segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Caso Queiroz - distorção óbvia

A opinião exposta neste site pode estar errada, mas acreditamos que Flávio Bolsonaro é inocente. Não é possível argumentar favoravelmente a alguma qualidade moral superior do político - podemos simplesmente constatar que as atividades que ele exerce condizem com suas movimentações (da mesma forma que as movimentações de Queiroz são proporcionais aos seus empregos). E quais são essas atividades (ou empregos, no caso do assessor)?

Flávio Bolsonaro é, além de político de carreira, proprietário de uma franquia de uma das maiores marcas de chocolates no Brasil há um bom tempo, em um dos bairros mais nobres do Rio de Janeiro (o metro quadrado mais caro do país). Se você vende um produto caro e procurado para um público rico, você faz... dinheiro. Além disso, o salário parlamentar no Brasil é gigantesco, e pode perfeitamente financiar essa atividade - bem como, por exemplo, compras e imóveis, uma das formas mais simples e difundidas de enriquecer, em todas as economias do planeta. Nenhuma novidade, podemos ver.

Queiroz é assessor parlamentar há uma década. É militar reformado - o que garante uma renda extra integral - e também, de acordo com ele, vendedor de carros reformados (se é verdade, a justiça poderá verificar). As duas fontes de renda já poderiam garantir um bom patrimônio, ao longo dos anos, e a venda de carros com certeza é uma atividade rentável, se feita por alguém que entende do assunto: qualquer pessoa que já andou pela zona oeste do Rio de Janeiro entende como essa atividade movimenta a economia de bairros como Campo Grande ou Santa Cruz. Sim, há pessoas que fazem muito, mas muito dinheiro com isso (eu mesmo sou beneficiário direto de renda proveniente de venda de carros). Não há novidades aqui também - se as alegações dos suspeitos forem verdade, é mais que plausível entender que toda a renda discutida no caso é perfeitamente limpa.

No caso específico dos familiares de Queiroz, de acordo com Flávio, as filhas do assessor seriam as responsáveis pelas mídias sociais do parlamentar. Se isso for verdade, nada há de errado aqui: gestores de redes sociais (por exemplo, de empresas de e-commerce) ganham um bom dinheiro. Profissionais do mesmo setor que trabalham com celebridades ganham ainda mais. Eu conheci, pessoalmente, o criador de uma das páginas de Jair Bolsonaro - hoje o rapaz é assessor de imprensa do mesmo (creio eu), e realmente trabalha em horário flexível, como é da natureza do ofício, que eu também já realizei, para a extinta "Liga Democrática Liberal". Poderiam perguntar: e elas estão fazendo seu trabalho corretamente? Eu acredito que não haja dúvidas sobre a qualidade dos gestores de mídias sociais da família Bolsonaro, que é, no mínimo, um caso de sucesso para qualquer estudante de Marketing. Eles redefiniram o conceito de "custo/benefício" em campanhas políticas. Eles literalmente humilharam toda a classe midiática brasileira, quase sem gastar um tostão no Facebook Ads ou similares. Não há pecados aqui.

Qual é a distorção? A forma de tratamento. Flávio Bolsonaro é apresentado como receptor de grandes somas - o raciocínio é: se ele recebeu esse "dinheirão", que nem é tanto assim, então roubou. Que se dane se ele vende uma das melhores marcas de chocolates de luxo em um bairro caríssimo da cidade, financiando a iniciativa com dinheiro recebido legalmente de seu trabalho desde sabe-se lá quando. Ou "se Queiroz recebeu um dinheirão, então roubou", seguindo a mesma linha da condenação sumária anterior. Não existe mais causa e efeito entre as atividades dos mesmos, apenas entre os crimes que já são presumidos para os dois. A razão? É porquê, para toda a Mídia, os Bolsonaros já são todos "criminosos", não é necessário dizer ou provar nada. 

Posso estar enganado - mas continuo tendo uma opinião positiva do parlamentar. Pelos fatos exibidos até agora, ele é inocente. Talvez não seja, mas não é esse discurso ridículo, enviesado e com recortes grotescos de fatos reconhecidos há anos que vai convencer a mim - ou à maioria do público - sobre a necessidade de punir o primeiro filho de Bolsonaro. Precisamos de mais fatos e menos retórica, menos ocultações maliciosas da realidade.

Mais sobre o tema - entrevista de Flávio Bolsonaro sobre as acusações divulgadas contra ele na grande imprensa:


segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

2018 - ano de grandes vitórias do Brasil

Em 2018 o Brasil impôs derrotas humilhantes ao Partido dos Trabalhadores. Foi o ano da prisão de Lula - uma grande vitória para qualquer cidadão que tenha um mínimo de apreço pelas leis. Foi mais um ano de atuação formidável da Operação Lava Jato, que efetivamente trouxe justiça contra a casta burocrática, acostumada com a impunidade completa na nova república. Foi, milagrosamente, o ano da eleição de Jair Bolsonaro, contra todas as previsões, contra toda a mídia e contra todo o establishment acadêmico. Foi o melhor ano desde o início da triste década de 1990, quando a população começou a perder novamente suas liberdades e voz para a hegemonia gramsciana - que já dá sinais claros da proximidade de seu fim.

Sem dúvida, 2018 foi um ano excelente - mas não houve ainda a derradeira vitória sobre o movimento revolucionário, que é muito forte para ser declarado morto. Olavo de Carvalho -  o único que entendeu a inevitabilidade da vitória de Bolsonaro - já avisou que o Brasil só irá se livrar verdadeiramente do Partido dos Trabalhadores (e de suas linhas auxiliares) com o renascimento de sua cultura. O Brasil precisa reconstruir suas letras - sua literatura, seus romancistas, seus poetas, seus artistas plásticos, em uma jornada que recupere os valores primordiais e busca da elevação espiritual e moral que tão bem caracterizam a grande Civilização do Ocidente. Ou seja, o Brasil precisa resgatar toda a riqueza civilizacional jogada "na lata de lixo da História" pelo modernismo, pelo socialismo e por todos os movimentos da estupidez quiliástica que hoje nos governam. Essa recuperação ainda está longe de acontecer - só nos restou o professor, o sobrevivente.

A vitória de Bolsonaro foi uma grande alegria, mas foi precoce. Sem a reconstrução da cultura brasileira e o sepultamento da podridão socialista e modernista é inevitável que as crias deformadas de Münzer retomem as rédeas do Estado e o controle tirânico sobre a sociedade. Devemos lembrar que os maiores veículos da grande mídia e o meio acadêmico ainda estão nas mãos dos bolcheviques. Só um novo movimento literário, com a força de centenas de "Mários Ferreiras" e "Olavos", pode assegurar a sobrevivência do Brasil contra um cenário internacional cada vez mais alinhado com as diretrizes de Soros. Esse movimento ainda não nasceu - temos apenas as sementes do novo Brasil. Ou os brasileiros começam a estudar de verdade, começam a resgatar suas inteligências, ou colapso será inevitável. Se o movimento conservador (ou melhor, se o movimento criado por Olavo para reeducar a nação) falhar, nem um milhão de "Operações Lava Jato" poderão consertar a devastação que os leninistas irão promover no país.

Que 2019 seja um ano de mais vitórias para o país, que o governo de Bolsonaro seja guiado por Deus. Que o Criador conduza a nação para a glória, a riqueza e o saber, e que o trabalho de Olavo de Carvalho gere frutos que iluminem a humanidade por séculos. Peçamos a Deus a força para nossa própria reconstrução, nossa própria reeducação. Que Ele tenha misericórdia dos brasileiros de verdade, e que traga toda a violência da justiça contra os burocratas e criminosos que destruíram o país por tanto tempo.

Mais sobre o tema  - Em entrevista à rádio Jovem Pan, Olavo de Carvalho comenta situação política e cultural do Brasil:

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

A monstruosidade totalitária do "Artigo 13" europeu

O escritor russo Vladimir Bukovsky uma vez chamou a União Européia de "a nova União Soviética". Ele estava coberto de razão. O bloco é uma deformidade totalitária, cripto-socialista, que conduz sua administração rigorosamente da mesma forma que os antigos Estados partícipes do Pacto de Varsóvia - é um governo centralizador, tecnocrático, que determina regulamentações completamente alheias ou mesmo hostis à vontade do próprio povo, como mostrado dia após dia na atual "onda conservadora" que agita a esfera política da Hungria até o Reino Unido. A União Européia é uma gerência de tecnocratas esnobes e satisfeitos, que não entendem e não querem entender - não querem mesmo ouvir - o que deseja a população do continente. É um governo de traidores, de aspirantes a ditadores, de monstrinhos descendentes de nazistas, como um certo cidadão que atende por "Juncker". Cada pronunciamento, projeto de lei e ação política efetiva do bloco denuncia a tendência totalitária do projeto - os infames artigos 11 e 13 da diretriz de direitos autorais da UE é mais uma prova a hostilidade dos "comissários" da administração contra os anseios do povo europeu pelo direito mais do que legítimo à informação. Essa é uma tentativa descarada de assassinar os veículos de informação alternativos e mesmo a maior plataforma de vídeos da Internet, o Youtube.

O artigo 11 irá assassinar os veículos de media-watch e a grande parte dos veículos jornalísticos alternativos que surgiram no mundo com o advento dos blogs e das plataformas gratuitas para sites, como o Blogger e o Wordpress. Irá, basicamente, criar dificuldades absurdas e desproporcionais para qualquer um que escreve notícias com trechos de informações publicadas em outros veículos ou que faça até mesmo o uso de links para matérias originais (prática que é, aliás, adotada como norma por veículos jornalísticos ou mesmo publicações acadêmicas no Brasil). Não há nada mais normal do que citar fontes em veículos jornalísticos ou teses - isso faz parte do artigo ou matéria de qualidade. A União Europeia quer efetivamente aleijar esta parte absolutamente necessária da produção jornalística. Como qualquer escritor independente irá fazer referências em seus artigos a textos de outros indivíduos? É, de fato, a morte da liberdade que surgiu com os blogs, sob uma justificativa cretina e criminosa dos nossos "comissários do povo". Os canalhas totalitários tem a coragem de afirmar que essa medida visa a "regulamentação" do bom uso da liberdade de expressão - ou seja, visa o que o mundo inteiro convenciona chamar de censura, com as boas e velhas desculpas leninistas muito mal caricaturadas.

O artigo 13 irá, por sua vez, efetivamente destruir o Youtube, ao menos no formato em que ele existe, no território Europeu. Irá criar punições inauditas contra a plataforma em caso de publicações que violem as novas diretrizes da União Européias. É óbvio que isso levará o site ao seu fim no continente, e trará a conseqüente extinção de todos os veículos jornalísticos europeus independentes. É, seguramente, a maior barbaridade que já se fez contra a liberdade de expressão no Século XXI. É a mais cínica e brutal censura, travestida de "regulamentação" até mesmo de referências claras e declaradas a veículos de comunicação (que, na maioria das vezes, até desejariam essas referências). Os "comissários" europeus prostituíram as soberanias e liberdades de seus países de origem, e vestiram o manto fétido da GlavLit.

