Não há processo de impeachment que possa ser considerado vitorioso quando toda a casta política, e sua ideologia, permanecem intocadas. Não houve "eleição democrática" com a contagem secreta dos votos. Olavo de Carvalho, grande mentor do movimento oposicionista que colocou Dilma Rousseff de oelhos. afirmou todas essas coisas, mais de uma vez. Os "MBL"s e companhia não deram ouvidos, e Dilma perdeu a presidência ser ter seus direitos políticos amputados, como bem denunciam os jornalistas Paulo Eduardo Martins e Joice Hasselmann. O "acordão" feito entre o PMDB e o PT é um desastre esperando para acontecer, e a salvação do Foro de São Paulo.
Durante todo o processo as principais lideranças conservadoras falaram sobre a ingenuidade que sustenta o impeachment de Dilma. Não é apenas a petista que deve ser destituída - é a nova república. O petismo é apenas uma das manifestações da mais perfeita estratégia de "guerra de posições" já realizada neste hemisfério, e sem confrontar este problema diretamente, é impossível obter uma vitória completa sobre o totalitarismo "bolivariano". O Partido dos Trabalhadores caiu agora, vergonhosamente, mas só para se erguer rapidamente ou para ser substituído por uma infinitude de clones perfeitos, como o PSOL, o PC do B e mesmo a "Rede", que sonha em transformar Marina em uma espécie de "novo Lula". Toda movimentação dentro do sistema político vigente, caso vitoriosa para a causa patriótica, será apenas "ouro de tolos".
A única estratégia viável é a dstruição completa, por meio da guerra cultural, da estrutura ideológica que sustenta o "monstrinho" autoritário lulista. Sem as universidades, sem a mídia, sem cada um dos jornais, cada um dos "sapos barbudos" está fadado a morrer de fome no esquecimento e no ostracismo que merece. Lula, sem maquiagem, mídia e Chico Buarque, não passaria do que ele é: um porco troglodita, um imbecil que ataca verbalmente até mesmo as mulheres de seu próprio partido, e que faz piadas sobre estupro coletivo contra uma de suas maiores defensoras. O PT não é nada sem Gramsci, mas o MBL e todo o rascunho de oposição conservadora ainda acredita piamente na "integridade do sistema" - a oposição não entendeu que a máquina é montada para que os jogadores inexperientes percam sempre, e as risadas e abraços entre o velho comunista Aécio Neves, Dilma e Lewandowski são a prova disso.
Dilma foi retirada de forma higiênica do cargo, porque nem mesmo o Partido dos Trabalhadores aguentava seu perfume - as alas radicais, dizem as más-línguas, querem a cabeça da búlgara. A senhora incompetente saiu de cena como a vítima, a coitadinha, e o PT posa de defensor da democracia e da causa justa. O acordão, agora, pretende colocar Dilma devidamente longe de Sérgio Moro, em cargo com foro privilegiado. Não poderia ser melhor para o marxismo tupiniquim - enquanto isso, os jovens masoquistas do MBL soltam fogos, enquanto são usados como preservativos por Hélio Bicudo, um dos fundadores do PT.
Mais sobre o tema - Olavo de Carvalho fala a respeito da utilização do impeachment para salvar o Foro de são Paulo:
O que o novo papado faz com os fiés é uma tragédia, e uma indução sistemática ao erro. O episódio icônico da escultura da "foice e martelo" mostra a dimensão da subserviência da cúpula eclesiástica ao poderes do mundo. A chefia do que deveria ser "mãe e guia" mostra-se cúmplice da ideologia mais genocida que já governou metade da raça humana - negar-se a condenar esse sistema e os que o apoiam é um crime, ainda mais para quem deveria se colocar como o principal inimigo do totalitarismo. A atitude faria Wojtyła chorar de vergonha - mas não foi a única. O que Bergoglio faz ao condenar a civilização ocidental e comparar os militantes do Estado Islâmico - o grupo mais anticristão deste século - aos próprios apóstolos só pode ser descrito como um ato de traição desavergonhada.
Imagem: CBN News
O feminismo internacional esconde os crimes do Islã. O movimento que sustenta o feminismo, o marxismo, efetivamente deu as bases ideológicas e até logísticas aos movimentos extremistas árabes que precederam o novíssimo salafismo "online". O Partido Democrata compra integralmente o discurso politicamente correto, de forma idêntica à da conduta dos movimentos social-democratas e fabianos europeus. Enxergar a mesmíssima atitude nos gestos de um papa é um sinal da decadência e da infiltração sem limites dos inimigos da fé na "casa varrida pelos ventos". Qualquer líder cristão, em uma época na qual seus irmãos são assassinados sistematicamente nos países do Oriente Médio, iria condenar o morticínio e mover até a última de suas forças para proteger a igreja perseguida, que mais do que nunca grita por ajuda e misericórdia. Ao invés disso, o que se vê é uma liderança cínica, cúmplice, que abastece com discórdia e ataques à própria igreja o processo de destruição dos últimos bastiões de liberdade religiosa - até mesmo para os eternos "coitadinhos" do poente. Dizer que os militantes salafistas são como os santos da igreja é cuspir na face do próprio Cristo, e demolir, a golpes de marreta, os fundamentos das únicas nações que dão até mesmo aos muçulmanos a perspectiva de uma vida próspera e livre. Como é possível que a cristandade tolere isto?
