sexta-feira, 13 de maio de 2016

A reestruturação da esquerda

Assistir aos episódios recentes da política brasileira é um presente para qualquer conservador: mais uma vez, o movimento comunista dá testemunho de que sua maior vocação é o fracasso e a desilusão, para a massa de militantes estupidificados e histéricos que realmente pensavam ser capazes de impedir o colapso com berros de "não passarão!". A vitória do Brasil sobre o petismo, na batalha contra o governo Dilma, deve ser a primeira de importantes passos na nação rumo a um futuro de normalidade humana - quem sabe, até de um maior despertar da pátria contra os males da ideologia ou da mentalidade revolucionária em geral. Todavia, o Partido dos Trabalhadores não acabou, e mesmo que a sigla seja efetivamente extinta, o país ainda será forçado a lidar com os elementos restantes do mal que parasitou a população por mais de uma década. É efetivamente impossível, para qualqur nação do mundo, livrar-se de um sistema socialista rapidamente - em alguns casos, em qualquer intervalo de tempo. A Rússia perdeu o Partido Comunista da União Soviética e o KGB, mas ganhou Putin e a FSB. A China perdeu Mao, mas a boa e velha corja de bandidos idosos continua segurando firmemente as rédeas do poder - com a catástrofe do mundo comunista no fim da década de 1980, foi o "liberal" Deng que fuzilou manifestantes democráticos, em praça pública. O Partido dos Trabalhadores não vai entregar o jogo facilmente, e já preparou uma hoste de sucessores, nas variadas intensidades de violência revolucionária da esquerda: para saber o que será feito do comunismo brasileiro, é necessário apenas ver "para onde estão indo os ratos".
O impeachment e as manifestações forçaram a esquerda a
"mudar de nome" - o petismo mudou de uniforme
Imagem: Correio do Pantanal

É evidente que a "topografia política" do Brasil mudou, de forma séria e, quem sabe, duradoura. O PSDB está acabado, desacreditado e dividido. O Partido dos Trabalhadores está na cadeia - militantes e grandes nomes políticos migram para siglas menores da esquerda, fortemente identificadas com bandeiras como o movimento "sex-lib" e a legalização das drogas. O Partido foi "terceirizado": o PSOL presta serviços "na mais antiga das profissões", e para favorecê-la, naturalmente, como é sua vocação. Marina Silva e seus associados empunharam as bandeiras ambientalistas - que, aliás, também são muito caras a boa parte do PSDB. PSTU, PSOL, PCO e outras siglas da esquerda radical continuarão a fazer o papel que era, historicamente, o do Partido dos Trabalhadores: o de revolucionários profissionais, agitadores e grevistas. Essa é, aliás, a verdadeira vocação do PT, e, em parte, ajuda a compreender a falência do movimento, que definhou a se afastar de seus "apoiadores típicos" no esforço de manutenção do poder através da corrupção e da cooptação subversiva da maior parte da "casta burocrática". O PT está sendo dividido em dezenas de outros partidos e movimentos, e grandes nomes do Partido, como Marta Suplicy, correram ao perceber que "o barco estava afundando". Menos mal para os que conseguiram fugir a tempo, e péssimo para aquelas pessoas que jamais conseguirão se livrar da mancha do movimento. Se o PT sobreviver como gangue eterna de arruaceiros, será uma vitória (para o movimento e os bandidos leninistas profissionais): a aposta de agora é exatamente essa.

O PSDB nunca foi um partido popular, e agora é menos ainda - para um partido de oposição, ser expulso de manifestações contrárias ao governo não é exatamente um sucesso inquestionável. Fernando Henrique Cardoso é uma figura dúbia e antipática, que agora é identificada como que há de mais detestado - pela população - na esquerda brasileira: o conjunto de bandeiras da chamada "revolução cultural". FHC é porta-voz de George Soros, da legalização da maconha, da legalização do aborto e das campanhas de perseguição velada à religião cristã, que ainda é a maior força civilizacional e fonte de motivação para a vasta maioria dos cidadãos. Um homem que defenda o que FHC defende pode se considerar morto, politicamente, em um país como este - a única coisa que o salva, de fato, é uma imagem construída com meticuloso trabalho de Marketing, que jamais dará ênfase à essência do personagem: ele é um esquerdista, sempre foi esquerdista e sempre será. A sorte do país é que o sujeito jamais poderá voltar aos holofotes, simplesmente porque não possui qualquer carisma - será sempre lembrado apenas como "o presidente da estabilização", uma criatura incolor que é tratada com desprezo pelos conservadores, com indiferença pelo centro e com ódio mortal pela esquerda. O resto do PSDB está em situação igual ou pior: Aécio é chamado de "cocainômano" pela esquerda - a direita diz a mesma coisa, e ainda o acusa de colaboracionista do petismo. De fato, o político não foi exatamente "o mais feroz" dos adversários de Lula, afinal, não é todo dia que se vê um "oposicionista" dizer insistentemente que seu adversário é "o melhor presidente que este país já teve" e um "fenômeno". A bajulação compulsiva tem um preço, e este é a vingança de quem realmente está contra o poder. A resposta a Aécio veio durante as grandes manifestações do dia 13 de março, e foi absolutamente merecida.

Não há dúvida sobre o benefício trazido pela queda da presidência do Partido dos Trabalhadores para o país - ao menos agora a economia terá algum tempo para "respirar". A mudança era absolutamente necessária, ainda que não tenha sido imposta através dos métodos ideiais, que poderiam ser, única e exclusivamente, a revolução popular. O povo brasileiro indubitavelmente despertou para a política, e tomou consciência de quem é, e do que defende - e sempre defendeu. Durante do colapso do "socialismo petista", a nação brasileira percebeu quem é, perdeu o medo de dizer que é conservadora, cristã. Ainda que o poder do Foro de São Paulo permaneça formidável e ameaçador, o golpe sofrido pela esquerda foi severo e deixará cicatrizes eternas - a nova configuração de seus partidos é resultado das ondas de choque que o levante popular fez. Observar os próximos passos da esquerda nacional é crucial para que os brasileiros sejam capazes de atacar o bolchevismo onde ele é mais fraco - se, apartir de agora, o petismo começar a se travestir de "PSOL", "Rede" ou o que o valha, o movimento conservador já sabe quem deve ser levado a julgamento. A quadrilha de usurpadores homicidas e patrocinadores do totalitarismo socialista pode ter mudado de nome, mas seus crimes - e projetos criminosos - são os mesmos. O Brasil pode comemorar uma vitória, mas a guerra continua: o inimigo apenas recuou e mudou de trincheiras.

