional-socialismo", produziu o "nacional-bolchevismo", produziu Hitler, Stalin e Beria, Trotsky e Kim Jong-Un, Lenin e Gramsci. Produziu, naturalmente, Genro e Maduro. A ideologia vive de suas subdivisões, se multiplica como a planária, e sempre usa o que houver de mais brutal e eficaz nos dois, três ou mil caminhos que decidir trilhar ao mesmo tempo. Um dos mais eficazes remédios contra sua propagação é a denúncia do mecanismo das mentiras, do crime, que são a essência de todos aqueles que distraem com a bilinguis maledictus e governam com a Kalashnikov.

Mais sobre o tema - reportagem do canal InfoWars sobre o escândalo dos estupros cometidos por um financiador da esquerda americana em Hollywood:


Sobre as elites globalistas e a pedofilia - reportagem de Paul Joseph Watson, com legendas em português disponibilizadas pelo canal Tradutores de Direita:

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Famílias, poder e a demolição do Ocidente

Para compreender a doutrina do sex-lib, ou melhor, os objetivos que justificam a existência dessa doutrina, é necessário compreender o que a doutrina destruirá. Ela não foi criada para destruir "todas as famílias" - foi propagada para destruir apenas algumas famílias. Olavo de Carvalho explica com maestria o problema, e sempre deixa claro que é necessário, em primeiro lugar, identificar os agentes históricos, que só podem necessariamente ser os grandes movimentos de massa, as grandes religiões tradicionais e as dinastias que controlam o poder econômico ou Estatal-militar em cada país. Por que essas dinastias querem destruir algumas famílias?

As famílias sempre foram pequenos núcleos de poder independente. Nas palavras do professor, sempre foram focos de resistência ao Estado. Por que Rothschild e Rockefeller querem destruir as famílias dos "Average Joes"? Porque cada pequeno lar pode dar origem a alguma pequena empresa, que pode se tornar uma grande empresa, e pode disputar espaço no mundo econômico com outras grandes empresas, incluindo as dos insiders. A propagação da estupidez entre a classe média nada mais é do que um dumping exclusivo para os que não estão no topo do poder, com o único propósito de desestruturar os "novos entrantes". Por que o Estado chinês faz o mesmo? Porque as famílias podem ser o início de movimentos políticos infinitamente maiores do que o restrito círculo de influência imediata e instantânea de um casal e seus filhos - a herança e a sucessão podem estabelecer vínculos poderosos o suficiente para a conquista de um partido, de uma província ou mesmo de um país, e há dezenas de exemplos deste fenômeno na História, desde Roma até Gêngis Khan e Tamerlão. Dinastias que duraram séculos - algumas com influência até hoje, como os descendentes do "Imperador do Mundo", na Ásia Central, que tiveram poder na idade média e continuam sendo símbolos do poder nas sociedades tengristas ou ex-tengristas convertidas ao islam.

Uma vez que entendido o propósito econômico ou político da medida, fica muito fácil entender porque toda a elite internacional se protege em círculos familiares estáveis e saudáveis. O poder não pode ser entregue, não se abre mão da influência. Apenas um rico extremamente idiota iria fomentar o sex-lib entre os seus descententes - o trabalho de uma vida se reforça, se expande e deve ser trabalhado na concepção do brilho e da glória do  esforço de uma linhagem, pelos séculos. Nenhum dos "Bilderbergers" ou mesmo dos nossos provincianos midiáticos "globais" quer jogar fora uma vida de trabalho com filhos estúpidos e dissolutos. Os globais, e disso há exemplos às dezenas, também protegem os seus. A elite opera assim, porque tem consciência da necessidade de manutenção da ação histórica, e isso só é possível através da ligação de sangue. Deixem que os "idiotas" da classe média de destruam no vício químico ou físico, nas doenças sexualmente transmissíveis e nos relacionamentos que são estéreis por natureza. Para os ricos, na concepção dos monstrinhos que governam o mundo, toda a glória, os herdeiros e a riqueza, por toda a eternidade.