A guerra cultural contra o cristianismo não começou hoje - a Europa viveu séculos de perseguição anticristã, seja sob o chicote dos revolucionários iluministas com a "descristianização" que feriu "a primogênita da igreja" ou sob o punho de ferro do marxismo-leninismo. Os fiéis foram ensinados que a igreja é má, repressora, vilã, inimiga da raça humana. A propaganda jogou lama sob a virgem inocente, desrespeitou dois mil anos de civilização e luz, da força que ergueu a Europa e permitiu que até os mais humildes tivessem a chance de brilhar como doutores do corpo do Messias. A mãe que edificou escolas, universidades, hospitais e que foi o fundamento de todas as grandes obras de caridade da Civilização Ocidental foi esfaqueada. A fé que serviu de inspiração para a ordem dos hospitalários, para a Cruz Vermelha, para o Exército da Salvação e para uma infinidade de obras de caridade em todo o mundo foi mostrada como "preconceituosa", "assassina" e até - e pelos maiores genocidas da História - como "racista". O sistema de crenças que serviu de força intelectual para a luta contra a escravidão no Império Britânico, nos Estados Unidos e até nos países africanos e asiáticos foi mostrada como seu oposto, pelos mais cínicos e culpados dos acusadores. Cristo chorou, acusado e torturado, enquanto os mais perversos algozes foram agraciados com a bajulação do povo. A campanha de destruição da fé cristão gerou frutos - todo o esforço de Münzer, dos jacobinos e dos tchekistas não foi em vão. A desinformação da qual fala Ion Mihai Pacepa tem um filho predileto, e ele dorme tranquilamente na mais importante cidadela de uma civilização que não tardará a ser varrida do mapa por seus inimigos.
É necessário denunciar, dia e noite, o que se faz contra os fiéis, nesse tempo em que a igreja geme sob a mira dos fuzis islamistas. A cristandade encontrou um inimigo que quer, talvez com mais eficácia e brutalidade do que todos os anteriores, a extinção de cada um dos que reconhecem o Filho de Deus. Mais do que nunca, é hora de "vender os mantos e comprar espadas", e isso requer força de vontade para renovar as hostes da casa e curar a Mãe, que deve voltar a ser o mais confiável dos guias. No passado, líderes similares foram depostos e, após atos de traição muito menos escandalosos e virulentos, colocados em seus devidos lugares. Os cristãos devem perder o medo de dizer a verdade - o próprio Cristo não hesitou em chamar os seguidores menos perspicazes de burros. Amor pela verdade é amar o Espírito Santo - a vontade de Deus é mais importante do que a covardia, o medo de "mau-olhado" ou do que o impulso para afagar a vaidade de quem não é digno sequer de uma cusparada. Tiranos merecem ofensas, complôs e o desrespeito público. Traidores, quando já idosos e notoriamente pusilânimes e bajuladores, merecem apenas a aposentadoria - e, quem sabe, caso a revolta seja grande, uma bela e vergonhosa fila do INSS. Já passou da hora de os cristãos começarem a chamar "inimigos" pelo termo adequado, e de colocarem novamente ordem na casa.
Mais uma vez, a fraqueza e indisciplina moral é o calcanhar de aquiles da Civilização Ocidental. Rimbaud - assim como o grande professor - diria: "par délicatesse, j'ai perdu ma vie". Essa é a tragédia que segue a gentileza e polidez forçadas. Deus não quer bajulação - amar mais à vaidade é virar as costas a Ele. É preciso enfrentar o inimigo, mesmo que seja por amor ao próximo. Manter a casa de Deus digna do louvor do Nome é dever incondicional dos fiéis, e a situação exige a mais meticulosa das organizações. Tratar o inimigo de forma proporcional é parte do amor ao próximo: se o adversário não quer estar próximo do Pai, deve-se dar a ele exatamente isso. A recusa em enxergar a realidade, a traição à realidade é um crime contra o Espírito Santo, é colocar-se - como faz o inimigo - contra Ele. Ele, o Pai, o Criador, é a verdade, e ele diz à humanidade, através de cada acontecimento, qual é a conduta mais apropriada. A igreja, mais uma vez, exige que os cristãos tomem, de fato, as atitudes apropriadas, e, em um momento de tamanha dificuldade e perseguição, a hesitação pode ser a sentença de morte do mundo livre. A escolha não é mais, "apenas", entre seguir a Verdade e deixar-se enganar pelos erros - é entre opressão e destruição completas e a chance de viver em liberdade. O momento exige, apenas, que cada fiel observe o que se faz contra o Corpo de Cristo e comece a se perguntar quando é a hora de agir, por misericórdia, para salvar os cristãos da lâmina jihadista. A vaidade de um demente, desesperado por ser visto como uma espécie de Bono Vox de batina, nunca custou tão caro a tantas pessoas - que deveriam, no mínimo, contar com algum esforço dos países cristãos, que parecem ignorar um genocídio tão bárbaro quanto os inúmeros que parecem "mais dignos de pena" pelos veículos de comunicação de massa. Os que se dizem perseguidos no Ocidente não fazem ideia do que é sofrimento - quem grita por socorro, quem a Verdade mostra, a cada dia, no calvário, são os que estão no Corpo de Cristo, e para os quais o traidor virou as costas. A nova liderança só conhece esforço para seu Marketing - os que têm fome, os que estão nas cadeias, os que estão sem vestimentas e que estão sendo crucificados, como foi o Filho, podem esperar. E eles são - pasmem - estrangeiros, assim como os ditos "refugiados", que já começaram a derramar sangue cristão em solo europeu.
Em vídeo - Olavo de Carvalho fala a respeito da conduta de Bergoglio:
Leandro Karnal é mais uma das notórias figuras que sofrem com a flatulência do falsete uspiano e dos gases intestinos da vaidade diplomista do Brasil. É um arroto humano, um rascunho caricato de intelectual, uma piada provinciana que se imagina feita à imagem e semelhança de um Dostoiévski ou de um Nietzsche - aliás, talvez de uma figura mais dócil, quem sabe de uma Hannah Arendt, já que a masculinidade do russo ou do alemão é coisa que provoca alergia nas alminhas do lixo que se convenciona chamar de "professor" neste país esquecido por Deus. Quando Leandro se dá ao trabalho de falar sobre o projeto "escola sem partido", já podemos preparar nossas máscaras de gás - aí vem toda a glória do jumento celestino que galopa em direção a territórios apenas tocados pelos anjos nas terras tupiniquins: as paragens conhecidas pelos nomes de "senso comum" e "normalidade".