Assista ao comentário de Joice Hasselmann sobre o afastamento de Dilma Rousseff da Presidência da República:


Reinaldo Azevedo e a mentalidade revolucionária na direita

O jornalista Reinaldo Azevedo gosta de se declarar "conservador", "católico" e, por vezes, "de direita". Os atos sempre dão o mais perfeito testemunho da natureza de um personagem: a autopromoção, especialmente quando a vasta maioria do público  adere a uma bandeira, tende a ser pouco confiável. Pode-se dizer que a substância intelectual da qual o colunista da revista Veja é feito não tem o melhor dos perfumes. O lixo que domina a essência do principal veículo de comunicação para o qual contribui Azevedo parece ter maculado boa parte da direita, muito propensa a aderir a um determinado conjunto de condutas que se enquadram na "mentalidade revolucionária": o libertarianismo é uma caricatura muito simplória e óbvia para que Reinaldo a endosse. A direita brasileira ama o liberalismo extremado, o mesmo que acredita ser possível implantar a democracia ocidental em qualquer nação do mundo. Os direitistas também se deixam seduzir pelo discurso da "intervenção militar", ignorando a natureza eminentemente revolucionária do positivismo, monarca supremo dos miolos-moles de farda. Outros se permitem acreditar em um purismo religioso mesquinho e vulgar, que reflete o modo de ser das senhoras curiosas das cidades do interior - de alguma forma, esses acreditam que a perfeição será alcançada através da boataria incansável. Reinaldo adotou a sua própria conduta revolucionária: na sua confusa cabeça de trotskista, conseguiu casar George Soros com Dilma Rousseff e George Bush. Ele acredita piamente da Constituição Federal de 1988 - obra prima da loucura milenarista, tão atingível quanto a sociedade sem classes ou a justiça através da violência anarquista. Ele pensa, sinceramente, que "as instituições" estão "em perfeito funcionamento" - ignora, como todo bom ideólogo, a realidade que o cerca: o poder praticamente invencível do estamento burocrático. Ele não vê os problemas do discurso das militâncias sex-lib, e pensa, honestamente, que dois homens barbados formam um casamento. O que se passa na cabeça do jornalista, precocemente senil, só pode ser fruto de suas lesões neurais - nisso, ele conseguiu se aproximar de Trotski. E acredita, o que é pior, naquilo que diz o movimento mais canalha, caluniador, assassino e demoníaco da História - isso mesmo, Reinaldo acredita piamente na versão brasileira dos "Protocolos dos Sábios de Sião": os relatos dos marxistas tupiniquins sobre as "torturas" cometidas contra os guerrilheiros, em particular, as que teriam sido feitas por Brilhante Ustra. Eric Voegelin e Russell Kirk explicam o problema de Reinaldo Azevedo quando falam sobre "a impossibilidade de levantar questionamentos", característica perene da mentalidade revolucionária.

Por algum segundo o jornalista pensa a respeito de quem faz as acusações? Que credibilidade as únicas testemunhas possuem? Mais importante: o que estavam fazendo essas pessoas, e em nome de que movimentos esses indivíduos estão lutando? Que métodos essas pessoas e seus movimentos usam, e se tal modo de agir inclui - como o miserável decididamente sabe - a mentira sem fim? Dilma nunca deixou de ser marxista-leninista: apenas mudou de organização. A senhora "líder máxima" participou de um movimento que sequestrou, roubou, torturou e assassinou, comprovadamente, pessoas inocentes, como o adolescente, soldado, Mário Kozel Filho. As pessoas que são as principais testemunhas contra Ustra - que, aliás, não possui sentença transitada em julgado - fizeram parte de movimentos que torturaram e assassinaram pessoas a coronhadas. Por que diabos Reinaldo Azevedo atribui autoridade de mandamento divino toda e qualquer asneira jogada por essa gente contra quem impediu a implantação do comunismo do Brasil? Por que ele gosta do, se imagina como um dos integrantes do, defende o estamento burocrático nacional. Reinaldo Azevedo foi trotskista porque se imaginou parte da elite iluminada que ditará o caminho para o futuro perfeito sob o socialismo. O deficiente mental apenas mudou a roupa de sua fantasia escatológica: com um leve tempero à moda Soros, o milenarismo de Azevedo é capitalista, com sex-lib e quem sabe com a salvação, neste mundo (porque, afinal, ele defende a Constituição de 1988, logo...), e que se dane a realidade. Que todo o bom senso que obriga qualquer ser humano normal a desconfiar dos mentirosos compulsivos se exploda. O ódio gnóstico contra a existência também força o ideólogo a negar a percepção mais evidente - a promessa submete a visão. Em nome da fantasia, mais uma vez, o pobre desgraçado se confere o direito de ser o novo tribunal, em presságio do que o autor faria caso tivesse o poder, em seus anos de juventude no marxismo ou, quem sabe, hoje. Não há condenação, exame de corpo de delito ou qualquer evidência das acusações - há apenas a "prostituta das provas", repetida ad nauseam nos jornais e revistas pervertidas pela ocupação de espaços gramsciana (com a qual, na guerra da cultura, Reinaldo colabora).

Em inúmeros aspectos, é possível concordar com o colunista - assim como é possível defender políticas de imbecis ou genocidas como George Bush ou Deng Xiaoping em infinitude de temas. Napoleão foi um assassino, responsável por carnificina superada apenas na Primeira Guerra Mundial - ainda assim, o demônio corso pode ensinar muito sobre "como crescer na carreira". Reinaldo Azevedo é um idiota completo quando repete, quase como militante do "PSOL", partes da agenda cultural da esquerda, ou quando assina toda a propaganda difamatória - se é um desinformante consciente do que está fazendo, é um traidor do país e deve ser tratado como tal. Se é apenas vítima de atavismo da infame mentalidade, é um dos tipos que merecem piedade. Em sua coragem, ao lutar contra o petismo e até mesmo contra bandeiras da "esquerda whole-foods", merece todo o apoio e admiração. É uma pena que autor tão talentoso tenha se prestado a papel tão imundo quanto o que agora o comentarista desempenha: agente de desinformação, caluniador de pessoas que protegeram o Brasil do sistema que merece o título de flagelo da humanidade. As deformações e cicatrizes deixadas pelo gnosticismo coletivista em todas as nações parecem estar presentes também em inteligências de pessoas que poderiam ser absolutamente normais - alguns estão fadados a andar, mancando, para todo o sempre, ao redor das mesmas ilusões, que agora estão cobertas com vestes menos vulgares.

O jornalista comete um deslize que demonstra, ironicamente, o quão distante está, na realidade, daquilo que ele alardeia ser. Acusa Olavo de Carvalho de "apoiador do golpe militar" e de pessoa que gostaria de implantar "o extermínio dos homossexuais". Quando Olavo advogou a favor da violência contra quem quer que seja? Reinaldo ou enlouqueceu ou emburreceu - não é possível que um ser humano são e estável diga tal sequência de barbaridades em pleno estado de consciência (assumo aqui, também, que Azevedo efetivamente é um homem culto, e não apenas um papagaio bem-treinado). Reinaldo demonstra, acima de dúvidas, que deixou seus pobres neurônios absorverem a histeria tão cara à escória revolucionária. Ele acredita - ou finge acreditar - que Olavo é um "promotor da violência": a única violência que Olavo deveria cometer, sem misericórdia, é mandar o articulista da revista Veja para o único lugar com o característico fedor de "bullshit" que grita em cada uma das calúnias de Reinaldo Azevedo contra o mais competente dos jornalistas e filósofos que o Brasil tem. O "conservador pelas drogas" também acusa Olavo de ser "aiatolá" do movimento esquerdista: de fato, a doença prejudicou a tal ponto o pobre intelecto de Azevedo, que, neste momento, o paulista acredita haver comparação possível entre "gurus" pseudo-religiosos que mandam adolescentes do Hezbollah pegarem em armas e entre um escritor que foi o homem que mais se expôs e lutou contra um dos piores esquemas totalitários já vistos pela América Latina. Se o estilo esnobe e falso como uma nota de três reais do careca de estimação do liberalismo economicista não é o suficiente para desacreditar Reinaldo Azevedo, a estupidez e a desproporção histérica das asneiras que o jornalista profere contra os nomes da verdadeira direita e do verdadeiro conservadorismo fazem bem o serviço. Os gritinhos de escândalo de Reinaldo, "Fascista! Fascista! Fascista" são a identidade do ruminante: o lugar do colunista é das fileiras bovinas do trotskismo, de onde ele nunca deveria ter saído.