Apesar da existência de objetivos claros nas agendas políticas pós-modernas, que nenhuma relação têm com os discursos disconexos e hostis entre si dos militantes atordoados, até mesmo a elite global eventualmente é atingida por seu próprio veneno. Algo do que espalham entre as massas estupidificadas vem da própria vilania praticada pelas castas abastadas. Weinstein e o que ocorre entre os "globais" são testemunhos claros das doenças mentais que atingem os olímpicos do planeta. Hollywood se tornou um paraíso de pedófilos, e a casta midiática brasileira não fica muito distante disso, como bem mostra o caso do cantor de MPB envolvido da defesa de exposições de pedofilia que, aos 40 anos, molestou uma menina de 13 (que hoje é sua esposa). Este modelo de podridão é uma amostra histórica de ocasiões onde o "feitiço se volta contra o feiticeiro". Todos conhecem muito bem a natureza das doenças das classes televisivas do país. Assim como Hollywood, a cultura de massa do Brasil é regida por estupradores de crianças e atrizes. O único alívio que a humanidade pode ter é a descoberta de alguns dos crimes e eventual punição dos responsáveis - cortar a cabeça da serpente é bem mais complicado, porque os atores históricos são linhagens, não espécimes. Um trabalho bem mais amplo é necessário para limpar o mundo de tipos como os que parasitam os veículos de comunicação de massa. Tirar essas famílias de seus postos é o dever das gerações atuais e futuras de conservadores.

Mais sobre o tema - Bernardo Küster, aluno do Curso Online de Filosofia de Olavo de Carvalho, discute a promoção do sex-lib e a estratégia de manutenção do poder das dinastias globalistas:

domingo, 1 de outubro de 2017

Sobre a farsa do "fim do comunismo"

Para uma ideologia que "morreu" com a queda do muro de Berlim, em 1989, o comunismo permanece bastante perigoso. Mata pessoas diariamente no Laogai chinês, nas ruas da Venezuela, tira as vidas de centenas de inocentes em toda a América Latina através das ações das FARC e associados, mesmo no Brasil, e chega a ameaçar o planeta inteiro com a possibilidade de um holocausto nuclear como nunca visto, através do cachorro louco Kim Jong-Un. Mais uma vez, o grande filósofo da Virgínia tem razão - como tinha, em 2006, ao denunciar com uma década de antecedência a empreitada que seria feita no Brasil pela esquerda chique para a legalização da pedofilia. Para saber o que irá acontecer na História, é preciso acompanhar os movimentos estratégicos dos atores políticos, e os que comandam a direção do Estado chinês, russo, norte-coreano, que comandam cada pelotão das FARC e cada partido marxista ensandecido da América do Sul são o mesmo grupo de discípulos de Lenin que assegurou a expansão do poder soviético no Leste Europeu, nos países em desenvolvimento e cada ação do complexo NKVD-KGB-FSB. Se o grupo é o mesmo, as cabeças são as mesmas, e se as cabeças são as mesmas, os objetivos não mudaram muito, como fica claro através da observação de cada gesto de loucura dos "queridos líderes".

Como já foi explicado uma centena de vezes pelo escritor mais preciso da modernidade, antes do fim do regime soviético, houve uma mudança estratégica considerável na direção dos esforços da inteligência bolchevista - Beria, como Montefiore explica em A Corte do Czar Vermelho, já discutia a ineficiência da economia planificada. Diante a incapacidade de controlar o sistema produtivo, a direção determinou que a meta da inteligência e da militância era o controle de tudo o que poderia haver além dela - cultura de massa, imprensa, universidades e mercado editorial. Foi a cristalização do programa estratégico desenhado por Gramsci, ainda na primeira metade do século, que foi incansavelmente estudado por toda a esquerda, e ainda é considerado um dos mais importantes autores marxistas do período, possivelmente perdendo o primeiro lugar apenas para Lenin. A conquista de todo o sistema educacional e cultural, assim como o domínio das estruturas de poder informais (entre as quais está o crime) é muito mais emergencial do que os pyat'letki. Ter toda a imprensa e a academia ocidentais, assim como as máfias e organizações de traficantes de entorpecentes, ao lado do movimento é algo muito mais urgente do que fundar "Estados proletários" destinados ao fracasso econômico e à fome assassina. As roupas mudaram, mas o manequim é o mesmo.