Jumentinho diz que o projeto é invenção de "conservadores delirantes". Será que, em algum dia de sua porca vida, o comentarista ouviu falar em Antonio Gramsci? Será que, nas universidades brasileiras, discutem-se os textos de Carlos Nelson Coutinho, ou os tomos dos "Cadernos do Cárcere"? A "classe pensante" já leu algum dos teóricos principais do Partido dos Trabalhadores? O "escola sem partido" é uma resposta lógica ao aparato da "guerra de posições" elaborado pelo imensamente poderoso movimento esquerdista brasileiro, é apenas a "força contrária" óbvia que é colocada contra trinta anos de guerra cultural declarada dos principais partidos da política nacional contra a civilização ocidental. O "escola sem partido" não é a "bandeira dos conservadores" - é a bandeira dos liberais, libertários, conservadores-liberais, conservadores tradicionalistas, monarquistas, republicanos e, acima de todos os que se ligam aos movimentos políticos, é a bandeira dos brasileiros "médios", das pessoas que simplesmente querem que seus filhos aprendam matemática e português nas escolas, e não querem crianças transmutadas em miniaturas de comissários do NKVD. O projeto é um "basta" à politização de uma das atividades mais fundamentais da sociedade, pervertida em nome de interesses de assassinos e defensores de um sistema totalitário fracassado - a Venezuela é apenas mais uma vitrine do "paraíso" socialista, onde "Trabalhos Forçados" agora são lei e palavra de ordem, como mostra a Anistia Internacional. O "escola sem partido" é impedir que criminosos fantasiados de professores façam proselitismo da tirania para crianças, que ainda não possuem maturidade para compreender o tamanho da desgraça defendida por aqueles que deveriam ser educadores. Karnal imagina um projeto que é o contrário do proposto, e responde em coro com o desespero histérico dos marxistas tupiniquins - aliás, qualificar "marxista" com "histérico" é pleonasmo, como já diagnosticou o psiquiatra Andrzej Łobaczewski.
Karnal tornou-se popular com a divulgação de algumas de suas palestras de auto-ajuda na internet. É uma personalidade oca, mantida com o discurso de voz fina sobre toda e qualquer frivolidade que acaricie a necessidade do brasileiro de sentir que discute um tema associado às pessoas de grandeza espiritual - qualidade que é impossível de ser sequer imaginada por mais quase todos os nacionais, e pela totalidade, ou quase, da casta universitária. Jumentinho Espiritual é a montaria de grandezas como "a busca da felicidade", "eu sou o senhor de meu destino" e da comparação honorável do réu e alcaguete (de codinome "Barba") Luíz Inácio Lula da Silva a um monarca europeu hipotético. O historiador confere bastante honra ao candidato a convicto - Espiritual não será recebido com a mesma gentileza por qualquer pessoa que tenha o mínimo de capacidade de identificar um charlatão. As críticas ao projeto mostram, em primeiro lugar, que o personagem é, em uma primeira hipótese, incapaz de ler, algo improvável. Em uma segunda suposição, Espiritual é apenas mais um propagandista da muito bem-paga constelação de partidos de esquerda brasileiros - pelo vocabulário ensaiado do historiador, somos forçados a declarar que a segunda alternativa parece mais fiel à situação do ruminante que zurra contra a lei. Espiritual não é imaterial porque quer - ele não fala sobre o projeto porque sua carreira depende da adoção incondicional de todo e qualquer espantalho criado pelo movimento. Ele faz isto pelos mesmos motivos que levam a imensa maioria dos professores universitários do país a assumirem coro com a militância do Partido dos Trabalhadores.
Leandro sugere que o projeto impedirá a discussão de temas de política nas escolas - como isso seria possível? O projeto obriga professores a apresentarem as ideologias concorrentes - não os força a excluírem uma ou outra. O projeto proíbe a perseguição de alunos por discordância político-partidária - algo que beneficia alunos petistas de professores antipetistas e alunos antipetistas de professores petistas. A medida favorece a integrantes de toda e qualquer vertente política - mas desagrada, evidentemente, a quadros de organizações totalitárias (como o Partido dos Trabalhadores) e a propagandistas baratos da ideologia socialista como o quadrúpede que decidiu criticar o "escola sem partido". O projeto é bom demais, elevado demais para que a montaria consiga vê-la em sua completude, enquanto o historiador continua sobre os quatro membros a terminar seu almoço. Provavelmente, Karnal sabe muito bem que a lei é sensata - a carreira, todavia, fala mais alto. Olavo de Carvalho explica bem o expediente - Leandro se apropria das ideias do "escola sem partido", posa de defensor da liberdade de expressão e consciência, e descreve o projeto como a censura dentro das instituições de ensino. É apenas mais uma demonstração da inversão revolucionária - a vítima é apresentada como algoz, e o totalitarismo petista é colocado como a liberdade plena cristalizada e protegida pelos séculos dos séculos. Todos os aterros sanitários do mundo não dão conta da sujeira entre as duas orelhas do Jumento Espiritual.
O projeto "escola sem partido" é feito para que ilustres equinos como o historiador do "caminho para a felicidade" não causem mais danos à já prejudicada educação brasileira. Se as nossas crianças não sabem fazer operações básicas de matemática ou não conhecem as mais elementares regras da gramática, é porque criaturas raras como o gás espiritual que vê o PL como a encarnação da vilania querem colocar a si mesmos na condição de educadores, quase de sábios. O Sábio é a encarnação última do conhecimento, é o saber que dialoga com os homens comuns lhes dá a possibilidade de vislumbrar as leis divinas. Nosso respeitado intelectual irá se tornar algo como isso, em seu tempo: o Jumentinho será a encarnação da burrice, na mais perfeita emulação equestre de tudo o que queremos longe das mentes dos mais jovens.