Assista aos comentários feitos por Reinaldo Azevedo sobre Olavo de Carvalho e às considerações de Olavo de Carvalho sobre as propostas de "intervenção militar":



quarta-feira, 4 de maio de 2016

Ustra e a credulidade insquestionável

A esquerda é senhora absoluta da mentira, da falsificação e da "recriação" da História, à imagem e semelhança das imaginações dos próprios militantes socialistas. Ao longo dedécadas, o movimento marxista espalhou por todos os coninentes o mito de que Trotski teria sido um simpatizante do hitlerismo e um sabotador capitalista - apesar de o bolchevista ter sido o principal líder militar da Revolução de Outubro. O socialismo não conhece piedade para com os seus, quando entende que os soldados se tornam obstáculos para os "propósitos maiores" do movimento. Marx caluniou e fez uso das expressões mais sórdidas contra seus adversários - chegou mesmo a praticamente destruir a Primeira Internacional, quando percebeu que seu "socialismo científico" perdeu espaço para o anarquismo, muito mais forte que o grupo instruído pelo Manifesto, no Século XIX. Lenin fuzilou e espalhou os boatos mais absurdos contra os socialistas discordantes do sistema de partido único - os antigos revolucionários agora se tornaram "inimigos de classe". Stalin foi muito além disso: exterminou a elite militar soviética, e passou a ver "traidores" entre os melhores homens do Exército Vermelho. O movimento marxista internacional comprou cada uma das mentiras, que continuam a ser repetidas pelos "partidos irmãos", em cada país onde eles ainda existem. O bom militante comunista está disposto a dizer que Trotski era um "fascista infiltrado", o bom trotskista dirá o mesmo de cada militante de facção concorrente. A mentira é parte do código genético: mentir é testemunhar a favor da edificação socialista. A esquerda brasileira, até hoje, repete estórias dignas de romances de fantasia baratos a respeito de torturas com "ratos", "baratas" e outros relatos copiados diretamente de mitos criados nos anos da Primeira Guerra Mundial. Conhecendo tudo o que o movimento socialista já fez contra seus adversários, sabendo que os socialistas estão dispostos a mentir e mentiram compulsivamente contra todos os que se opuseram a seu projeto de poder totalitário, resta perguntar: por que alguém deveria acreditar nos marxistas quando estes acusam um oficial, que lutou contra a guerrilha patrocinada por Cuba, de ter cometido tortura? Que credibilidade merece um movimento responsável pelo extermínio e tortura de dezenas de milhões de seres humanos em nome do poder absoluto de uma "elite iluminada"? De difamadores compulsivos, apenas é possível esperar mais difamações.

Trotski, acusado de "fascista" por Stalin
Imagem: Wikipedia / Published by Century Co, NY, 1921
The Russian Bolshevik Revolution
(free pdf from Archive.org)
O debate a respeito de Ustra diz muito a respeito de como a mídia brasileira trata toda e qualquer alegação, ou esforço de propaganda, da esquerda. O mundo já viu as verdadeiras condições de miséria e sofrimento dentro dos hospitais cubanos - ainda assim, os veículos de comunicação repetem insistentemente o conto a respeito da fabulosa melhoria da medicina cubana, após a revolução. Que a medicina cubana já era excelente antes da ditadura de Castro, nenhum jornal brasileiro menciona. O país, conforme o escritor e dissidente cubano Humberto Fontova, possuía, antes do socialismo, um IDH comparável ao da Bélgica de então. A economia era próspera, e o salário mínimo era invejável para os padrões de todos os países da América Latina. Cuba possuía índices de alfabetização formidáveis - outra mentira é que Castro teria "educado" e "alfabetizado" os cubanos. A leitura dos materiais didáticos da nação mostra que, ao contrário do propósito instrutivo das escolas de antes do regime, as instituições de hoje, sob o Estado totalitário, tem o único e intocável objetivo de doutrinação política. História ou Matemática não têm valor - a idolatria da "casta revolucionária", do partido, está acima de tudo. Os escritores e poetas do país são perseguidos e humilhados, alguns são vítimas de desavergonhada perseguição racista pelo sistema que se declara socialista - de fato, o socialismo sempre considerou como método de conquista do controle total o genocídio e o preconceito. Carles Llorens e Claudia Pujol mostram como se comporta a cria do movimento marxista diante das minorias - para o negros, poetas, escritores, críticos, homossexuais ou para qualquer um que o governo entenda como inimigo, o "paraíso dos trabalhadores" oferece coronhadas, celas, torturas e uma bala na nuca, à moda NKVD. O mito da educação cubana é repetido ad nauseam, assim como o conto sobre a saúde pública edificada por Castro ou qualquer outro dos méritos humanitários propagandeados pelos simpatizantes. A militância de esquerda não mente apenas sobre regimes, líderes e opositores: mente sobre si mesma, mente sobre as bases de sua ideologia. O ambiente acadêmico ainda se recusa a abordar a brutal lista de falsificações no mais importante texto de Karl Marx - "O Capital". A obra inteira é baseada na fraude sobre os dados econômicos que fundamentam algumas das mais essenciais premissas do Weltanschauung socialista-científico, incluindo a "pauperização do proletariado". Marx sabia que os operários ingleses não estavam ficando mais pobres sob o capitalismo: eles estavam ficando mais ricos - o autor leu isto, entendeu o que significava para o poder de seu movimento e a segurança de sua argumentação, e falsificou tudo o que poderia comprometer suas promessas do futuro sob a "orientação invencível" do partido comunista. Toda a esquerda insiste em se referir a ele como "filósofo" e "grande economista": a mídia, por subserviência digna da mediocridade da classe jornalística, repete a bobagem, em toda e qualquer publicação que faça referência ao falsificador. Não há Filosofia se não há amor pela Verdade, não há crédito ou dignidade que possam ser dados à escória. O movimento não falsificou um ou outro fato: falsificou tudo, mentiu sobre seus fundamentos, sobre sua História, sobre seus ídolos, sobre seus regimes, sobre seus líderes e sobre seus inimigos. O que o regime soviético fez com a memória de um de seus fundadores - até mesmo com suas fotos, lembrança das proporções da vilania marxista - e o que o regime chinês fez com "Madame Mao", após o fim da Revolução Cultural - são o melhor registro da natureza das pessoas que agora têm a mendacidade para acusar pessoas inocentes como se fossem "torturadores", "assassinos" ou como se tivessem realizado "ataques a bomba". Ustra cometeu torturas? É impossível saber, mas só um idiota completo acreditaria nas "testemunhas" - "as prostitutas das provas", conforme a expressão do Direito - integrantes da guerrilha. Sabendo o que é o movimento comunista, é impossível dar crédito às alegações da esquerda: que façam como Richard Wurmbrand, e realizem exames, exibidos em público, para provar cada uma das afirmações. Bolsonaro agora é acusado de "terrorista", por ter supostamente realizado um ataque com bomba durante a década de 90. Que os acusadores apresentem suas provas, seus exames, que ofereçam algo além do relato dos maiores mentirosos compulsivos que a humanidade já conheceu.