A Rússia e a China não são incógnitas - são o que sempre foram. São autocracias brutais, genocidas, dispostas ao extermínio de 80% da humanidade (nas palavras de Mao), desde que o poder absoluto da casta governamental esteja assegurado. Os homens no comando são os mesmos do tempo do Pacto de Varsóvia - Putin confessou que "só há ex-tchekistas no cemitério", Lukashenko nem sequer se deu ao trabalho de mudar muito o terno. O regime de Xi Jinping se mostra cada vez mais agressivo nos oceanos vizinhos, e não esconde a intenção de um conflito militar de grandes proporções contra os EUA  e aliados. Qualquer mudança de discurso, orientação econômica ou mesmo verniz civilizacional é adotado apenas para assegurar o poder da "troika" lendária da qual falava Viktor Suvorov, Exército-NKVD-Partido - hoje, fica claro que o lado mais forte, na Rússia, é a inteligência, e na China é o exército. A economia de mercado chinesa foi edificada com o único propósito de assegurar a indestrutibilidade do Exército de Libertação Popular, o maior em contingente e com um dos mais avançados aparatos tecnológicos do mundo, assim como o fim da URSS foi realizado apenas com o objetivo de assugurar o poder das redes informais já estabelecidas pelo complexo do NKVD e GRU com o crime organizado internacional e os movimentos aliados ao redor do planeta. As FARC são apenas o parceiro mais "óbvio". O poder absoluto de Putin não é surpresa - a democracia russa é apenas o verniz. A substância do regime é feita dos mesmos indivíduos que comandaram o GULag ao longo de 70 anos, e que espalharam o sofrimento, a cocaína e a morte por cinco continentes.

Assim como a economia de mercado pode eventualmente ser útil à "troika", em um determinado momento, o conflito aberto também pode ter uma finalidade prática - ou a mera ameaça pode trazer algumas vantagens. Os regimes comunistas - por consequência, suas castas governamentais, suas "nomenklaturas" - se acostumaram a receber gordas somas de recursos como forma de "ajuda humanitária" ou "tecnológica". O regime norte-coreano também o fez. Assim como fizeram com seus povos, por meio do furto, do assassinato, dos trabalhos forçados e do saque, tentam fazer com todas as nações civilizadas. Isso é a própria natureza da "economia de guerra", que é, em grande medida, a única economia que os burocratas foram capazes de "edificar" - nada de grandes sonhos socialistas, na prática, como gerações de militantes desiludidos ou fuzilados puderam constatar através de testemunho direto. É assim que funciona: ou o mundo se dobra aos objetivos da troika, ou todos iremos queimar no apocalipse atômico. Paz quando a paz for necessária, guerra quando o inimigo resistir - "se ele resistir, deve ser exterminado", nas palavras de Ilich.

Os últimos acontecimentos deixaram clara a unidade estratégica dos objetivos das castas dominantes da Rússia, China Venezuela, Coreia do Norte e mais a constelação de nações governadas por movimentos revolucionários (o Irã é um caso interessante, que mistura o discurso revolucionário marxista clássico com o Islam, na amálgama criada por Sayyid Qutb). A mudança cosmética no discurso russo não muda em nada a essência dos "timoneiros" - o Estado totalitário, o discurso "anti-imperialista" e a busca da redenção através do "holocausto revolucionário" ainda são o norte da família. O poder absoluto ainda é a única alternativa aceitável, a qualquer custo - e este é o mesmo raciocício cultivado por Lenin, quando planejou a NEP. Vladimir Ilich Ulyanov continua deitado sossegadamente, na praça vermelha, com sua alma tendo um breve momento de riso nas profundezas do inferno, ao saber que seus estudantes conseguiram aprender alguma coisa.

Mais sobre o tema - Olavo de Carvalho discute ideologia da inteligência russa e programa estratégico do Estado de Putin:

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