Assista ao comentário de Olavo de Carvalho sobre o personagem e o projeto "escola sem partido":
Assistir aos canais da televisão brasileira é uma experiência enfadonha e muito previsível - quando o tema é "política internacional", esperar qualquer coisa diferente do "lustrar as botas" compulsivo do Partido Democrata, por parte de nossos ilustres jornalistas, é nada menos do que a mais insana utopia. É impossível. Não acontecerá. Está "fora do lugar" - a palavra de ordem é a adulação assustada e desesperada pela aprovação dos colegas de profissão. Como a mídia nacional conseguiu criar tal clima de culto à personalidade, mais enfático e com menos impulso para a crítica do que Stalin viu sob o seu reino de terror, é algo relativamente simples de entender: Obama faz nos Estados Unidos o que a esquerda tupiniquim chorou e sangrou para fazer aqui, ao longo de cinco décadas. Atacar Obama seria como elogiar o regime militar; algo como lançar documentários denunciando a brutalidade selvagem de Getúlio Vargas ou cometer o pecado mortal de elogiar a monarquia, aquele sistema que deu ao país os seus melhores estadistas e que, perto do mar de podridão do socialismo petista, fica muito próximo da "Cidade do Sol". Obama é a sombra do jornalismo brasileiro; é o eco da burrice esquerdista nas planícies da América. É Luíz Inácio Lula da Silva falando com sotaque forçado e falso como uma nota de trinta reais.
A imprensa teria muito o que criticar sobre Barack Obama - a operação "fast and furious" é uma piada, se comparada ao que o presidente dos EUA está fazendo a respeito dos direitos humanos, em países que podem ser colocados entre os piores inimigos que a América - se não a liberdade, o bom-senso e toda a humanidade - já viu. Obama faz por Cuba o que nem Brezhnev fez. O homem é a versão anglo-saxônica de Efialtes, e está entregando as cabeças de seus concidadãos sem misericórdia ou apego a qualquer um dos valores defendidos pela Revolução Americana. Como em um pesadelo transmutado em realidade, o líder máximo dos Estados Unidos da América está financiando regimes comunistas atraves da abertura comercial, de crédito (como, aliás, governos anteriores fizeram em escala mais discreta com a própria União Soviética e até mesmo com a Coreia do Norte) e inclusive de facilitação de comércio de armas, como no caso do Vietnã. O comandante-em-chefe já teria encontrado seu fim em um pelotão de fuzilamento, se o país estivesse nos tempos da Segunda Guerra, por alta traição. Como é possível que o povo americano tolere uma deformação como Obama, só Deus sabe - quanto à adoração dos jornalistas brasileiros, a resposta é óbvia. Destruir os Estados Unidos é aquilo que os imbecis da imprensa passam anos vendo como o sonho dourado da raça humana nos cursos de jornalismo. Destruir o "capitalismo imperialista" e substituí-lo pelo imperialismo marxista - aquele, que em 1968 pisou no crânio do "socialismo com face humana" - que é tão mais benevolente. Obama é a pessoa que qualquer universitário viciado escolheria para o cargo mais importante do governo dos EUA, porque é uma farsa e uma ameaça à soberania de sua própria nação.
É evidente que quase estimular o renascimento do comunismo internacional não é tudo: Obama leva a degeneração moral e a loucura ideológica a patamares "nunca antes vistos na História daquele país". Dizer que Obama é Lula não é piada: é a tragédia que se abateu sobre o Ocidente em outro capítulo, redigido em inglês. Quando o governo petista tentou aprovar o "kit gay", a sociedade brasileira entrou em um ataque de fúria - Obama conseguiu, com o imenso apoio logístico dos "gramscistas" americano, levar ao debate público a insanidade sem fim dos "banheiros unissex". É verdadeiramente desesperador assistir à queda da nação de George Washington: o país que viu seus filhos lutarem e morrerem pela liberdade agora se contorce para vomitar uma medida que irá perverter para sempre todo o senso de normalidade, até mesmo nos locais de ensino das crianças pequenas. Os founding fathers criariam um novo "1776" se estivessem vivos, e jogariam na lata de lixo da História a doença totaitária que alega defender a "diversidade". Como Lula, Obama é uma matrioshka de crimes infindáveis, e os banheiros unissex não seriam nada sem as campanhas contra o "bullying" contra o tabagismo, pela implantação dos casamentos "sex-lib" forçados a clérigos militares ou mesmo pela reforma dos hábitos alimentares da população americana, com o apoio de sua "esposa" - afinal, dizem que o sujeito não joga no time convencional. Se Patton ouvisse dizer que um presidente tentou forçar um rabino a conduzir um "casamento" como os dos "colegas" do democrata, a resposta seria uma bala de .45 no crânio do chefe do Executivo. Infelizmente, a revolução cultural conseguiu fazer secar a fonte da hombridade americana, e o que resta é o vexame demoníaco ou o circo da política dos EUA contemporâneos. Com uma lista de realizações tão notável, como a classe jornalística brasileira não amaria Obama?
Em um raro caso onde brasileiros não são movidos pela inveja, os jornalistas da nação latina descobriram alguém que são capazes de realizar por suas "realizações". Todo o fenômeno diz muito sobre a índole dos periodistas daqui, por sinal - são pessoas degeneradas, violentas e dispostas a estimular ou louvar os mais perversos crimes, em nome da ideologia totalitária. Cada um dos delitos do vigarista que comanda o que foi a maior nação da Terra é algo que a esquerda sonha em fazer aqui, ou superar em proporções da destruição. Na ânsia de "destruir o passado", "jogar por terra prisões e igrejas", os intellectuals podem ir longe, e Obama encarna o potencial devastador do socialismo "discreto". O democrata é a criação mais eficaz de George Soros, é o filho favorito da ONU e conseguiu fazer para Cuba aquilo que toda a militância bolchevique brasileira tentou, por meio século, sem sucesso. Todo marxista sabe, e jamais confessará: Obama é um deles, e está seguindo com maestria a trilha para o desastre, com passos leves e pausados.