O movimento conservador brasileiro, por sorte, já não é tão crédulo quanto foi em outros tempos. Muitos entre os escritores da direita já endossaram toda e qualquer acusação que a esquerda fazia contra os militares - finalmente, os neurônios despertaram do torpor, e as pessoas começam a se perguntar: "se eles mentiram em todas as outras ocasiões, por que estariam dizendo a verdade agora?". Questionar os apoiadores do sistema mais genocida desde o surgimento do homem no planeta deve ser algo natural - o país sabe com quem está lidando. Se eles se matam entre si, porque não espalhariam estórias absurdas sobre seus maiores inimigos e mais eficazes opositores? A esquerda não sobrevive à livre-expressão de opiniões contrárias: foi a gradual concessão de liberdade de expressão que sepultou os Estados marxistas da Europa Oriental. A esquerda precisa da fé absoluta para existir: é natural questionar promessas extravagantes e acusações evidentemente mal-intencionadas. A demolição da confiança no movimento esquerdista brasileiro é apenas mais um sintoma de sua decadência - se a Existência tiver misericórdia do país, é um sinal da agonia derradeira do bolchevismo em seu território. Para a derrota dos partidos socialistas no Brasil, é essencial perder o medo de fazer perguntas sobre o discurso da esquerda. É vital destruir a narrativa fantástica que cada um dos militantes faz sobre sua facção e sobre a constelações de organizações associadas, assim como a respeito dos supostos "mártires" da causa. Lamarca não pode receber o título de "revolucionário"; deve ser chamado de terrorista, assassino, torturador - aliás, é exatamente isso que ele foi. Um desertor do Exército Brasileiro que ingressa no movimento marxista e executa ex-companheiros a coronhadas na cabeça, para poupar balas, não merece memoriais e honra: nos seus últimos dias, o militar traidor merecia o mesmo destino de Eichmann, e agora, merece o mesmo desprezo que a sociedade reserva para os assassinos e vigaristas comuns. Essa postura é a única compatível com a realidade da esquerda, e é natural. Qualquer um desconfiará de um mentiroso compulsivo -  assim o observador se comporta em sua vida particular ou no trabalho. O pesquisador dificilmente confiará em um colega que mente ou forja dados para seus trabalhos. A vida política exige o mesmo rigor, para que seja validada a afirmação de qualquer personalidade. Questionar os marxistas é a resposta natural à maldade, às doenças espirituais e às mentiras  que leninistas e "companheiros de viagem" espalharam por todas as nações.

terça-feira, 3 de maio de 2016

O efeito Porchat

Fábio Porchat é mais um dos ícones "ilustres desconhecidos" da classe artística tupiniquim, financiada a peso de outro com a Lei Rouanet. É o tipo do indivíduo que não sobreviveria um dia sequer em um ambiente no qual o comediante deveria contar apenas com sua capacidade de autopromoção - já nasceu na UTI, vive e viverá de verbas estatais, como praticamente toda a esquerda nacional sonha em fazer. Compreender Fábio Porchat é entender toda a militância ideológica brasileira. Assim como seus pares no ambiente acadêmico, o rapaz entende que o fim do regime petista é o fim dos subsídios - os "barnabés" convencionais pensam que o petismo é a garantia da estabilidade para os medíocres, e Porchat engrossa as tropas dos barnabés dramatúrgicos. O petismo do comediante não é fruto de reflexão consciente sobre o futuro do Brasil ou sobre as melhores formas para fazer deste país uma nação mais próspera, onde a grande maioria dos cidadãos viva uma vida melhor. A decisão de apoiar o "socialismo petista" é um impulso de auto-preservação de quem se identifica com tão difamada "casta burocrática": assim como cada um dos líderes sindicais, ou como os ilustres desconhecidos do underground abastecido com verbas do executivo (a saber, gente como Pablo Capilé), Porchat vê a si mesmo como um Chico Buarque. Ele ajuda a compor a "elite iluminada" em ação no campo cultural, vê seu semblante como o busto de um apparatchik importante, um integrante da nomenklatura. Assim como os grandes esportistas dos regimes comunistas, agora extintos, da Europa Oriental, ele pensa que tem direito a privilégios astronômicos, a direitos olímpicos, à condição de braço do que há de mais moderno no Teatro - ou seja lá no que ele pensa que faz. Ele está para a comédia assim como a figura mitológica que atende pelo nome de Emir Sader está para as ciências sociais. O raro texto de Porchat - com toda a sua complexidade gótica em repetição ad nauseam de uma única frase: "Fora, Cunha!" - é a cria deformada da comédia nutrida com recursos governamentais, usurpados pelo partido através da nobre justificativa de "fomento à cultura". Como o jornal "O Estado de São Paulo" se dispôs a publicar coisa tão estúpida, só Deus sabe. O editor há de convir que a anta petista não é exatamente um Maiakóvski. Porchat é Sader, o texto de Porchat é o novo "Getúlio 'com LH'". O observador pode se mostrar perplexo e perguntar: "como isso é possível?" - a resposta é simples: com subsídios.
Imagem: Gazeta Financeira

O Partido dos Trabalhadores - reflexo organizacional de toda a atrocidade moral, psíquica e civilizacional que é o Estado brasileiro - é uma versão menos nobre ou limpa do "Rei Midas". Tudo que a organização toca vira tristeza e fracasso. O Brasil foi mais arruinado pela camarilha do que seria por três furacões Katrina e um Monte Santa Helena. Há mais de onze milhões de desempregados, em um país que, há poucos anos atrás, era visto como a grande promessa da América Latina para o Século XXI. Empresas brasileiras eram vistas como algumas entre as mais promissoras do mundo, o país era classificado como um dos mais estáveis e seguros para investimentos, graças à política adotada por FHC - que não é um santo e merece ser expulso da vida pública como qualquer outro socialista fabiano - e, em grande medida, seguida por Luíz Inácio Lula da Silva. Lula teve tudo para manter o Brasil no caminho correto, com responsabilidade fiscal e prosperidade, mas a estupidez ideológica e os compromissos partidários falaram mais altos: o marxista falou mais alto, e a liderança do aparato governamental jogou o país no lixo. Um socialista sempre será um socialista: o compromisso com o desastre econômico e com a "guerra de classes" dificilmente é superado, e Lula fez apenas aquilo que a máquina revolucionária o criou para fazer. Entre as obras de "destruição em massa", desde os mehores anos do governo petista, estão os financiamentos para a "cultura", o que, em boa linguagem brasileira, é pornografia barata, música de quinta categoria e peças dedicadas aos louvores da "elite revolucionária", agora com as rédeas do Estado. A economia brasileira virou lama - a "cultura" brasileira virou lixo. O país que um dia teve Mário Ferreira dos Santos, Machado de Assis e Bruno Tolentino, agora tem "Ghiraldellis", "Porchats" e "Duviviers". A conquista gramsciana possui efeito tão destrutivo na ocupação de espaços na máquina do poder quanto nos palcos e nas letras - o Estado torna-se refém do "movimento", da ideologia e das fantasias dos "líderes iluminados". O palco, pobre coitado, passa da explosão bela e frutifera das criações do espírito à bajulação canina.