Os únicos favorecidos pelo processo de censura criado pelos "comissários" são os grandes grupos econômicos e suas ONGs de estimação, denunciados sistematicamente por alguns dos nomes mais importantes entre as mídias alternativas. Alex Jones já foi banido das redes sociais - todas as vozes críticas na Europa serão silenciadas em breve, com a imposição dos artigos 11 e 13. A famosa grande mídia européia, por sua vez, também ganha com o processo de censura contra os novos veículos - como a liberdade poderá sobreviver no bloco, só Deus sabe. O fato é que o povo europeu encontra-se sob a loucura criminosa e o punho de ferro das leis estabelecidas pelo "conselho" soviético articulado em Bruxelas. Mais uma vez, fica clara como cristal a necessidade de um novo processo de independências nacionais dentro da Europa, contra mais um império chefiado por alemães que, como Olavo de Carvalho bem disse, morrem de saudade de um bom chicote estalando nas costas. As novas diretrizes européias que serão impostas a todos os produtores de conteúdo - e de forma particularmente mais devastadora aos pequenos produtores e sites - são a prova inquestionável de que Vladimir Bukovsky tem razão. O continente mais rico do mundo está sendo regido por criminosos mal-intencionados, que ninguém elegeu, que ninguém desejaria eleger mesmo para a gerência de uma pizzaria, mas que arrotam importância em nome de um novo "centralismo democrático" vil e contrário a tudo o que deseja a vasta maioria da população.


quarta-feira, 31 de outubro de 2018

A eleição de Bolsonaro - a bastilha da Revolução Brasileira

Contra toda a grande imprensa, contra a elite acadêmica, contra a casta burocrática, contra a bíutiful pípou da MPB e das novelas globais, Bolsonaro venceu, com apoio popular avassalador, impressionante, inquestionável. Bolsonaro foi a humilhação completa da elite política brasileira, foi a derrota mais amarga que os senhores do Brasil poderiam ter. Foi a catástrofe do socialismo brasileiro, encarnado no Partido dos Trabalhadores, que agora corre um risco grande da extinção completa e da prisão de cada um de seus grandes líderes. Bolsonaro foi o fim de uma época, e o despertar do Brasil.

É evidente que a elite burocrática, como Olavo de Carvalho define, jamais permitirá uma tomada "suave" do poder. Será necessária luta incessante, especialmente nas universidades, que nada mais são do que células avançadas de operação da intelligentsia de cada um dos partidos e movimentos marxistas - não existe pesquisa, em sentido científico, apenas pesquisa em sentido de elaboração de estratagemas políticos leninistas mais sofisticados e canalhas. A casta universitária também precisa ser removida de sua posição, e não sabemos como Bolsonaro fará esta tarefa absolutamente necessária. A batalha pelo Executivo e pelo Legislativo acabou - resta vencer a guerra cultural, e extingüir de uma vez por todas a revolução cultural que destruiu boa parte dos cérebros do país.

É óbvio que não podemos falar na vitória de Bolsonaro sem falar das infinitas e terrivelmente covardes investidas sofridas por Olavo de Carvalho, que foi o último bastião de razão no país, ao lado de décadas. Graças a Olavo, temos um vestígio de literatura e estratégia política. Temos Filosofia - observação e análise da realidade. Temos, em Olavo, literatura, e formação de novos escritores. Graças a ele, há esperança, e sem o espaço aberto por ele, não haveria qualquer apoio a Bolsonaro. O fenômeno de massa foi precedido por incontáveis batalhas das idéias, e essas lutas devem ser seguidas por muitas mais, antes do renascimento definitivo do Brasil.

A Grande Revolução Brasileira continua - ainda não temos um novo Machado de Assis, um novo Pedro II, um novo Villa-Lobos, mas pode-se argumentar que já temos um novo, e, talvez, melhor, Mário Ferreira dos Santos. Apenas este basta para iniciar o processo de reconstrução do país. Bolsonaro é o início - que Deus nos guie, e que o Brasil possa ser uma nova, cristã e grandiosa América. Que Bolsonaro possa ter as bênçãos que teve Washington, e que Olavo seja tão bem-aventurado como os Founding Fathers, para nossa nova terra prometida. Deus abençoe o Brasil, Deus abençoe a Revolução Brasileira.

Mais sobre o tema - Olavo de Carvalho fala sobre a Revolução Brasileira:


terça-feira, 31 de julho de 2018

Mais uma vez, Facebook e a censura politicamente correta

As maiores redes sociais tornaram-se um ambiente hostil à liberdade de expressão há um bom tempo. O Facebook, em mais de uma ocasião, retirou do ar dezenas de páginas católicas, censurou grupos de rock (como "Madison Rising") conservadores, excluiu páginas de direita e apagou perfis, sem justificativas que não o claro viés ideológico. Essa é a realidade - e a situação se torna mais grave.

Neste mês, o Facebook removeu cerca de 190 páginas brasileiras conservadoras ou de direita, supostamente ligadas ao grupo MBL e à divulgação de "Fake News". Este movimento da principal rede social é a concretização do que todos os conservadores já sabiam - a esquerda percebeu que está perdendo a guerra cultural, e precisa criar mecanismos de justificação da censura contra toda e qualquer opinião dissidente. A narrativa sobre as "Fake News" é apenas mais um ensaio de "tribunais-espetáculo" - a única mentira repetida dia e noite é a doença mental do socialismo chique da Califórnia ou das esquerdas "Biutiful Pípou" dos bairros chiques do Rio de Janeiro. A imundície socialista não tolera críticas, que agora são definidas, antes até de serem pronunciadas, como "falsas". Ora, até mesmo perfis pessoais foram deletados, ou páginas oficiais de movimentos, como a página regional do MBL no Rio de Janeiro. Esse é o tamanho do cinismo dos censores.

Centenas de outros perfis sofrem censuras sistemáticas - entre eles, os de propriedade de Indiana Ariete, por exemplo, ou os perfis de apoiadores de Bolsonaro, ou mesmo perfis de sátiras contra a esquerda, como a infame "Editora Humanas". Não se trata de "Fake News" - o que passará a existir nas maiores redes sociais é, pura e simplesmente, a censura contra toda opinião conservadora, genuinamente liberal ou de críticas às vacas sagradas do socialismo ou do politicamente correto californiano. Este é o 1984 imposto por Hippies sexualidade duvidosa.

O único que entendeu rapidamente a situação dos conservadores brasileiros foi Olavo de Carvalho. O autor avisou o movimento a respeito do perigo de uma grande imprensa totalmente ocupada pelo marxismo e da inexistência de qualquer concorrência, grande ou pequena, conservadora. O filósofo também falou dos riscos de redes sociais totalmente alinhadas com as diretrizes de censura do politicamente correto (e esse é o caso para o Twitter e o Facebook). Olavo sugeriu a criação de redes sociais conservadoras (como o projeto The Real Talk), mas nenhum direitista importante deu atenção a esses apelos. Este foi um erro fatal - é muito fácil, hoje, silenciar todos os principais veículos de articulação dos movimentos de direita. Mais do que nunca, é necessário ouvir Olavo, porque, inquestionavelmente, ele tem razão.

Veja na íntegra - Bernardo Pires Küster comenta censura politicamente correta promovida pelo Facebook:

sábado, 30 de junho de 2018

O único erro de Jair Bolsonaro

Jair Bolsonaro tem alguma chance de vencer as eleições, pelo massivo apoio popular que conquistou ao longo dos anos, através de uma carreira absolutamente limpa dos tão conhecidos crimes da administração pública nacional. O militar apoia medidas econômicas sensatas, defende a aproximação do Brasil com parceiros comerciais produtivos - entre eles, Israel e os Estados Unidos - e é um corajoso propagandista das liberdades individuais, assim como da devolução do direito à legítima defesa aos cidadãos comuns do país. Os outros candidatos querem seguranças para si - Bolsonaro quer que os brasileiros comuns tenham novamente o seu direito à segurança e à proteção de suas vidas e famílias. Os demais, e seus partidos, querem apenas a proteção da vida dos assassinos e traficantes. Qual é o erro de Bolsonaro?

O Brasil possui uma casta burocrática parasitária e infinitamente vaidosa - também possui um público acadêmico e midiático igualmente vaidoso, igualmente parasitário (lembremos: até agora, as universidades brasileiras não tiveram a capacidade de produzir um Nobel sequer) e mosntruosamente apegado às aparências, em especial, à afetação de bom-mocismo. Ser absolutamente franco significa que você dirá coisas desagradáveis quando necessário, e que você irá mandar adversários "à merda" ou sugerir que calem suas preciosas bocas quando igualmente necessário. É isso o que Bolsonaro faz. Mais uma vez - qual é o erro de Bolsonaro?

Todos os países normais sabem reconhecer grandes líderes políticos. Todos os países normais reconhecem que líderes, mesmo que sejam brutais, são capazes de conquistas memoráveis e de vitórias inquestionáveis. Falar a verdade, ainda que de maneira impiedosa, é uma virtude - essa é a atitude dos americanos para com a imagem de Patton e a atitude dos russos diante de Lenin, que ofendia seus inimigos em público ou nas páginas do Pravda (às vezes de forma justa, muitas vezes de forma injusta). Ser sincero de verdade ofende, e nenhuma dose de lubrificante politicamente correto ou beletrista irá mudar este fato. Os países normais reconhecem a verdade nos grandes líderes - ainda que suas palavras ofendam - mas o Brasil não é um país normal. É um país de veadinhos acadêmicos e de parasitas travestidos de jornalistas, e de uma classe empresarial que pensa que esse modo de vida é uma espécie "civilização gentil". É um país que vive a ditadura totalitária do "o que será que o vizinho irá pensar".

O erro de Bolsonaro, caro leitor, não é mandar seus inimigos (que são os inimigos do Brasil de verdade, que não é o Brasil da mídia, nem das grandes cidades e tampouco do fedor da bíutiful pípou carioca) à merda. Não é chamar seus inimigos de lixo, de escória e de degenerados - que é o que esses indivíduos e seus partidos realmente são. É ter nascido no Brasil, país que despreza a honestidade, a virilidade e todas as demais virtudes militares, aquelas que constroem nações - algo que o Brasil não é, ainda. O erro de Bolsonaro é ter nascido no Brasil, país que despreza o valor e ama a aparência de valor, que cultua o rótulo de sofisticação que envolve a boa e velha merda de mentalidade brasileira. Esse é, afinal, o território do qual falava Lima Barreto.