Em vídeo - Olavo de Carvalho discute a cobertura da mídia sobre Barack Obama
Discutir a possibilidade de ver uma direita representada pelo PSDB chega a ser uma piada - o nome do partido denuncia precisamente o que a sigla é. Como o partido de Lênin, é uma criação de intelectuais marxistas - entre eles, o senhor Fernando Henrique Cardoso, que, como o público inteiro sabe, é o maior portador nacional do fabianismo. Qualquer entusiasmo passageiro com a agremiação é uma armadilha e um convite para a decepção certa: é uma pena ver discursos de José Serra contra - discretamente, é óbvio - o Foro de São Paulo, porque essas frases não pertencem a ele e roubam a atenção de figuras que querem dizer a verdade inteira e sem medo de ferir a sensibilidades de aliados. Entre os que têm muito mais a dizer estão Paulo Eduardo Martins, que é, verdadeiramente, um conservador e um inimigo do bolchevismo - qualquer passo das raposas velhas do partido em direção a uma postura mais crítica contra a "pátria grande" é apenas desinformação. O leitor pode se perguntar quais razões fazem do PSDB um partido tão ruim, um problema tão sério - a resposta é simples: o partido quer ser apenas mais um dos caminhos possíveis para "o comunismo", a "sociedade sem classes" ou outra das infames promessas irrealizáveis do movimento revolucionário. E este caminho, como apresentado por luminares do socialismo brasileiro, está pavimentado com legalização de drogas, assassinato - através da eutanásia ou do aborto - e outras das maravilhas pregadas cotidianamente pelo flagelo da humanidade.
George Soros tem um sósia no Brasil, e este homem é o nosso ex-presidente tucano. Tudo o que "a corporação" ordena é visto como mandamento divino pelo cacique máximo do socialismo científico "suave" do país. Como seria possível ver aliados em tipos como o antigo chefe do executivo? Sem ele, não haveria MST - os "assentamentos" em grande volume só tiveram início na década de 1990, com a bênção do tucanato. As primeiras regras para o desarmamento da população civil - incluindo a proibição do porte por pessoas que não sejam ligadas às forças armadas, às polícias ou ao judiciário - também foram forçadas goela abaixo do povo através da vontade de FHC. O mesmo cidadão, hoje em dia, vive para defender a legalização das principais fontes de sustentação financeira da maior força revolucionária que a América Latina já viu - as FARC. Não apenas isso: Fernando Henrique Cardoso, conforme já afirmou Olavo de Carvalho, foi um dos mentores do Foro de São Paulo, e só não ligou seu partido à "coordenação estratégica dos movimentos de esquerda da América do Sul" por medo de "prejudicar seu marketing" - afinal, Kerensky pode ser socialista, mas não quer se propagandear como um Lenin. O PSDB é uma armadilha e um desastre esperando para acontecer - a única solução para os riscos que esse partido oferece é a infiltração e a destruição da sigla por dentro, com a tomada de postos-chave por conservadores que estejam dispostos a apostar suas carreiras em esforços de "desmonte" da militância subversiva lá existente. Há quem esteja fazendo excelente trabalho dentro do partido, mas o que foi conseguido, até o momento, está longe de ser a vitória derradeira.
Por sorte, a população entende que o PSDB é uma sombra do inimigo. Nas manifestações, os líderes da organização foram expulsos e humilhados - tratamento que é apenas aquilo que eles merecem. Um partido de covardes vendidos, de pessoas que se recusaram a atacar os maiores inimigos do Brasil e a falarem a respeito dos verdadeiros problemas pelos quais a nação passou, não é digno qualquer respeito. Os chefes da sigla jamais falaram uma palavra a respeito da fraude eleitoral de 2014 - através dessa postura estratégica, demonstraram que estão dispostos a entregar a liberdade e a vontade soberana dos brasileiros, em troca de migalhas e de aparências. Os mesmos líderes nunca - repito, nunca - fizeram um comentário a respeito da maior organização criminosa da América Latina, o Foro de São Paulo. Como seria possível ver algum resquício de pensamento conservador em um grupo de oportunistas que não ataca a maior ameaça à civilização de seu continente, que até mesmo se recusa a "mencionar o nome da fera", até mesmo diante do colapso econômico e social ocasionado por essa mesma ameaça? A postura de Aécio Neves diante da derrota no pleito dá todas as respostas de que o povo precisa a respeito da natureza de sua agremiação: os social-democratas fazem parte do problema.
Olavo de Carvalho uma vez disse que "deve-se votar até mesmo no diabo para impedir que o PT se mantenha no poder". É verdade: é por isso que a maior parte do movimento conservador votou no PSDB. É uma decisão justificada e absolutamente necessária - a monarquia russa defendeu Kerensky porque sabia exatamente aonde a estória terminaria, sob o punho de ferro do partido leninista. Entre viver à beira do paredão de fuzilamento, tratado como animal nas profundezas do GULAG ou viver em um país governado por picaretas simpáticos a vícios pouco dignos, é evidente que a última opção ainda é melhor. Contra tiros, não há argumentos - contra políticos degenerados e pusilânimes, basta empregar, sem moderação, a verdade. O totalitarismo só pode ser derrubado com armas, como foi feito com Ceausescu. O fabianismo pode ser denunciado, humilhado e extirpado com a pena de mestres como o que criou a contra-revolução brasileira. A social-democracia deve ser usada como aríete eleitoral: uma vez derrotados os inimigos mais letais, deve ser descartada ou arruinada, a partir de seus próprios quadros. Por sorte, a maioria deles não possui preparo intelectual ou fibra moral o suficiente para a guerra - os conservadores, por sorte, estão redescobrindo a força da normalidade. Deus permite que os maus se destruam na sujeira que lançam contra o Criador, e dá aos ascéticos e perseverantes a vitória sobre as adversidades. Kerensky era fraco demais para os assassinos do partido bolchevique - apesar de maus, eram disciplinados. O Czar não contava com tropas disciplinadas para fazer frente a seus inimigos. No Brasil, fabianos e bolchevistas se permitiram dissolver na imundície - não restará qualquer coisa da esquerda, se o país tiver sorte. O PSDB deve ser - e está sendo - usado. Uma vez conquistado o máximo de espaço possível, a sigla deve ser jogada no esquecimento político - sem dúvidas, os líderes do partido deram o máximo de si para receberem essa resposta.