Para a conquista do aparato estatal, o Partido dos Trabalhadores - com seus associados, das mais diversas facções marxistas - criou sistemas como o "mensalão" e o "petrolão". A subversão do sistema legislativo era essencial, tanto quanto foi decisiva a tomada dos sindicatos, das organizações estudantis e do funcionalismo público. Totalitarismo é, por definição, a interferência governamental em cada um dos aspectos da vida humana, e o PT levou a proposta a novas alturas. Tomar as organizações da sociedade civil e do governo era essencial, mas também era absolutamente necessário conquistar o apoio dos empresários - a colossal rede de beneficiários de propinas e de licitações fraudulentas desempenhou seu papel neste campo. No Estado e na economia, o resultado foi catastrófico: corrupção galopante, tão destrutiva e feroz quanto as tropas de Genghis Khan, e ineficiência avassaladora, seguida do endividamento, e da corrida em direção à falência. O parasita totalitário suga todas as forças da sociedade ao seu redor, porque a máquina partidária quer substituir a sociedade das "pessoas normais" - é impossíve falar do tema sem usar expressões da Ponerologia. O partido precisa absorver tudo ao seu redor e, neste processo, gradualmente, destrói a vida do hospedeiro. O Estado está arruinado, a economia está à beira da morte, e a cultura "subsidiada" segue o desfile em direção ao precipício. Não é possível fazer comédia "oficial". Não é possível fazer  "filosofia oficial". Não há "teatro oficial". O cérebro do pobre imbecil cooptado transforma-se em lixo com o dúbio alimento do "patrocínio" legal, e o que resta da alma desgraçada é apenas o soluço dos idiotas, que soa como "Fora, Cunha!". O Estado brasileiro nunca foi um primor de eficiência administrativa, e a humanidade aprendeu que os regimes marxistas tamnbém não são. O PT usou seu chicote na economia, e o país transformou-se em paraplégico. O partido selou e esporeou o teatro, e do galope medonho do cavaleiro incapaz nasceu Porchat.

A política nacional encontra-se marcada por apenas um grupo de pessoas, organizadas e conscientes, que sabem bem quais interesses estão defendendo. Os demais brasileiros são as pessoas normais, que desejam apenas trabalhar, em vidas saudáveis e produtivas, em um país pacífico e, se possível, rico. O grupo governante é composto por uma quantidade mínima de indivíduos, talvez menos de 5% da população. Os outros, que são heterogêneos demais para receberem o nome de grupo, são a vasta maioria, com opiniões, religiões, origens, formações, etnias e objetivos muito diferentes, mas caracterizado pela sanidade e por algum amor pelo bem de toda a nação. O conjunto das pessoas organizadas e conscientes, com um obetivo bem definido, isto é, preservar os interesses do partido, acredita que todo o movimento e os companheiros de viagem são beneficiários diretos do projeto e que possuem alguma chance de fazer parte da "elite revolucionária", eventualmente. Porchat é um desses. Ele acredita que é um dos nomes do "realismo socialista" - um dos artistas "autorizados". Aliás, ele acredita que é um artista. Assim como Emir Sader acredita que é um intelectual, ou como Tico Santa Cruz acredita que é um músico. Esses indivíduos possuem a mesma relação com o poder cultivada pelo topo das organizações sindicais, estudantis e, de forma mais abrangente, por toda a militância. A devastação do petismo é homóloga ao caos estabelecido pelo bolchevismo em qualquer outro país onde o movimento tenha tido a oportunidade de edificar um sistema. Os sintomas apresentados no último artigo, publicado em um dos maiores jornais do Brasil, mostram que a coletivização das mentes é tão nociva quanto a coletivização dos campos.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

A defesa do indefensável

O circo de aberrações da esquerda brasileira atingiu novos patamares de baixeza moral, civilizacional e estética nos episódios que sucederam a votação do processo de impeachment de Dilma Rousseff. A violência dos discursos não seria novidade - antes da tentativa de derrubada do atual governo, na tramitação do processo no parlamento, a militância socialista já avisava que iria promover "guerra civil", "invasões" e ações de "exércitos" como o MST, caso o projeto de poder do Foro de São Paulo fosse ameaçado. Isso não é absolutamente nada, quando o falatório é comparado às obras escritas e "humanitárias" dos socialistas-modelo dos séculos anteriores. Karl Marx e Friedrich Engels pediram o genocídio do que chamavam de "lixo étnico" - os "povos reacionários", "resíduos" espalhados em todas as nações prontos para resistência contra o "paraíso dos trabalhadores" a ser impleantado pela elite revolucionária, o "proletariado", que nada mais é, para a esquerda, do que os próprios vozhdi do marxismo. Os gestos de barbárie troglodita do deputado Jean Wyllys e do ator de televisão (grande amigo de José Dirceu, por sinal) são a projeção linguística do que a esquerda é - o que o representante do PSOL fez, durante a votação, é apenas uma demonstração do tipo de abordagem que a esquerda aplica a toda a barreira que se oponha aos sonhos de poder do "partido da vanguarda". A conduta de um parlamentar não importa, desde que esteja submetida aos propósitos da liderança revolucionária. A linguagem, a civilização, o mínimo de postura que se espera - não de um político, mas de qualquer ser humano - não importam: o que importa é mostrar aos "reacionários" que o grupo representante do futuro perfeito não podem conhecer a frustração. Curvar-se à civilização é abrir mão do "poder soviético". Lenin não dialogava no bom idioma eslavo com seus adversários: "jogava todos pela janela", como dizia Stalin. Quando os trabalhadores de Penza e os marinheiros de Kronstadt se levantaram contra o bolchevismo, Lenin - e Trotski - passaram a classificá-los como "pequeno-burgueses", passaram a afirmar que os mesmos indivíduos que serviram nas tropas da revolução agora haviam se tornado inimigos de classe. Capitalistas e sabotadores haviam se infiltrado nas fileiras dos que foram os primeiros nas tropas vermelhas de outubro. Uma vez que o obstáculo seja erguido contra a "vanguarda dos operários e soldados", ele deve ser derrubado com violência exemplar. Lenin dizia: "se o inimigo resistir, ele deve ser exterminado". Foi o que o bolchevismo fez com os camponeses, os operários, a intelectualidade, os cossacos os nobres e até contra os bolcheviques que passaram a questionar a causa. Foi o que a esquerda fez com o bom-senso, a linguagem, a razão, a coragem, as artes, a civilização e tudo aquilo que a "vanguarda" entende como obstáculo à "sociedade vindoura". É por isso que o ator de quinta categoria, que nunca será reconhecido além das terras dominadas pela revolução cultural, jamais pedirá desculpas. É por isso que a esquerda jamais reconhecerá o que fez - e está fadada a repetir.

Jair Bolsonaro não provocou Jean Wyllys, e isso fica claro no registro em vídeo do episódio. O deputado socialista alegou, todavia, que havia sofrido "ofensas homofóbicas" por parte do conservador. As alegações são claramente uma mentira - a única coisa que Bolsonaro fez foi repetir a palavra de ordem "Tchau, querida!", lançada pelo próprio Luiz Inácio Lula da Silva, aliás. Não há ironia maior - todos sabem que o ex-presidente é um homofóbico e machista de grosseria suína, e provavelmente é o tipo de sujeito que efetivamente deve se permitir grosserias contra minorias ou contra os protegidos pelo "politicamente correto", quando está apenas na presença de amigos. É exatamente isso que ficou claro, após a divulgação das conversas pessoais de Lula. A sugestão do estupro coletivo contra uma de suas correligionárias dá testemunho de toda a grandeza moral da "vanguarda". Mas a razão, o bom-senso e o amor pelas minorias deve passar longe, se o conjunto dos valores irá oferecer problemas para o "socialismo petista", para a "revolução" que a delicada elite partidária brasileira gostaria de fazer. Nenhum dos grandes líderes socialistas tinha qualquer preocupação com a possibilidade de ofender povos inteiros, minorias, indivíduos ou acabar com qualquer resquício de conduta civilizada na conduta pública. Por que Lula, Jean Wyllys e José de Abreu deveriam cultivar hábitos diferentes? "Para fazer uma omelete, é preciso quebrar ovos", para refazer o mundo do teto aos alicerces, é necessário derrubar tudo o que está aí. Sem a demolição completa da normalidade humana, o "novo homem", o "super-homem", a "humanidade pura" jamais nascerá. Para um movimento que passou mais de cem anos em defesa incansável do genocídio, o que é a linguagem? Sem compreender que tudo, absolutamente tudo, é justificado pelo movimento revolucionário, é impossível entender o movimento esquerdista moderno. É disso que falam Eric Voegelin e Russell Kirk quando comentam a respeito da "impossibilidade de questionar": o "movimento" não pode admiitir dúvidas. Tudo se resume ao futuro, tudo se justifica em nome do futuro, tudo será feito em nome do futuro - todo o que já foi feito deve ser aceito como necessário ao que virá, e todos os erros serão repetidos porque, como o Século XX ensinou, a sociedade prometida nunca chegará. O sonho, todavia, termina com lágrimas, desilusão e alguns suicídios nas fileiras leninistas.