Mais sobre o tema - Olavo de Carvalho fala sobre Jair Bolsonaro:

sábado, 9 de junho de 2018

Bolsonaro, a ditadura burocrática e a Revolução Brasileira

Até 2018, a grande mídia debochava da hipótese de uma vitória eleitoral de Bolsonaro para a presidência. Hoje, essa vitória é algo próximo de uma certeza - caso haja eleições abertas e auditáveis. A casta burocrática não pode permitir (e não permitirá) que isso aconteça, e é precisamente por isso que os vermes do alto escalão do Judiciário fizeram questão de acabar com a legislação que impunha o voto impresso - o único que poderia ser verificado, caso houvesse suspeita de fraude. O fim do voto impresso não é apenas "mais um golpe": é o estabelecimento de uma efetiva ditadura da burocracia contra o povo.

Este argumento não é novo, nem é do autor que aqui escreve. O conceito foi desenvolvido inicialmente por Olavo de Carvalho, durante as eleições presidenciais de 2014. Sem voto aberto, não há democracia possível. Sem possibilidade de auditoria do processo eleitoral, de verificação do pleito e de contagem efetiva, existe apenas um ritual cosmético para celebração do poder burocrático - eleições "para inglês ver". E a casta burocrática faz isso precisamente porque não pode permitir a ascensão de um indivíduo "de fora do esquema" - se o fizesse, seria um suicídio. 

De 2017 até hoje, fica cada vez mais evidente o esforço do estamento pela garantia completa do poder da elite política histórica do Brasil. Ações empreendidas pelo STF (e explicitadas por indivíduos como Gilmar Mendes) indicam que a burocracia já não tolera ataques aos seus. O grupo vai libertar todos os seus "companheiros" presos, sempre que for necessário. Antes, nas eleições de 2014, a mesmíssima casta deixou claro que "não será possível fazer uma auditoria do processo eleitoral" - as máquinas existem precisamente para que isso nunca aconteça: o poder burocrático deve ser completo e inquestionável. Um indivíduo de fora dos esquemas de corrupção não pode ter chance, para essa tão querida massa de vermes. Os amigos, por outro lado, terão direito a tudo, como sempre. Não é possível julgá-los, levá-los à cadeia, e muito menos é possível substituí-los por seres humanos normais. O Brasil vive a ditadura dos parasitas. É necessário criar um vermífugo.

O país deu mostras de uma rebelião discreta, que pode ter (se essa for a vontade de Deus) resultados impressionantes. Nas recentes manifestações de caminhoneiros, pessoas comuns pediram repetidas vezes a "intervenção militar". Houve apoio em massa aos grevistas, houve protestos com faixas pedindo o retorno do governo de autoridade (aliás, da única que, de fato, é respeitada pela população). O Brasil entendeu que os governantes atuais - e os demais ocupantes dos altos cargos do Estado - são sanguessugas, degenerados, escória, e existe clamor audível por mudanças importantes. Pela primeira vez, existe uma possibilidade tangível de mudança revolucionária no país, e não no sentido gnóstico do termo - existe ao menos uma fagulha de uma revolução no sentido norte-americano, de um povo contra um governo tirânico, em nome do modo de vida tradicional e da Civilização Ocidental.

A cada dia o apoio a Bolsonaro fica mais evidente. A população chama os militares às armas contra o parasitismo dos burocratas. O povo chega ao limite do apoio a uma greve que efetivamente paralisou o país por uma semana, desde que essa paralisação seja capaz de desmontar o estamento governante. Algo definitivamente mudou no país, e a História pode reservar grandes surpresas para a maior nação da América Latina, até o final de 2018. Resta saber se haverá força o bastante no povo para levar suas demandas às últimas consequência - o Brasil não tem nada a perder. Essas demandas devem ser defendidas ainda que as eleições sejam fraudadas, ainda que os vermes cheguem ao ponto de retirar seu principal adversário da disputa formal. A situação não pede formalidades - pede ação revolucionária, rápida e eficaz, se o momento da crise final chegar. Um novo governo militar - ou similar - seria muito mais do que 1964. Seria um remédio, tão necessário, para uma pátria destruída por indivíduos que não são governantes - são, para todos os efeitos, uma doença.

Mais sobre o tema - Olavo de Carvalho sobre a fraude eleitoral no Brasil:

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

A eterna língua dupla dos vermes

Lenin sugeria: "acuse-os do que você faz, xingue-os do que você é". O discurso atual da grande mídia sobre as redes sociais prova que a vasta maioria dos "jornalistas" continua seguindo fielmente a máxima de Ilich. A observação desse fenômeno mostra o quanto a intelligentsia teme a liberdade humana.

Durante a (assim chamada) "Primavera Árabe", os queridinhos periodistas da "bíutiful pípou" celebraram a glória das redes sociais. Sim - no evento que levou ao poder os grupos mais perversos de extremistas islâmicos, e que estabeleceu os alicerces do Estado Islâmico (só recentemente esmagado por Trump), as redes sociais foram celebradas como porta-vozes de "defensores da democracia e dos direitos humanos". Ainda hoje podemos encontrar esses ardentes "lutadores da democracia" pregando a morte aos infiéis, à América e a Israel nas principais redes.

Quando as redes sociais serviram de base de poder para o salafismo, foram retratadas como essenciais para a civilização. E hoje, o que são? São descritas como "fontes de notícias falsas", e como bastiões da "extrema-direita". A agenda da casta midiática não poderia ser mais óbvia, e contou com a colaboração dos gestores dessas mesmas redes sociais.

A política dos gestores das redes sociais, ao longo dos últimos anos, foi a seguinte: defesa incondicional da "liberdade de expressão" de salafistas e simpatizantes, e perseguição ostensiva a veículos de comunicação conservadores. Linda Sarsour - salafista que defendeu, em suas publicações, a mutilação genital feminina - tem seus perfis protegidos. Milo Yiannopoulos, articulista conservador, foi expulso da segunda maior rede social. É assim que funciona.

A orientação geral chega, hoje, no caso extremo dessa mesma rede social que baniu Milo, à verificação do "histórico político" de usuários. Em outras palavras: conservadores podem ser proibidos de abrir uma conta. Essa é a "liberdade de expressão" do establishment politicamente correto. Já os salafistas, continuam confortavelmente protegidos. Todo discurso conservador será proibido, e o que sobreviver será categorizado como "Fake News".

Todo o discurso da grande imprensa sobre "Fake News" é conversa mole. Os jornalistas modernos não acreditam em verdade ou mentira - eles simplesmente se entendem como "agentes de transformação social" favoráveis às doutrinas do politicamente correto, ou do marxismo mais fracassado e clássico, no caso da imprensa latino-americana. Não há "Real News" nos grandes veículos de comunicação. Há apenas propaganda, seja ela politicamente correta, marxista-leninista, salafista ou anti-ocidental. Esses indivíduos não podem ser considerados parte da Civilização Ocidental. Eles apenas vivem dos benefícios disponíveis nessa civilização. Eles não tem amor pela liberdade sem amor pela liberdade DELES, e dos colegas de partido. Eles estão dispostos a destruir essa mesma civilização, se isso for do interesse de seus grupos e de seu poder. Eles são, podemos concluir, apenas parasitas - vermes. Sua arma mais característica é a que Olavo de Carvalho muito bem descreve como "a língua dupla do demônio", que é a mesma do bom e velho bolchevismo. Falar a verdade (e retomar o espaço nos veículos de comunicação) é a estratégia para remover esses parasitas, e a melhor maneira de cortar essa língua de uma escória que não merece pisar neste planeta.

Mais sobre o tema - comentário de Paul Joseph Watson sobre Linda Sarsour:

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Sobre a competência da grande mídia

A imprensa mainstream internacional afirmou que a chamada "Primavera Árabe" inauguraria uma era de democracia no Oriente Médio. Fato observado: a ascensão do Estado Islâmico e a expansão metastática da organização terrorista Irmandade Muçulmana, com a tomada do poder no Egito e a radicalização da Turquia. Foi só um erro? Não mesmo - o culto a Obama foi parte do problema. E esta é uma pequena parte da formidável inépcia observada na cobertura (e conduta, e ideologia, e -falta de - uma bússola moral) diária nos grandes veículos de comunicação.

A mass media atual não apenas é incapaz de acertar as menores análises políticas, como também não possui uma avaliação confiável do desempenho de líderes políticos. A celebração do último presidente democrata contraria toda a lógica e as verdades gritantes do fracasso das políticas de esquerda nos Estados Unidos. Jogar metade do país em food stamps ou em bolsas governamentais só ajudou a piorar a mastodôntica dívida externa da potência, que ficou nas mãos da China, ao longo de toda a administração do americano favorito do ISIS. O fracasso (assim como o crime) foi celebrado pelos queridos jornalistas. Esses indivíduos celebram - e não lamentam - que boa parte da população se tornou mais e mais dependente de assistência humanitária. É a lendária "burrice econômica" das esquerdas, incluindo as da beautiful people midiática, no cotidiano das redações.

Em todas as coberturas sobre a América Latina, houve (e ainda há) notório silêncio sobre as principais forças políticas - incluindo organizações paramilitares - em ação. Não se diz uma palavra sobre o Foro de São Paulo, sobre as FARC ou sobre a colaboração dessa constelação de vagabundos com esquemas de poder local - incluindo as narcoditaduras de Cuba, da Venezuela e da Bolívia. Os jornalistas da grande imprensa não têm competência ou vontade para estudar esses problemas, ou simplesmente desejam, de fato, que os maiores inimigos dos latinos se tornem mais fortes e levem os países da região a situações de ainda maior sofrimento. Não existe compromisso com a informação e a liberdade - existe, em muitos casos, cumplicidade com o que há de mais podre no mundo. Hoje, a corja de inúteis que chamam a si mesmos de "jornalistas" se dedicam a essa imundície, e se orgulham disso - são os "formadores de opinião", os "agentes de transformação social", ainda que sejam da transformação da vida humana normal em mais um fracasso de qualquer utopia que os mestres globais dos grupos de pressão internacionais decidam ser o "novo socialismo" a ser experimentado, com resultados que podemos imaginar depois de uma leitura da História do socialismo.

O vexame do jornalismo moderno, todavia, ficou mais claro do que nunca na cobertura das eleições dos Estados Unidos. Nunca houve fracasso tão notório no trabalho de tantos veículos de comunicação, ao mesmo tempo. Se faltava alguma prova da estupidez dos periodistas de hoje, "vot", como dizem os russos. É possível que as eleições de 2018, no Brasil, sigam uma trajetória muito similar, quanto às coberturas dos maiores veículos locais. E é bom que seja assim - no momento, sempre que os gatekeepers ficam infelizes com a política, seus compatriotas podem se alegrar. Não existe oferta de informação, não existe mais uma relação de "prestadores de serviços" e "consumidores" - nossos "ocupadores de espaços", militantes do projeto de Gramsci, se tornaram inimigos declarados da humanidade. A incompetência dos "agentes de transformação" é a garantia de sobrevivência da espécie humana.