Em vídeo - Olavo de Carvalho discute a funçao do PSDB na estratégia marxista:
A explosão de livros conservadores no mercado editorial brasileiro é um fenômeno de importância imensurável, e o mérito da situação atual é, em grande medida, do jornalista e filósofo Olavo de Carvalho. O autor realizou diversas proezas contra a esquerda nacional: as mais notáis foram, em primeiro lugar, a destruição da imagem e do respeito da população pelo movimento revolucionário. Antes das "ofensas em massa" contra a ex-presidente Dilma Rousseff, Olavo já tratava as figuras do Partido dos Trabalhadores como elas merecem ser tratadas. O primeiro a se referir a Lula nos termos mais corretos foi Olavo - a observação profética da reação de Luiz Inácio à queda ficou gravada em pedra com as imagens das feições do antigo líder sindical, uma vez considerado a personalidade política mais influente do Brasil. Hoje, Lula é uma sombra, e quem deu os primeiros golpes de marreta em sua reputação imerecida foi Olavo de Carvalho. Dilma Rousseff só recebeu tratamento adequado, da mesma forma, pela mesma pena. Consciente de seu papel, o filósofo tomou os passos essenciais para o começo de qualquer levante: criou, a seu modo, uma nova mídia, insurrecional, a partir do nada. Antes da gigantesca profusão de sites e comentaristas conservadores, havia o Mídia Sem Máscara e o True Outspeak. O escritor começou a fazer exatamente o que agora é missão fundamental do conservadorismo brasileiro: criou, ou lançou as bases para, veículos de comunicação de massa, com ponto de vista conservador, abertamente favoráveis à destruição do estado de coisas atual.
Apesar do grandioso trabalho do jornalista, o movimento conservador ainda está longe de conquistar o espaço necessário para o fim do movimento revolucionário. Os grandes veículos de comunicação ainda estão, em essência, sob controle das esquerdas. A televisão é, possivelmente, o mais eficaz dos meios para a construção de um movimento político de dimensões nacionais. Foi a televisão que fez Lula uma força quase invencível. A direita tem a obrigação moral de "expulsar a pontapés", como diz o maior nome das letras contemporâneas, a esquerda dos maiores cargos. O conservadorismo não pode mais ser retratado como uma corrente política sectária e hostil à sociedade - a mídia precisa descrever apenas a verdadeira natureza do pensamento tradicional, que é o amor à produtividade, à normalidade, ao respeito aos valores civilizacionais mais caros ao Ocidente, como a liberdade individual. Enquanto os grandes veículos de comunicação modernos repetem insistentemente que o conservadorismo é "elitista" e "hostil às minorias", é preciso que a nova configuração dos principais meios demonstre que é precisamente o conservadorismo que defende o modelo de Estado que torna possível a sobrevivência das minorias e o bem-estar da vasta maioria da população. É preciso dizer, sem medo da "casta burocrática" corporativista, que é justamente o marxismo a ideologia que mais promove a violência selvagem contra as minorias e os dissidentes. O totalitarismo marxista é, possivelmente, o movimento mais elitista, tecnocrático e cínico que a História já viu - não há elite mais poderosa que a elite comunista, em qualquer um dos países em que a corja conseguiu tomar as rédeas do Estado. É o momento de tomar o espaço necessário para dizer isto a todos os brasileiros, e demolir, como Olavo demoliu a reputação de Lula, o que sobra de credibilidade para o movimento socialista.
A esquerda tem consciência da importância dos grandes veículos de comunicação - é por isso que cabeças estão rolando nas redações. Joice Hasselmann foi apenas uma das vítimas, e talvez uma das mais notáveis. A resposta deve ser implacável contra todos os jornais, revistas e canais que se rendem ao coletivismo: os conservadores não podem ter medo de se referirem ao lixo usando o nome mais justo para a escória. Onde a infiltração não for possível, a desmoralização é urgente e tão necessária quanto a ocupação. A direita precisa, o quanto antes, de uma campanha de "terra arrasada" contra os já desacreditados veículos. A vasta maioria da população entende que as bandeiras defendidas pela classe jornalística são abertamente hostis a tudo o que o povo brasileiro ama - o esforço de destruição do estado de coisas presente não é impossível de ser realizado: o quadro conspira a favor do colapso da "revolução cultural". Os conservadores precisam entender que este é o momento da reação bem-sucedida, precisam trabalhar em nome da "contra-revolução cultural". A tarefa já está sendo conduzida, mas é necessário conquistar mais do que o obtido até agora, muito mais. Não é possível entender as poucas concessões como vitória: a esquerda pretende, com os escassos "territórios" entregues, o que o "marxismo editorial" pretende é alegar que "aceita opiniões divergentes". A grande maioria das conquistas neste campo foram controladas, tímidas, escondidas, como o espaço na Folha e na revista Veja. Como não são idiotas, os representantes da "vanguarda" nas chefias de redações sabem perfeitamente bem que é preciso "entregar os anéis para salvar os dedos". O esforço geral do movimento conservador - e da sociedade inteira, que é conservadora até a alma - deve ser para tomar o machado e amputar os bracinhos deformados da monstruosidade marxista. Como na Polônia, é preciso aleijar o movimento, proibir sua existência e, se possível, jorgar alguns dos colaboradores na cadeia. Há motivos de sobra para a última medida, como a colaboração com organizações criminosas continentais ou, o mais óbvio, os tão alardeados escândalos de corrupção, que, por sinal, estão longe de ser o mais grave. É só escolher um motivo, e fazer o que o Brasil exige, aos gritos e ofensas, nas ruas.