Imagem: https://goo.gl/n5fHsE
Quando José de Abreu se recusou a pedir desculpas por seu gesto, está apenas dando testemunho do que é toda a ideologia: não é possível pedir desculpas pela edificação do advento do socialismo. O futuro não pede desculpas, e, como o nome sugere, "a vaguarda do proletariado", "a vanguarda da humanidade" - que é o que a elite revolucionária gostaria de dizer, com franqueza - é o futuro encarnado. "A vanguarda" é o messias, "a vanguarda" é o que Münzer dizia de si mesmo, "o novo profeta Daniel". O movimento revolucionário se vê como o futuro, que não pede gentilmente para nascer: a revolução será sangrenta e impiedosa. O movimento possui um caráter notoriamente escatológico - imagina que é "o fim da História", a organização social que irá transcender a sociedade de classes ou de castas. O futuro não irá conhecer injustiças, e é em nome de perfeição que todas as imperfeições podem ser cometidas. Só as gerações vindouras podem julgar "a vanguarda", "a elite de revolucionários profissionais", então o que significa um pequeno gesto de imundície? Tudo é permitido aos porcos que colocam a si mesmos no papel de juízes de quais seres humanos merecem ou não a vida. Lenin reservou-se o direito de dizer quem eram "os parasitas", "os sanguessugas" e quais pessoas eram integrantes da "classe revolucionária" - para um "novo Daniel", até um integrante da nobreza como o fundador da KGB, Felix Dzerzhinski, pode ser feito "proletário". O que o ator quer dizer é: "eu posso". Quando toda a esquerda justifica a quanidade de atos criminosos cometidos nos últimos meses em nome da causa, o que quer dizer, de fato, é que "o movimento está autorizado a fazer tudo isso" - a promessa de um paredão de fuzilamento, por um líder do PCB, é um aviso: "podemos fazer isso também".

O "eu posso" do movimento revolucionário é talvez a mais importante marca do movimento gnóstico - é um sintoma claro do que atormenta os cérebros dos militantes socialistas. O "eu posso" é o eco das poesias de Karl Marx - é a revolta contra a existência. O socialista vê a si mesmo como um "injustiçado" por Deus, como Münzer fazia. "O que aí está é corrupto, vil - através da vilania eu irei purificar o campo. O sofrimento dos camponeses é consequência da sociedade dos ímpios - levarei sofrimento horrendo a cada um dos ímpios, e criarei um mundo de alegria". Os usurpadores do papel do Messias não cometem seus crimes por desejarem a felicidade universal: fazem tudo o que fazem porque, no fundo, acreditam que possuem o discernimento para criar um "mundo perfeito", um "novo homem" e uma sociedade de alegria e abundância infinitas. Cada um dos gestos da "vanguarda" é um testemunho de que os criminosos se imaginam como capazes de transcenderem a realidade e recriarem tudo o que há, "de cima", "de fora". O "partido de Lenin" é o entalhe da própria presunção demoníaca no mundo dos homens, é um tributo à estupidez de indivíduos incapazes que entendem a si mesmos como muito superiores às suas tristes vidas miseráveis. Em um ciclo vicioso infernal, cada erro se torna um acerto, porque, nas mentes pervertidas, é prova de dedicação ao "futuro perfeito" - quanto mais a escória se destrói, mais fica feliz em naufragar. O ódio gnóstico contra a existência justifica cada passo e crime, cada absurdo e cada violação - os cátaros odiavam a própria vida humana, "corrupção", "podridão", que deveria, em última análise, deixar de existir - séculos antes de Stalin, a tradição milenar já havia dito: "sem homem, sem problema". O bolchevismo odeia cada vida humana que se posiciona contra "o futuro" - os arquitetos da sociedade dos justos estão autorizados a toda inustiça - como Karl Marx, os "engenheiros" gritam blasfêmias contra a Realidade, e sentem-se moentados na razão ao fazê-lo, porque "sabe como edificar uma melhor". A corrupção mais baixa, mais mesquinha e mais maligna nunca conheceu tamanha multiplicidade de disfarces - aliás, elaborados com esforço de um exército de comparsas no crime.

Para alguém envolvido até o pescoço no movimento revolucionário (ou contaminado severamente pela deficiência mental do gnosticismo) é praticamente impossível confessar culpa. O disfarce "com os mais belos e humanitários fins" da perversão é o mais confortável dos leitos. É a muleta perfeita para os maus, os fracos de espírito, os mesquinhos, os covardes, os que já possuem a alma imundo a tal ponto em que se torna quase irrecuperável. Para os psicopatas, que constituem a maior parte dos luminares "do movimento" e "entre os companheiros de viagem", é um desafio ainda maior. A ausência de imaginação moral jamais permitirá ao criminoso ver a si mesmo - tal como o vampiro, o revolucionário não pode ver seu próprio reflexo, e, se o visse, é provável que teria o destino de um Dorian Gray. A queda do revolucionário é confessar quem é - ele é proibido de pronunciar seu próprio nome. Se o fizer, sua mentira, que abraça como falsa personalidade, morre inevitavelmente. Ver quem é, entender quem é, será ter ódio contra sua própria alma. O revolucionário não pode fazê-lo, ou por uma doença mental, como descrito por Łobaczewski, ou por medo da confessar sua condição de pequenez. O revolucionário não quer apenas refazer a Realidade: ele a odeia, e tem medo dela. Por acreditar que já está condenado, Münzer deseja, acima de tudo, o poder sobre o tribunal - condenando a todos, ele pensa que talvez tenha alguma chance de se salvar. 

segunda-feira, 25 de abril de 2016

O impeachment e o estamento burocrático

Desde o início das discussões a respeito do impeachment da presidente Dilma Rousseff, o jornalista e filósofo Olavo de Carvalho mostrou-se contra a proposta, o que provocou críticas vindas de movimentos como o "MBL", defensores da tese de Hélio Bicudo. O posicionamento de Olavo a respeito do impeachment não diz respeito à necessidade de derrubada do governo petista - que é óbvia desde o primeiro dia de Lula na presidência - mas sim ao meio empregado na derrota dos socialistas. Olavo de Carvalho não está apenas contra o Partido dos Trabahadores - está contra toda a constelação de partidos e organizações socialistas e comunistas que funcionam como alicerces para o movimento totalitário nacional, parte de um projeto muito maior e mais antigo, de proporções internacionais e com o apoio de um lobby formidável, financiado por grandes figuras como George Soros, o patrono endinheirado da legalização da maconha no Uruguai.