Mais sobre o tema - Olavo de Carvalho fala a respeito da classe jornalística moderna:

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

A decomposição da esquerda americana

O ano de 2017 foi traumático para a esquerda dos Estados Unidos e para os círculos globalistas (na maior potência do Ocidente e em outros países). A sucessão de escândalos de abusos sexuais desmontou o que restava de credibilidade da grande mídia e, em particular, de Hollywood. Ficou claro, para o mundo inteiro, que a elite da esquerda e da mídia nada mais é do que uma casta de pedófilos, de estupradores hipócritas, que tentam convencer o resto da população sobre os "males" da masculinidade e da civilização tradicional.  Eles - a elite degenerada - quer convencer a vasta maioria da população de que o povo é a fonte da deformidade, quando fica muito claro quem são as pessoas envolvidas nos escândalos. Pode-se falar, por exemplo, na própria família Clinton (envolvida com  Epstein, líder do grupo internacional de pedófilos), ou em Weinstein - o estuprador mais "prolífico" dos Estados Unidos. Celebridades como Affleck e Spacey também estão no lixo até o pescoço, com acusações de estupro e pedofilia. O antigo vice-presidente dos Estados Unidos, queridinho da esquerda, chamado até de "tio" pelos socialistas ocidentais, agora é conhecido como "Creepy Uncle Joe" ("Tio Joe, o Pervertido"), graças a uma suspeita muito bem fundamentada. O "progressismo" virou um circo de horrores, uma exposição de doenças mentais, encarnadas em figuras decrépitas, nojentas, que mostram muito bem por que o Ocidente precisa de uma mudança severa em suas estruturas de poder - um processo de remoção cirúrgica da elite globalista e de seus parasitas-sócios das varidadas esquerdas, que vivem da corrupção da conduta humana normal.

Tudo indica que a sucessão de escândalos não acabou. Como está sendo muito bem exposto pela rede de notícias independente InfoWars, de Alex Jones, parece que a "melhor amiga" de Weinstein e parceira de crimes do magnata midiático democrata também terá alguns "esqueletos" revelados ao público em breve. Estamos falando da maior apresentadora dos Estados Unidos - uma que, seguramente, é a personalidade de esquerda mais querida pelo público norte-americano. As imagens, que agora se tornam virais, mostram essa senhora beijando, literalmente, o pescoço de Weinstein. O que ainda não se sabe sobre os crimes cometidos pela elite midiática? O que o público ainda tem a descobrir sobre os esquemas do próprio Weinstein, e sobre as pessoas que colaboraram com ele para o abuso de dezenas de atrizes americanas e europeias? Muita coisa irá ser revelada - o pouco que já apareceu foi o suficiente para uma sangria nunca antes vista na sombra de reputação que restava aos "olimpianos" do cinema e da televisão. A Babilônia da mentira, da presunção e do crime orgulhoso está morrendo sufocada por seu próprio fedor. Essa é a agonia da esquerda dos Estados Unidos, que só poderá se erguer com força, mais uma vez, por algum tipo de campanha mosntruosa de mentira descarada e desinformação em escala industrial, que sabemos ser perfeitamente possível para os psicopatas das varias matizes da esquerda. Até o momento, graças a Deus, a fera demoníaca está apenas gritando de dor.

A esquerda dos Estados Unidos agora vê a apresentadora mais querida do Partido Democrata - a mencionada parceira de Weinstein - como possível candidata à Presidência. É um sinal dos tempos. Se as suspeitas sobre a personalidade se confirmarem, há muito mais crimes do magnata que podem vir a público, e, em muitos deles, houve a colaboração e mesmo participação (nos atos que foram a finalidade da "parceria") dessa senhora. A esquerda não se contenta em financiar a corrupção e a destruição do Ocidente, não se contenta em eleger partidários do islam radical ou militantes da ideologia mais genocidade que o planeta já viu - agora, os "guias iluminados da humanidade" querem colocar prostitutas e cafetãs no controle da maior máquina de guerra das Américas. Essa seria a cristalização dos sonhos dourados da Escola de Frankfurt - seria a revolução do prostíbulo, convertido em palácio de governo. E seria um triste fim para a nação que, um dia, teve líderes como George Washington, conhecido por sua fidelidade à religião cristã e por sua conduta de nobreza férrea, incapaz de cometer os mais mínimos abusos ou desvios em benefício próprio, mesmo quando atacado por toda a opinião pública. De nação de heróis da fé e da liberdade, a América passaria a bordel particular de criaturas que se gabam de sua vilania e doença, que, como a possível candidata, beijam a carcaça imunda de criminosos, estupradores, em homenagem à maldade orgulhosa. Os cristãos têm a obrigação de rezar e lutar para que isso não aconteça, e para que esses criminosos tenham o único destino que merecem - apodrecer no fundo da cadeia, esquecidos e destituídos de qualquer possibilidade de cometerem novamente seus atos contra a humanidade.

Mais sobre o tema - Paul Joseph Watson e Alex Jones discutem escândalos de Weinstein e possível parceria do magnata com a apresentadora mais adorada pela esquerda americana:

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

A superioridade da tradição

Como foi dito por Olavo de Carvalho, agentes históricos podem ser grandes movimentos políticos, tradições esotéricas (como o gnosticismo), religiões ou famílias. O Estado é apenas um instrumento nas mãos desses elementos - é a ferramenta, o martelo que molda o aço, e não a cabeça que decide os rumos do processo. Entre todos os possíveis agentes, as famílias são os que possuem um horizonte de ação capaz de transcender culturas, movimentos e países - é o que explica o sucesso dos criminosos que atuam nos grupos globalistas. Também é o fato que explica a campanha de organizações como a ONU contra a família - não significa que eles sejam contra todas as famílias. Eles são contra a família da pessoa normal, do homem médio - eles estão contra a sua família, porque querem o monopólio do poder para as poucas dinastias bilionárias que sustentam o esquema de dominação mundial. Todo o discurso revolucionário "contra a tradição patriarcal" é uma fraude monstruosa, provada pela própria realidade patriarcal dos financiadores do esquerdismo. Não existe "sex-lib" nas casas dos donos do mundo. O poder busca o poder, e as "novas configurações familiares" são o canto da sereia para o suicídio do proletariado.

A família, a estrutura social mais antiga conhecida pela humanidade, é a base da civilização e a unidade que edificou estados. É a viga mestra dos impérios. É a chave para a ação histórica e a única possibilidade real de ascensão social para a vasta maioria dos seres humanos. É a estrutura que fortalece a ação individual e permite que ela tenha propósito imutável ao longo dos séculos, através dos sucessores do fundador, com um objetivo que não deve ser alcançado em meses, mas em décadas ou mesmo séculos - como, aliás, muito bem demonstrado pelos papagaios hipócritas que gritam contra o Ocidente, confortavelmente sustentados por linhagens que começaram a atuar no Século XIX, como os Rockefeller, ou mesmo antes. E a família cristã foi trazida ao Ocidente quando este ainda estava escravizado pela elite degenerada do império dos Césares. Como era a vida antes da família ensinada ao Mundo Ocidental por Jesus Cristo?

A estrutura familiar foi (como está voltando a ser) um luxo para os ricos. Os Césares asseguravam que os escravos permaneceriam desarmados proibindo-os de criar uma família normal. Casamento foi, literalmente, um privilégio da casta governante. A reprodução dos escravos era realizada em orgias, e a parte da humanidade que trabalhava era, literalmente, tratada como gado, como animais de pasto. A linhagem era o mais precioso dos bens. Um dos maiores golpes do cristianismo sobre o cesarismo foi o poder conferido aos homens comuns - os plebeus logo adotaram a nova religião, bem como as tribos bárbaras, e foram essas forças da normalidade humana que destruíram o prostíbulo que foi o sistema de poder pagão do mundo antigo. A tradição cristã - presente do próprio Deus - foi o poder que sepultou a deformação de ontem, e é a única força que pode acabar com a doença da modernidade.

Do amor à família e à tradição decorre o amor à nação. Do amor à nação surge o amor à cultura e à civilização. Esse conjunto de estruturas já é percebido como o essencial para a sobrevivência da humanidade em muitos países europeus, e o que ocorreu com a vitória de Trump mostra que mesmo a América começa a acordar para o tamanho do crime que foi o 1968 do sex-lib e da juventude imbecilizada pelos narcóticos. Existe um movimento, ao redor do mundo, que, silenciosamente, leva os jovens de volta à tradição e à família, bem como ao amor à pátria. Mesmo a religião do Ocidente começa a renascer, com toda a força civilizacional que ela pode dar aos mais simples. Isso pode ser observado do interior dos Estados Unidos ao Brasil, da Inglaterra - onde parte da população começa a pedir o fim do projeto de destruição da soberania nacional através da União Européia - à Europa Central. Mesmo as nações que foram escravizadas sob o internacionalismo bolchevista - como a Polônia, Hungria e mesmo a Rússia (que um dia foi de Lenin, o internacionalista), começam a ouvir as vozes dos povos, pela herança que tanto valor deu à humanidade e que deu uma chance para os oprimidos. Para horror do globalismo, são justamente as nações que um dia viveram sob a tirania internacional mais mentirosa e satânica que hoje oferecem a resistência mais feroz à ONU.

Roma caiu. O Bolchevismo caiu. O globalismo das grandes fundações e do governo mundial também cairá, e o futuro reserva para os colaboradores do sistema um julgamento que será mais brutal do que toda a corrupção e sofrimento espalhados pelos organismos internacionais no planeta. A lei divina - o fundamento da existência - está contra eles. Com todos os seus defeitos, o Islam e o profeta Muhammad podem nos ensinar ao menos uma coisa: "Deus é o maior dos conspiradores".

Mais sobre o tema - Olavo de Carvalho fala sobre a campanha das organizações globalistas contra a família:

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

A desigualdade social não é a origem do crime

A desigualdade social não é a origem da violência. Não é a origem da corrupção. Não é a origem dos roubos, estupros e dos homicídios. Os homens que espalharam esse discurso imbecil pelo Brasil (e seus colegas que fizeram o mesmo nas outras nações) são vigaristas psicopatas ou semi-analfabetos incuráveis, incapazes de uma análise minimamente razoável da História e dos indicadores de criminalidade, nacionais ou internacionais. Não é nenhum exagero dizer que deveriam ser proibidos de falar tamanhas asneiras - seu discurso não é apenas imbecil, mas é um estímulo e justificativa para o crime, instrumentalizado ao menos desde o infame livro de Hobsbawm, "Bandidos", pelo movimento de massas mais assassino que o mundo já conheceu. E como podemos saber que a desigualdade social nada tem em comum com o crime?

Mais da metade das nações do mundo existe em condições de pobreza ou desigualdade infinitamente mais atrozes do que, digamos, o quadro brasileiro - os países árabes são apenas o caso mais óbvio. Só um indivíduo que desconhece a existência, por exemplo, da Arábia Saudita, poderia dizer que este país tem mais criminosos ou ladrões que o Brasil, ou que a monarquia árabe está menos aflita pelas desigualdades do que as terras tupiniquins. A Arábia Saudita é mais desigual, e seus pobres vivem em miséria infinitamente pior - quando não vivem na escravidão pura e simples, também aceita (de forma discreta) nos territórios de outros países do Oriente Próximo, como a Jordânia, Sudão, Egito, Líbia, Iêmen, nos EAU e companhia, como garante a lei corânica. Formalmente, a escravidão só foi abolida no país dos Sheikhs wahabbistas na segunda metade do século XX, mas ainda reina soberana nos domínios dos nobres e ricaços que, não satisfeitos em manter o sistema em casa, tentam exportá-lo através de movimentos salafistas como o ISIS. Com toda essa desigualdade e injustiça, o país ainda consegue ter índices de violência pública ridiculamente baixos. O mesmo ocorre em países como a Índia, China, Paquistão, Irã, Nepal, Turquia, Cazaquistão e muitos outros. O discurso jornalístico coloca a culpa da violência sobre nossa "desigualdade" - o que dizer de nossos vizinhos, tão desiguais quanto a "pátria educadora"? E o que se passa na Venezuela, "pátria socialista", que, em tese, é menos desigual, mas tem seus números de homicídios em crescimento astronômico, e já desponta como um dos países mais violentos do Ocidente?

A desigualdade social não é a causa da violência ou do crime - se o fosse, a monarquia wahabbista e a China estariam mergulhadas em latrocínio e, talvez, governadas por alguma versão asiática do PCC. A deformação moral é a causa do crime. A justificativa ideológica é a causa do crime. O Brasil - e, por razões similares, a Venezuela - afunda em homicídios porque a casta falante decidiu ser "compreensiva" para com os tratantes, decidiu recompensar os assassinos, que aqui são entendidos como "vítimas da sociedade". Em qualquer nação normal, um indivíduo como Fernandinho Beira-Mar seria condenado à prisão perpétua ou ao pelotão de fuzilamento - aliás, essa seria a sua condenação no Japão, que ainda reconhece a pena de morte como punição legítima.

Nossas "classes falantes" - imbecilizadas, preguiçosas, vigaristas, assassinas, auto-bajuladoras, lixo humano e exército de parasitas - convenceram a justiça e os legisladores de que os criminosos são os "coitados". A sociedade é que é atroz. Na lógica doentia das universidades brasileiras e do sistema penal em vigor, é possível existir tal coisa como "estuprador que estupra porque passa fome". Esse raciocínio, que justifica o criminoso, é a causa única da quantidade inacreditável de crimes que ocorrem no Brasil. 

Enquanto a sociedade brasileira não se defender da doença dos intelectuais "à Hobsbawm", o problema vai continuar a existir. É necessário limpar o legislativo de indivíduos que pensem dentro dos chavões do marxismo cultural e do culto aos "criminosos/proto-revolucionários". A mesma "revolução sanitária" deve ser feta no Judiciário. Os animais responsáveis por essa abordagem no sistema legal e punitivo do Brasil são o maior mal do qual padece o Brasil de hoje - e este é um desastre quase tão grande quanto o projeto de poder do Foro de São Paulo, que, em grande medida, endossa integralmente a tese dos/justiceiros sociais do crime. O que torna o Brasil mais violento do que a maioria dos países subdesenvolvidos não é a desigualdade social - é a abundância de cadeias e surras para os degenerados, assassinos e estupradores em nossas nações vizinhas, e a falta desses tão queridos dispositivos de disciplina em massa em nosso território. A China pode ensinar alguma coisa positiva ao Brasil - o tratamento mais do que justo aos ladrões, e com direito à cobrança do custo da bala, enviado, talvez, por nossos correiros, à família do bandidinho.

Mais sobre o tema - Olavo de Carvalho discute estatísticas do crime no Brasil:

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Universidade e parasitas universitários

O conceito clássico de universidade sugeria conferir aos alunos instrução sobre uma universalidade de temas, sobre inúmeros campos de conhecimento, que poderiam variar de aspectos práticos/profissionais às dimensões criativas ou artísticas, bem como à instrução moral, espiritual, do conhecimento das regras básicas da realidade, da vida e da civilização. A formação tradicional pelo trivium e quadrivium garantiria ao estudante o domínio do idioma, a capacidade de expressão e convencimento, o raciocínio lógico e mesmo o conhecimento de teoria musical e o domínio da geometria. É notório o impacto positivo desses campos do saber na vida pessoal ou profissional de qualquer estudante - o aprimoramento é certo para um advogado, por exemplo, para um executivo ou mesmo para um engenheiro envolvido em gerenciamento de projetos. A formação tinha por objetivo garantir o saber e aperfeiçoar o caráter da pessoa. A mudança de padrão observada na "universidade-profissionalizante" foi, desde sua concepção, uma perda catastrófica.

A "universidade-autorização profissional" perdeu qualquer compromisso com a elevação do estudante - e essa não seria a única perda sofrida na História do ensino superior. A preocupação "com o mercado de trabalho" transformou as universidades em uma espécie de SENAC - o estudante se dedica aos estudos porque o diploma é a porta de entrada para os cargos X ou Y. É evidente que essa abordagem criaria a necessidade da universidade para todos - não existe mais o amor sincero ao conhecimento, apenas o amor às possibilidades de ganho financeiro. Foi uma prostituição do caráter e da sabedoria à qual o pensamento brasileiro, por exemplo, não sobreviveu. Não existe mais uma alta cultura, ou uma classe de intelectuais - e não no sentido dado ao termo por Paul Johnson. Existe apenas o que Russell Kirk chamava de "proletariado intelectual". Esta casta é apenas um conjunto de jovens imbecilizados, filisteus até a medula, que tem como única meta de vida obter tais e quais títulos para disputar um carguinho bem pago.

A morte do ensino superior não foi rápida, e não teve sua agonia final garantida pela mutação anterior. No Brasil, tudo que é horrendo pode ficar um pouco pior. Se, na maior parte do mundo, o proletariado universitário ainda convive com um ou outro legítimo representante do gênero animal dotado do cérebro mais eficaz, no Brasil, temos apenas os shudra mais vulgares em coabitação com os "comissários", os queridinhos imbecilizados da burocracia estatal. Com a mudança na orientação estratégica da esquerda que nasceu após 1964, a única prioridade da militância foi transformar as instituições de ensino em trincheiras da revolução cultural. O Brasil viveu com o processo de "proletarização" da universidade e com a "marcha pelas instituições" ao mesmo tempo. Sem uma tradição de estudos independentes difundida entre a "classe pensante", o mal que, no mundo, se tornou uma caricatura mal-feita, no Brasil, terminou como uma piada demoníaca. O Brasil não só tem uma intelectualidade que estimula e cultua o crime (e os criminosos): tem profissionais incompetentes e gasta orçamentos astronômicos com professores que tem como único propósito de vida a difusão industrial de uma religião falsa, fracassada e assassina - o marxismo. Havia dúvidas possíveis sobre esse resultado?

Se o conhecimento não é o objetivo, até mesmo as técnicas se perdem - a vida prática se torna mais e mais impossível, esquecida nas brumas das gerações que foram competentes. Sem o domínio do idioma, não é possível entender sequer um manual (mesmo que na linguagem mais simplória). Sem a lógica, não é possível entender coisa alguma - e até os imbecis profissionais das fileiras do socialismo poderiam fazer bom uso desse recurso, como alguns dos "grandes" socialistas do passado fizeram. A universidade se tornou um circo, um canil para adestramento de idiotas. A única coisa que estão aprendendo é a ideologia - e não qualquer ideologia, mas aquela que cultua o crime, a violência revolucionária e o colapso moral e econômico. Não há instituição de ensino que possa sobreviver a isso. Sem uma casta independente dedicada ao saber, nem sequer a recuperação dessas organizações é possível.

Personalidades como Mário Ferreira dos Santos mostram que a única esperança está além dos cadáveres das universidades. O Brasil precisa aprender a ter um amor sincero, independente e feroz pelo conhecimento, ou está condenado a morrer pela burrice. O proverbial ódio ao saber, pecado mais amado do país, pode ter um preço inimaginável. Corrigir esse erro deve ser o objetivo mais urgente de um movimento conservador.

Mais sobre o tema - Olavo de Carvalho comenta a "vida intelectual" no ambiente acadêmico do Brasil:

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

O Supremo é apenas mais uma arma da casta burocrática

No Brasil não há tal coisa como "a classe dominante", no sentido marxista do termo. Há apenas grupos que se apossam do Estado, de tempos em tempos, e favorecem seus próprios movimentos políticos ou empresários de estimação. Essa configuração característica da sociedade impede que seja possível falar em "classes": seguindo a definição do autor (que tem apenas a terminologia como algo útil, dado que suas teorias são baseadas na fraude descarada de estatísticas, especificamente, as dos famosos Blue Books do governo britânico), "classe" é o grupo que possui o direito, de facto e de jure ao meio de produção. Nas suas considerações sobre o modo de produção asiático, Marx deixa claro que a casta, por sua vez, se apodera apenas de facto dos recursos produtivos. Trotsky, por exemplo, definia a elite soviética como uma casta - conforme o raciocínio do autor que o fundamentou, Liev Davidovich estava absolutamente correto. O Brasil, pela mesma lógica, tem apenas uma casta dominante - a casta burocrática. Como toda boa casta burocrática, ela não poderia deixar de assegurar seu controle sobre as mais importantes fatias do Judiciário, e é isto que ocorre atualmente.

A casta burocrática brasileira é complexa, mas alguns pontos ficam claros: a elite política e sindical é parasitária, intimamente ligada a grupos mafiosos que se apoderam de redes de serviços públicos ou de grandes companhias que são alimentadas por recursos estatais, por meio de licitações. Existe, efetivamente, uma relação simbiótica entre essas diversas "máfias" e a elite político-sindical: os partidos escolhem representantes dos grupos criminosos para cargos comissionados, e os mesmos bandidos que se infiltram na administração pública fazem uso dos recursos governamentais para reabastecer o aparato eleitoral, sindical e partidário. Nunca haverá uma redução sistemática nos salários dos cargos comissionados ou dos parlamentares por essa razão simples. Verdade seja dita: o parlamentar brasileiro é, como regra, um parasita - raríssimas exceções podem ser mencionadas. É natural que o STF, composto por indivíduos nomeados pelo cargo máximo do Executivo, também acabe infiltrado por "figuras marcadas" do sistema partidário-sindical e das máfias. É por esta razão que vemos ministros do Supremo libertando "amigos" ligados, por exemplo, à máfia dos transportes públicos do Rio de Janeiro. É assim que a casta burocrática opera, e faz questão de preservar a preciosa liberdade de seus ratos de estimação.

Como o Brasil poderá se livrar da casta, é um grande mistério, que provavelmente não tem solução. É a pergunta impossível, o enigma insondável que atormentará a vida das gerações futuras, condenadas a sofrer nas mãos dos vermes mais detestáveis que o continente americano já viu. Talvez um regime de rigidez e violência implacável seja capaz de limpar o país dessa corrupção - hipótese com um custo humanitário alto demais para ser pago. O mais provável é que o Brasil seja forçado a lidar com isso para sempre. É difícil pensar em que medida poderia acabar com essa articulação perfeita da ineficiência Estatal e da vilania de almas em claro estado de decomposição. Prender alguns dos partícipes desse sistema, ainda que seja uma medida paliativa, é ao menos uma compensação simbólica para o povo espoliado - na realidade, parasitado, por mais tempo do que seria saudável para qualquer nação.

Mais sobre o tema - Felipe Moura Brasil comenta citação de ministro do STF:

domingo, 26 de novembro de 2017

Bolsonaro é o melhor candidato - para liberais e conservadores

Apesar de todas as discussões dentro dos movimentos de direita brasileiros, é fato inquestionável que o único político brasileiro a defender consistentemente posições antagônicas à esquerda ao longo de décadas é Jair Bolsonaro. A esquerda conhece unidade de objetivos, a direita não -  todavia, apesar da inconsistência dos meios liberais e conservadores, Bolsonaro (conservador tradicional desde sempre, convertido ao liberalismo econômico graças a Adolfo Sachsida, colaborador do Instituto Liberal) sempre manteve uma postura belicosa em relação aos diversos agrupamentos de esquerda. Não há um único brasileiro que tenha arriscado tanto de sua carreira e reputação na luta contra o "socialismo bolivariano" quanto o capitão de artilharia - salvo, talvez, Olavo de Carvalho, que denunciou o Foro de São Paulo décadas antes que piadas como o MBL - e muitos dos seus integrantes - sequer sonhassem com a existência. A postura bélica não é o mais importante: Bolsonaro também fala a língua que vence eleições no Brasil.

Como todo bom país latino-americano, o Brasil vive de caudilhos. Assim foi com Lula, Collor, Jânio, Vargas e mesmo Brizola - o eleitorado brasileiro vota em quem fala grosso. A imagem do "homem forte" é a única coisa que pode salvar uma campanha presidencial, e é por isto que parte da esquerda já aposta em Ciro como alternativa a Lula. Ciro Gomes fala como homem, parte para a confrontação verbal e mesmo física, se necessário - possui a virtude marcial chamada de "coragem física", como descrita por Clausewitz (fato descrito também por Olavo de Carvalho). Essa virtude dá ao concorrente a preferência do público, que ainda sonha com "salvadores da pátria". É assim que opera a mentalidade brasileira, quer nossos compatriotas gostem ou não. Na direita, infelizmente, só há "mocinhas indefesas", só há caricaturas de homem, figuras de gelatina que irão se desfazer diante do primeiro sopro da esquerda. Este é o caso, por exemplo, do infeliz apresentador de televisão que pensou em concorrer às eleições de 2018 - já desistiu, evidentemente, por perceber que nem sua própria mulher o considera o necesário "homem forte" da Presidência. Bolsonaro pode desempenhar muito bem o papel de líder político e "máquina de demolição" da qual o movimento de direita, seja liberal ou conservador, precisa para a completa aniquilação da esquerda organizada no Brasil dentro do Estado. Só um líder que realmente se pareça com um homem pode vencer as eleições, e só uma personalidade de ferro, incapaz de ceder um milímetro sequer no seu anticomunismo militante, tem alguma chance de jogar o aparato esquerdista, que está dentro do Estado, na lata de lixo da História. É evidente que a melhor escolha para a direita (e, atualmente, a mais celebrada e desejada pela população) é Bolsonaro, e os liberais, ao menos os que foram emasculados pela revolução cultural, podem espernear o quanto quiserem diante desse fato.

A tarefa mais urgente para toda a direita, nesse momento, é assugurar para si uma vitória na eleição de 2018, sob o risco de uma nova ascensão de Lula e a posterior e inevitável implantação de um novo regime petista, dessa vez inspirado diretamente na ditadura venezuelana, como já deixam bem claro os debates dentro dos partidos de esquerda (incluindo o Partido dos Trabalhadores). A esquerda já fala em ressucitar o culto "àquele que não deve ser nomeado" (Stalin). O stalinismo, antes denunciado pelo PT e aliados como uma "corrupção" do ideal revolucionário, agora já voltou ao foco dos congressos dos partidos como "a alternativa que tantas vitórias deu" à URSS. A defesa do modelo venezuelano já está clara no discurso, até mesmo no oficial, das agremiações, e as palavras de ordem de hoje incluem em destaque o controle social dos veículos de comunicação. Para quem não entendeu o recado, é a boa e velha censura. Se a direita permitir que essas pessoas retornem ao poder, é certo que o novo regime de esquerda não permitirá mais um fiasco como a remoção de Rousseff, humilhação que ensinou ao marxismo brasileiro que a "democracia burguesa" é uma arma falha para a implantação da "república popular". Perder as eleições de 2018 será o suicídio da direita.

Considerando o comportamento já demonstrado pelo eleitor brasileiro em outras eleições, seu desejo por leis mais severas (sua preocupação constante com a segurança e seu desejo por uma justiça implacável contra os criminosos) e a clara preferência popular por Bolsonaro, fica claro que ele é o único "homem forte" que a direita possui, e é o único que foi preparado em tempo para a disputa eleitoral. Se a direita escolher outro nome, estará "entregando aos partidos revolucionários a corda com a qual será enforcada", para usar a expressão do velho Lênin. Vamos torcer para que o grupo dos direitas que foram castrados não sinta inveja do militar que manteve sua hombridade, ao longo de décadas de luta anticomunista, e seja capaz de um voto que garantirá uma das maiores vitórias que os defensores do livre-mercado e da Civilização Ocidental podem ter, e que ecoará na História do país como o colapso do projeto totalitário bolivariano.

Mais sobre o tema - Bolsonaro em entrevista para a Band sobre sua possível candidatura à Presidência da República:

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

A dialética da casta televisiva

Os escândalos de Hollywood e os casos identificados da casta midiática brasileira ilustram que mesmo a "elite iluminada" se permite, eventualmente, contaminar por seu próprio veneno. É possível cultivar o poder familiar e, em casos pontuais, se corromper até a medula - exemplo estranho e emblemático é o cantor de MPB que, aos 40, abusou de uma moça de 13, que hoje é sua esposa. A síntese de condições tão incompatíveis é o moralismo de uma pós-modernidade fundamentalista - é proibido proibir em absoluto - condensado praticamente em um "Vaticano dos globais", que conseguem, ao mesmo tempo, cultivar famílias sólidas e influentes, enquanto estão a pregar a demolição de todas as estruturas normais para o resto da sociedade. O moralismo dessa síntese é cristalizado nos "dogmas" ideológicos, linguísticos e estéticos - o feminismo e os "de gênero" mostram muito bem esse aspecto. Esta síntese maldita, a "língua dupla do demônio", também foi vista nas correntes antigas do marxismo, como na ideologia soviética, que conjugou em um mesmo período histórico o moralismo quase monástico do socialismo real (e mesmo da relação do próprio Stalin com seus associados e descendentes) com a depravação completa de Beria, Yezhov e companhia, conhecidos por abusos sexuais contra homens e mulheres. A casta que dita a ideologia submete os militantes imbecilizados, faz uso do estímulo contraditório, e consegue colocar a si mesma como "além de qualquer crítica", como "perfeita", no momento em que ela mesma afunda na imundície. Assim atuam nossos queridos midiáticos brasileiros. 

A língua dupla da beautiful people impressiona: em um dia, há propaganda aberta da dissolução da normalidade. Mulheres são induzidas, pela casta televisiva, a chamar a si mesmas de "prostitutas" ou títulos piores. Uma semana após a propaganda da demolição, os próprios autores da divulgação ideológica se fecham em uma carapaça familar tradicional intocável, até mesmo se mudando para "a terra do imperialismo", como se não houvesse nada de imoral em submeter seus compatriotas a injeções de deformação civilizacional, ao mesmo tempo em que a pureza quase Quaker do lar dos olímpicos é mantida sem um arranhão sequer. A única pessoa que entendeu o que se passa é o filósofo da Virgínia: eles querem restaurar a situação romana. A síntese é a mutação completa da sociedade em uma massa de animais, de indivíduos movidos pelos instintos mais baixos e sem qualquer possibilidade de proteção pela família - portanto, sem chances de atuar em qualquer mudança política ou de manter ação histórica - sob a orientação "iluminada" de famílias de "patrícios" rigorosamente patriarcais, com um ou outro indivíduo capaz de crimes e atrocidades contra a raça humana que fariam Calígula corar. Os novos donos do mundo são capazes disso. Weinstein, grande financiador da esquerda, milionário hollywoodiano, foi pego em dezenas de estupros. O ápice da elite internacional, Bill, o queridinho da família mais amada pelo Partido Democrata, conforme Paul Joseph Watson, deve explicações sobre envolvimento com um magnata acusado de possuir uma ilha dedicada à prática do tráfico de pessoas e à pedofilia - chamada "Orgy Island" ("Ilha das Orgias").

A direita fica atordoada diante dos contrastes insolúveis nas condutas dos senhores do mundo moderno, mas não deveria. O movimento revolucionário produziu o "nacional-socialismo", produziu o "nacional-bolchevismo", produziu Hitler, Stalin e Beria, Trotsky e Kim Jong-Un, Lenin e Gramsci. Produziu, naturalmente, Genro e Maduro. A ideologia vive de suas subdivisões, se multiplica como a planária, e sempre usa o que houver de mais brutal e eficaz nos dois, três ou mil caminhos que decidir trilhar ao mesmo tempo. Um dos mais eficazes remédios contra sua propagação é a denúncia do mecanismo das mentiras, do crime, que são a essência de todos aqueles que distraem com a bilinguis maledictus e governam com a Kalashnikov.

Mais sobre o tema - reportagem do canal InfoWars sobre o escândalo dos estupros cometidos por um financiador da esquerda americana em Hollywood:


Sobre as elites globalistas e a pedofilia - reportagem de Paul Joseph Watson, com legendas em português disponibilizadas pelo canal Tradutores de Direita:

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Famílias, poder e a demolição do Ocidente

Para compreender a doutrina do sex-lib, ou melhor, os objetivos que justificam a existência dessa doutrina, é necessário compreender o que a doutrina destruirá. Ela não foi criada para destruir "todas as famílias" - foi propagada para destruir apenas algumas famílias. Olavo de Carvalho explica com maestria o problema, e sempre deixa claro que é necessário, em primeiro lugar, identificar os agentes históricos, que só podem necessariamente ser os grandes movimentos de massa, as grandes religiões tradicionais e as dinastias que controlam o poder econômico ou Estatal-militar em cada país. Por que essas dinastias querem destruir algumas famílias?

As famílias sempre foram pequenos núcleos de poder independente. Nas palavras do professor, sempre foram focos de resistência ao Estado. Por que Rothschild e Rockefeller querem destruir as famílias dos "Average Joes"? Porque cada pequeno lar pode dar origem a alguma pequena empresa, que pode se tornar uma grande empresa, e pode disputar espaço no mundo econômico com outras grandes empresas, incluindo as dos insiders. A propagação da estupidez entre a classe média nada mais é do que um dumping exclusivo para os que não estão no topo do poder, com o único propósito de desestruturar os "novos entrantes". Por que o Estado chinês faz o mesmo? Porque as famílias podem ser o início de movimentos políticos infinitamente maiores do que o restrito círculo de influência imediata e instantânea de um casal e seus filhos - a herança e a sucessão podem estabelecer vínculos poderosos o suficiente para a conquista de um partido, de uma província ou mesmo de um país, e há dezenas de exemplos deste fenômeno na História, desde Roma até Gêngis Khan e Tamerlão. Dinastias que duraram séculos - algumas com influência até hoje, como os descendentes do "Imperador do Mundo", na Ásia Central, que tiveram poder na idade média e continuam sendo símbolos do poder nas sociedades tengristas ou ex-tengristas convertidas ao islam.

Uma vez que entendido o propósito econômico ou político da medida, fica muito fácil entender porque toda a elite internacional se protege em círculos familiares estáveis e saudáveis. O poder não pode ser entregue, não se abre mão da influência. Apenas um rico extremamente idiota iria fomentar o sex-lib entre os seus descententes - o trabalho de uma vida se reforça, se expande e deve ser trabalhado na concepção do brilho e da glória do  esforço de uma linhagem, pelos séculos. Nenhum dos "Bilderbergers" ou mesmo dos nossos provincianos midiáticos "globais" quer jogar fora uma vida de trabalho com filhos estúpidos e dissolutos. Os globais, e disso há exemplos às dezenas, também protegem os seus. A elite opera assim, porque tem consciência da necessidade de manutenção da ação histórica, e isso só é possível através da ligação de sangue. Deixem que os "idiotas" da classe média de destruam no vício químico ou físico, nas doenças sexualmente transmissíveis e nos relacionamentos que são estéreis por natureza. Para os ricos, na concepção dos monstrinhos que governam o mundo, toda a glória, os herdeiros e a riqueza, por toda a eternidade.

Apesar da existência de objetivos claros nas agendas políticas pós-modernas, que nenhuma relação têm com os discursos disconexos e hostis entre si dos militantes atordoados, até mesmo a elite global eventualmente é atingida por seu próprio veneno. Algo do que espalham entre as massas estupidificadas vem da própria vilania praticada pelas castas abastadas. Weinstein e o que ocorre entre os "globais" são testemunhos claros das doenças mentais que atingem os olímpicos do planeta. Hollywood se tornou um paraíso de pedófilos, e a casta midiática brasileira não fica muito distante disso, como bem mostra o caso do cantor de MPB envolvido da defesa de exposições de pedofilia que, aos 40 anos, molestou uma menina de 13 (que hoje é sua esposa). Este modelo de podridão é uma amostra histórica de ocasiões onde o "feitiço se volta contra o feiticeiro". Todos conhecem muito bem a natureza das doenças das classes televisivas do país. Assim como Hollywood, a cultura de massa do Brasil é regida por estupradores de crianças e atrizes. O único alívio que a humanidade pode ter é a descoberta de alguns dos crimes e eventual punição dos responsáveis - cortar a cabeça da serpente é bem mais complicado, porque os atores históricos são linhagens, não espécimes. Um trabalho bem mais amplo é necessário para limpar o mundo de tipos como os que parasitam os veículos de comunicação de massa. Tirar essas famílias de seus postos é o dever das gerações atuais e futuras de conservadores.

Mais sobre o tema - Bernardo Küster, aluno do Curso Online de Filosofia de Olavo de Carvalho, discute a promoção do sex-lib e a estratégia de manutenção do poder das dinastias globalistas:

domingo, 1 de outubro de 2017

Sobre a farsa do "fim do comunismo"

Para uma ideologia que "morreu" com a queda do muro de Berlim, em 1989, o comunismo permanece bastante perigoso. Mata pessoas diariamente no Laogai chinês, nas ruas da Venezuela, tira as vidas de centenas de inocentes em toda a América Latina através das ações das FARC e associados, mesmo no Brasil, e chega a ameaçar o planeta inteiro com a possibilidade de um holocausto nuclear como nunca visto, através do cachorro louco Kim Jong-Un. Mais uma vez, o grande filósofo da Virgínia tem razão - como tinha, em 2006, ao denunciar com uma década de antecedência a empreitada que seria feita no Brasil pela esquerda chique para a legalização da pedofilia. Para saber o que irá acontecer na História, é preciso acompanhar os movimentos estratégicos dos atores políticos, e os que comandam a direção do Estado chinês, russo, norte-coreano, que comandam cada pelotão das FARC e cada partido marxista ensandecido da América do Sul são o mesmo grupo de discípulos de Lenin que assegurou a expansão do poder soviético no Leste Europeu, nos países em desenvolvimento e cada ação do complexo NKVD-KGB-FSB. Se o grupo é o mesmo, as cabeças são as mesmas, e se as cabeças são as mesmas, os objetivos não mudaram muito, como fica claro através da observação de cada gesto de loucura dos "queridos líderes".

Como já foi explicado uma centena de vezes pelo escritor mais preciso da modernidade, antes do fim do regime soviético, houve uma mudança estratégica considerável na direção dos esforços da inteligência bolchevista - Beria, como Montefiore explica em A Corte do Czar Vermelho, já discutia a ineficiência da economia planificada. Diante a incapacidade de controlar o sistema produtivo, a direção determinou que a meta da inteligência e da militância era o controle de tudo o que poderia haver além dela - cultura de massa, imprensa, universidades e mercado editorial. Foi a cristalização do programa estratégico desenhado por Gramsci, ainda na primeira metade do século, que foi incansavelmente estudado por toda a esquerda, e ainda é considerado um dos mais importantes autores marxistas do período, possivelmente perdendo o primeiro lugar apenas para Lenin. A conquista de todo o sistema educacional e cultural, assim como o domínio das estruturas de poder informais (entre as quais está o crime) é muito mais emergencial do que os pyat'letki. Ter toda a imprensa e a academia ocidentais, assim como as máfias e organizações de traficantes de entorpecentes, ao lado do movimento é algo muito mais urgente do que fundar "Estados proletários" destinados ao fracasso econômico e à fome assassina. As roupas mudaram, mas o manequim é o mesmo.

A Rússia e a China não são incógnitas - são o que sempre foram. São autocracias brutais, genocidas, dispostas ao extermínio de 80% da humanidade (nas palavras de Mao), desde que o poder absoluto da casta governamental esteja assegurado. Os homens no comando são os mesmos do tempo do Pacto de Varsóvia - Putin confessou que "só há ex-tchekistas no cemitério", Lukashenko nem sequer se deu ao trabalho de mudar muito o terno. O regime de Xi Jinping se mostra cada vez mais agressivo nos oceanos vizinhos, e não esconde a intenção de um conflito militar de grandes proporções contra os EUA  e aliados. Qualquer mudança de discurso, orientação econômica ou mesmo verniz civilizacional é adotado apenas para assegurar o poder da "troika" lendária da qual falava Viktor Suvorov, Exército-NKVD-Partido - hoje, fica claro que o lado mais forte, na Rússia, é a inteligência, e na China é o exército. A economia de mercado chinesa foi edificada com o único propósito de assegurar a indestrutibilidade do Exército de Libertação Popular, o maior em contingente e com um dos mais avançados aparatos tecnológicos do mundo, assim como o fim da URSS foi realizado apenas com o objetivo de assugurar o poder das redes informais já estabelecidas pelo complexo do NKVD e GRU com o crime organizado internacional e os movimentos aliados ao redor do planeta. As FARC são apenas o parceiro mais "óbvio". O poder absoluto de Putin não é surpresa - a democracia russa é apenas o verniz. A substância do regime é feita dos mesmos indivíduos que comandaram o GULag ao longo de 70 anos, e que espalharam o sofrimento, a cocaína e a morte por cinco continentes.

Assim como a economia de mercado pode eventualmente ser útil à "troika", em um determinado momento, o conflito aberto também pode ter uma finalidade prática - ou a mera ameaça pode trazer algumas vantagens. Os regimes comunistas - por consequência, suas castas governamentais, suas "nomenklaturas" - se acostumaram a receber gordas somas de recursos como forma de "ajuda humanitária" ou "tecnológica". O regime norte-coreano também o fez. Assim como fizeram com seus povos, por meio do furto, do assassinato, dos trabalhos forçados e do saque, tentam fazer com todas as nações civilizadas. Isso é a própria natureza da "economia de guerra", que é, em grande medida, a única economia que os burocratas foram capazes de "edificar" - nada de grandes sonhos socialistas, na prática, como gerações de militantes desiludidos ou fuzilados puderam constatar através de testemunho direto. É assim que funciona: ou o mundo se dobra aos objetivos da troika, ou todos iremos queimar no apocalipse atômico. Paz quando a paz for necessária, guerra quando o inimigo resistir - "se ele resistir, deve ser exterminado", nas palavras de Ilich.

Os últimos acontecimentos deixaram clara a unidade estratégica dos objetivos das castas dominantes da Rússia, China Venezuela, Coreia do Norte e mais a constelação de nações governadas por movimentos revolucionários (o Irã é um caso interessante, que mistura o discurso revolucionário marxista clássico com o Islam, na amálgama criada por Sayyid Qutb). A mudança cosmética no discurso russo não muda em nada a essência dos "timoneiros" - o Estado totalitário, o discurso "anti-imperialista" e a busca da redenção através do "holocausto revolucionário" ainda são o norte da família. O poder absoluto ainda é a única alternativa aceitável, a qualquer custo - e este é o mesmo raciocício cultivado por Lenin, quando planejou a NEP. Vladimir Ilich Ulyanov continua deitado sossegadamente, na praça vermelha, com sua alma tendo um breve momento de riso nas profundezas do inferno, ao saber que seus estudantes conseguiram aprender alguma coisa.

Mais sobre o tema - Olavo de Carvalho discute ideologia da inteligência russa e programa estratégico do Estado de Putin:

domingo, 17 de setembro de 2017

O que esperar da esquerda nos próximos meses?

O socialismo brasileiro recebeu golpes importantes em 2016: o sucesso de "O Jardim das Aflições" foi o sintoma mais claro do fracasso da estratégia gramsciana, que é enfrentada com grande eficácia pelo movimento inaugurado pelo autor de "O Mínimo". Lula está prestes a enfrentar uma condenação a alguns anos de cadeia - pode ser que o líder escape da justiça, mas não conseguiu escapar da completa demolição de sua imagem, ao longo dos processos. Já foi dito que Bolsonaro é uma figura equivalente a Lula, no campo conservador - o que constutui grande injustiça, uma vez que o capitão de artilharia possui muito mais instrução que o vigarista bolivariano. Os ataques às principais figuras da política de esquerda e a perda gradual e sistemática dos espaços na cultura, ainda que ocorram de forma discreta, deixam cicatrizes cada vez mais destacadas na carapaça dos marxistas - a televisão já tem ao menos um nome conservador, e a ideologia da maior rede é enfrentada não apenas por direitistas, mas por boa parte da população. Até integrantes da classe jornalística já começam a revolta contra seus capatazes bolqueviques, coisa que seria impossível em um país que chama "Chacras" e companhia de correspondentes. A esquerda está em estratégia de defesa, e suas decisões em 2018 irão seguir este caminho.

Na cultura, haverá defesa incansável da casta artística. Eles, naturalmente, se vêem como "a cultura nacional", em grande medida como os bolchevistas, ainda que podres de ricos, se vêem como "o proletariado". Se "a cultura nacional" disser que pedofilia é arte, então, naturalmente, é melhor que os súditos aceitem o absurdo, em silêncio servil. Todo ataque contra a casta será qualificado como "fascismo", "fobia", "autoritarismo" e demonstrações do "ódio" da "extrema-direita". As bandeiras, como sempre, serão as mesmas da esquerda norte-americana - lembrem-se que nossa esquerda nunca teve um gênio, um prêmio nobel como Márquez, e muito menos é capaz de pensamento criativo. É provável que o discurso da "pedofilofobia" comece a aparecer, como ficou claro a partir das declarações oficiais do banco responsável pelo show de horrores, no Rio Grande do Sul. No campo da cultura, nada haverá de novo - a mudança que podemos esperar é na política tradicional.

A esquerda já começou a perceber o que a população espera de um líder. Bolsonaro mostrou que tipo de atitude o brasileiro quer, e é natural que os marxistas-leninistas produzissem alguém para confrontar a real ameaça oferecida pelo movimento conservador. Em poucas palavras, a conversa mole do PSOL não vende nada, em nenhum lugar do pais. Os brasileiros, como todos os latino-americanos, buscam um caudilho, infelizmente. Um líder que não tenha medo de atacar seus adversários, de destruí-los em debates e de chamá-los pelos nomes corretos, no bom e velho dialeto marinheiro. Bolsonaro conquistou o que talvez já seja a maior adesão popular espontânea a um candidato, na História do país. O movimento esquerdista não está cego para este fato. Lula vai mudar seu discurso - este vai ser um elemento da estratégia das esquerdas. O outro será Ciro Gomes. Este cidadão fala português - não o sub-discurso castrado de figuras como Freixo. O político carioca não conseguiria se eleger a síndico de prédio, simplesmente porque demonstra, dia após dia, fraqueza, pusilanimidade, vaidade e completo distanciamento do brasileiro de verdade. Nenhum trabalhador votaria em um almofadinha que arrota autoridade "em nome do proletariado". Essa propaganda não vence. Bolsonaro é uma pessoa real, não é uma cria do Marketing. Bolsonaro fala o idioma compreendido por qualquer compatriota, do Amapá ao Paraná - Ciro e Lula são capazes de fazer a mesma coisa.

Como a esquerda perdeu batalhas importantes da guerra cultural, é possível que os próximos passos seam a censura pura e simples - o bolchevismo ainda tem muito espaço no Estado, e seus militantes não hesitarão em usar qualquer ferramenta para silenciar o movimento conservador, que está em investida. As humilhações sucessivas com certeza não ficarão sem alguma tentativa de vingança, e os aparelhados na administração de Minas Gerais já sugeriram que deverão reinaugurar a exposição de apologia do crime em uma instituição pública. Nenhuma voz conservadora será tolerada, pelo movimento, nos meios de comunicação, e alguns processos poderão ser usados para tentar compensar a sangria causada por personalidades como Gentili. Na política, há o rumor de uma possível aliança entre Ciro e Lula. Ciro Gomes, conforme parte da militância do PDT no Rio de Janeiro, deverá se lançar como vice-presidente de Lula, em tentativa de compensar o apoio formidável conferido pela população a Jair Bolsonaro. O conservador, bem como cada um de seus familiares, deverá ser atacado com violência pelos socialistas. Eles sabem que essa batalha é uma das mais importantes, até a corrida eleitoral de 2018. A esquerda está em claro processo de decomposição - mas não irá aceitar ir para a sepultura sem causar mais algum estrago.

Mais sobre o tema - Eduardo Bolsonaro entrevista Olavo de Carvalho:

sábado, 16 de setembro de 2017

A exposição do colapso moral e a inversão revolucionária

A exposição patrocinada por um famoso banco no sul do Brasil causou resposta visceral da maior parte da população, com bons motivos para tal. Podemos falar em apologia do crime por parte do autor e colaboradores, podemos falar em incompetência técnica (que caracteriza a vasta maioria dos artistas apoiados pela Mainstream Media), podemos falar em degeneração civilizacional e Yuri Bezmenov, mas vale a pena fazer um comentário sobre a inversão revolucionária e o famoso "duplo padrão", a bilinguis maledictus tão discutida pelo professor. Não há exemplo mais preciso do que o que ocorreu ali, e o que se passou no início do ano nos círculos de pedófilos que nos acostumamos a chamar de "artistas progressistas". Eles estão muito acostumados a dizer o que deve ser visto como arte pela vasta maioria da população, e não suportam qualquer possibilidade de escolha feita pelos "mortais". O resultado é cômico.

A "classe artística" - os "progressistas", naturalmente - recebeu um murro na boca do estômago, e muito merecido, pelo filme sobre o filósofo Olavo de Carvalho, nos primeiros meses de 2017. Josias Teófilo merece mais do que qualquer dos nossos olimpianos o título de cineasta - tudo o que temos em matéria de diretores e dramaturgos no nossa principal rede de comunicação é lixo perto dele. A obra não foi apenas a guilhotina dos parasitas das artes - foi um sucesso formidável, estrondoso, um escândalo de fracasso do mainstream, que ficou nu, diante de toda a população. Cada súdito viu a flacidez, a deformação, a aberração dos artistas do rei - não resta dúvida de que são escória, não merecem os empregos "artísticos" que têm. O filme, para o desespero da casta, foi premiado, celebrado, lotou salas e mais salas, em todo o país. Foi o colapso da crença que a esquerda ainda tinha sobre seu poder hegemônico sobre a cultura e mesmo sobre setores da academia. A população perdeu o medo de defender sua civilização contra os tipos descritos por Bezmenov e Pacepa. É óbvio que tudo isso não aconteceu sem algum tipo de resistência por parte da classe: eles tentaram o boicote. Tentaram a difamação. Tentaram a censura aberta, o fechamento de um festival. Apesar de tudo, eles fracassaram miseravelmente.

Meses depois, ocorre o caso da exposição do banco. A mesma esquerda que afirmou que o filme sobre Olavo de Carvalho "não deveria existir", que boicotou festivais, que proibiu a entrada do filme, que expulsou o diretor de seu país, chorou em desespero com o boicote espontâneo feito pela população. Por que isso ocorreu? Porque a classe vê a si mesma como a "gatekeeper" da cultura. Só nossa querida casta de parasitas tem (em sua opinião) o direito de classificar a arte conforme a qualidade, seja ela qual for, em seu entendimento. Quem são esses súditos que se levantam contra os ilustres "artistas"? Contra os queridos "atores" das nossas tão amadas novelas? Quem são esses hunos e tártaros que saqueiam nossos dominios hereditários? É natural que, em choque, os imbecis que se presumiam entendedores da realidade nacional se viram em desespero, ao perceberem a existência de uma coisa chamada de "povo", que, no Brasil, ainda gostaria de viver sob sua boa e velha Civilização Ocidental, sem a pedofilia, sem a apologia do crime e da deformidade, como qualquer nação saudável. É claro que a casta vê tudo isso com horror e desespero, como uma "agressão". Que pena, que tristeza.

A inversão revolucionária é o clássico entendimento do partido revolucionário como "o povo", de burgueses e nobres presunçosos como "o proletariado" (lembrem-se de Dzerzhinsky). É a estratégia soviética de classificar seus próprios atos fascistas como "gestos revolucionários", e o sistema norte-americano como o "fascismo". É o discurso de Himmler, que chorava de pena de si mesmo ao cometer o genocídio contra os judeus, que "o forçavam" a cometer os crimes mais demoníacos da História. Essa mentalidade doentia, do tirano que vê a si mesmo como "oprimido", é o retrato da casta, que tentou submeter uma nação inteira, mas, em impotência, explode em acusações de "censura" contra o país, que a sustentou ao longo de décadas. O fim da exposição de apologia à pedofilia foi justo, e é só o começo da substituição dos nossos queridos sanguessugas pela boa e velha civilização.

A casta midiática está morta, e é dever do movimento conservador terminar de sepultar o cadáver fétido. A capacidade de criação dos nossos queridos vermes acabou, e esse foi o resultado da revolução cultural gramsiana. O autor italiano pregava, literalmente, a destruição da qualidade dos sistemais educacionais como uma das ferramentas de conquista e manutenção do poder - o que ele não percebeu é que criaria uma intelligentsia incompetente, incapaz e facilmente substituível. Em qualquer regime de esquerda bem-sucedido, do nacional-socialismo ao socialismo soviético clássico, a inversão revolucionária é um fenômeno assustador. Hoje, a nação vê apenas um espetáculo de comédia - é o sintoma do fim de uma era. Que o Brasil jogue os desgraçados na lata de lixo da História (para homenagear Khruschev), e coloque, como substitutos, almas muito melhores, como Teófilo, Gurgel e companhia. O país se cansou da rede - quer, hoje, apenas as ideias que inspiraram Rodrigues. O futuro pode ser brilhante para a nação - mas, com certeza, não será dos melhores para os parasitas.

Mais sobre o tema - reportagem do canal Terça Livre sobre a exposição acusada de apologia do crime:

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