A cabeça do marxismo brasileiro está a prêmio - vox populi, vox Dei. A hegemonia cultural morreu, por obra de um líder revolucionário - discreto, é verdade - que faz Robespierre parecer um amador. A guilhotina do "socialismo petista" foram profanidades, muito merecidas, diga-se de passagem, lançadas contra o lixo da civilização. A "revolução cultural" morreu em estádios, ruas e durante discursos fracassados em rede nacional, recebidos com desprezo sincero e justo pelas massas. Em ironia "nunca antes vista na História deste país", a mesma força vista como a que colocaria "a vanguarda do proletariado" no poder foi a responsável pelo sepultamento dos "revolucionários profissionais" em ostracismo e escárnio completo. Uma das últimas barricadas da esquerda - do que restou dela - é o conjunto dos grandes veículos de comunicação. É preciso "tomar a bastilha" e libertar aquelas verdades que a casta revolucionária não ousa pronunciar. Quando acontecer, todo o Brasil verá que "o rei está nu", e não haverá qualquer possibilidade de reconstrução do "socialismo do século XXI" nessas fronteiras. O desafio é grande, mas o movimento conservador já mostrou que é capaz do impossível. Há uma década, era impossível pensar em Lula como um líder humilhado e impotente - um retrado do psicopata desmascarado. O que tinha a pretensão de "reconstruir na América Latina o que foi perdido no Leste Europeu" agora é uma ruína, uma caricatura horrenda de alguém que se via como um Lech Walesa varguista. A revolução brasileira, através de sua melhor baioneta, mostrou que Luíz Inácio era mortal, frágil e edificado sobre lama: um ídolo pronto para cair, que exigia apenas a persistência a a descrição da realidade. Que Deus conceda ao movimento conservador a força e a persistência necessárias para a "luta final": cada brasileiro deve torcer para que os soldados da revolução brasileira possuam tanto vigor de caráter quanto o homem que, até agora, apostou mais de sua própria fortuna, saúde e trabalho no futuro de liberdade. Os novos alvos da "revolução brasileira", da "contra-revolução" devem ser os agentes do poder totalitário postados nos veículos de comunicação de massa - seus cargos devem ser tomados e a nação deve saber a quais interesses os "agentes de desmoralização" - conforme o termo usado por Yuri Bezmenov - servem. A guerra continua, mas a certeza de que a verdade termina por falar mais alto deve confortar cada um dos conservadores até o último dia. Toda tirania nasceu para ser derrubada, e não será diferente com o "socialismo petista" e o Foro de São Paulo, ao qual o Partido serve.
Assista ao comentário de Olavo de Carvalho sobre os veículos de comunicação de massa e a classe jornalística:
A nomeação de Michel Temer à Presidência da República deu alívio nao apenas para o movimento conservador nacional, mas para a própria economia e para a maior parte da classe trabalhadora. O petismo jogou milhões de brasileiros no desemprego e na miséria - mais de dez milhões agora estão sem trabalho, e quantidade enorme de pessoas não pode sequer contar com o poder de compra oferecido pelos ineficazes "programas sociais" da era Lula: a inflação já destrói o valor do real mais rápido do que o welfare é capaz de correr. É urgente colocar ordem na situação da indústria nacional, que está à beira da morte, assim como no valor da moeda. Devolver credibilidade ao Brasil é outra tarefa que vai exigir considerável esforço ao senhor Temer, e não é possível prever quando será mais uma vez interessante aos investidores estrangeiros apostar recursos aqui. O que todos, especialmente na direita, já esperam é a resposta das esquerdas ao impeachment: o movimento socialista brasileiro não permitirá que o país se livre tão fácil da sombra do totalitarismo. As "nações bolivarianas" denunciam o "golpe contra a democracia" que houve no Brasil - Cuba está esperneando, assim como a Venezuela e a Bolívia. Nenhuma dessas nações é um exemplo de democracia, respeito pelas liberdades individuais ou pela integridade física de opositores pólíticos, e o movimento esquerdista brasileiro também não está preparando exatamente uma "recepção com flores" para o novo chefe do executivo.
Neste momento, não parece que a esquerda continental dará uma resposta "russa" aos acontecimentos no Brasil - quando a Ucrânia saiu da esfere de influência do regime de Vladimir Putin, foi muito fácil para a nação detentora das mais poderosas forças armadas da Eurásia colocar a "nação cossaca" de joelhos. A situação na América Latina é muito diferente - o Brasil não saiu inteiramente das asas do Foro de São Paulo. Temer já nomeou integrantes de "partidos irmãos" para ministérios vitais para a sustentação do país. O antigo Partido Comunista Brasileiro, atual PPS, está no comando do Ministério da Defesa - é mais uma parte significativa do Estado sob controle direto de um criado da organização criminosa. Ao mesmo tempo em que o novo Presidente da República não toma distância radical do bloco ideológico continental, a Venezuela e a Bolívia - as nações vizinhas com discursos mais agressivos contra o novo comando do Brasil - não estão em situação de criarem catástrofe militar contra o vizinho austral, maior e com mais evidente pujança produtiva. Apesar da situação severa na qual o país se encontra, esta ainda é a maior economia da América do Sul, ainda é um dos maiores produtores de gêneros agrícolas e ainda é, para os padrões regionais, uma potência industrial. As principais cidades, para a vida econômica brasileira, estão localizadas em regiões a distâncias expressivas dos vizinhos hostis. O principal dano que essas nações podem causar de deve à fraqueza do exército brasileiro, sucateado e sem condições de se manter em operação por mais de cinco horas, por falta de munições. A doença que aflige as forças de defesa do Brasil, ao que tudo indica, foi fabricada pelo governo anterior com o objetivo de assegurar que o feudo de Lula jamais se voltaria contra a "Pátria Grande" - a Venezuela se armou, e muito bem, com caças e fuzis russos exatamente pela mesma razão.