O Brasil precisa derrubar o PT, é evidente - a organização pretende arruinar a soberania nacional e entregar o país ao movimento "bolivariano" continental. Lula, como já confessou, tem o interesse de "recuperar na América Latina o que foi perdido na Europa Oriental", através do Foro de São Paulo. O problema é que não apenas o Partido dos Trabalhadores pretende seguir esta agenda - todos os seus satélites querem o mesmo, incluindo algumas das siglas mais poderosas do Brasil, como o Partido Comunista do Brasil, de Jandira Feghalli, aquele mesmo grupo que não hesita em elogiar a "Coreia Popular", na qual famílias inteiras de "sabotadores burgueses" são condenadas à morte em uma rede de campos de concentração tão brutais quanto o "arquipélago Gulag". O PT é um inimigo do Brasil, mas é apenas o topo de uma pirâmide de grupos muito bem estruturada, que conta com aliados e protetores de vasta influência no país e fora dele - incluindo as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, a maior tropa paramilitar do hemisfério sul. Sem uma abordagem que deixe toda a articulação incapacitada, a derrota do PT não terá valor algum, e apenas servirá para que a esquerda se reconstrua e torne-se mais eficiente.

Olavo de Carvalho insiste em se referir ao processo pelo qual o país está passando através de uma expressão que provavelmente não é compreendida pela maioria de seus críticos marxistas - ele usa o termo "Revolução Brasileira". A Revolução Brasileira não é, de forma alguma, uma revolução em sentido convencional - marxista - do termo: não se trata de uma mudança social ocasionada pela transformação dos meios de produção. Não é a ascensão da burguesia, ocasionada pela agonia do modo de produção feudal e pela ascensão das forças produtivas que dariam à luz o capitalismo. É uma Revolução no sentido que os Founding Fathers da independência americana deram à palavra. É a retomada da normalidade civilizacional, intelectual e espiritual de um país. A insurreição anticomunista que o Brasil está vendo nascer é a nova guerra de independência, dessa vez, contra o projeto socialista-"bolivariano" continental, e contra os interesses de metacapitalistas que financiam os partidos da esquerda na América Latina. Para que essa revolução tenha sucesso, é preciso que a vasta maioria do povo brasileiro expulse da vida pública todos os integrantes da "patocracia" - para usar o termo de Łobaczewski - impiedosamente, um por um, e que todos eles sejam humilhados e expostos diante da opinião pátria, que é majoritariamente cristã e conservadora. Olavo tem consciência de que o povo brasileiro detesta o ideal comunista, a ideologia baseada no "ódio de classes" e quer jogar "na lata de lixo da história" o anticristianismo dos movimentos de massa atuais. O processo exige a tomada de consciência nacional, o surgimento e atuação "do povo como ator", do "povo brasileiro como arquiteto que cria seu próprio futuro", baseado nos princípios civilizacionais que criaram este país, as nações vizinhas e até mesmo os Estados Unidos - a América nasceu cristã, e foge do socialismo porque reconhece a incompatibilidade entre a tirania bolchevista e a liberdade ocidental. O impeachment é uma traição à revolução, porque devolve à elite burocrática socialista o poder de decisão sobre os caminhos do país e submete o povo, mais uma vez, ao papel de coadjuvante.

Para o filósofo, apenas a revolução popular possui legitimidade - porque, para o próprio povo, apenas a própria nação possui autoridade para limpar-se da escória totalitária. Olavo, analista que nunca errou em suas principais avaliações, entendeu o espírito do pais, compreendeu o que os brasileiros esperam de si mesmos. O ódio à classe política, amplo, absoluto e belicoso - "nunca antes na História do pais" um líder recebeu tamanhas ofensas, diante de todos - é, na verdade, o ódio a toda a degeneração moral do movimento coletivista. A opinião das ruas é inegável - o Brasil quer liberdade econômica, quer a prosperidade do desenvolvimento capitalista das grandes nações ocidentais industrializadas, quer a tradição cristã e quer a justiça aplicada aos vermes da política leninista e aos criminosos convencionais. Em poucas palavras, o Brasil quer a normalidade, quer ser o país de pessoas trabalhadoras, dedicadas, cristãs e, acima de tudo, amantes da liberdade, que sempre foi. O país cansou-se da ideologia dos "grandes líderes" - chega do varguismo, cria deformada do fascismo. Cansou-se do petismo lulista, aberração originária do marxismo. O brasileiro sempre quis viver em uma nação ocidental, capitalista, democrática e desenvolvida - quer o retorno ao que foi antes do teatro ideológico que começou com o fim do Império. O Brasil quer voltar a poder usar seu nome como símbolo de uma nação próspera e poderosa - quer abandonar as vestes da imundície e fracasso, jogadas sobre seus ombros pelos "vozhdi" vermelhos. O único caminho para a "volta à normalidade" é uma revolução - não a "revolução social", mas a Revolução Americana, um novo ano de 1776, quando a liberdade e a tradição "testada e vitoriosa" sobre o tempo venceram a tirania absolutista, que tentava acabar com a prática das liberdades individuais no Novo Mundo.

O impeachment é a negação da consciência nacional - é a rendição do país à casta burocrática bolchevista. É conferir à podridão sentada nos tronos do país a liderança sobre a independência nacional da ideologia. É trair o que o Brasil é, e jogar fora o despertar da nação, que grita desafios nunca imaginados aos "líderes", humilhados e acovardados. O autor quer que o despertar continue - ele sabe que essa é a única estrada possível para a liberdade. Não será um Lenin ou um Pedro II que fará o futuro do país - será o próprio Brasil, livrando-se do estamento ideológico que se propagou como um câncer, e que cultiva a pretensão de controlar os mínimos aspectos da vida nacional. O país está vivo e consciente, e não deixará que os parasitas voltem a ditar os passos de metade da América do Sul.

Assista ao comentário de Olavo de Carvalho sobre o "estamento burocrático":

domingo, 28 de fevereiro de 2016

A revista Veja e o fim do jornalismo

A saída de Joice Hasselmann do períódico que é considerado a maior revista brasileira foi uma tragédia para a liberdade de expressão, um ato de covardia e uma traição descarada contra a população, que, em sua maioria, é simpática às opiniões da colunista. Mais do que qualquer consideração estética sobre um veículo de comunicação - Veja, sem dúvidas, conta com o trabalho de escritores, diagramadores e designers talentosos -, o que determina a qualidade "jornalística" ou a confiabilidade é a independência da opinião do Estado, até mais do que a imparcialidade . Não há tal coisa como "isenção": em jornalismo, todos os veículos de comunicação possuem uma linha editorial. Todos os chefes possuem uma opinião. As informações divulgadas podem ser verificadas com fontes primárias e documentos, com fatos, filmagens, testemunhos de pessoas envolvidas nos fatos e registros dos mais variados tipos: essa é a essência do trabalho jornalístico, e também a das investigações científicas. Seu funcionamento independe do que pensa ou deixa de pensar o cientista. Mas um jornal não tem qualquer função informativa se não pode atacar o governo sob o qual existe. A diferença entre qualquer jornal socialista ocidental e a KCNA é que as publicações de esquerda existentes em países governados por conservadores ou liberais até mesmo podem expor crimes cometidos pelo Estado, eventualmente, e a veracidade desses crimes pode ser confirmada por qualquer cidadão - opiniões não mudam fatos. Mas a KCNA - ou qualquer jornal diretamente submetido à boa vontade do Estado socialista - sempre irá lamber as botas do comunismo norte-coreano. A KCNA nunca, em nenhuma hipótese, falará sobre os campos de concentração ou os inúmeros genocídios cometidos pelos sistemas marxistas, não importando qual das "ramificações" seja responsável pela barbárie. Quando a revista Veja dobra a espinha para o poder do Partido dos Trabalhadores, ele está se tornando apenas uma releitura do Pravda - o jornal para o qual "os terremotos, furacões e epidemias acabavam pouco antes de chegarem às fronteiras da URSS". 
Olavo de Carvalho tem a solução para a traição midiática:
boicote e pressão popular.

A revista Veja chegou a participar da "revolução conservadora" em curso no Brasil. Por um brevíssimo período de tempo, ela abriu as portas para escritores de tendência abertamente liberal - até mesmo militante -, como o senhor Rodrigo Constantino, que não é nehum gênio das letras, e para colunistas de posicionamento conservador-liberal como Felipe Moura Brasil, brilhante aluno do professor Olavo de Carvalho. Reinaldo Azevedo, ex-trotskista, também integrou a equipe, e sempre foi firme em suas críticas ao sistema "bolivariano" em construção, apesar de todos os erros alimentados pela ideologia que o escritor paulista possa ter. Joice Hasselmann desempenhou o papel da bela e feroz âncora do projeto "TV Veja", atacando com elegância e desprezo absolutamente justificado a administração socialista - por toda essa equipe e pela coragem para desafiar a maior máquina de propaganda que o país já viu desde o regime fascista de Getúlio Vargas, os responsáveis pela revista Veja daqueles tempos não muito distantes merecem apenas os aplausos na nação, o agradecimento sincero pela luta contra o totalitarismo, o reconhecimento pelo desafio lançado à tirania, apesar de todas as dificuldades para mostrar-se honrado em trabalho jornalístico, com todo o parasitismo e bajulação que reinam soberanos nos escassos miolos dos "homens médios" da profissão. A alegria durou pouco, e Veja tornou-se o retrato da deformação flácida que é a conduta dos jornalistas e da classe falante brasileira. Agora, o veículo, que já fez alguma coisa pelo país, luta incansavelmente para conquistar a tão merecida existência em mediocridade - quem sabe os editores queiram apenas a aposentadoria confortável, sonho do estereótipo tupiniquim. Veja virou a "revista-barnabé", desesperada pela mesada do Banco do Brasil, da Caixa e da Petrobras. E assim morreu mais um dos impressos de algum valor que essa miserável pátria viu nascer. A demissão de Joice Hasselmann, pelo visto, foi apenas mais um dos passos em direção à catástrofe moral.

André Petry é o novo diretor da revista Veja - um sujeito com simpatias pelo bom e velho esquerdismo à Partido Democrata. Em meio à maior crise que o Brasil já viveu desde a Grande Depressão da década de 1930, Veja não se contenta em "expurgar" conservadores e liberais mais impetuosos em suas críticas: literalmente, entrega o jogo para um intelectual "miolo-mole", exatamente do tipo descrito por Yuri Bezmenov. Ato de covardia igual só foi visto na vergonhosa rendição francesa, durante a Segunda Guerra. Por medo da pressão econômica, por medo da perda das gordas campanhas publicitárias estatais, veja vendeu as cabeças de seus melhores jornalistas, de pessoas que tiveram a coragem de enfrentar um partido que não apenas foi responsável pela morte de Celso Daniel e Yves Hublet, mas que se aliou à maior força assassina que o continente já viu - as FARC -, e colocou, no lugar dos melhores, os piores, que, por sorte, não têm quaisquer cabeças para perder. A lei militar entende a traição cometida pelos líderes mais importantes das tropas como ato de "alta-traição", que deve ser punido com o pelotão de fuzilamento. Jornalistas não merecem tamanha honra - é uma profissão notória por seus vigaristas, bandidos, prostitutas e outros levados às situações mais confortáveis por meio dos "testes do sofá". A direção de Veja mostra que o jornalismo brasileiro, ao menos o jornalismo dos maiores veículos de comunicação do país, faz grande justiça à reputação. Os covardes não merecem tamanha distinção como o tratamento "leninista": não senhor, merecem o tratamento sugerido pelo filósofo Olavo de Carvalho. Os responsáveis pela publicação devem, por seus próprios leitores, serem processados, perseguidos, pressionados a deixarem seus empregos e jogados na rua, que se adequa mais à natureza de seus atos. Mediocridade, covardia e rendição a criminosos são ações que merecem o desprezo do público e a perda de qualquer autoridade, que imerecidamente a vergonha chamada Veja ainda possui.

O autor disse, sobre os envolvidos no sistema do Foro de São Paulo: essas pessoas não merecem a morte. A pena capital tornaria a sociedade brasileira um retrato da perversão espiritual de seus algozes. O Brasil possui pessoas decentes e que têm coragem de desafiar o totalitarismo: essas pessoas não podem ser igualadas aos vermes como os que mandam e desmandam nas redações, na bajulação do assassinato, ou aos próprios assassinos, no coração do Estado. Essas pessoas merecem que seus veículos de comunicação caiam e desapareçam, merecem apenas a falência e a exposição de sua conduta ao público. A população brasileira já dobrou ratos no parlamento, que agora se desesperam em busca da aprovação de projetos notoriamente populares, como o fim do infame estatuto do desarmamento, responsável por entregar os pescoços dos inocentes aos criminosos. É hora de essa mesma população varrer "para a lata de lixo da História" os parasitas bajuladores nos grandes veículos de comunicação, através de gestos tão simples como parar de comprar qualquer um dos produtos oferecidos  pelos animais que usurpam o título de "jornalistas". O Brasil está vendo uma nova "revolução americana" diante de seus olhos, e é hora de fazer desta nação um país "normal", onde conservadores e liberais também possuem espaço na política e na imprensa, onde crimes de Estado são punidos e onde o povo é verdadeiramente livre. Como na revolução de Thomas Paine e Washington, é necessário que a população faça a revolta não apenas contra a coroa, mas contra aqueles que a sustentam . A demissão de Joice Hasslemann, o "expurgo" feito na redação - e que acabará por cortar a cabeça de outros grandes nomes, Reinaldo Azevedo entre eles - e a mudança "misteriosa" de posicionamento devem ser vistos como são: covardia, pusilanimidade, vigarice, traição pura e descarada. Se Veja era a única grande publicação conservadora-liberal, agora juntou-se à grande agência, à "Novosti", à KCNA dessas terras, ao lado de pérolas como a Carta Capital. A grande imprensa decidiu abraçar em bloco a barreira informacional gramsciana - que os brasileiros tomem a justa decisão de jogar todas essas empresas no único lugar onde deveriam estar: no esgoto.

É natural que não seja o "fim do jornalismo" no Brasil: isso não acontecerá, enquanto houver pessoas dispostas a divulgarem as informações que o bloqueio tenta sufocar. Os articuladores do bloqueio conseguiram destruir José Carlos Graça Wagner, que nunca foi colunista da Veja, mas fez, à sua maneira, um trabalho jornalístico infinitamente melhor do que o da revista, e deixou um legado que vale mais para o país do que mil anos de publicações do Globo, da Isto É e da Veja somados. Os "companheiros" tentaram destruir Olavo de Carvalho - falharam miseravelmente. Graças a esses homens, e a todos que devem seus trabalhos a eles, o Brasil vive um terremoto que irá derrubar sátrapas e imperadores, e a escória será, em breve, humilhada, como fez esforço gigantesco para merecer. Os brasileiros como Olavo, que participam da demolição do bloqueio, estão ajudando a sepultar a velha mídia tomada na "ocupação de espaços", é o fim da era da traição e dos lap dogs. O teatro de cortesãos morreu, e nunca mereceu o nome de "jornalismo". Com o sacrifício de Graça Wagner, está nascendo um novo jornalismo, que poderá significar tempos melhores para todos aqueles que realmente estão dispostos, de corpo e alma, a buscarem e a divulgarem a verdade, não importando a qual dos dois campos políticos sejam simpáticos. 

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