Além da clara ameaça oferecida pelo "movimento bolivariano" continental, a nova administração deverá lidar com um problema gigantesco - provavelmente muito maior do que o risco de um conflito armado com Estados vizinhos - dentro das fronteiras. A direita nacional não pode se esquecer de que apenas o poder formal do Partido dos Trabalhadores está definhando - a maior parte da influência da quadrilha não vem de cargos, mas sim dos chamados "movimentos sociais" e dos sindicatos. A Presidência da República era apenas o verniz democrático para o "Exército do Stédile", a verdadeira máquina de terror no campo utilizada para agredir o país. A CUT é o instrumento utilizado pelo movimento esquerdista para destruir a indústria, e a UNE é empregada nas paralisações das instituições de ensino. A constelação de organizações similares que o Partido tem à sua disposição é o maior potencial ofensivo do movimento revolucionário no Brasil, e pode fazer muito mais estrago do que ataques contra os territórios fronteiriços. Um bombardeio eficaz consegue arruinar a indústria de um país - para um grupo que não possui uma força aérea bem-equipada o suficiente, a sabotagem sistemática contra o campo e as cidades do inimigo é até mais desejável, e com o disfarce de uma revolta contra um governo acusado de usurpar o poder. O que está acontecendo em quantidade grande de escolas do Rio de Janeiro e de São Paulo é exemplo de uso do "músculo coletivo": a partir de agora, todos os movimentos de massa que se calavam diante do naufrágio civilizacional passarão a protestar e impedir o funcionamento normal do máximo de instituições que forem capazes de alcançar.
Os "movimentos sociais" são um problema grave, mas Temer ainda deverá lidar com um terceiro, antes de ser capaz de colocar a nação nos trilhos: o funcionalismo público e o aparelhamento do Estado. Os vizinhos "bolivarianos" podem ser um problema diplomático significativo e uma ameaça militar, os "movimentos sociais" têm a capacidade de criar caos na indústria e na agricultura, mas talvez a pior das situações seja a identificada no próprio Estado. Qualquer reforma econômica deverá, necessariamente, passar pela burocracia. E a "casta burocrática", ou boa parte dela, entendeu que o petismo é a melhor expressão de seus interesses. Para grande parte dos servidores, Michel Temer não é apenas um "golpista": é um "inimigo de classe". Apesar de ser integrante de um grupo historicamente ligado com o "estamento" governante - para utilizar a expressão de Olavo de Carvalho - cristalizado no Partido dos Trabalhadores, Temer é visto como um líder favorável às privatizações e a uma abordagem liberal na economia. Os integrantes da burocracia jamais permitiriam que um presidente com esse tipo de conduta fosse capaz de agir livremente, e com certeza o novo chefe de Estado enfrentará problemas dentro de sua própria administração. A quantidade de expedientes que podem ser empregados contra o ex-aliado de Dilma é tão grande e com usos tão criativos que resta apenas apiedar-se pelos que serão responsáveis por lidar com isso. O novo governo poderá ser ignorado, negligenciado por seus funcionários de diferentes importâncias, sabotado em todos os níveis, poderá enfrentar sucessões de greves em praticamente todas as autarquias, empresas públicas, sociedades de economia mista e muito mais. A confusão criada pelos "movimentos sociais" é como uma doença viral ou bacteriana, na qual o agente é externo à "vítima". Os dano causados pela própria burocracia são como decapitar o pobre coitado, e o Partido, humilhado durante o processo que deu fim a treze anos de controle sobre o Estado, não terá qualquer misericórdia dos que agora decidem os rumos da nação.
A vitória na batalha pelo fim da Presidência petista deve ser comemorada, com ressalvas gigantescas, como é indicado pela negligência da oposição a respeito da fraude eleitoral de 2014. As lutas mais importantes ainda estão longe do fim, e quase todas elas dizem respeito à própria civilização, aos fundamentos da cultura do Brasil. O país precisa de uma contra-revolução cultural, que irá varrer para "a lata de lixo da História" toda a degeneração material, moral, artística e mesmo linguística fomentada pelo "partido da burocracia" e pelo movimento revolucionário. Este processo leva décadas, porque é a própria instrução das novas gerações, sob as luzes da alta cultura - é, efetivamente, o processo de reinserção do Brasil na cultura universal, que é vista como "elitista" e "eurocêntrica" pela classe de trogloditas que permaneceu por mais de uma década com o poder de decidir quais formas de expressão estão mais de acordo com o projeto totalitário-coletivista. A formação de cidadãos através de uma educação saudável, que devolva as glórias do Ocidente aos estudantes, será o confronto derradeiro, e que exigirá força sem fim de todo o movimento conservador. A esquerda moderna se curva sob o peso de sua atrocidade deformada, e seria repudiada pelo próprio Lenin, que acabaria por abandonar o marxismo e decidiria ler urgentemente Chesterton, caso tivesse sequer ideia da queda observada nos simpatizantes atuais do bolchevismo. A mente da "vanguarda" está morta, e seu fedor se espalhou pelo que o Partido dos Trabalhadores convencionou chamar de "cultura" de maneira quase caricata. A guerra cultural é, no fim, a guerra decisiva, e a agonia esquerdista mostra que o futuro será melhor para o conservadorismo do que para os leninistas.
Comentário de Olavo de Carvalho sobre a situação política brasileira - autor discute o método de poder do "estamento burocrático", a "revolução cultural" utilizada pela esquerda como estratégia de perpetuação no comando da sociedade e importância da "guerra cultural" e da derrubada do Partido dos Trabalhadores: